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Saúde

Prefeitura inaugura ambulatório trans na próxima semana.

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O ambulatório é uma das metas previstas no Plano Municipal de Saúde, pois foi elencado como uma das demandas dos participantes da Conferência Municipal de Saúde

A Prefeitura de Caxias do Sul inaugura, na próxima semana, mais um serviço inédito no Município: o Serviço Ambulatorial Especializado no Processo Transexualizador – Ambulatório Trans de Caxias do Sul, para atendimento da saúde integral de homens e mulheres trans e travestis. O objetivo é acolher, orientar e proporcionar acesso para que as pessoas trans possam realizar o tratamento de hormonioterapia em segurança, sem riscos à saúde. O serviço é vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A inauguração ocorre no dia 12/04, às 15h30, no primeiro andar do Centro Especializado de Saúde (CES).

A criação do ambulatório é uma das metas previstas no Plano Municipal de Saúde, pois foi elencado como uma das demandas dos participantes da Conferência Municipal de Saúde. Esse modelo de serviço busca atender de forma integral a população trans, orientando em suas necessidades de saúde física, mental e social, ofertando a terapia hormonal com assistência qualificada. O serviço do ambulatório será completo, com oferta de acolhimento, consulta psicológica e de enfermagem, avaliação e acompanhamento médico, consulta farmacêutica, encaminhamento para exames, aplicação e dispensação de hormônios.

O ambulatório contará com equipe multidisciplinar formada por médico, enfermeiro, psicólogos, assistente social e farmacêutico. O público-alvo são pessoas de 18 anos ou mais residentes de Caxias do Sul.

“É papel da Secretaria Municipal da Saúde enxergar o ser humano em sua integralidade. O ambulatório trans surge para possibilitar o acesso ao tratamento de hormonioterapia sem que o paciente se exponha a riscos importantes à sua saúde. Agradecemos a todos os parceiros que se envolveram para que esse projeto se tornasse realidade”, salienta a secretária municipal da Saúde, Daniele Meneguzzi.

Todos os profissionais de saúde atuantes no serviço são vinculados à Secretaria Municipal da Saúde. O ambulatório ocupa estrutura preexistente no CES. A aquisição de medicamentos, conforme protocolo de hormonização, foi realizada com recurso de R$1,5 milhão de emenda de custeio encaminhada pela deputada Fernanda Melchionna. A criação do ambulatório teve apoio de promotores de saúde LGBTQIA+, ativistas e representantes da sociedade civil.

Foto por Maicon Duarte, banco de dados

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Médica-neurologista alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

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No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.

O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.

Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.

“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.

A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.

“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.

Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta

Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.

Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.

A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.

“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.

Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.

“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.

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UCS e Liga de Combate ao Câncer firmam parceria para criar espaço no Campus-Sede

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Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.

Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.

O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).

As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.

Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.

A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.

Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.

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Nova vacina contra pneumonia e meningite começa a ser aplicada na rede pública de Caxias do Sul

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Pneumocócica 20-valente protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo e substituirá, gradativamente, as versões anteriores disponibilizadas pelo SUS.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Caxias do Sul disponibilizarão, a partir desta quarta-feira (01/07), a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), para crianças de até cinco anos e pessoas em condições clínicas inseridas no sistema do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O imunizante amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, meningite, otite e infecções no sangue. No momento, as unidades do interior ainda não estão disponibilizando o imunizante. De acordo com a Secretaria da Saúde (SMS), a previsão é que todas as unidades do Município sejam abastecidas até a próxima semana, conforme a chegada das doses.

A atual vacina, que protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, substituirá gradativamente as vacinas pneumocócicas 10, 13 e 23, até então utilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Além das formas mais invasivas da doença, como meningite e infecções generalizadas (Sepse), a imunização também protege contra casos de otite média, infecção comum na infância e que, em situações graves, pode causar complicações auditivas.

“Essa alteração se deve a uma análise do cenário epidemiológico e se comprovou a necessidade de atualizar a vacina frente aos casos de pneumococo que tínhamos no nosso cenário do Rio Grande do Sul e Brasil, em que houve um apontamento de uma alteração da cepa vacinal para que a gente pudesse proteger crianças, idosos e a população em geral de casos graves de pneumococo associados à meningite, pneumonia etc. Recebemos um quantitativo pequeno de doses para dar início a essa transição e aguardamos novas doses junto ao Estado. Cada criança terá a avaliação do seu cartão vacinal e a orientação técnica por parte do Ministério da Saúde e as pessoas com comorbidades ou doenças crônicas que se enquadrem nas patologias do CRIE. A gente orienta que procurem sua unidade básica de referência, levando o pedido do médico e, se necessário, exames que comprovem a doença para solicitação dessa vacina dentro do cenário das vacinas especiais”, pontua a diretora da Vigilância em Saúde da SMS, Magda Beatris Teles.

Nesta primeira etapa, a vacina Pneumo 20 será ofertada para crianças menores de cinco anos. Além disso, em situações específicas, também será indicada para:

– Idosos acamados ou institucionalizados;

– Pessoas com condições clínicas especiais atendidas no sistema CRIE;

– Povos indígenas em situações previstas pelo Ministério da Saúde.

O que é necessário para tomar a vacina:

Se fizer parte dos grupos elegíveis, procure sua UBS de referência. Leve documento com CPF e, se houver, a caderneta de vacinação da criança. Os profissionais da saúde avaliarão o histórico vacinal e indicarão o esquema vacinal adequado.

UBSs seguem atendendo em horário estendido

Durante a semana, cinco UBSs com horário estendido (Cruzeiro, Esplanada, Eldorado, Desvio Rizzo e Cinquentenário) também estão realizando a aplicação das vacinas de rotina, com atendimento até as 19h. As UBSs de horário estendido Vila Ipê e Reolon ainda não fazem parte deste cronograma.

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