Campanha ocorre em 13 UBSs e também haverá gotinha contra poliomielite na Praça Dante Alighieri
Pais de crianças e adolescentes de até 14 anos têm compromisso marcado para dia 20/08, sábado: nessa data, 13 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estarão abertas para o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite (para crianças menores de cinco anos) e Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente (até 14 anos). Também haverá um ponto de vacinação na Praça Dante Alighieri, em parceria com o Rotary Club. Na praça, em função da previsão de frio, haverá apenas a aplicação da vacina oral (gotinha) contra a poliomielite para crianças de um a quatro anos.
Na primeira semana de campanha, 1.056 crianças de uma quatro anos de idade fizeram a vacina contra a poliomielite (gotinha). A população estimada para essa faixa etária é de 25,2 mil crianças e todas devem receber esse reforço, mesmo que estejam com a vacina em dia. Além disso, 2.465 crianças e adolescentes compareceram com seus pais ou responsáveis para atualizar a caderneta de vacinação, mas somente 1.549 precisaram receber uma ou mais doses de vacinas.
Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), o Brasil está há mais de 30 anos livre do vírus da poliomielite e no Rio Grande do Sul o último caso registrado de poliomielite foi em 1983 em Santa Maria. No entanto, assim como o restante do país, o Estado tem alto risco para reintrodução do vírus da poliomileite em função da queda nas coberturas vacinais. A poliomielite é uma doença que, em casos graves, pode causar paralisia dos membros inferiores.
“O grande objetivo dessa campanha no que diz respeito à poliomielite é evitar que o Brasil volte a ter circulação desse vírus e a estratégia que temos é realizar a vacina. Por isso pedimos aos pais que levem seus filhos, neste sábado ou durante a semana, e que também busquem as Unidades de Saúde para conferir se alguma outra vacina precisa ser colocada em dia”, orienta a diretora da Vigilância em Saúde da SMS, Juliana Argenta Calloni.
Para ampliar as coberturas vacinais, a Secretaria Municipal da Saúde também ofertará doses contra covid-19 e Influenza/ gripe para meninos e meninas de até 14 anos nas 13 UBSs que estarão abertas no sábado.
A campanha contra poliomielite e de multivacinação ocorre até 09/09, de segunda a sexta-feira, em todas UBSs do Município.
Serviço: Dia D de vacinação – Crianças e Adolescentes até 14 anos
Sábado, 20/08
Onde: UBSs Centro de Saúde, Cinquentenário, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Diamantino, Eldorado, Esplanada, Fátima Alta, Fazenda Souza, Santa Lúcia Cohab, São Leopoldo, Reolon, Vila Ipê.
Horário: 8h às 17h
Poliomielite: menores de 5 anos.
– 1 a 4 anos: todos devem fazer a vacina oral (mesmo que já tenham recebido a gotinha).
– Menores de 1 ano: somente crianças com a vacina injetável em atraso (menores de 1 ano não fazem vacina oral).
Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente: até 14 anos com vacinas de rotina em atraso.
Covid-19: 3 a 14 anos
Influenza (gripe): 6 meses a 14 anos
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Onde: Praça Dante Alighieri
Horário: 10h às 16h
Poliomielite (gotinha)
– 1 a 4 anos: todos devem fazer a vacina oral (mesmo que já tenham recebido a gotinha).
Com foco na atualização do esquema vacinal dos menores de 15 anos, ação segue até 1º de setembro em todas as UBSs do Município.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove mais uma Campanha de Multivacinação. Com foco na atualização do esquema vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, a estratégia nacional, busca resgatar o público que ainda não recebeu as doses previstas ou que esteja com a caderneta de vacinação atrasada. A ação segue até 1º de setembro, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
“Muitas vezes uma dose acaba sendo esquecida ou adiada e essa estratégia é uma oportunidade para que as equipes de saúde façam a avaliação da caderneta e completem o esquema vacinal, quando necessário. As vacinas são seguras, gratuitas e representam uma das principais formas de prevenir doenças que podem causar complicações graves, como hospitalizações e até mesmo óbitos. Então, ao vacinar uma criança ou um adolescente, a gente está protegendo não apenas a saúde, mas também contribuindo para uma proteção de toda a comunidade. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade. Reforçamos a importância dos pais e responsáveis manter a caderneta de vacinação em dia e procurar as unidades para garantir essa proteção”, pontuou a gerente da Vigilância Epidemiológica da SMS, Andiara Kaefer.
Imunizações de todo o calendário nacional estarão disponíveis. Porém, agora, com uma atualização. A introdução do segundo reforço da vacina contra poliomilite, para crianças de quatro anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a polio possa ser realizado exclusivamente através da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicado aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforço aos 15 meses e agora, também, aos quatro anos. A medida fortalece a proteção das crianças e contribui para manter o país livre da circulação da polivírus.
Atenção – Para vacinar é necessário apresentar a caderneta de vacinação e um documento com CPF da criança e do adolescente.
No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.
O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.
Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.
“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.
A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.
“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.
Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta
Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.
Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.
A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.
“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.
Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.
“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.
Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.
Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.
O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).
As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.
Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.
A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.
Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.