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Caxias do Sul reforça combate ao trabalho escravo com capacitação estratégica para equipes do SUAS

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Município garante vagas em projeto nacional para qualificar a identificação e o acolhimento de vítimas na Serra Gaúcha.

Em um movimento para enfrentar o aumento de casos de exploração laboral no Rio Grande do Sul, especialmente na Serra Gaúcha, Caxias do Sul confirmou sua participação no projeto “Escravo, Nem Pensar!”. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, via secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes) e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), e a Organização da Sociedade Civil (OSC) Repórter Brasil.

A formação é voltada a gestores, conselheiros e técnicos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Recentemente, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC) recebeu a visita técnica de representantes do Estado, da ONG Repórter Brasil e da FETAR para alinhar os detalhes da implementação do programa no município, que contará com três vagas estratégicas nesta etapa inicial.

Foco na Serra Gaúcha e Metodologia

A escolha de Caxias do Sul como um dos municípios prioritários não é casual. O projeto visa criar um fluxo operacional eficiente para responder ao cenário crítico de trabalho análogo à escravidão na região. A formação possui carga horária de 30 horas, dividida em três módulos presenciais que ocorrerão em Porto Alegre entre os meses de março, maio e julho de 2026.

Os profissionais indicados pela SMASC atuarão como técnicos de referência em seus territórios (CRAS, CREAS e Centro Pop), funcionando como multiplicadores. O objetivo é que eles disseminem o conhecimento para as demais equipes, fortalecendo a capacidade de identificar situações de exploração e qualificar o encaminhamento de denúncias.

Conteúdo e Prevenção

O programa “Escravo, Nem Pensar!” estrutura-se em três eixos fundamentais:

  1. Prevenção: Educação e sensibilização das comunidades vulneráveis.
  2. Repressão: Apoio às instâncias de fiscalização e canais de denúncia.
  3. Assistência: Acolhimento digno e proteção às vítimas resgatadas.

Além dos conceitos técnicos, a formação abordará temas emergentes, como a relação entre o trabalho escravo e as mudanças climáticas, além de traçar um diagnóstico laboral detalhado do Rio Grande do Sul, identificando as principais atividades econômicas onde o crime ocorre.

Importância para o Município

A participação da SMASC na capacitação é vista como um passo crucial para a criação de um Protocolo de Atendimento robusto. O documento estabelecerá orientações e fluxos intermunicipais alinhados às diretrizes nacionais.

Para Caxias do Sul, a qualificação significa maior eficácia na ponta do serviço: equipes mais preparadas para acolher o trabalhador resgatado e integrá-lo à rede de proteção social, garantindo que o ciclo de exploração seja definitivamente rompido.

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PF faz ação para combater entrada clandestina de eletrônicos no Brasil

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A Polícia Federal (PF) está nas ruas na manhã desta quinta-feira (17) com a Operação Conexão Paralela, para combater a entrada clandestina de produtos eletrônicos no país.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Maricá, no Grande Rio. 

O grupo responsável pelo ingresso destes produtos estrangeiros e posterior revenda dentro do Brasil seria comandado por um policial militar, de acordo com a PRF.

Os produtos, especialmente smartphones, eram introduzidos no país sem o pagamento de impostos de importação. A revenda de milhares destes produtos teria movimentado cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e associação criminosa. 

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Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras

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Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos um tipo de violência.

Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido pelo menos um tipo de violência. Quase todas as brasileiras (98%) recorrem a estratégias para reduzir riscos de sofrer violência no dia a dia. A sensação de insegurança que atinge as mulheres faz com que elas mudem comportamentos e limita suas escolhas em relação a lazer, mobilidade, trabalho e estudo.

Os resultados estão na pesquisa de opinião Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber. O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), no painel (In)segurança das Mulheres e Mobilidade, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para a pesquisa, foram ouvidas 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre os dias 22 e 30 de abril de 2026, por meio de entrevistas digitais de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

O medo da violência faz parte da vida cotidiana da maioria dos brasileiros, mas afeta as mulheres de maneira ainda mais intensa, de acordo com os dados. Entre as entrevistadas, 94% afirmam se sentirem inseguras diante da violência no dia a dia, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos pela cidade, 94% das mulheres e 90% dos homens dizem sentir medo da violência.

Para a população em geral, as mulheres são percebidas como mais vulneráveis do que os homens em diversas formas de violência, principalmente doméstica, sexual, psicológica e física. A violência doméstica, por exemplo, é motivo de temor para seis em cada dez brasileiras.

Além disso, os espaços de lazer e o transporte público estão entre os locais em que as mulheres se sentem menos protegidas: 41% não se sentem nada segura em bares, festas e baladas e 42% não se sentem nada segura em pontos de ônibus e estações. Dentro dos transportes públicos, 33% dizem não se sentir nada segura.

“Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira já que, para as mulheres, o acesso aos espaços e às oportunidades é constantemente condicionado pela preocupação com a própria segurança”, mencionou Maíra.

Restrições por medo

O cenário de violência e insegurança leva quase a totalidade das mulheres (98%) a adotar no dia a dia ao menos uma das medidas pesquisadas para reduzir o risco de sofrer violência. Evitar determinados locais é a estratégia mais comum, citada por 90% das entrevistadas.

Outras medidas mostram o grau de vigilância incorporado à rotina: 88% evitam compartilhar informações pessoais ou sua localização nas redes sociais, 84% evitam usar o celular na rua, 83% avisam alguém sobre seus deslocamentos e horários, e 83% evitam sair à noite.

As mulheres também evitam o uso de aplicativos bancários no celular quando estão na rua (80%), compartilham sua localização com pessoas de confiança (77%), mudam trajetos habituais (69%), chamam carro ou moto por aplicativo para não precisar andar pelas ruas (66%) e pedem para alguém acompanhá-las quando saem de casa (66%).

Para evitar situações de violência, 62% das mulheres já mudaram hábitos de lazer, e 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. Mais da metade (56%) já preferiu utilizar algum meio de transporte em vez de ir a pé, mesmo quando o destino era próximo. Além disso, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, e 26% carregam itens de proteção pessoal, como spray de pimenta ou alarme pessoal.

As decisões relacionadas à vida profissional e acadêmica também são afetadas. A pesquisa mostra que 45% das mulheres afirmam já ter deixado de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo por causa do medo da violência. Além disso, 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.

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Semana Nacional do Trânsito 2026 será aberta nesta sexta-feira

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Até 25 de setembro, a programação terá ações de sensibilização, campanha nas redes sociais, capacitações e exposição sobre a história da Fiscalização de Trânsito.

De 18 a 25 de setembro ocorre a Semana Nacional do Trânsito 2026. Para valorizar o período, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), por meio da Escola Pública de Trânsito (EPT), preparou uma programação para a comunidade e servidores públicos. Com seu grupo teatral, o Instituto Elisabeta Randon integrará as atividades.

Haverá ações educativas, capacitações e atividades de sensibilização voltadas à segurança e à conscientização no trânsito. A abertura oficial ocorre nesta sexta-feira (18/09), às 9h, no auditório da SMTTM, na Rua Moreira César, 1666, bairro Pio X. A atividade terá a participação de servidores administrativos das secretarias municipais da Agricultura e de Trânsito.

No sábado (19), às 8h, será realizada uma capacitação e nivelamento para o grupo de motociclistas da Fiscalização de Trânsito. A atividade busca aprimorar procedimentos e reforçar práticas relacionadas à atuação dos agentes que utilizam motocicletas durante o serviço.

No domingo (20), a programação estará concentrada nas redes sociais, com a campanha “Na cidade sem meu carro”, desenvolvida ao longo de todo o dia.

As atividades seguem na segunda-feira (21) com uma ação de sensibilização para o trânsito junto à Secretaria Municipal da Educação (SMED). Os encontros serão das 8h às 9h e das 9h às 10h, no auditório da SMED, na Rua Borges de Medeiros, 260, Centro.

Na terça-feira (22) será a vez de uma ação junto ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), envolvendo sensibilização e sinalização de trânsito. As atividades estão previstas para as 8h e 13h30min, no Parque da Imprensa, na Rua Nestor Moreira, 719, bairro Nossa Senhora de Lourdes.

Nos dias 23 e 24 de setembro, durante todo o dia, a programação será realizada junto à Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca). As ações de sensibilização e sinalização de trânsito ocorrerão no galpão da Companhia, na RSC-453 (Rota do Sol), nº 31.382, bairro Centenário.

O encerramento da Semana Nacional do Trânsito será na sexta-feira (25), às 16h, no auditório do segundo piso do Centro Administrativo Municipal, na Rua Alfredo Chaves, 1333, bairro Exposição.

Exposição resgata história da Fiscalização de Trânsito

A partir de 21 de setembro, o público poderá visitar a exposição “Memórias e reconhecimento”, instalada no segundo piso do Centro Administrativo Municipal.

A mostra contará a trajetória da Fiscalização de Trânsito no município por meio dos uniformes utilizados pelos agentes ao longo dos anos, valorizando a memória do serviço e dos profissionais que contribuíram para a segurança e a organização do trânsito de Caxias do Sul.

Com a programação, a SMTTM busca ampliar o debate sobre segurança viária, respeito às normas e responsabilidade compartilhada, reforçando que um trânsito mais seguro depende das atitudes de todos os usuários das vias.

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