Serviço centralizado é inédito na rede pública de saúde do Município
O Centro de Autismo, serviço inédito em Caxias do Sul e com atendimento 100% pelo SUS, foi inaugurado nesta terça-feira (23/08). A iniciativa é da Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com o Centro de Assistência à Saúde do Círculo.
Inicialmente, o atendimento é voltado a até 80 crianças de um a oito anos de idade com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A equipe é multiprofissional, com especialistas nas áreas médica, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e serviço social, e compreende ainda atendimentos aos pais.
O prefeito Adiló Didomenico lembrou do histórico do Círculo e da casa que abriga o Centro de Autismo (que funcionou como o antigo Plantão da Criança) e enalteceu o trabalho em parceria: “É um grande orgulho ver esse Centro pronto, que demonstra que estamos juntos, Círculo e Prefeitura, olhando com carinho para essa questão social tão importante. Essa semente que plantamos vai fazer a diferença no futuro dessas crianças e suas famílias, sendo tratadas com ainda mais carinho e afeto”.
A secretária municipal da Saúde, Daniele Meneguzzi, lembrou que a rede SUS já atende crianças com TEA, mas enalteceu a prestação de serviço centralizado que passa a ocorrer com a inauguração: “Este Centro de Autismo reúne os atendimentos com um plano terapêutico e multidisciplinar que vai melhorar a qualidade de vida dessas crianças, porque saúde é qualidade de vida. Estamos gradativamente colocando em prática ações que vão fazer a diferença na vida das pessoas”.
Em seu discurso, o presidente da Diretoria Estatutária do Círculo Saúde, Ivan Furlan, apontou que “Este novo Centro de Autismo, que tem a parceria de diversos agentes transformadores da nossa sociedade, representa claramente um dos principais valores do Círculo: o espírito colaborativo, com união e engajamento de todos, em busca do mesmo propósito. Esse desejo de promover o bem é o que move o Centro de Assistência à Saúde, nossa unidade dedicada ao desenvolvimento de ações aos usuários da rede pública, em parceria com o Sistema Único de Saúde”.
Ivonete Polidoro Pontalti, gerente do Centro de Assistência à Saúde do Círculo, lembrou do processo até a inauguração do serviço: “Para construirmos este espaço, foi necessário aliarmos o conhecimento e o propósito. Isso nos permite dizer que o Centro de Autismo é um serviço inovador e desafiador, com uma proposta de atendimento às crianças e às suas famílias, sendo conduzido por uma equipe multiprofissional. Enquanto as crianças estiverem em atendimento em uma sala, os pais ou responsáveis estarão em atendimento em outra, proporcionando a realização de um trabalho integrado”.
Crianças diagnosticadas com TEA que são atendidas pela rede pública de Caxias já estão sendo encaminhadas gradativamente ao novo serviço. Aquelas que ainda não são atendidas pelo SUS precisam procurar assistência por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, para consulta com pediatra e posterior encaminhamento para avaliação do quadro, com possível diagnóstico de TEA.
Também participaram da inauguração a vice-prefeita Paula Ioris, o superintendente executivo do Círculo, Francisco Costa Filho, secretários municipais, diretores da SMS, e a vereadora Tatiane Frizzo, presidente da Frente Parlamentar de Conscientização e Defesa dos Direitos dos Autistas.
Com foco na atualização do esquema vacinal dos menores de 15 anos, ação segue até 1º de setembro em todas as UBSs do Município.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove mais uma Campanha de Multivacinação. Com foco na atualização do esquema vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, a estratégia nacional, busca resgatar o público que ainda não recebeu as doses previstas ou que esteja com a caderneta de vacinação atrasada. A ação segue até 1º de setembro, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
“Muitas vezes uma dose acaba sendo esquecida ou adiada e essa estratégia é uma oportunidade para que as equipes de saúde façam a avaliação da caderneta e completem o esquema vacinal, quando necessário. As vacinas são seguras, gratuitas e representam uma das principais formas de prevenir doenças que podem causar complicações graves, como hospitalizações e até mesmo óbitos. Então, ao vacinar uma criança ou um adolescente, a gente está protegendo não apenas a saúde, mas também contribuindo para uma proteção de toda a comunidade. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade. Reforçamos a importância dos pais e responsáveis manter a caderneta de vacinação em dia e procurar as unidades para garantir essa proteção”, pontuou a gerente da Vigilância Epidemiológica da SMS, Andiara Kaefer.
Imunizações de todo o calendário nacional estarão disponíveis. Porém, agora, com uma atualização. A introdução do segundo reforço da vacina contra poliomilite, para crianças de quatro anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a polio possa ser realizado exclusivamente através da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicado aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforço aos 15 meses e agora, também, aos quatro anos. A medida fortalece a proteção das crianças e contribui para manter o país livre da circulação da polivírus.
Atenção – Para vacinar é necessário apresentar a caderneta de vacinação e um documento com CPF da criança e do adolescente.
No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.
O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.
Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.
“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.
A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.
“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.
Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta
Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.
Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.
A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.
“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.
Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.
“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.
Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.
Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.
O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).
As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.
Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.
A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.
Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.