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Prefeitura faz chamamento coletivo e anuncia ações contra a dengue

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Bota-Fora da Codeca no bairro Reolon, no dia 27/04, está da programação das ações de orientação, fiscalização e educação

A Prefeitura de Caxias do Sul apresentou, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (12/04), o cenário atual da dengue no município e as principais ações de combate. A reunião foi convocada para comunicar as iniciativas e também para solicitar o apoio dos veículos de comunicação para a disseminação das informações sobre o preocupante quadro atual. Um Bota-Fora será realizado pela Codeca no bairro Reolon no dia 27 de abril. A Secretaria da Saúde intensifica as ações de fiscalização, controle e vigilância dos focos e, a do Meio Ambiente, atuará na educação ambiental.

O prefeito Adiló Didomenico destacou que o momento pede especial atenção e pediu a colaboração: “Chegou o momento de todos arregaçarem as mangas. Precisamos da ajuda de todos, pois a dengue é uma doença que não tem vacina. Um copinho plástico jogado na natureza pode acumular água e causar um grande problema, por isso fazemos esse apelo de forma coletiva, para que nos ajudem nesse combate”.

A secretária da Saúde, Daniele Meneguzzi, destacou que, embora os casos de dengue confirmados em Caxias até o momento (10) sejam todos de pacientes com histórico de viagem para outros locais, há risco de que a doença seja contraída na cidade, já que ela é transmitida pela picada do Aedes aegypti. “É um problema coletivo. Para que possamos minimizar os efeitos, precisamos novamente contar com a ação e colaboração de todos os caxienses. Evitar a transmissão dentro do nosso município depende de cada um e isso passa pela prevenção, que é eliminando os focos”.

Foto por Lucas Munaretti

Caxias do Sul soma, até o momento, 411 focos do mosquito Aedes aegypti identificados e bloqueados pela Vigilância Ambiental em Saúde. Em pouco mais de três meses, é quase a metade do total de 2022 (728 focos). O diretor técnico da Vigilância Ambiental em Saúde, Rogério Poletto, mostrou que o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (Liraa), realizado de 27 de março a 4 de abril, indicou bairros já com risco médio de infestação pelo mosquito: Desvio Rizzo, Charqueadas, Planalto, São Victor Cohab, Cruzeiro, Dezorzi, Centro, Pio X, Mariani, Reolon, Fátima e Pioneiro. No entanto, a preocupação é geral, visto que há focos do mosquito localizados em todas as regiões da cidade.

A Vigilância Ambiental em Saúde realizou este ano 39.501 inspeções em imóveis, terrenos baldios e pontos estratégicos, e recolheu 125 pneus inservíveis, abandonados pela comunidade em via pública. Poletto também chamou atenção para o alto número de focos do Aedes encontrados em residências: 77,4% dos 411. Entre os principais criadouros, 48,4% estão em recipientes para armazenamento da água da chuva (caixas d’água, tonéis, barris, baldes, regadores e bombonas). Também há 11,2% em pneus e 14,7% em recipientes em geral, incluindo potes para animais sem a limpeza frequente. “Temos que desmistificar o fato de que a dengue vai ocorrer só em bairro pobre, pois os focos estão em todo o município. Apesar de todas as informações, estamos encontrando caixas d’água aberta, piscinas com água suja, fontes ornamentais, água parada em todo tipo de recipiente”, relata.

O Bota-Fora no Reolon será realizado pela Codeca dia 27 de abril, das 8h às 16h. O bairro foi definido por já estar no roteiro das ações da companhia e também pelo resultado do Liraa). A diretora-presidente da Codeca, Maria de Lourdes Fagherazzi, explicou que no dia da ação a equipe da Codeca fará o recolhimento de móveis, sofás, colchões, eletrodomésticos, pneus e madeiras, que devem ser depositados pelos moradores nesse mesmo dia, nas ruas onde passa o ônibus. Não serão recolhidos entulhos de obras (concreto, tijolo, cerâmica, lajota, pedras).

“O objetivo é recolher esses materiais que podem se tornar criadouros e somar esforços, porque esse é um trabalho conjunto. Pedimos que a comunidade não deposite nos dias anteriores nem na noite anterior, justamente para esses resíduos não acabarem sendo espalhados”, apontou Maria de Lourdes. A diretora também lembrou que a comunidade pode descartar os pneus em desuso junto ao Ecoponto da Codeca, de forma gratuita.

Foto por Lucas Munaretti

O secretário de Meio Ambiente, João Uez, destacou que a Semma realizará, em conjunto com Codeca, Samae e Smed, trabalho de educação ambiental nas escolas próximas aos bairros onde há maior número de focos, buscando abordar a conscientização: “Precisamos trabalhar com as crianças para que elas entendam a importância, porque são elas as grandes incentivadoras dentro de casa. São iniciativas simples mas que surtem grande efeito”, avalia.

O coordenador de Relações Comunitárias, José Reovaldo Oltramari, disse que fará articulação com presidentes de bairros para multiplicar as informações sobre as ações de combate. A diretora técnica da Vigilância em Saúde, Sandra Tonet, também participou da coletiva.

Sobre a dengue

SINTOMAS

Pessoas com febre por dois a sete dias (39 a 40 graus), dor de cabeça, dor nas articulações ou dor atrás dos olhos devem buscar atendimento médico. Todas as UBSs estão capacitadas para atendimento.

CASOS DE DENGUE em 2023

– Contraídos no município (autóctones): nenhum

– Contraídos fora do município (importados): 10 casos.

Foram registrados nos bairros: Rio Branco, Ana Rech, Nossa Senhora de Fátima, São Caetano, Nossa Senhora da Saúde (2), Jardim Eldorado, Sagrada Família, Pio X, Pioneiro.

FOCOS DO MOSQUITO TRANSMISSOR: 411

Distribuição dos focos por bairro:

Cruzeiro: 52

Charqueadas: 38

Pio X: 27

Nossa Senhora de Fátima e São Victor Cohab: 23

Colina Sorriso e Pioneiro: 20

Cidade Nova, Floresta e Reolon: 15

Planalto: 12

Mariani e Nossa Senhora da Lourdes: 11

Sagrada Família e Santa Lúcia: 10

São Caetano e São Pelegrino: 08

Santa Lúcia Cohab: 07

Marechal Floriano: 06

Centro, Santa Catarina e São José: 05

Cristo Redentor, Esplanada, Galópolis, Madureira: 04

Kayser, Rio Branco, Santa Fé, São Leopoldo, Universitário e Vinhedos: 03

Bela Vista, Cinquentenário, Jardim de Lagoa (Desvio Rizzo), Jardim do Shopping, Medianeira, Monte Carmelo, Santa Teresa (Desvio Rizzo), São Luiz da 6ª Légua e Tijuca: 02

Cidade Industrial, Forqueta, Jardim América, Linha 40, Panazzolo, Petrópolis, Presidente Vargas, Salgado Filho, São Cristóvão, Santos Dumont, Vila Cristina, Vila Mari (Planalto) e Vila Verde (Planalto): 01

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Saiba como dimensionar a Defesa Civil do seu município de acordo com os riscos

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Estrutura deve ser organizada a partir do histórico de desastres, das vulnerabilidades e da realidade de cada cidade.

A dimensão de uma Defesa Civil municipal não é definida apenas pelo número de habitantes ou pelo porte econômico da cidade. O principal fator para estruturar o órgão é o nível de risco a que o município está exposto. Quanto maior a recorrência de desastres e quanto mais vulnerável for o território, maior deve ser a capacidade de organização, planejamento e resposta da gestão local.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), orienta que o primeiro passo para dimensionar essa estrutura é realizar um levantamento detalhado da situação do município sob a perspectiva do desastre.

Para definir o tamanho da Defesa Civil, o município deve considerar:

  • Histórico de desastres, como enchentes, deslizamentos, estiagens e vendavais
  • Áreas mais afetadas e danos já registrados
  • Vulnerabilidades do território
  • Características físicas: relevo, solo, clima e hidrografia
  • Distribuição da população entre áreas urbanas e rurais
  • Perfil da economia local

A forma como a prefeitura está organizada, a presença de secretarias setoriais, a atuação de órgãos como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e hospitais, bem como a existência de instituições parceiras e Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), também influenciam na definição do modelo mais adequado. Todos esses elementos ajudam o gestor municipal a compreender qual estrutura é necessária para garantir prevenção, resposta eficiente e recuperação rápida em caso de desastre.

Estrutura deve refletir a realidade local

A coordenadora de Fortalecimento e Participação Social da Sedec, Regiane Morais, reforça que não há um formato único para todas as cidades. “O tamanho da Defesa Civil municipal precisa estar diretamente relacionado ao nível de risco ao qual o município está exposto. Não existe um modelo padrão que sirva para todas as realidades. O que orienta essa estruturação é a análise técnica do histórico de desastres, das vulnerabilidades do território e da capacidade de resposta local”, destaca.

A criação da Defesa Civil deve partir do prefeito, responsável por instituir o órgão na estrutura administrativa do município por meio de legislação específica. Essa norma deve prever a organização interna, a equipe responsável pelas ações e os recursos orçamentários necessários para seu funcionamento. “Cada ente federativo deve adequar essa estrutura às suas particularidades, respeitando as características sociais, econômicas e ambientais do território”, observou a coordenadora.

Organização e atuação permanente

Para municípios de médio e grande porte ou que enfrentam desastres com maior frequência, a Defesa Civil Nacional recomenda uma organização mais estruturada, com instâncias de coordenação, setores voltados ao apoio administrativo, à minimização de desastres e às operações, além de um centro dedicado ao monitoramento e à gestão de ocorrências.

Já cidades de pequeno porte ou com baixa recorrência de eventos adversos podem adotar um modelo mais simplificado, desde que garantam capacidade técnica mínima e, principalmente, articulação eficiente com as demais secretarias municipais e órgãos de apoio.

A importância da preparação

Independentemente do modelo adotado, a atuação da Defesa Civil municipal deve priorizar a preparação. O mapeamento de áreas de risco, a capacitação de equipes, o planejamento de ações e o fortalecimento da mobilização comunitária são medidas fundamentais para reduzir danos e evitar perdas. “Quando o desastre ocorre, cabe ao órgão coordenar ações de socorro, assistência e recuperação, buscando restabelecer a normalidade social da população atingida o mais rapidamente possível”, concluiu Regiane Morais.

Mais do que uma questão de estrutura física ou número de servidores, o “tamanho” de uma Defesa Civil está diretamente ligado à sua capacidade de planejar, articular e agir. É esse preparo que garante mais segurança para a população e fortalece a cultura de prevenção nos municípios brasileiros.

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Sinalização de obra na Estrada Claudino Antônio da Costa sofre ações de vândalos

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Remoção de placas de segurança durante a noite coloca motoristas em risco e compromete a segurança no trecho em obras.

A Secretaria Municipal de Obras (SMO), faz um alerta à comunidade sobre atos de vandalismo registrados na Estrada Municipal Claudino Antônio da Costa, onde estão em andamento as obras de pavimentação asfáltica.

Os trabalhos seguem normalmente durante o período de Carnaval, com operação em sistema pare e siga e retenções de tráfego a cada 30 minutos, necessárias para a execução da base que receberá a camada asfáltica e para os serviços de regularização do leito da via em outros trechos.

Ao final de cada jornada de trabalho, por volta das 17h30 às 18h, as equipes realizam a sinalização completa dos pontos críticos da obra. São identificados e devidamente sinalizados locais com acúmulo de pedras, desníveis acentuados e áreas de risco próximas à ribanceira, garantindo que motoristas tenham visibilidade adequada e segurança ao trafegar pelo trecho durante a noite.

No entanto, a Secretaria tem registrado que, de forma recorrente, placas e dispositivos de sinalização estão sendo removidos e descartados na ribanceira durante a madrugada. A prática compromete diretamente a segurança viária, uma vez que o trecho é localizado em área de interior, sem iluminação pública, dependendo exclusivamente da iluminação dos veículos para visibilidade noturna.

A retirada dessas sinalizações pode resultar em acidentes graves, colocando em risco a vida de motoristas, passageiros e moradores da região.

A Secretaria Municipal de Obras reforça o apelo à comunidade para que preserve a sinalização instalada e denuncia que atos de vandalismo dessa natureza prejudicam não apenas o andamento da obra, mas principalmente a segurança coletiva.

A colaboração da população é fundamental para garantir que as intervenções avancem com responsabilidade e que todos possam transitar pelo local com segurança.

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Vândalos que depredaram banheiros da praça de Ana Rech são identificados pelas câmeras de monitoramento

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BM localizou os jovens no bairro; responsáveis irão pagar o conserto do local público.

Os banheiros da Praça Pedavena de Ana Rech recém reformados e entregues à comunidade pela Subprefeitura no dia 5 de dezembro foram alvo de depredação na noite do último dia 4 de fevereiro.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo subprefeito Marcos Saccaro, quatro jovens foram flagrados saindo do local pela vizinhança. Com o auxílio das câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Operações (CIOp) foi possível identificar os suspeitos (três deles menores de idade), todos moradores do bairro.

Na tarde do dia 09, o Policiamento Comunitário da Brigada Militar da região de Ana Rech recebeu as informações e imagens dos autores do vandalismo. Durante buscas, eles foram localizados e abordados. Dois foram identificados e seus dados repassados aos órgãos competentes para investigação.

Os responsáveis pelos jovens terão que arcar com o conserto do local público.

Fonte: Assessoria Prefeitura

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