Geral
Novos integrantes do Comune tomam posse
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2 anos atrásem
Solenidade ocorreu no fim da tarde desta segunda-feira (13/11) no Salão Nobre do Centro Administrativo
O prefeito Adiló Didomenico deu posse nesta segunda-feira (13/11) aos novos integrantes do Conselho Municipal da Comunidade Negra (Comune), gestão 2024/2026.
O Comune é um órgão de assessoramento e fiscalização vinculado à estrutura da administração pública municipal e controlado pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS). Foi criado em 18 de agosto de 2004 pela lei municipal nº 6.264. Tem por objetivos formular diretrizes e promover atividades que visem à defesa dos direitos da comunidade negra e à eliminação das discriminações que a atingem, além de assessorar o poder Executivo emitindo pareceres e acompanhando a elaboração e execução de programas do governo nos âmbitos federal, estadual e municipal. O Comune também pode desenvolver estudos, debates e pesquisas relativas à problemática da comunidade negra.
O secretário de Segurança Pública e Proteção Social, Paulo Roberto Rosa da Silva, agradeceu aos integrantes da gestão anterior pelo comprometimento com o Conselho e desejou sucesso a nova gestão. “Dentro da diretoria de Proteção Social temos a Coordenadoria de Promoção de Igualdade Étnico-Racial que está sempre à disposição para fazer o melhor possível que nós pudermos junto à Secretaria de Segurança. É fundamental a participação de vocês como um todo, nas representações das secretarias e também da sociedade civil para juntos construirmos uma sociedade melhor”, disse o secretário.
O presidente da gestão 2019/2023, Antônio Jorge da Cunha agradeceu a todos pelo período em que esteve a frente do Comune e salientou a importância da criação de políticas públicas para atender as demandas da população. “O conselho procura fazer o que lhe cabe, estar presente com o poder público para atender as demandas de igualdade em todas as classes e raças”, disse Cunha.
A presidente do Comune gestão 2024/2026, Michele dos Santos Xavier disse em sua fala que é preciso muito diálogo para combater o racismo estrutural existente e o discurso de ódio contra as raças e religiões. “Espero que possa contribuir nessa gestão, construindo uma rede entre todos os movimentos pois sozinho a gente não faz nada. Vamos dialogar e muito para combatermos qualquer tipo de preconceito e intolerância, precisamos nos unir cada vez mais para termos os direitos de todos atendidos e sermos respeitados da forma que merecemos”, disse Michele.
O prefeito Adiló Didomenico ressaltou a importância da atuação do Conselho em prol da igualdade. “O Conselho precisa trabalhar muito forte contra o preconceito, infelizmente ainda precisamos lutar para que todos sejam respeitados independente da raça, credo e cor. Reforço que é de pequeno que se ensina o respeito ao ser humano, os pais precisam ter atenção no comportamento dos filhos e a escola é um bom caminho para combatermos esse dilema. Contem com o poder público para juntos combatermos qualquer tipo de preconceito que não é só com o negro, é com as religiões e com os imigrantes também”, disse o prefeito.
O Conselho é composto por 15 membros titulares e respectivos suplentes representantes de órgãos do governo municipal e de entidades da sociedade civil representantes da comunidade negra.
Representantes de Órgãos do Governo Municipal
Gabinete do Prefeito
Titular: José Moreira da Rosa
Suplentes: Bruna Roth e Ilva Santos da Cunha
Secretaria Municipal da Educação (Smed)
Titular: Lucila Guedes de Oliveira Suplente: Ana Carla Kukul
Secretaria Municipal da Cultura (SMC)
Titular: Felipe da Silva Vitória
Suplente: Susana Nery Moreira
Fundação de Assistência Social (FAS)
Titular: Samara de Oliveira Bristot
Suplente: Flávio Jeske
Secretaria Municipal da Habitação (SMH)
Titular: Luís Carlos Chaves Rocha
Suplente: Elias Veiga
Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel)
Titular: Francis Eduardo Cerutti Venturin
Suplente: Manoel de Meira Gois Sobrinho
Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Sdei)
Titular: Silvio Cesar Tieppo
Suplente: Anderson Scapinelli
Entidades da Sociedade Civil
Associação Religiosa de Religião Afro-Brasileira
Titular: Johnson Marcos Carvalho
Suplente: Joseane Maino Carvalho Balardin
Grupos de Capoeira
Titular: Paulo Sérgio Nunes da Silva
Suplente: Luis Henrique Marques da Silva
Liga Carnavalesca
Titular: Leandro Velho
Suplente: Alberto Gonçalves
Movimento Negro Unificado (MNU)
Titular: Valtoir Pereira da Rosa
Suplente: Juçara de Quadros
União Nacional do Negro para a Igualdade (Unegro)
Titular: Antônio Jorge da Cunha
Suplente: Michele dos Santos Xavier
União das Associações de Bairros (UAB)
Titular: Antônio Carlos Santos
Suplente: Stephanie Ferreira Barbosa
Sociedade Recreativa e Cultural Gaúcho
Titular: Cleberton de Aguiar Ribeiro
Suplente: Júlio César Gilbert
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subsecção Caxias do Sul
Titular: Fernanda Mazzochi
Suplente: Tamires Spigosso
MAIS DESTAQUES
Geral
Vândalos que depredaram banheiros da praça de Ana Rech são identificados pelas câmeras de monitoramento
Publicado em
5 dias atrásem
10/02/2026
BM localizou os jovens no bairro; responsáveis irão pagar o conserto do local público.
Os banheiros da Praça Pedavena de Ana Rech recém reformados e entregues à comunidade pela Subprefeitura no dia 5 de dezembro foram alvo de depredação na noite do último dia 4 de fevereiro.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo subprefeito Marcos Saccaro, quatro jovens foram flagrados saindo do local pela vizinhança. Com o auxílio das câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Operações (CIOp) foi possível identificar os suspeitos (três deles menores de idade), todos moradores do bairro.
Na tarde do dia 09, o Policiamento Comunitário da Brigada Militar da região de Ana Rech recebeu as informações e imagens dos autores do vandalismo. Durante buscas, eles foram localizados e abordados. Dois foram identificados e seus dados repassados aos órgãos competentes para investigação.
Os responsáveis pelos jovens terão que arcar com o conserto do local público.
Fonte: Assessoria Prefeitura
Geral
Cármen Lúcia apresenta regras para atuação de juízes nas eleições
Publicado em
5 dias atrásem
10/02/2026
Uma das orientações é não participar de eventos com candidatos.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) dez recomendações que deverão ser seguidas pelos juízes eleitorais durante as eleições de outubro.

As orientações foram apresentadas em reunião realizada na tarde de hoje.
As regras deverão servir de parâmetro ético para disciplinar o comportamento dos magistrados da Justiça Eleitoral durante o pleito. Na semana passada, as orientações foram anunciadas pela ministra durante a sessão de abertura dos trabalhos de 2026.
Entre as principais regras, os juízes eleitorais devem divulgar a agenda de audiências com partes e advogados.
Os magistrados não podem fazer manifestações sobre os processos que tramitam na Justiça Eleitoral e também estão proibidos de participar de eventos com candidatos ou seus aliados.
Eles também não podem publicar suas escolhas políticas nas redes sociais.
>> Confira as regras:
- Audiências: Garantir a publicidade das audiências com partes e advogados, candidatas ou candidatos e partidos políticos, divulgando previamente as agendas (que sejam realizadas dentro ou fora do ambiente institucional);
- Manifestações: Manter postura comedida em intervenções e manifestações públicas ou privadas, inclusive em agendas profissionais ou pessoais, sobre temas relacionados ao processo eleitoral, estejam ou não submetidos à sua jurisdição;
- Eventos: Evitar comparecer a eventos públicos ou privados que promovam confraternização com candidatas ou candidatos, seus representantes ou pessoas direta ou indiretamente interessadas na campanha, em razão do potencial conflito de interesses;
- Redes sociais: Abster-se de manifestações, em qualquer meio, inclusive mídias digitais e redes sociais, sobre escolhas políticas pessoais, para não gerar dúvidas quanto à imparcialidade das decisões judiciais;
- Presentes: Não receber ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dúvida a imparcialidade no exercício da jurisdição;
- Escritórios de advocacia: Ficar afastado de atos ou processos nos quais escritórios de advocacia dos quais façam parte estejam representando interesses;
- Atividades privadas: Não assumir compromissos com atividades não judiciais que prejudiquem o cumprimento dos deveres funcionais;
- Sinalizações: Evitar quaisquer sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias, sob pena de suscitar ilações de favorecimento ou perseguição em julgamentos;
- Divulgação: Assegurar que apenas a autoridade competente torne públicos atos judiciais e administrativos, evitando equívocos de interpretação ou divulgações precipitadas ou inadequadas sobre o processo eleitoral;
- Transparência: Reafirmar a transparência como princípio republicano essencial, garantindo ampla publicidade dos atos da Justiça Eleitoral, de forma a assegurar ao eleitor o direito à informação segura e baseada em fatos.
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STF
No Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia é relatora do Código de Ética da Corte.
A proposta de criação do código foi feita pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na semana passada, após os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli serem criticados publicamente sobre as investigações envolvendo as fraudes no Banco Master.
No mês passado, Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB. Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.
Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao banco de Vorcaro.
Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.
Fonte: EBC
Destaque
Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1
Publicado em
5 dias atrásem
10/02/2026
Impacto no custo atingiria menos de 1% em grandes setores.
Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho. 

A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados.
A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea.
Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.
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A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo.
“Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica.
Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo.
“A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa.
Combate a desigualdades
O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades.
“Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta.
Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade.
Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade.
A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais.
A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários.
Empresas menores
Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores.
Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores.
Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores.
Debate
A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano.
Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio.
Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19.
Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre.
Fonte: EBC
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