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Economia

Impulsionada pelo Comércio, economia de Caxias do Sul apresenta leve alta em fevereiro

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Denise Suzin Borges/CIC Caxias

A economia de Caxias do Sul apresentou crescimento de 0,8% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo o Desempenho Econômico divulgado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC Caxias) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), nesta segunda-feira (7). O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo setor do Comércio, que teve alta de 3%. A Indústria avançou 0,6%, enquanto o setor de Serviços recuou levemente (-0,1%).

Na comparação com fevereiro de 2024, houve queda de 0,8% na atividade econômica, com destaque positivo para o setor de Serviços, que cresceu 6,9%, e para o Comércio, com alta de 1,5%. A Indústria, por outro lado, retraiu 5,8% no mesmo período.

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, a economia caxiense cresceu 1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O desempenho foi puxado pelos Serviços, que registraram alta de 7,6%. A Indústria e o Comércio apresentaram retrações de 2,3% e 0,2%, respectivamente.

Já o indicador “acumulado de 12 meses” mostra crescimento econômico de 5,7% em Caxias do Sul, com destaque para os Serviços (12,1%). A Indústria teve aumento de 3,5% e o Comércio, de 1,4%.

No mercado de trabalho formal, Caxias do Sul gerou 2.329 vagas em fevereiro. A Indústria liderou a geração de empregos com saldo positivo de 1.321 postos, seguida pelos Serviços (723), Comércio (288) e Construção (104). O único setor com desempenho negativo foi a Agropecuária, que fechou 107 vagas. O estoque total de empregos formais chegou a 173.281 vínculos ativos.

No setor externo, o saldo da balança comercial do município acumulou 48,1% de crescimento no primeiro bimestre do ano. O indicador acumulado de 12 meses aponta queda de 28,2% no saldo comercial, totalizando US$ 174 milhões. 

Participaram da coletiva de imprensa os diretores da CIC Caxias Gelson Dalberto, Tarciano Mélo Cardoso e Maria Carolina Gullo, além de diretores da CDL Caxias.

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Governo Lula amplia crédito para agricultura familiar e R$ 150 milhões para inovação

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Pacote de medidas também inclui regularização fundiária, proteção climática e ampliação do acesso à terra. Desde 2023, mais de 230 mil famílias tiveram acesso à reforma agrária.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (24), um conjunto de medidas para fortalecer a agricultura familiar durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3º CNDRSS), em Brasília. O pacote reúne ações de crédito, regularização fundiária, inovação tecnológica, proteção climática e ampliação do acesso à terra, com foco em garantir renda, dignidade e soberania alimentar para quem produz a comida que chega à mesa dos brasileiros.

Crédito, proteção climática e apoio à produção

Entre os principais eixos está a ampliação do acesso ao crédito e o alívio financeiro para pequenos produtores. O programa Desenrola Rural já renegociou dívidas de 507 mil agricultores familiares, somando R$ 23 bilhões, enquanto o Plano Safra da Agricultura Familiar alcançou R$ 37 bilhões em contratos e já soma 1 milhão de operações neste ciclo. Na prática, isso significa mais fôlego para famílias que enfrentam endividamento, oscilação de preços e dificuldades de investimento na produção.

Outro destaque foi a regulamentação do Programa Garantia Safra, que passa a incorporar uma estratégia de adaptação climática para a agricultura familiar, especialmente no semiárido. A medida busca proteger a renda de agricultores afetados por secas, pragas e eventos extremos, num contexto em que a crise climática já impõe perdas crescentes à produção de alimentos.

O governo também anunciou a criação do Programa Nacional de Regularização Fundiária – Terras do Brasil, voltado à regularização de imóveis rurais em situação de informalidade, priorizando agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais. A medida inclui ainda uma política de governança da terra e uma plataforma nacional para integrar dados fundiários, com o objetivo de dar mais segurança jurídica e reduzir conflitos no campo.

Na frente da produção sustentável, foram lançadas chamadas públicas de inovação no valor de R$ 150 milhões, em parceria com a Finep. Os recursos serão destinados a quatro frentes estratégicas: bioinsumos, sistemas de produção agroecológica e orgânica, soluções digitais para pequenas propriedades e aquicultura de espécies nativas. A proposta é combinar tecnologia, sustentabilidade e aumento da produtividade na agricultura familiar.

Reforma agrária e quilombolas ganham novo impulso

As medidas anunciadas também reforçam a democratização do acesso à terra. Foram assinados sete decretos voltados à reforma agrária, abrangendo áreas em Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Maranhão. Ao todo, os atos envolvem 15,4 mil hectares e têm potencial para atender 479 famílias. Segundo o governo, parte dessas áreas se refere a imóveis que não cumprem a função social da propriedade ou estão marcados por conflitos agrários.

Desde 2023, mais de 230 mil famílias foram incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária, e o governo também destacou a meta de ampliar a estrutura de apoio aos assentamentos, com assistência técnica, crédito, compras públicas e formação de cooperativas.

A agenda voltada às comunidades quilombolas também teve peso central na cerimônia. Lula entregou 18 títulos de domínio para 10 comunidades remanescentes de quilombo, beneficiando 5,6 mil famílias em uma área de 59,5 mil hectares. Entre os destaques está o território quilombola de Alcântara, no Maranhão, com 45,9 mil hectares e 3,3 mil famílias contempladas, além do território Lagoas, no Piauí, considerado o maior território quilombola titulado do Nordeste, com 2,8 mil hectares e cerca de 1,9 mil famílias.

Também foram assinados nove decretos de desapropriação por interesse social para territórios quilombolas em sete estados, abrangendo 590 famílias e 12 mil hectares. O Incra informou ainda que, entre 2023 e 2025, o atual governo já emitiu 32 títulos de domínio para comunidades quilombolas e assinou 60 decretos de desapropriação, consolidando uma retomada da política de regularização territorial.

“Nossa fome é de dignidade”, diz Vânia Marques

As medidas dialogam diretamente com a realidade de quem vive e trabalha no campo. Além de crédito e terra, o pacote inclui assistência técnica, fortalecimento de cooperativas e incentivo à comercialização. Programas como o Coopera Mais já beneficiaram centenas de organizações, ampliando a capacidade de geração de renda coletiva.

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, destacou o impacto dessas políticas na vida concreta da população. Em seu discurso, ela afirmou que sua trajetória pessoal é resultado direto das políticas públicas voltadas ao campo. “A nossa fome não é fome só de comida. É fome de dignidade, de casa, de universidade, de vida digna para quem alimenta a população desse país”, declarou.

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Ataques a reservas de energia no Oriente Médio faz o preço do petróleo ultrapassar US$115

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Ataque de Israel a South Pars, localizado no Golfo Pérsico, também fez o gás natural disparar 35%.

A alta ocorreu após o Irã atingir instalações de produção de combustíveis em diferentes pontos do Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a South Pars, maior campo de gás natural do mundo.

Nesta quinta-feira, 19/03, os preços do petróleo dispararam, o Brent — referência do mercado — atingiu o maior nível em mais de uma semana e superou os US$ 115 por barril.

A escalada de tensão pressionou o mercado. Por volta das 09h55 de hoje, o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 19%. Mais cedo, chegou a subir 35% na região.

No fim da noite de quarta-feira ,18/03, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país e o Catar não tiveram qualquer envolvimento no ataque e nem tinham conhecimento prévio da ação.

Trump afirmou ainda que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars.

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Taxa básica de juros da economia, a Selic é reduzida pelo Copom de 15% para 14,75% ao ano

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Nesta quarta-feira, 18/03, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziu a taxa básica de juros para 14,75% ao ano. A taxa estava em 15% ao ano.

Em nota, o Banco Central explicou a redução de 0,25 pontos percentuais informando que pretende estimular a atividade econômica e, ao mesmo tempo, manter cautela a respeito das oscilações do mercado internacional, em virtude dos preços do petróleo, cujos preços são pressionados pela guerra no Oriente Médio.

“O ambiente externo tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz um trecho da nota.

“Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, prossegue.

O BC também afirma que as projeções de inflação para 2026 e 2027 permanecem acima da meta, outro motivo para redução moderada da taxa básica de juros.

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