Geral
Cida Gonçalves: ‘Mulheres foram para a vida pública, mas homens não vieram para a vida privada’
Publicado em
3 anos atrásem
Em conversa no BDF Entrevista, ministra fala sobre dificuldades do acesso das mulheres ao mercado de trabalho
Nós queremos empoderar as mulheres, queremos que a mulher tenha o cartão, que a mulher vá no banco
No 8 de Março, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma lei que estabelece igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função no mercado de trabalho. Apesar de a determinação já estar prevista em diversos dispositivos, o Projeto de Lei estabelece novos parâmetros, principalmente de fiscalização, que podem ser decisivos para a implementação, de fato, desta medida.
A nova lei determina que o Ministério do Trabalho e o Ministério Público serão responsáveis por investigar e punir empresas que não cumprirem a legislação. No entanto, as dificuldades de implementação do projeto passam por um enfrentamento estrutural da sociedade patriarcal brasileira.
Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, “só uma legislação não dá conta do que é a questão da igualdade”. “Ela não passa por um decreto, ela passa também pela questão da ascensão das mulheres no mercado de trabalho. Passa também pela responsabilidade, única e exclusiva delas, hoje, com a questão do cuidado”, explica a ministra.
Convidada desta semana no BDF Entrevista, Cida Gonçalves, militante histórica do movimento feminista brasileiro, lembra que ainda é responsabilidade das mulheres, temas como o cuidado com as crianças, com os mais velhos e com a saúde dos demais parentes.
“É ela que ainda é responsável pelo cuidado com a pessoa doente. É ela que fica no hospital, ela que tem que levar. E a responsabilidade do cuidado, termina não permitindo que essa mulher também tenha ascensão no mundo do trabalho. São os homens que têm essa facilidade. Esse é um debate que nós vamos fazer”, explica.
Gonçalves explica que o grupo de trabalho interministerial será criado para enfrentar estes desafios. A ideia é debater quais “políticas públicas podem ser implementadas pelo governo federal, pelo governo estadual, pelos governos municipais, para dar conta de que a mulher tenha mais tempo dela, para cuidar dela, para ter a tranquilidade dela, repensar a vida”.
“Ao mesmo tempo, saber como e quando nós podemos estabelecer no país um processo de construção do debate sobre a divisão sexual de trabalho dentro de casa. É porque nós, as mulheres, fomos para a vida pública, mas os homens não vieram para a vida privada”.
Na conversa, a ministra das Mulheres ainda fala sobre outros temas, como o aborto. Segundo Gonçalves, não cabe ao governo federal propor novas legislações sobre o tema. Hoje, no Brasil, a medida é permitida em apenas três ocasiões: casos de estupro, risco de vida às mulheres e fetos diagnosticados com anencefalia.
“O papel do governo é executar o que já existe na legislação. Nós temos uma legislação de 1940. Eu gosto de lembrar isso porque as pessoas colocam como se fosse uma coisa que inventaram agora. A nós cabe: aprovou a legislação, vamos executar. Esse tem sido o nosso papel”.
“Nós temos uma sociedade conservadora. Eu acho muito difícil que o Brasil, nesse período de quatro anos – pode ser que daqui a quatro anos seja diferente – que nós tenhamos uma onda como teve na Argentina, é difícil”, completa a ministra.
Confira a entrevista na íntegra:
Brasil de Fato: No 8 de março, o governo lançou um pacote de programas voltados à mulher. E logo no lançamento foi destacado o caráter transversal desses programas, ou seja, todos os ministérios participarão da implementação dessas políticas, de alguma forma. Como será a coordenação dessas políticas e qual o papel do seu ministério nestas implementações?
Cida Gonçalves: Na verdade, a coordenação é do Ministério das Mulheres, e para cada área nós teremos uma equipe técnica que vai estar acompanhando, efetivamente, o andamento, monitorando as ações. Mas eu mesmo estarei acompanhando diretamente, conversando com os ministros.
A nossa proposta é ter várias agendas conjuntas, eu e o ministro da pasta, seja o ministro da Educação, a ministra da Saúde, o das Cidades, o da Pesca, para que nós possamos, de fato, chegar nos territórios brasileiros com as ações.
No caso da violência contra as mulheres – e inclusive nestes programas, há também alguns determinados para tratar dessa questão – há políticas, ações importantes que vêm se desenvolvendo ao longo do tempo, mas os casos seguem em alta. Uma pesquisa revelou que mais de 50 mil mulheres sofreram algum tipo de violência, diariamente, no ano passado. Como ter ações efetivas para barrar essas violências, ministra?
Na verdade, a violência é um desafio e eu vou te dizer porquê. Primeiro, que quanto mais serviços nós fizermos, mais denúncias nós teremos. Então será muito difícil nós termos 47 Casas da Mulher Brasileira no país e diminuir o número de denúncias. Até a gente chegar no pico do atendimento, da capilaridade dos serviços de atendimento, a tendência é o aumento.
Não porque está aumentando única e exclusivamente, a violência contra as mulheres, porque isso também está, mas principalmente porque as mulheres estão fazendo a denúncia. Eu acho que isso é um primeiro olhar que nós temos que fazer.
O segundo é, de fato, o desafio de diminuir, de fazer com que a gente termine – o presidente Lula fala em erradicar o feminicídio e a violência contra as mulheres – mas a gente precisa começar a diminuir para que, de fato, nós possamos erradicar. Porque erradicar é só com a mudança de comportamento da sociedade brasileira e isso, nós sabemos, que é a longo prazo.
Mas, efetivamente, as ações de atendimento, de prevenção, que é fazer um debate com a sociedade brasileira sobre a questão da violência contra as mulheres, as relações, a questão do ódio que está colocada, porque a violência contra as mulheres é uma questão do ódio contra as mulheres, e também discutir a questão da impunidade são essenciais.
Porque nós só vamos dar conta, efetivamente, de diminuir quando tiver punição, quando a sociedade, a justiça, a segurança pública e todos os servidores públicos, entenderam que violência contra as mulheres no Brasil é crime e tem lei.
E a gente vive numa estrutura patriarcal, machista mesmo. Como enfrentar esse ódio dos homens contra as mulheres? Porque não me parece uma tarefa nem um pouco fácil essa conscientização, não é?
Não, não é, mas eu acredito que, aos poucos, nós vamos reestruturando, porque é uma questão, na minha avaliação, de reeducação. É reeducar a população brasileira para as novas relações sociais estabelecidas, que para nós é simplesmente a questão do respeito, que é a campanha do governo, que nós estamos no mês de março: esse é um governo que respeita as mulheres.
Nós queremos que esse seja um país que respeita as mulheres e nós vamos trabalhar para isso. Precisamos reeducar homens e mulheres, fazer um debate nas escolas, nas igrejas, nas comunidades, nas associações, em todos os espaços.
Falar sobre papéis, formas de relações, para que nós possamos erradicar o ódio que nós vivemos hoje, que está impregnado na sociedade e isso vai para dentro de casa. A intolerância vai para dentro de casa.
Esse é um desafio que está colocado e que eu não acho e nós, no Ministério, não acreditamos, que vai ser com campanha publicitária. É aquela campanha do dia a dia, dentro de casa, no ônibus, em todos os lugares, você insistir que, primeiro: violência contra as mulheres é crime e segundo; que respeito é bom e toda a população gosta.
E o governo federal também pode ser exemplo, não é? Com uma formatação onde há mulheres ministras, 11 no total, com ministérios importantes, com protagonismo, levam essa mensagem para a sociedade?
Sim, eu acredito. São 11 mulheres, em ministérios importantes e nós temos mais duas presidentes de bancos, a presidente do Banco do Brasil (Tarciana Medeiros) e a presidente da Caixa (Rita Serrano). Eu acho que isso é uma demonstração de que o governo, de fato, respeita e coloca as mulheres em posições estratégicas fundamentais para o Brasil.
E segundo, é também a forma que nós estabelecemos de relação interna do governo. A gente sempre diz que nós somos uma tropa de 13. Unidas, articuladas, uma apoiando a outra. Isso é a gente criar um ambiente de solidariedade entre as mulheres, para que elas possam exercer os cargos de poder com tranquilidade.
E com isso, é poder dizer para a sociedade que nós podemos vencer o ódio, nós podemos estar nos lugares que nós queremos e que nós temos capacidade e competência para isso. O governo vai demonstrando para a sociedade que é possível sim, você ter a construção das políticas, das relações diferenciadas, efetivamente.
E eu acho que, para mim, José Eduardo, o maior exemplo é o presidente Lula, a forma com que o presidente Lula respeita as mulheres brasileiras, como ele respeita esse Ministério, como ele fortalece esse Ministério. Ele diz o tempo todo: “Olha, é para ajudar o Ministério das Mulheres, gente ajuda a Cida, é para construir, para mudar. A prioridade das nossas políticas têm que ser as mulheres”. Porque ele sabe, efetivamente, do que está acontecendo. Ele está inquieto com a questão do número de feminicídio. Então, nós estamos com esse desafio.
O próprio presidente Lula falou durante a campanha sobre igualdade salarial entre homens e mulheres. Hoje, essa diferença passa dos 20%. É possível implementar essa política ainda nessa gestão? O que que falta para um projeto desse tipo avançar?
No 8 de março, o Lula assinou a mensagem. O Projeto de Lei que estabelece a igualdade salarial entre homens e mulheres para trabalho igual, está no Congresso Nacional. Só que a grande questão é a diferença desse projeto para os demais. Um: a fiscalização. Ele determina quem fiscaliza, que é o Ministério do Trabalho, o Ministério Público; Dois: ele cria multa para a empresa que não cumprir a legislação. Portanto, ele é muito mais consistente, da perspectiva da igualdade salarial do que a Constituição e a CLT hoje.
Ele traz esses elementos que são importantes para tratar a questão da igualdade. Mas nós sabemos, o governo sabe, a sociedade sabe, que só uma legislação não dá conta do que é a questão. Porque ela não passa por um decreto, ela passa também pela questão da ascensão das mulheres no mercado de trabalho.
Vai passar também pela responsabilidade, única e exclusiva delas, hoje, com a questão do cuidado. É ela que ainda é responsável pela questão da creche, pegar a criança na creche, na escola, é responsável pelo cuidado com a pessoa doente. É ela que fica no hospital, ela que tem que levar. E a responsabilidade do cuidado, termina não permitindo que essa mulher também tenha ascensão no mundo do trabalho. São os homens que têm essa facilidade. Esse é um debate que nós vamos fazer.
Nós já estamos criando um grupo de trabalho que é composto por diversos ministérios, coordenado pelo Ministério das Mulheres e o Ministério do Trabalho, para que nós possamos definir de um lado, quais são as políticas públicas que podem ser implementadas pelo governo federal, pelo governo estadual, pelos governos municipais, para dar conta de que a mulher tenha mais tempo dela, para cuidar dela, para ter a tranquilidade dela, repensar a vida.
E, ao mesmo tempo, como e quando nós podemos estabelecer no país um processo de construção do debate sobre a divisão sexual de trabalho dentro de casa. É porque nós, as mulheres, fomos para a vida pública, mas os homens não vieram para a vida privada.
Mas é importante dizer, para a questão do mercado de trabalho, que as mulheres hoje são aquelas que têm o maior índice de faculdade. São elas que têm a graduação, pós graduação, doutorado, porque na maioria das vezes, isso também é muito mais exigido das mulheres do que dos homens.
Por outro lado, nós temos um programa para pensar o que a gente chama de qualificação, porque muito mais do que ensinar e fazer a qualificação, nós primeiro precisamos incluir a mulher, dar inclusão digital. A maioria das mulheres não têm acesso à internet, mas também ela não sabe, ela precisa que alguém veja para ela como é que estão algumas situações, se precisa preencher um documento, se precisa fazer um currículo, ela não tem condições de fazer.
Nós precisamos fazer uma grande tarefa, que é incluir a mulher digitalmente. Porque estamos em um período em que a tecnologia está cada vez mais avançada e até para trabalhar em qualquer área, seja no trabalho doméstico, na loja, em qualquer área, a tecnologia é importante. Hoje você tem o microondas, vocês tem a Smart TV, você tem uma série de coisas que são digitais. São questões que estão postas na vida, no dia a dia da população brasileira.
O segundo é, de fato, preparar o mercado para receber essas mulheres, porque não é que elas não são qualificadas, é porque o critério do mercado é injusto com as mulheres. A primeira pergunta que eles fazem na hora da entrevista é: “Você é casada? Você tem filhos?”. Se você é casada, mas não tem filhos e está na idade reprodutiva, aí eles perguntam: “quando você quer ter filhos?”. Isso é injusto, é cruel, é isso que transforma a desigualdade. Essa pergunta não é feita para os homens.
Então nós precisamos rever a organização e a forma com que o mercado e o mundo do trabalho pensa as mulheres, e a forma com que elas se incluem. É nessa perspectiva que eu acho que nós vamos ter que trabalhar. Claro que nós vamos fazer a questão da qualificação, nós vamos trabalhar nessa área. Por isso, nós fizemos uma parceria com o Ministério da Educação, o “Mulheres 1000” está voltando para a gente trabalhar a qualificação.
Nós discutimos com o Ministério do Trabalho para ter acesso aos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o Sesc, o Senac, de que forma vão estar voltados para as mulheres no mundo do trabalho, mas já pensando que ela não vai aprender só a fazer de manicure, pedicure e cabeleireiro. Nós precisamos oferecer todos os tipos de cursos. Nós precisamos colocar as mulheres no mundo do trabalho, no mundo digital e com a inclusão que deve ser feita.
O tema do aborto rondou parte da campanha presidencial, mas foi logo barrado pelo conservadorismo dos nossos tempos mesmo e pelo que rondava também aquela campanha presidencial. É. possível pautar a questão do aborto nessa gestão, haja visto que o nosso Congresso é extremamente conservador – e, obviamente, um reflexo da sociedade brasileira – e por lá passariam projetos e legislações como essa?
O papel do governo é executar o que já existe na legislação. Nós temos uma legislação de 1940. Eu gosto de lembrar isso porque as pessoas colocam como se fosse uma coisa que inventaram agora. Não, é de 1940, que foram duas tipificações do aborto legal, no caso de estupro e risco de vida das das mulheres. E agora, nesses últimos tempos, que o STF trouxe a questão da anencefalia.
Não é papel do governo fazer um debate com o Congresso ou com a sociedade sobre o avanço ou não do debate sobre o aborto. A nós cabe: aprovou a legislação, nós vamos executar. Esse tem sido o nosso papel. Nós temos discutido, eu e a ministra Nísia [Trindade], no sentido de que precisamos garantir que as mulheres que são vítimas de estupro e que estão em risco de vida, ou em caso de anencefalia, tenham acesso ao serviço de aborto legal, tenham condições de serem atendidas.
Nós temos a objeção dos médicos e eles têm lá seus direitos individuais. Nós não vamos entrar nesse mérito, nós vamos respeitar. Agora, vamos cumprir a legislação e não vamos fazer o debate ampliar sobre esses processos, porque a nós cabe ampliar aquilo que já está na legislação Brasileira.
Sim, mas a América Latina, por exemplo, foi tomada por uma onda verde, de legalização do aborto, como no caso da Colômbia e da Argentina, que foram extremamente importantes e lutas que foram longuíssimas. A senhora não vê isso sendo pautado pela nossa sociedade?
Acho que o movimento de mulheres até pode demandar, agora, eu acho que, além do Congresso, nós temos uma sociedade conservadora. Acho muito difícil que o Brasil, nesse período de quatro anos – pode ser que daqui a quatro anos seja diferente – que nós tenhamos uma onda como teve na Argentina, é difícil. Você há de avaliar comigo que é difícil. Você não vai ter uma multidão de pessoas na rua com essa pauta.
Agora, nós temos pautas mais importantes, que vão levar uma multidão para as ruas – não que essa não seja. Mas, por exemplo, o feminicídio vai levar milhões de pessoas para as ruas, as mulheres não querem morrer. As pessoas não sabem, mas as mulheres não querem morrer. Nós vamos ter a questão dos estupros, olha o tanto que aumentou a violência sexual, principalmente com criança e adolescente nesse país.
E o pior é que quem está violentando é o pai, o irmão, o tio, o avô. A violência está dentro de casa, então nós temos essas pautas que vão mobilizar. O feminicídio está aí para nos mostrar. Nós temos levante feminista no Brasil inteiro, que todo dia quando uma mulher é morta, elas gritam, elas batem tambor. Então, assim, nós temos esse processo já colocado no Brasil sobre o que são as pautas que são estratégicas nesse momento.
Sobre a escolha pelo pagamento de benefícios sociais diretamente às mulheres, como o Bolsa Família. Essa não é uma novidade, já que os governos petistas, muitos anos atrás, já haviam determinado essa medida. Como isso influenciou, ao longo do tempo, como política pública na Independência financeira das mulheres? E qual é o seu papel hoje em dia?
É, essa discussão nós tivemos no governo anterior do presidente Lula e ela volta com força agora. Primeiro, é uma forma de empoderamento das mulheres, queria começar dizendo isso. Porque se criou aquela lenda de que é porque a mulher sabe gastar o dinheiro e o homem não. Não, nós queremos empoderar as mulheres, nós queremos que a mulher tenha o cartão, que a mulher vá no banco. São coisas que parecem pequenas, mas são fundamentais e estratégicas para você colocar a mulher no mundo, incluir efetivamente.
A segunda é a questão da habitação. A habitação é no nome das mulheres, então, se você vai numa inauguração do Minha Casa, Minha Vida, a maioria das pessoas que estão lá para receber a chave são as mulheres. Dentro de uma perspectiva de que, de fato, elas têm um empoderamento, inclusive para enfrentar a violência.
Nós moramos em um país em que 37% da população é mãe solo. Elas que são responsáveis pelos filhos. Nós temos um grande número de crianças que não tem o nome do pai registrado na certidão de nascimento, que está escrito pai desconhecido. Essa é a realidade do Brasil. É com essa realidade que nós precisamos trabalhar e o governo tem trabalhado nessa perspectiva.
Então, uma: empoderar as mulheres, garantir a elas esse direito; segundo, as mães solos terem garantia de que elas também terão acesso a todos os benefícios do governo; e terceiro, que vem dentro de uma perspectiva de que, de fato, você inclui as mulheres na economia local, tanto na economia estadual, quanto na economia nacional.
Acho que são fatores importantes e o nosso papel tem sido de ajudar a pensar, a discutir, a trabalhar algumas questões para que não seja apenas a entrega de um benefício, mas de que forma que, de fato, você faz com que essas mulheres tenham um processo de construção, de avanço.
Edição: Rodrigo Durão Coelho
MAIS DESTAQUES
Destaque
SESC apresenta espetáculo Som & Luz na Festa da Uva 2026
Publicado em
1 dia atrásem
27/01/2026
Ao todo, serão sete sessões, entre os dias 22 de fevereiro e 5 de março, sempre às 20h, nos Jardins das Réplicas de Caxias do Sul de 1885, no interior do Parque de Eventos.
Com valores entre R$ 5 e R$ 20, já estão à venda os ingressos para o espetáculo Som & Luz, atração tradicional da 35ª Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul. A realização é fruto da parceria entre o Sesc/RS e a Comissão Comunitária da Festa.
Repleta de sons, luzes, música, movimentos de dança e arte circense, a edição 2026 apresenta o espetáculo “Oblívio”, que propõe narrar a história da Serra Gaúcha a partir do elemento fogo — dos povos indígenas à chegada dos imigrantes, atravessando o tempo até os dias atuais.
O grande diferencial desta edição está na ampliação do número de artistas locais envolvidos: ao todo, 45 artistas da região integram o elenco, reforçando o compromisso com a valorização da produção cultural local. Outro destaque é a política de valores acessíveis, com ingressos populares e sessões programadas para os dias de gratuidade do Parque, ampliando o acesso do público à experiência.
Idealizado por Guilherme Montanari e com direção geral de Zica Stockmans, o espetáculo busca promover encantamento, pertencimento e reflexão, consolidando o Som & Luz como um dos momentos mais simbólicos da Festa Nacional da Uva.
Interessados podem garantir seu ingresso presencialmente no Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira Cesar, 2462) ou pelo site www.sesc-rs.com.br/espetaculosculturais. Eles custam R$5 para trabalhadores do comércio de bens e serviços, R$7 para empresários do comércio de bens e serviços, ambos com Credencial Sesc válida, R$ 10 para estudantes, idosos com mais de 60 anos de idade, doadores de sangue, portadores de necessidades especiais e acompanhantes. Ao público em geral, a entrada custa R$20. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 3209-8250, WhatsApp (54) 97400-6473 e redes sociais da Unidade.
Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.
Espetáculo Som & Luz na 35ª Festa Nacional da Uva
Data: De 22/02 a 05/03
Local: Jardins das Réplicas de Caxias do Sul de 1885, no Parque de Eventos da Festa da Uva
Dias:
22/02 (domingo)
23/02 (segunda-feira)
24/02 (terça-feira)
02/03 (segunda-feira)
03/03 (terça-feira)
04/03 (quarta-feira)
05/03 (quinta-feira)
Horário: 20h
Ingressos: No site www.sesc-rs.com.br/espetaculosculturais ou no Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira Cesar, 2462) a partir de R$ 5
Informações: Pelo telefone (54) 3209-8250, WhatsApp (54) 97400-6473 e redes sociais do Sesc Caxias do Sul
Ficha técnica:
Direção Geral: Zica Stockmans
Assistente de direção: Sandro Martins
Idealizador do projeto Oblívio: Guilherme Montanari
Produção Musical e Trilha Sonora: Beto Scopel e Rafa De Boni
Dramaturgia: Zica Stockmans
Locução: Sandro Martins
Coreografia: Juliano Dias e Uyara Camargo
Iluminação: Aldedemir Matana
Elenco:
J.Dance Estúdio de Dança
Studio Yalla
Akácio Camargo
Anna Cláudia Pereira
Assaury Hiroshi Gonçalves
Igor Cavalcante Medina
Jenifer Bonho
Maria Lilith da Cruz da Silva
Michael de Vargas
Uyara Camargo
Artistas Circenses: Carla Vanez, Leonardo Coinoski e Thony Kazuli
Músicos: Beto Scopel, Rafa De Boni e Vitinho Manske
Produção: Tem Gente Teatrando
Realização: Festa Nacional da Uva e Sistema Fecomércio-RS/Sesc Caxias do Sul
SINOPSE:
Teatro
Duração: 45 min
Classificação: Livre
Por meio de 7 movimentos, o fogo narra e conta sua versão e sua participação na história, iniciada com a fogueira kaingang e apresentando os primeiros filhos dessa terra. Depois com os vapores dos navios que carregam aqueles que deixam sua pátria em busca de uma terra de sonhos. Chegam os primeiros imigrantes e seus corações esperançosos. O fogo também traz acolhida e segue presente nas casas, nos primeiros fogões, nas lamparinas e nas velas. Ele alimenta, socializa, ilumina os trajetos escuros e é testemunha de muitas preces.
Com a chegada do trem também chega o desenvolvimento, o progresso e a elevação à categoria de cidade. Na sequência, é possível perceber grandes chaminés, onde o fogo alimenta a indústria e o coração dos que adotam esta cidade como sua e investem nela seus anseios por uma vida melhor e mais digna. Com todo esse desenvolvimento, Caxias se notabiliza a produzir material bélico para guerra e o fogo apresenta sua face mais sombria, sendo explosão e consumindo nossa história com incêndios nunca explicados ou por um grande tempo esquecidos.
A história chega a 2026, quando a chama esse elemento da natureza que transforma, renova e reinventa continua a aquecer o caldeirão social de uma metrópole que fabrica e cultiva de tudo, e que segue sendo mãe acolhedora de filhas e filhos vindos de tantos cantos do mundo. Pelos caminhos e lugares desta terra fértil, é novamente tempo de celebrar a colheita. É tempo de Festa da Uva!
O fogo, anfitrião do espetáculo Som & Luz, nos convida a honrar a vida daqueles que aqui estiveram antes e a construir novas memórias com este chão que nos sustenta, deixando um legado luminoso para as próximas gerações.
Neste ano, o espetáculo chega ainda mais vibrante, com a inclusão de novos elementos cênicos e sensoriais, além de surpresas especialmente preparadas para emocionar o público e renovar a experiência desta edição.
Destaque
Caxias do Sul recebe a 1ª Cavalgada Estrada do Rio Branco Caminhos das Oliveiras, haverá trânsito lento em alguns pontos
Publicado em
2 dias atrásem
26/01/2026
Um resgate histórico da colonização italiana envolverá Caxias do Sul nesta terça (27/1). É 1ª Cavalgada Estrada do Rio Branco Caminhos das Oliveiras, promovida pelo Grupo de Cavalarianos e GTG Potro Serrano, de Caxias.
Em razão do movimento, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade alerta que haverá tráfego lento em pontos da cidade (veja lista abaixo). Entre eles, a 3ª Légua, os bairros Rio Branco, São Pelegrino, Centro, Jardim América, Serrano, Ana Rech e Criúva.
Fiscais de trânsito escoltarão dezenas de cavalarianos, das 14h às 19h30, desde a 3ª Légua, cruzando por ruas e avenidas, até Ana Rech.
A cavalgada celebrará a chegada dos imigrantes italianos, em 1875, recordando a chegada nos Caminhos do Rio Caí, antigo Porto dos Guimarães, em São Sebastião do Caí, até Vacaria.
Os locais:
- 3ª Légua, em direção à Rua Júlio Calegari
- Travessa São Marcos
- Avenida Rio Branco, no Bairro Rio Branco
- Rua Olavo Bilac
- Rua Feijó Júnior, no Bairro São Pelegrino
- Rua Dr. Augusto Pestana
- Rua Coronel Flores
- Avenida Júlio de Castilhos
- Rua Conselheiro Dantas
- Rua Atílio Andreazza
- Cemitério Parque
- Rota do Sol, em direção ao Travessão Leopoldina, no Bairro Serrano
- Travessia na BR-116, próximo à empresa Marelli
- Avenida Rio Branco, em Ana Rech
Fonte: Assessoria imprensa prefeitura
Geral
Filme Oficial da 35ª Festa da Uva traduz o espírito comunitário do evento
Publicado em
6 dias atrásem
22/01/2026
Gravado em tomada única, a peça envolveu mais de 100 figurantes voluntários
Um filme gravado sem cortes, conduzido pela emoção coletiva e pelo envolvimento de quem faz a Festa acontecer. Assim é o Filme Oficial da 35ª Festa Nacional da Uva 2026, gravado na Villa Dei Troni, em Ana Rech, Caxias do Sul (RS). A peça foi apresentada nesta quinta-feira (22) para a imprensa e diretores da Comissão Comunitária, pelo presidente da Festa, Fernando Bertotto.
Com concepção criativa da Intervene Publicidade e Propaganda – tendo como produtora de vídeo a Metamorfose Filmes – a peça remete diretamente ao tema da Festa, “Fruto de um Sonho Imigrante”, conectando tradição, memória e atualidade em uma narrativa contínua e imersiva. A produção reuniu aproximadamente 100 voluntários no elenco e cerca de 30 profissionais nos bastidores, em um trabalho coletivo que reflete um dos principais pilares da Festa: o envolvimento da comunidade. Antes do início das gravações os figurantes ensaiaram por horas, para que nada saísse do roteiro.
Participam do filme a Rainha Elisa dos Santos Pereira D’Mutti, as Princesas Júlia Dalegrave Scopel e Letícia Comin da Silva, as embaixatrizes e os figurantes voluntários que aceitaram o desafio de dar vida à história da Festa. Segundo Daian Longhi, um dos sócios da Intervene, a escolha pelo plano contínuo representou um grande desafio técnico e criativo. “Para a gente é muito gratificante saber que tanto a presidência da Festa, quanto o marketing e a Metamorfose, aceitaram fazer um filme neste formato. Ele traz uma possibilidade de imersão muito forte e conecta tradição com modernidade e atualidade. Tenho certeza de que temos um filme muito emocionante, que vai envolver todo mundo.”
O presidente da Comissão Comunitária da Festa, Fernando Bertotto, destaca o momento como simbólico no período pré-evento. “Sem dúvida é um dos momentos mais importantes antes da Festa da Uva. Um dos nossos pilares é o envolvimento da comunidade toda e isso é mostrado no filme”, ressalta.
A diretora executiva da Festa da Uva, Carla Pezzi, reforça que o lançamento do filme ocorre em um momento decisivo. “Estamos na reta final da divulgação, e essa alegria e mobilização nos energizam e nos trazem ainda mais responsabilidade de continuar entregando uma Festa que tem a nossa cultura, mostra quem somos e o que fazemos.”
O cenário escolhido para a gravação também carrega forte simbolismo. Edson Tomiello (Trovão), diretor da Villa Dei Troni, explica que o parque temático caracteriza-se como uma colônia original preservada.
A Rainha Elisa D’Mutti ressalta a emoção do envolvimento coletivo. “Nossa Festa é comunitária, então nos enche de alegria ver um envolvimento tão grande e significativo da nossa comunidade, com tantos voluntários e muito carinho das crianças.” A Princesa Letícia Comin da Silva afirma esperar que “as pessoas possam sentir, por meio deste vídeo, o amor pela Festa da Uva”. Já a Princesa Júlia Dalegrave Scopel define a experiência como “uma honra gigantesca”, destacando a força da tradição e da história representadas na Villa Dei Troni. “Isso é Festa da Uva.”
O Filme Oficial e o making of ficarão disponíveis no YouTube oficial da Festa da Uva. A 35ª Festa Nacional da Uva ocorre de 19 de fevereiro a 8 de março, no Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, em Caxias do Sul (RS).
FICHA TÉCNICA
Concepção Criativa – Intervene Publicidade e Propaganda:
Daian Longhi
Thiago Longhi
Izlene Zortea
Produtora de Vídeo – Metamorfose Filmes:
Direção de Cena: Maicon Dewes
Diretor de Fotografia: Eduardo Rosa
Câmera: João Kono
Roteiro: Marcelo Andriguetti
Primeiro Assistente de Câmera: Leco Petersen
Assistência: Evandro Brito, Bruno Candiago, Rodrigo Camargo
Making of: Pedro Gelatti
Atendimento: Pedro Ledmar
Figurino
Figurinista: Fran Hermoza
Assistente de Figurino: Fabrício Hermoza
Pós Produção
Edição: Maicon Dewes
Color Grading: João Kono
Pós-Produção: Felipe Santos
Locação: Villa Dei Troni
Voluntários
Colaboradores Villa Dei Troni
Endança Jazz & Cia
Grupo Imigrantes Caxias do Sul
Projeto Impulso Samar Ana Rech
Rainha, princesas e embaixatrizes da Festa da Uva
Agradecimentos
Akácio Camargo
Alex Pires
Anderson Corso
Carla Pezzi
Cristina Dall’Agno Demori
Cristina Nora Calcagnotto
Daian Longhi
Edson Tomiello
Fernando Bertotto
Izlene Zortéa
Mauro Soares de Bitencourt (Náni)
Maysa Stedile
Nelson Peter
Rudimar Menegotto
Tatiane Frizzo e família
Thiago Longhi
Sobre a Festa da Uva
A 35ª edição da Festa Nacional da Uva será realizada entre os dias 19 de fevereiro e 8 de março, em Caxias do Sul (RS). Celebrando a cultura, a gastronomia e as tradições da imigração italiana e das demais etnias que formaram o município. A Festa é um dos maiores eventos comunitários do Brasil.
O tema dessa edição é “Fruto de um sonho imigrante”, em homenagem aos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, destacando ainda os 135 anos de emancipação de Caxias do Sul e os 95 anos da própria Festa. A proposta é reforçar a participação popular como essência do evento, valorizando a diversidade e o sentimento de pertencimento.
Criada em 1931, a Festa Nacional da Uva é um símbolo da força e da identidade da Serra Gaúcha. Mais do que uma celebração da colheita, ela é feita por pessoas e para pessoas — unindo gerações em torno de um legado cultural que atravessa décadas.
A 35ª edição da Festa da Uva é realizada por meio da Lei Pró-Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. A Festa da Uva 2026 conta com o patrocínio de HDI Seguros, Banrisul, Marcopolo, RandonCorp, Sicredi Pioneira, Sulgás, Supermercados Andreazza, Unimed Serra Gaúcha, Vantajão Atacado, Vero e Sulcorte. E tem como apoiadores: FSG – Centro Universitário, Fusopar, CSG, Orquídea, Sanmartin, Biglia Advocacia, Eaton, Mebrafe, DRSUL Nissan, Susin Francescutti, Ou, Soprano, BRDE, Agrimar, PHD Guindastes, Global Prime Wood, Guinchos Vanin, Weloze, Dallemole Estruturas Metálicas e Consevitis-RS.
A realização é da Festa da Uva, da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul e do Ministério da Cultura – Governo Federal.
Instituto de Leitura Quindim coordena projeto de oficinas de Carnaval em escolas de samba de Caxias do Sul
Filme Oficial da 35ª Festa da Uva traduz o espírito comunitário do evento
Caxias do Sul recebe a 1ª Cavalgada Estrada do Rio Branco Caminhos das Oliveiras, haverá trânsito lento em alguns pontos
SESC apresenta espetáculo Som & Luz na Festa da Uva 2026
Ação Balada Segura flagra 31 condutores alcoolizados, droga e outras infrações
Carnaval de Rua de Caxias do Sul recebe R$ 290 mil em emendas da deputada federal Denise Pessôa
SESC apresenta espetáculo Som & Luz na Festa da Uva 2026
Caxias do Sul recebe a 1ª Cavalgada Estrada do Rio Branco Caminhos das Oliveiras, haverá trânsito lento em alguns pontos
Orquestra Municipal de Sopros abre a Série Caxias do Som – Verão com concerto gratuito na Estação Férrea


