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Empresário que instalou complexo de energia em aldeia indígena do Acre busca expandir projeto pelo Brasil

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Quatro toneladas de equipamentos foram transportadas por mais de 4 mil quilômetros do sul ao norte do Brasil

Crédito: Antonio Valiente

Um complexo de energia renovável levou funcionalidade para a rotina da comunidade indígena Yawanawa neste ano e, agora, o precursor do projeto pretende multiplicar a proposta Brasil afora. O empresário Felipe Vaccari, 29 anos, busca expandir o benefício a outras comunidades de povos originários no país. Os equipamentos instalados na aldeia em fevereiro foram custeados inteiramente por iniciativa de Vaccari.

“O investimento neste tipo de projeto possui variáveis concretas ligadas à sustentabilidade e incentivos fiscais, mas o maior pode estar no fator de transformação e de branding, expondo a marca a iniciativas sociais”, diz Vaccari.

O complexo criado pela Engiture, proporciona a refrigeração de alimentos e possibilita benefícios no modo de fazer artesanato e nos afazeres do dia a dia. Antes disso, a comunidade utilizava energia elétrica por meio de um gerador movido a gasolina. Atualmente, cerca de 100 indígenas vivem na aldeia, mas em alguns períodos pode contar com mais moradores. Esse formato representava 40% do custo de vida do grupo.

“Gera, na prática, qualidade de vida e possibilita acesso à dignidade aos verdadeiros donos do Brasil, aqueles que antes estavam e que guardam o pulmão do mundo há milhares de anos”, afirma.

Crédito: Antonio Valiente

Impacto ambiental

As placas solares evitam a emissão de aproximadamente 1.007,5 toneladas de gás carbônico (CO2), de acordo com Vaccari. O modelo contribui para a conservação de aproximadamente 182,5 hectares de floresta amazônica e reforça o sequestro de carbono – que ocorre quando o CO2 é transformado em oxigênio pelas árvores.

A sustentabilidade é a peça-chave para organizações que miram no fortalecimento de marca e prezam por excelência com responsabilidade ambiental. “O investimento não é apenas um passo em direção à inovação, mas um salto para um futuro consciente”, diz Vaccari.

Muitos estados brasileiros oferecem incentivos fiscais para projetos de energia renovável, como redução ou isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para equipamentos e componentes. A Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/2009) estabelece diretrizes para a redução de emissões e remoção de gases do efeito estufa, e pode beneficiar empresas que contribuam para esses objetivos.

Desafio para instalação do complexo

Para Vaccari chegar à aldeia Yawanawa, foram necessários deslocamentos aéreos, terrestres e marítimos. Saindo da sua cidade, Caxias do Sul (RS), são cerca de duas horas por estrada até Porto Alegre (RS). Na capital gaúcha, o primeiro voo é realizado com destino a Brasília. De lá, o destino é a capital do Acre, Rio Branco, de onde ele embarcou para Cruzeiro do Sul (AC). A partir da cidade, são mais três horas de deslocamento terrestre até a ponte São Vicente, localizada próximo ao município de Tarauacá, onde um barco que sobe o rio Gregório leva os passageiros por cerca de 10 horas até a aldeia sagrada do povo Yawanawa – localizada no extremo noroeste do Brasil, próxima à fronteira com o Peru, em meio a floresta amazônica.

Documentário Voz & Energia

A narrativa da produção audiovisual mescla a história de autoconhecimento vivida por Vaccari em meio à aldeia sagrada Yawanawa com a ação em prol de um planeta sustentável após ele decidir custear a instalação do complexo. O documentário é uma das apostas de Vaccari para atrair empresas que também se engajem na ideia e façam multiplicar um projeto que já é realidade e estará disponível gratuitamente no site fingerprints.com.br. Além da iniciativa de lançar um documentário, Vaccari conta com um livro digital que conta a história do projeto. O e-book será vendido para que o valor arrecadado seja destinado aos futuros projetos, ou seja, outros complexos de energia que deverão ser instalados Brasil afora assim que outros manifestem interesse em apoiar a causa.

Crédito: Antonio Valiente

Sobre a Engiture

Com sede em Caxias do Sul, a Engiture combina engenharia industrial avançada a um profundo compromisso com sustentabilidade e energia renovável. O nome ‘Engiture’ é uma fusão de engineering e nature, refletindo sua missão de harmonizar inovações tecnológicas com o respeito à natureza. Com o propósito de traduzir a inovação de forma criativa por meio da solução que a Engiture fabrica, surge a Fingerprints. Mais do que uma iniciativa social, a Fingerprints é uma produtora criativa que não apenas demonstra a excelência da Engiture por meio de conteúdo impactante, mas direciona uma parcela de suas receitas para causas sociais ligadas ao meio ambiente e comunidades isoladas. Assim, a Fingerprints age como uma extensão de branding da Engiture, o que fortalece a identidade da empresa e cria um elo concreto entre a tecnologia avançada da Engiture e sua responsabilidade social.

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Após recursos, empresa caxiense Toniollo Busnello S/A é homologada para fazer o túnel da Matteo

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Etapa final da licitação foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira.

A Prefeitura de Caxias do Sul informa que, após os prazos para recursos, foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (27) a homologação da empresa Toniolo Busnello S/A, de Caxias do Sul, como a vencedora da licitação para a construção do túnel de drenagem da Rua Matteo Gianella. A próxima etapa é a assinatura do contrato para o início das obras.

Disputavam também o certame o Consórcio FBS/DP – Arroio Aliança, formado pelas empresas FBS Construção Civil e Pavimentação SA e DP Barros Pavimentação e Construção Ltda, ambas de São Paulo, e o Consórcio União Caxias, formado pelas empresas Sanax Engenharia e Coastal Construções, ambas de Nova Lima (MG) e Completa Engenharia, de Belo Horizonte (MG).

A macrodrenagem da bacia do Arroio Aliança, contempla a implantação de 1.782 metros de rede de drenagem pluvial com um túnel de aproximadamente 440 metros de extensão, com quatro metros de largura e 2,5 metros de altura, a uma profundidade que varia de 6 a 19 metros. A intervenção parte do cruzamento da Rua Matteo Gianella com a Rua Leonel Mosele, até a ponte da Rua Luiz Covolan sobre o Arroio Herval. O prazo de execução da obra é de 36 meses e o investimento, na ordem de R$ 50 milhões, é oriundo do PAC Cidades Sustentáveis e Resilientes – Prevenção de Desastres: Drenagem Urbana, do Governo Federal.

A maior obra de drenagem da história de Caxias promete encerrar décadas de alagamentos que impactam moradores, comerciantes e motoristas em diversas regiões da cidade. A obra beneficiará diretamente cerca de 180 mil moradores dos bairros Santa Catarina, Pio X, Rio Branco, São Pelegrino, Medianeira, Marechal Floriano e Centro. Indiretamente, também trará impactos positivos em regiões como São José, Fátima, De Lazzer, Interlagos, Centenário e Pôr do Sol.

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Coros do Moinho/UCS realizam 1ª Mostra Cultural

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Crédito Mauricio Concatto

Evento, no dia 24, convida o público a conhecer processos de elaboração e montagem do repertório dos Coros do Moinho/UCS

No dia 24 de maio, às 18h, o Zarabatana Café, no Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, em Caxias do Sul, recebe a 1ª Mostra Cultural dos Coros do Moinho/UCS. Com entrada franca, a atividade propõe ao público um contato direto com os bastidores da criação musical dos grupos, por meio da interação com os processos de montagem de seus arranjos vocais e instrumentais.

Sob a condução da regente e diretora artística Cristiane Ferronato, os Coros Infantojuvenil e Juvenil do Moinhos/UCS, acompanhados pelos músicos Alexandre Fritzen da Rocha (piano), Giovane Bressan Albarello (percussão) e Bruno Borges (baixo e guitarra), apresentarão uma atividade de interação com o público. A proposta é convidar os presentes a conhecer parte dos processos de construção dos arranjos vocais e instrumentais, oferecendo uma visita guiada sobre as escolhas harmônicas, rítmicas, timbrísticas, estéticas e conceituais de seus caminhos, além de informar sobre adequações das canções à tessitura dos jovens cantores e sua saúde vocal.

A programação inclui ainda improvisos do trio de músicos do COJmo a partir de canções que marcaram a trajetória do Coro Juvenil ao longo de seus 13 anos, além da apresentação de trechos do novo repertório que está em desenvolvimento. Ali estarão canções brasileiras e internacionais como Achou (Dante Ozzeti), Princesa dos Orixás (Mestre Chacon Viana) e Tudo que seja leve (Alice Caymmi). O público poderá interagir com os músicos e cantores, comentando ou tirando dúvidas ao longo do encontro.

“Faremos uma conversa sobre os arranjos feitos e sua customização para adequar-se à identidade dos Coros do Moinho. Queremos compartilhar com o público parte desses processos de criação. Nos espetáculos, as pessoas veem tudo pronto, mas sabemos que muita gente nos procura tendo vontade de entender como chegamos a esse resultado final e ver de perto suas etapas de elaboração. Assim propomos essa Mostra Cultural dos Coros do Moinho”, afirma a regente e diretora artística Cristiane Ferronato.

A 1ª Mostra Cultural integra o projeto Coros do Moinho e conta com a produção cultural de Karine Silva, financiamento da LIC Municipal de Caxias do Sul, apoio cultural de Randoncorp e Orquídea Alimentos, além do apoio do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho.

SAIBA MAIS:
Os Coros do Moinho/UCS foram criados por sua regente, Cristiane Ferronato, e são formados por dois grupos com propostas entrelaçadas. O Coro Juvenil, ativo desde 2013, reúne jovens de 16 a 29 anos da cidade e região. Já o Coro Infantojuvenil iniciou suas atividades em 2025, atendendo crianças e adolescentes de 09 a 15 anos. O projeto oferece formação gratuita e desenvolve uma prática coral interdisciplinar e multifacetada, voltada ao aprimoramento artístico e vocal dos participantes. Importante dizer que os encontros vão além dos arranjos musicais: cantores e parceiros constroem, juntos, uma experiência coletiva em que vozes, escuta e afetos se afinam por meio da arte e da música.

SERVIÇO
Evento: 1ª Mostra Cultural dos Coros do Moinho/UCS
Data: 24 de maio de 2026
Horário: 18h
Local: Café Zarabatana – Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
Entrada: Franca
Informações: (54) 99684-9900 | cojmo.ucs@gmail.com | @corojuvenildomoinhoucs

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Coro Juvenil do Moinho/UCS | Elenco 2026 |

Sopranos: Caroline de Souza Leal, Emili Yasmin Santos Ferrioli da Silva, Jenifer Quintanhia Raimondi, Letícia Medina Savedra, Mariá Teixeira Chaves, Nathália Pontes, Thalia Boeira Caureo

Mezzo Sopranos: Ana Flávia Pieruccini, Anna Luisa Albineli Pinto, Amanda Mercurio, Larissa Almeida de Lima, Ísis Ribas Montanha, Júlia Trentin Coelho

Mezzo Contraltos: Elizê Rodrigues Evangelista, Gabriela Sauthier Reghellin, Madeline Fernandes Cachoeira, Nathália Acuña Velasque, Nicole Cervelin de Oliveira, Sophia Caregnatto Sachet.

Tenores: Guilherme Andreola, Matheus Caregnatto Sachet, Matheus Gustavo Hentges Vogado, Pablo Vieira Ribeiro, Renato Samuel de Jesus de Oliveira, Theo Wendt Bartz.

Barítonos: Antônio Ampezzan Maciel, Daniel Paulo Silva dos Santos, Eduardo Gonçalves, Nicolas Ampezzan Maciel, Ygor Graminho da Silveira, Vinícius Zuccoloto da Silva

Coro Infantojuvenil do Moinho/UCS | Elenco 2026 |

Sopranos: Alice Alves, Bia Saccaro de Oliveira, Lia Concellier, Nicole Peruchin da Silva, Pedro Henrique Andreis dos Santos, Rafael Gonçalves de Quadros, Laura Giovana Elesbão, Larissa Rafaela Elesbão

Mezzos: Alice Rocha Guizzo, Ângela Basso Canale, Bethânia Borges da Silva, Geovana Pimenta Meireles, Giulia Taufer Panigaz, Maria Clara Fornari Mazzochi

Tenores: Bernardo Tavares de Souza, Vinícius Basso Canale

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Metalúrgicos de Caxias e Região reivindicam 2% de ganho real e piso de R$ 3,5 mil

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O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, Paulo Andrade, se reuniu, na tarde desta quarta-feira (20), com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), Paulo Scopel. Participaram do encontro, diretores das duas entidades classistas. O objetivo foi entregar a pauta de reivindicações da Campanha Salarial. As reivindicações da categoria foram aprovadas na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no último sábado (16).

A entrega do documento marca o início das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026. A data-base da categoria é dia 1º de junho.

Em termos de remuneração, os metalúrgicos pedem o aumento do piso salarial, atualmente, em R$ 2.088,63 brutos, para R$ 3,5 mil. Além disso, o Sindicato solicita a recomposição salarial dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo índice do INPC mais 2% de ganho real.

O documento também contém as seguintes reivindicações:
• salários iguais para funções iguais desenvolvidas por homens e mulheres;
• redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais;
• adoção de medidas para proporcionar o conforto térmico entre 10ºC e 27ºC para os trabalhadores e trabalhadoras;
• proibição da instalação de câmeras nas linhas de produção;
• garantia de 10 dias de férias para toda a categoria, entre os dias 20 de dezembro e 10 de janeiro;
• negociação do Prêmio de Participação nos Lucros e Resultados (PPR) diretamente com o Sindicato, por meio de acordo coletivo específico, com regras claras e objetivas;
• manutenção de todos os direitos que constam na CCT 2024-2026.

“A pauta da Convenção Coletiva teve a aprovação unânime dos trabalhadores e trabalhadoras que participaram da assembleia de sábado passado. A categoria metalúrgica busca a valorização salarial, solicitando ganho real e um piso mais condizente com as necessidades das famílias. Além disso, manter e ampliar benefícios já conquistados. O Sindicato se propõe em negociar com diálogo os termos do dissídio, como vem ocorrendo nos últimos anos. Entretanto, tem questões importantes que precisamos avançar, principalmente, em melhores condições de trabalho para os metalúrgicos e metalúrgicas da nossa região”, afirma o presidente Paulo Andrade.

Histórico de benefícios

Em 2025, os metalúrgicos e metalúrgicas de Caxias, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, Nova Roma do Sul e São Marcos, receberam um reajuste total de 5,75%, sendo 5,7% de recomposição da inflação e 0,5% a título de ganho real. Entre outros benefícios, o acordo transformou o auxílio-creche em um direito dos filhos de até cinco anos, e não mais, das mães metalúrgicas com crianças até esta idade, reajustando o valor para R$ 421,11.

Outra conquista recente da categoria, neste caso, já estipulada em junho de 2024, foi a redução do percentual de desconto referente ao vale-transporte. Desde então, a contribuição dos empregados no custeio do benefício social caiu de 3,5% para 1,5% dos salários brutos.

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