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Contribuintes podem destinar até 6% do Imposto de Renda para projetos sociais de Caxias do Sul

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O Grupo de Trabalho por Caxias (GTC) esclarece que a iniciativa não gera custos e beneficia crianças, adolescentes e pessoas idosas.

Com o início do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025 nesta segunda-feira, dia 23 de março, uma importante oportunidade de impacto social volta à pauta dos contribuintes: a possibilidade de destinar até 6% do imposto devido para projetos sociais do município, sem qualquer custo adicional.

A iniciativa permite que pessoas físicas que optam pelo modelo completo direcionem parte do valor devido diretamente aos fundos municipais, sendo até 3% para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) e até 3% para o Fundo Municipal do Idoso. O valor é abatido do imposto devido, ou seja, não representa gasto extra.

De acordo com o Grupo de Trabalho por Caxias (GTC), responsável por mobilizar a comunidade em torno da causa, a destinação pode ser realizada tanto por contribuintes que têm imposto a pagar quanto por aqueles que têm valores a restituir. No primeiro caso, o valor destinado é deduzido do total a pagar. Já para quem tem restituição, o valor é somado ao crédito, com correção pela taxa Selic.

Apesar do potencial expressivo, os números ainda indicam um grande espaço para crescimento. Em 2025, o montante de Imposto de Renda devido em Caxias do Sul pelo modelo completo ultrapassou R$ 679 milhões, o que permitiria uma destinação de mais de R$ 40,7 milhões aos fundos municipais. No entanto, apenas R$ 3,28 milhões foram efetivamente destinados — o equivalente a 8,05% do potencial.

Criado em 2017, o GTC reúne atualmente 30 entidades representativas do município e atua na conscientização da população sobre essa possibilidade. Neste ano, a campanha “Destine e Mude Destinos” ganha reforço com ações de comunicação no transporte coletivo urbano, relógios digitais da cidade e parcerias com empresas locais. Pelo terceiro ano consecutivo, toda a comunicação da campanha conta com a assinatura da Divina Informação, que participa voluntariamente da iniciativa.

A Receita Federal, incentivadora do projeto, também prevê a participação de pessoas jurídicas. Empresas tributadas com base no lucro real podem destinar até 1% do imposto devido para cada um dos fundos.

Interessados em realizar a destinação podem acessar orientações no site da Receita Federal ou pelo perfil oficial do GTC no Instagram (@gtccaxias), onde estão disponíveis informações detalhadas sobre o procedimento.

A atual coordenadora do GTC, Janete Buniatti, explica que os dados dos últimos anos demonstram avanço gradual, mas ainda aquém do potencial.

“Ao destinar parte do Imposto de Renda, o contribuinte transforma um recurso que iria para o governo federal em investimento direto na sua própria comunidade, fortalecendo projetos que atendem crianças, adolescentes e idosos e contribuindo para o desenvolvimento social de Caxias do Sul”, conclui.

DADOS DA DESTINAÇÃO NOS ÚLTIMOS ANOS EM CAXIAS DO SUL

2021:

– IR devido: R$363.837.679,68

– Potencial (6%): R$21.830.260,75

– Destinado: R$1.538.479,21 (7,05%)

2022:

– IR devido: R$436.732.356,83

– Potencial (6%): R$26.203.941,41

– Destinado: R$1.930.444,68 (7,4%)

2023:

– IR devido: R$538.754.752,00

– Potencial (6%): R$32.325.285,12

– Destinado: R$2.238.215,77 (6,9%)

2024:

– IR devido: R$609.089.827,33

– Potencial (6%): R$36.545.389,64

– Destinado: R$3.013.306,29 (8,3%)

2025:

-IR devido: R$679.096.059,50

-Potencial (6%): R$40.745.763,57

-Destinado: R$3.281.732,89 (8,05%)

ENTIDADES QUE COMPÕEM O GTC

AANERGS, ADCE, AMANOR, ARH Serrana, Câmara Municipal de Vereadores, Centro Assistencial Vitória, CDL Caxias do Sul, CIC Caxias do Sul, COMDICA, Conselho Municipal do Idoso, CRC/RS, FAS, Fundação Caxias, Instituto Elisabetha Randon, Lar São Francisco de Assis, MOBI Caxias, OAB Subseção Caxias do Sul, Parceiros Voluntários, Projeto Mão Amiga, Receita Federal do Brasil, Rádio Mais Nova, Secretaria Municipal de Recursos Humanos, Sescon Serra Gaúcha, Simplás, Sincontec, Sindilojas, Sindiodonto Serra, Sintergs, Tua Rádio São Francisco e Universidade de Caxias do Sul.

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Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

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Monitor do PIB aponta alta de 1,7% no acumulado de 12 meses.

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio. No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada no período de 12 meses fica em 1,7%.

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20).

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O resultado de maio retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março.

Confira o comportamento do ano mês a mês:

  • Maio: 0,7%
  • Abril: -0,1%
  • Março: 0%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,7%

Sinais de arrefecimento

Apesar da retomada de crescimento em maio, o indicador de 12 meses (1,7%), que mostra uma visão de retrovisor de mais longo prazo, aponta desaceleração, ou seja, perda de força. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

Ao apresentar os resultados, a FGV destaca que o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio, chegando ao maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse desempenho, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia.

No entanto, ela aponta que há algumas “fragilidades” no resultado do PIB brasileiro.

Para ela, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas.

“Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, avalia.

Comportamentos

As exportações tiveram crescimento de 4,3%, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%).

“As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano, o que explica a redução do crescimento das exportações”, destaca o acompanhamento.

As importações cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%).

De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

A próxima divulgação será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

Expectativas

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%.  

A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

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Campanha do Agasalho 2026 arrecada mais de 240 mil peças em Caxias do Sul

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Divulgação

Maior mobilização solidária do município já destinou 113 mil itens para 95 entidades assistenciais.

Mais uma vez, a solidariedade da comunidade caxiense fez a diferença. Realizada entre os dias 9 de maio e 20 de junho, a Campanha do Agasalho 2026, promovida pela Fundação Caxias, arrecadou mais de 240 mil peças entre roupas, calçados, cobertores e outros itens de inverno. Ao longo dos 43 dias de mobilização, a iniciativa contou com 220 pontos de coleta espalhados por Caxias do Sul, facilitando a participação da população e consolidando a campanha como a maior ação de arrecadação de agasalhos do município.

Até o momento, 113 mil peças já foram distribuídas para 95 entidades assistenciais cadastradas na Fundação Caxias. As demais doações seguem em processo de triagem e serão destinadas gradativamente às instituições conforme a demanda ao longo dos próximos meses.

O sucesso da campanha reflete o engajamento da comunidade diante de mais um inverno rigoroso na Serra Gaúcha. Milhares de caxienses aproveitaram a iniciativa, que tinha como tema “Abraço que Aquece”, para doar roupas em bom estado, contribuindo para aquecer famílias em situação de vulnerabilidade social. Todo o material arrecadado passou por um criterioso processo de separação, classificação e organização realizado por uma equipe de oito voluntárias, garantindo que apenas peças aptas para uso fossem encaminhadas às entidades beneficiadas.

Segundo o coordenador da Campanha do Agasalho, José Theodoro, o resultado reforça a confiança da população na iniciativa e evidencia a força da solidariedade caxiense.

“O resultado da Campanha do Agasalho 2026 reforça a força da solidariedade da comunidade caxiense e a credibilidade construída pela iniciativa ao longo dos anos. Superamos a marca de 240 mil peças arrecadadas, o que confirma a campanha como a maior mobilização de arrecadação de agasalhos de Caxias do Sul. Esse resultado só é possível graças ao engajamento da população, dos voluntários e de todas as pessoas e organizações que acreditam no trabalho desenvolvido pela Fundação Caxias”, destaca.

Além das doações da comunidade, a campanha contou com a mobilização de empresas, instituições, escolas e organizações parceiras que atuaram como pontos de coleta e contribuíram para ampliar o alcance da iniciativa, fortalecendo uma ampla rede de solidariedade em benefício de quem mais precisa.

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Brasil diz que não há justificativas para tarifas impostas pelos EUA

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Aggência Brasil

Governo brasileiro diz que iniciará instrumentos de reciprocidade.

O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos (EUA), anunciada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.

A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”, além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.

Alegações

A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas.

Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.

De acordo com a nota do governo brasileiro, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense.

A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.

“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.

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