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Projeto Rosas assume caráter de extensão para estudos sobre casos de violência de gênero

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Área do Conhecimento de Ciências Jurídicas da UCS, promove oito encontros no Campus-Sede. O primeiro ocorre nesta segunda-feira, dia 16.

Com base em dados coletados entre 2025 e o início de 2026, o cenário sobre a violência de gênero no Brasil se mostra desafiador. No ano passado, de acordo com o Ministério da Justiça, o país registrou um recorde de feminicídios, com mais de 1,5 mil vítimas, consolidando um aumento de 4% em relação a 2024. Numa realidade mais próxima – entre 49 municípios da Serra Gaúcha – foram contabilizados três crimes de violência de gênero somente em fevereiro deste ano, sendo dois deles feminicídios. O número dobrou no comparativo a janeiro, que teve um caso na cidade de Muitos Capões. Os dados foram divulgados recentemente pelo Observatório Estadual de Segurança Pública.

Para fomentar o debate e a reflexão sobre as diversas formas de violência de gênero e apresentar possíveis caminhos jurídicos e sociais para evitá-las, destacando o panorama de Caxias do Sul e região, a Área do Conhecimento de Ciências Jurídicas da Universidade de Caxias do Sul promove o Projeto Rosas: Rodas de Estudo sobre Violências de Gênero, que neste ano passa a ter caráter de extensão, destinado a estudantes dos cursos de Direito, Psicologia e Serviço Social, profissionais que atuam na rede de proteção e enfrentamento à violência de gênero, bem como aos demais públicos interessados. “Não se trata de um grupo fechado, mas com o propósito de ser permanente a fim de viabilizar estudos e outras ações em torno do tema, a exemplo de palestras em escolas”, explica a coordenadora do curso de Direito da UCS, professora Raquel Cristina Pereira Duarte. Estão programados oito encontros presenciais na sala 410B do Bloco 58, no Campus-Sede. O primeiro ocorre nesta segunda-feira, 16 de março, às 18h30min, e vai abordar o Estudo do Pacto Nacional contra os Feminicídios.

Os temas serão conduzidos pelos professores Alexandre Cortez Fernandes, Glenda Biotto, Raquel Pereira Duarte e pela assistente social Andrea Pimentel Dandolini. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 16 de março pelo link. As vagas são limitadas e a carga horária é válida como atividade complementar.

Encontros programados
Até o mês de junho, mais sete encontros estão agendados, sempre às 18h30min. Confira os temas e as datas correspondentes:
2 de abril, quinta-feira
Estudo do Pacto Nacional contra os Feminicídios
13 de abril, segunda-feira
Estudo sobre as diversas formas de violência contra as mulheres
30 de abril, quinta-feira
Estudo sobre as diversas formas de violência contra as mulheres
11 de maio, segunda-feira
Estudo sobre as diversas formas de violência contra as mulheres
28 de maio, quinta-feira
Estudo sobre as medidas e mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica
8 de junho, segunda-feira
Estudo sobre as medidas e mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica
25 de junho, quinta-feiraEncontro de encerramento e proposições para o próximo semestre  
O início do projeto

O Projeto Rosas começou a partir de uma proposta espontânea do acadêmico em Direito Willian Bussolotto Bocalon. Durante uma conversa com a professora Rosecler Gilioli, diretora do campus universitário de Nova Prata, após acompanhar notícias recorrentes nos casos de violência doméstica, ele sugeriu a necessidade de mobilização para amparar as vítimas, com o apoio do Serviço de Assistência Jurídica Gratuita da UCS (SAJU), naquele município, e a possibilidade de atendimentos na área de psicologia. A partir de então, novas ideias começaram a ser avaliadas, junto à coordenadora do curso de Direito no CPRA, professora Jussara Machado Polesel, e o professor Carlos Büttenbender, do SAJU.

Destinado a capacitar cidadãos para atuarem como multiplicadores de conscientização e auxílio nas comunidades onde vivem, o Projeto Rosas foi assim denominado em analogia aos espinhos da flor com as dificuldades enfrentadas pelas mulheres, além de prestar uma homenagem à bisavó de Willian. Nos últimos anos, a iniciativa consolidou-se e se estendeu a outros campus da UCS, como no Vale do Caí, atendendo a ações específicas para cada comunidade.

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Cultura

Sonora Brasil chega a Caxias do Sul com apresentações que celebram matrizes afro e indígenas

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Projeto nacional do Sesc traz ao Teatro Sesc Caxias do Sul artistas da Bahia e de Pernambuco em agosto. Ingressos estão à venda a partir de R$ 15.

Um dos mais importantes projetos de circulação musical do país, o Sonora Brasil chega a Caxias do Sul em agosto com uma programação que valoriza a diversidade cultural brasileira por meio das sonoridades afro e indígenas. Promovida pelo Sesc, a 28ª edição do projeto tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas” e reunirá, ao longo do segundo semestre, artistas de diferentes regiões do Brasil no Teatro do Sesc (Rua Moreira César, 2462).

A primeira atração da programação acontece no dia 14 de agosto, às 20h, quando o público poderá conferir o espetáculo “Salvaguarda”, do duo baiano Cabokaji. Já no dia 30, às 18h, sobe ao palco o músico indígena pernambucano Gean Ramos Pankararu. Os ingressos para ambas as apresentações estão disponíveis a partir de R$15 no site do Sesc/RS, em www.sesc-rs.com.br/espetaculosculturais, e diretamente na Unidade.

Realizado desde 1998, o Sonora Brasil é reconhecido por promover o intercâmbio cultural entre diferentes territórios brasileiros, ampliando o acesso a produções artísticas que expressam a riqueza e a pluralidade das tradições do país. Nesta edição, o projeto destaca manifestações contemporâneas conectadas às ancestralidades afro-brasileiras e indígenas, fortalecendo espaços de diálogo, reconhecimento e valorização cultural.

A abertura da programação em Caxias do Sul será com o Cabokaji, duo da Bahia que combina música, performance, corpo e experimentações sonoras para construir uma paisagem artística inspirada em referências afro-indígenas. O espetáculo “Salvaguarda” transita entre rito, imaginação e resistência, abordando temas como territorialidade, memória e reparação histórica e ambiental.

Na sequência, o público poderá acompanhar o trabalho de Gean Ramos Pankararu, artista indígena do povo Pankararu, de Pernambuco. Em suas composições, ele conecta ancestralidades indígenas e negras, compartilhando histórias de resistência e vivências ligadas à cultura de seu território. A apresentação reúne música contemporânea e elementos tradicionais que marcam sua trajetória artística.

A programação do Sonora Brasil em Caxias do Sul terá continuidade nos meses seguintes. Em outubro, o município recebe o grupo paraense Suraras do Tapajós, formado por mulheres indígenas que difundem o carimbó por meio de repertório autoral e releituras da música paraense. Já em novembro, compondo a programação da 13ª Aldeia Sesc Caxias do Sul, será a vez do grupo gaúcho Nderé Oblé apresentar um espetáculo que une música, poesia e performance para criar pontes entre ancestralidade e futuro. Ao longo de 2026, o Sonora Brasil passará por 42 cidades de 15 estados brasileiros, com 130 apresentações e 30 ações formativas

Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

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Randoncorp promove feirão de empregos com oportunidade de formação gratuita em solda

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Programa de capacitação para o cargo de soldador de implementos é ministrado na própria empresa.

A Randoncorp realiza no próximo sábado (08), um novo feirão de empregos para contratação de profissionais que desejam atuar na unidade Randon, em Caxias do Sul. A ação reúne oportunidades para diferentes funções da área industrial, incluindo operador de produção, montador soldador e pintor.

O atendimento aos candidatos ocorrerá das 8h às 14h, na Ravi Saúde Corporativa, localizada na Rua Bento Gonçalves, nº 2740, bairro São Pelegrino. Entre os benefícios oferecidos pela Randoncorp estão: transporte, restaurante, plano de saúde familiar, plano odontológico e Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Formação gratuita para futuros soldadores

Além do Feirão, desta vez, a empresa apresenta oportunidade voltada à formação de novos profissionais em solda. A iniciativa contempla a contratação de candidatos e candidatas para o cargo de montador soldador de implementos, com participação em um programa de capacitação da empresa, ministrado por professores técnicos contratados para a proposta, na Escola de Solda Randon.

A oportunidade é direcionada a pessoas que queiram iniciar carreira na área industrial e se desenvolver profissionalmente, sem a necessidade de experiência ou formação prévia. Durante o programa, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos para desenvolver as competências necessárias à atuação como soldador, contando com acompanhamento e suporte da empresa ao longo da jornada de aprendizagem.

Os interessados devem comparecer ao local munidos de documento com foto, comprovante de escolaridade e certificados de cursos, caso possuam.

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CVV abre cursos para novos voluntários

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O Centro de Valorização da Vida – CVV, regional de Porto Alegre, está abrindo inscrições para novos voluntários. Você quer ser um voluntário do CVV aqui no Rio Grande do Sul?, estão se inscreva para o curso on line, de formação de novos voluntários. Acesse o site: https.//cvv.org.br/voluntários/porto-alegre/.

Milhares de pessoas já foram treinadas pelo CVV e atuaram ou atuam como voluntários nos atendimentos e continuam sendo formadas exclusivamente por pessoas voluntárias. O ceveviano é gente como todos, com sentimentos e emoções, mas que se coloca em posição de compreender o momento de outra pessoa, sem querer dar conselhos ou fazer críticas e sem julgamento.

Sobre o CVV

O CVV presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de 3,6 milhões de atendimentos de 2021 foram realizados por cerca de 4.200 voluntários em mais de 120 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo site www.cvv.org.br, via chat e e-mail apoioemocional@cvv.org.br, além de carta. A entidade realiza também ações presenciais (temporariamente suspensas devido à pandemia), como palestras e Curso de Escutatória. O CVV é uma entidade financeira e administrativamente independente, mantendo-se por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas – para colaborar, acesse https://www.cvv.org.br/colabore.

Sobre o suicídio

 O suicídio é um problema de saúde pública que mata pelo menos um brasileiro a cada 45 minutos, mais do que o HIV e muitos tipos de câncer. O movimento Setembro Amarelo, iniciativa brasileira para ampliar o impacto do dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, foi iniciado em 2015 para sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão.

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