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Saúde

Nova linha de cuidado do Círculo atua no tratamento para fraturas em idosos

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Programa atua, também, na identificação e prevenção de riscos de quedas e acidentes

Crédito: Igor Reis

O compromisso do Círculo Saúde em atender as necessidades do envelhecimento e do cuidado aos idosos provocou a criação de uma nova linha de cuidado para fraturas, que busca oferecer atenção oportuna, segura e eficiente para pessoas na faixa etária igual ou superior a 60 anos. Para tanto, esse programa da instituição tem como objetivo proporcionar um cuidado mais especializado no tratamento e na recuperação de pessoas idosas expostas a fraturas, principalmente de membros inferiores.

De acordo com Aline de Conto, Analista da Qualidade e responsável pelo Núcleo de Segurança do Paciente, com o processo de envelhecimento é comum que as funções motora e muscular, bem como o desempenho físico e o equilíbrio postural, sejam prejudicados. Como consequência, o risco de quedas e fraturas em idosos é ainda maior, o que exige um cuidado extra e uma atenção especial voltada às pessoas desse grupo. “Essa linha de cuidado é resultado do trabalho conjunto e do engajamento de toda equipe multidisciplinar do hospital e operadora, e também de parceiros como o Centro de Especialidades em Traumatologia – COR e o Centro de Especialidades em Fisioterapia – Mobilitare”, aponta.

Na prática, a nova linha de cuidados de fraturas envolve uma abordagem multidisciplinar, organizada de forma a manter a continuidade assistencial para fornecer o melhor tratamento e reabilitação em menor tempo possível. “Se antes o paciente ficava muito mais tempo internado e demorava para ter a sua cirurgia agendada, hoje conseguimos seguir esse processo a partir de uma ferramenta de navegação. Por lá, acompanhamos desde a entrada do paciente no hospital, a partir da fratura, até o momento da alta, programando inclusive os cuidados pós-alta previstos para cada pessoa”, explica Aline.

Dentro da nova linha de cuidados, o Círculo Saúde também realiza procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de correção de fratura. Assim, pacientes idosos com fratura de fêmur ou quadril são operados em até 48 horas após seu ingresso no hospital, o que representa uma redução do tempo de permanência hospitalar para três dias. Conforme Cristiane Rogeri, Coordenadora Assistencial da Equipe Multidisciplinar, estudos demonstram que fraturas de membros inferiores são a principal causa de mortes relacionadas a quedas em idosos, além de representar um grave problema de saúde no Brasil. “Por isso, toda atenção é indispensável. Além das etapas anteriores ao procedimento cirúrgico, também cuidamos do pós-operatório desses pacientes. A alta hospitalar segura é planejada pela equipe multidisciplinar desde o momento da internação, sendo possível organizar cada etapa do cuidado para atender às metas estabelecidas até a recuperação e a reabilitação”.

Prevenção é essencial

Segundo Lucilene Adami, Coordenadora do setor de Medicina Preventiva, existem diversas medidas preventivas eficazes para redução dos riscos de quedas. “O elemento chave na prevenção é a criação de um ambiente seguro. Isso inclui promover iluminação adequada, evitar objetos e fios espalhados pelo chão e fazer a manutenção de pisos e assoalhos, evitando os desníveis. Além disso, é recomendado preferir rampas ao invés de escadas, bem como instalar corrimão em ambos os lados das escadas, além de barras de segurança no banheiro, que é um dos locais mais frequentes de quedas”, afirma.

Entre outras ações, podemos citar o uso de tapetes antiderrapantes no banho e de calçados fechados e antiderrapantes. Deve-se buscar, também, evitar tapetes soltos, incentivar o uso de bengalas e andadores para apoio e a instalação de campainha de emergência e de grades de proteção na cama.

Todas essas são medidas simples, mas importantes, que poderão ajudar na prevenção de quedas e fraturas em idosos. Evitar quedas é uma tarefa desafiadora e deve estar inserida num contexto amplo de promoção à saúde e prevenção de limitações funcionais.

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Campanha de Multivacinação 2026 para crianças e adolescentes iniciou nesta segunda-feira em Caxias do Sul

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Com foco na atualização do esquema vacinal dos menores de 15 anos, ação segue até 1º de setembro em todas as UBSs do Município.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove mais uma Campanha de Multivacinação. Com foco na atualização do esquema vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, a estratégia nacional, busca resgatar o público que ainda não recebeu as doses previstas ou que esteja com a caderneta de vacinação atrasada. A ação segue até 1º de setembro, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

 “Muitas vezes uma dose acaba sendo esquecida ou adiada e essa estratégia é uma oportunidade para que as equipes de saúde façam a avaliação da caderneta e completem o esquema vacinal, quando necessário. As vacinas são seguras, gratuitas e representam uma das principais formas de prevenir doenças que podem causar complicações graves, como hospitalizações e até mesmo óbitos. Então, ao vacinar uma criança ou um adolescente, a gente está protegendo não apenas a saúde, mas também contribuindo para uma proteção de toda a comunidade. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade. Reforçamos a importância dos pais e responsáveis manter a caderneta de vacinação em dia e procurar as unidades para garantir essa proteção”, pontuou a gerente da Vigilância Epidemiológica da SMS, Andiara Kaefer. 

Imunizações de todo o calendário nacional estarão disponíveis. Porém, agora, com uma atualização. A introdução do segundo reforço da vacina contra poliomilite, para crianças de quatro anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a polio possa ser realizado exclusivamente através da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicado aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforço aos 15 meses e agora, também, aos quatro anos. A medida fortalece a proteção das crianças e contribui para manter o país livre da circulação da polivírus.

Atenção – Para vacinar é necessário apresentar a caderneta de vacinação e um documento com CPF da criança e do adolescente.

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Médica-neurologista alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

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No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.

O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.

Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.

“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.

A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.

“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.

Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta

Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.

Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.

A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.

“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.

Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.

“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.

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UCS e Liga de Combate ao Câncer firmam parceria para criar espaço no Campus-Sede

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Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.

Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.

O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).

As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.

Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.

A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.

Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.

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