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Produtores rurais caxienses se preparam para a Expointer 2023

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Produção do Município será representada por flores de corte e animais como ovinos, bovinos e equinos, entre outros produtos agropecuários

A 46ª edição da Expointer contará com diversos expositores caxienses. A novidade deste ano é a participação das flores de corte cultivadas pela produtora rural Daniela Catuzzo na região de Vila Seca. Entre os animais estarão presentes ovinos da raça Hampshire Down, da Cabanha do Bugre, na região de Forqueta; gado Sindi do Rancho Criúva e gado Gir e Girolando da Fazenda das Nogueiras, ambas da região de Criúva. Segundo a Inspetoria de Defesa Agropecuária de Caxias do Sul, órgão parceiro da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SMAPA), também estão inscritos equinos das raças Árabe, Crioula, Campeiro e Quarto de Milha. A Expointer será realizada de 26 de agosto a 03 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Flores de Corte – Marcam a estreia da produtora rural Daniela Catuzzo. Ela vai expor no espaço Juntos para Competir do Sebrae, Senar e Farsul, que estará localizado no Pavilhão Internacional. Daniela e a irmã Daiane iniciaram recentemente uma produção na região de Vila Seca e já comemoram resultados. Elas investiram em uma estufa para produção de quatro espécies de flores de corte: lisianthus (muito usada em casamentos), girassol, mosquitinhos e boca-de-leão, algumas das quais levarão para a Expointer a convite do Programa Juntos para Competir.

Ovinos da Cabanha dos Bugres – A propriedade participa da Expointer pelo oitavo ano consecutivo e vai expor quatro ovelhas. O proprietário e responsável técnico pelo rebanho, Samuel Carnesella, tomou gosto pela criação de ovinos na faculdade de Veterinária. Atualmente, o plantel tem cerca de 60 animais, incluindo 35 matrizes e três reprodutores. A Cabanha fica em Forqueta e é focada na produção de reprodutores e matrizes com genética diferenciada. A raça Hampshire Down é originária do Reino Unido.

Bovinos – Mais uma vez estarão presentes bovinos provenientes de criadouros localizados na região de Criúva, em Caxias do Sul. É o caso do Rancho Criúva (gado Sindi) e da Fazenda das Nogueiras (Gir Leiteiro e Girolando), ambas conectadas com o trabalho dos técnicos e ações da SMAPA e entidades parceiras.

Rancho Criúva (gado Sindi) – O Rancho Criúva fez sua estreia na Expointer no ano passado e já conquistou os prêmios Grande Campeã e Grande Campeão da raça Sindi. Agora,a família do produtor rural Joceley Marcos Trevisan inscreveu na feira oito animais deste gado bovino zebu, originário da província de Sindh, no Paquistão. Segundo Trevisan, o Rancho Criúva é pioneiro no Sindi entre os estados sulinos e o único da região sul registrado na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.

Fazenda das Nogueiras (Gir Leiteiro e Girolando) – O produtor José Adalmir Ribeiro do Amaral coleciona prêmios ao longo de vários anos de Expointer, feira da qual participa desde 2010. Desta vez, levará 26 animais de argola (que vão a julgamento) das raças Gir Leiteiro (zebuína) e Girolando (cruzamento do Holandês com Gir). Na edição passada, conquistou nada menos que quinze premiações no Gir Leiteiro e nove no Girolando.

Também estarão na Expointer agroindústrias caxienses como a Dolci Ricorddi, de Santa Lúcia do Piaí, e a Santa Bárbara, localizada na Parada Cristal.

Foto por Alexandra Baldisserotto

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Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

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Supostas fraudes estão estimadas em R$ 54 bilhões.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

“Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

Ainda de acordo com a nota, as apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Entenda

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em junho de 2024, quando policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa Americanas. Também foram cumpridos o sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões.

À época, a PF informou que as investigações tiveram a colaboração da atual diretoria da empresa. Os policiais apuraram que os então diretores da Americanas praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos.

As investigações também constataram “fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a corporação.

Ainda em 2024, as notícias envolvendo a operação que mirou a antiga cúpula do Grupo Americanas trouxeram à tona desafios e limites da regulamentação do mercado financeiro no país, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil e do próprio órgão regulador estatal, que reconhecem fatores que impedem o melhor acompanhamento de balanços contábeis e governanças de grandes companhias.

Entre os aspectos apontados pelos entrevistados estão a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação estatal e do próprio mercado; conflitos de interesses que minam a autorregulação; sofisticação de fraudes empresariais, com um “time” estruturado para manipular dados; e orçamento inadequado e falta de pessoal no quadro de funcionários do órgão regulador estatal.

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Seminário reforça preparação de lideranças para atuação em desastres em Caxias do Sul

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Evento integra as ações do Plano de Contingência do município e abordará estratégias de gestão de riscos, coordenação entre instituições e fortalecimento da resposta a eventos extremos.

A Prefeitura, por meio da Defesa Civil da Secretaria de Segurança Pública, segue avançando na implantação do Plano de Contingência do município com mais uma ação voltada à preparação para situações de desastres. No dia 2 de julho, das 9h às 11h, será realizado o Seminário Caxiense de Liderança Política e Gestão Pública nos Desastres, na Câmara Municipal, reunindo gestores públicos, representantes da Defesa Civil, lideranças e instituições parceiras.

O Seminário tem como objetivo promover a qualificação de lideranças e fortalecer a capacidade de resposta do município diante de eventos extremos, por meio de debates sobre governança, tomada de decisão, coordenação interinstitucional e estratégias para ampliar a resiliência dos territórios e dos serviços públicos. O público-alvo são lideranças da comunidade: vereadores, secretários municipais, presidentes de Amobs, lideranças de entidades de classe como sindicatos, associações, órgãos de segurança, etc.

A iniciativa integra o conjunto de ações previstas no Plano de Contingência, elaborado pela Prefeitura após os eventos climáticos de 2024, que causaram impactos significativos em Caxias do Sul. Além da recuperação das áreas atingidas, o município vem investindo em medidas preventivas para garantir uma resposta mais organizada e eficiente em futuras ocorrências.

O plano está sendo desenvolvido com recursos de uma parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), que possibilitou a contratação da empresa Hopeful, especializada em gestão de desastres. O trabalho contempla um planejamento operacional baseado na realidade do município, considerando áreas de risco, recursos disponíveis, protocolos de atuação, capacitação de equipes, uso de tecnologia e comunicação com a população.

O seminário é gratuito, porém as vagas são limitadas. As inscrições podem ser realizadas pelo link abaixo.

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Seminário na UCS propõe formas integradas de enfrentamento ao feminicídio

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Encontro que ocorre nesta quarta-feira, dia 10 de junho, tem parceria da Secretaria da Mulher do Estado do Rio Grande do Sul.

A Universidade de Caxias do Sul, mediante a Área do Conhecimento de Ciências Jurídicas e em parceria com a Secretaria da Mulher do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, promove o Seminário Regional – Masculinidades, Prevenção e Enfrentamento aos Feminicídios, dia 10 de junho, das 9h às 18h, no UCS Teatro – Bloco M do Campus-Sede. O encontro tem caráter multidisciplinar, se destina à comunidade acadêmica, valendo como atividade complementar, mas também aos gestores públicos e de empresas, lideranças corporativas, profissionais da rede de enfrentamento e proteção às mulheres e ao público em geral. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia do evento, acessando este link. As vagas são limitadas.

O Governo do RS conta com o Programa de Promoção e Proteção aos Direitos das Mulheres, incluindo decreto para disponibilizar um cofinanciamento a municípios que ainda não possuem serviços especializados para a montagem de suas estruturas de atendimento. Para viabilizar ações conjuntas, devido à complexidade do tema, a Secretaria Estadual da Mulher está realizando aproximações com as universidades comunitárias gaúchas, como a UCS. Desta forma, surgiu o propósito do Seminário em atuar no âmbito da capacitação e governança, com o objetivo de promover a prevenção do feminicídio por meio da transformação das masculinidades, enfrentando suas raízes estruturais, a exemplo do machismo, racismo, desigualdade social e a cultura da violência.

“Precisamos trabalhar na sensibilização das pessoas e no compartilhamento de boas práticas. Existem centros de referência com projetos muito representativos na região e a própria Universidade atua com os grupos de reflexão, exercendo papel fundamental na formação profissional e de cidadania, podendo contribuir para a disseminação do combate ao problema”, avalia a assessora regional da subchefia do Interior da Casa Civil do RS, Paula Ioris de Oliveira, que também é conselheira da Fundação Universidade de Caxias do Sul e será mediadora de uma das mesas de debates no Seminário.

Programação atende lateralidade sobre o tema

O evento vai tratar alguns dos princípios orientadores para o combate ao feminicídio, como a educação transformadora, e não somente punitiva. Também propõe articular a rede de apoio que envolve assistência, justiça, saúde e educação, e dar escuta ativa às mulheres e olhar ativo para o agressor e o seu contexto. Para atender aos aspectos abrangentes do feminicídio, a programação do encontro foi dividida em mesas de debates com especialistas e mediadores. O público poderá acompanhar:

* 9h30min: O Retrato do Autor de Violência Contra a Mulher no Sistema Prisional, com a professora e doutora em Direito Joice Graciele Nielsson. Mediação da professora e doutora em Letras, Paula Schild Mascarenhas.
* 11h: Entre Masculinidades e Feminismos, Interseccionalidade e Articulação, com a consultora de projetos do Instituto PROMUNDO, Angelita Herrmann. Mediação da coordenadora do curso de Ciências Jurídicas da UCS, Raquel Cristina Pereira Duarte.
* 13h30min: Grupos Reflexivos e Boas Práticas para a Rede de Proteção, com o juiz de Direito da Vara Especializada em Violência Doméstica da Comarca de Caxias do Sul, Filipe de Almeida Lemos; psicóloga do Tribunal de Justiça do RS, Nathalia Matos Pereira; assistente social no Tribunal de Justiça do RS, Lívia Seeling Segui; e juíza de Direito da Comarca de Canela, Simone Ribeiro Chalela. Mediação da integrante da Casa Civil do Governo do RS e conselheira da FUCS, Paula Ioris de Oliveira.
* 15h30min: Boas Práticas no Cuidado da Pessoa e a Gestão da Rede de Proteção de Mulheres, com a coordenadora da Coordenadoria da Mulher de Caxias do Sul, Jeane Schulz; coordenadora do Centro de Referência à Mulher e da Coordenadoria da Mulher de Farroupilha, Silvana de Lima; coordenadora do Centro de Referência da Mulher Vítima de Violência REVIVI e da Coordenadoria da Mulher de Bento Gonçalves, Patrícia Regina Da Rold; e o especialista em Gestão Empresarial e conselheiro especializado no tema da Invisibilidade do Cuidado, Juliano André Colombo. Mediação da secretária-adjunta da Secretaria da Mulher do RS e delegada de Polícia Civil do Estado, Viviane Nery Viegas.

O Seminário Regional – Masculinidades, Prevenção e Enfrentamento aos Feminicídios tem coordenação da vice-reitora e pró-reitora de Graduação da UCS, Terciane Ângela Luchese, da coordenadora do curso de Ciências Jurídicas, Raquel Cristina Pereira Duarte, e da integrante da Casa Civil do Governo do Estado e conselheira da FUCS, Paula Ioris de Oliveira. “A Universidade reafirma, mais uma vez, o seu compromisso com a conscientização e a promoção de ações pelo fim da violência contra a mulher em todas as suas formas. Só em 2026, já tivemos a inauguração do Banco Vermelho no Campus-Sede e nos demais campi, a aula inaugural do curso de Direito que abordou a temática, e ainda dispomos de grupos permanentes de discussão, como os que fazem parte do Projeto Rosas”, enfatiza a professora Raquel.

Projeto Donna

O encerramento do Seminário será marcado pela apresentação do Projeto Donna, da Prefeitura de Flores da Cunha, por meio de suas idealizadoras, a primeira-dama, Lisiane Ulian, e a vice-primeira-dama, Edilene Rech. A iniciativa conquistou recentemente o 1º lugar nacional no 13º Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, na categoria Inclusão Socioprodutiva. O Donna foi desenvolvido de forma integrada entre diversas secretarias municipais, parceiros e lideranças da comunidade, a partir da intenção de criar oportunidades reais e de acolhimento às mulheres, evidenciando suas potencialidades para crescer na sociedade, empreender e transformar suas realidades em busca da autonomia financeira. Conforme as idealizadoras, o projeto – que já impactou mais de 970 participantes em quase dois anos – vai além da qualificação profissional, auxiliando as mulheres de forma integral.

A premiação do Sebrae reconhece projetos inovadores realizados pelas prefeituras brasileiras e voltados ao desenvolvimento econômico, ao fortalecimento do empreendedorismo e à valorização dos talentos locais. Participaram 1.934 municípios de todos os estados.

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