A agenda de negociações da Campanha Salarial 2022 dos comerciários e comerciárias, “Xô inflação, a resposta é a nossa união: 15% já”, iniciou com duas reuniões ocorridas nesta segunda, 11 de junho, com os dois principais setores do comércio: lojas e mercados. Na oportunidade, o Sindicomerciários Caxias apresentou as reivindicações da categoria, com ênfase na necessidade do reajuste salarial e manutenção e ampliação de direitos sociais.
REAJUSTE JÁ
Os representantes patronais do setor de mercados não chegaram a apresentar nenhuma contraproposta de índice ante os 15% reivindicados pelo Sindicato, mas os patrões lojistas foram na contramão do que espera a categoria e, mais uma vez, trouxeram uma pauta regressiva, com retrocessos em direitos; e ofereceram apenas 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC: ou seja, pouco mais de 9% já que o INPC do período ficou em 11,92%.
Para o presidente do Sindicomerciários Caxias, Nilvo Riboldi Filho, a proposta dos lojistas é inaceitável e não condiz com a necessidade urgente de repor as perdas da inflação nos salários dos comerciários e comerciárias que têm sua renda corroída diante dos aumentos dos alimentos, combustíveis, da energia e do gás de cozinha.
“De 2019 para 2022 o aumento de preços do grupo de alimentos essenciais para o brasileiro foi de 48,3%,o dobro da inflação oficial acumulada no mesmo período, que foi de 21,5%. O óleo de soja está 153% mais caro; o café aumentou 88%, a carne bovina, 75%; gasolina, 170%; diesel, 203%; gás de cozinha,119%”, exemplificou. “O Salário Mínimo não consegue comprar nem mesmo uma cesta básica!”, lamentou o presidente do Sindicomerciários Caxias. “Vamos para rua sim, e para mesa de negociação pedir 15%, porque não podemos continuar desta maneira, os comerciários e comerciários foram uma das categorias que mais se sacrificaram na linha de frente durante a pandemia, merecemos respeito, valorização, dignidade!”.
Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e CTB-RS, presente na reunião de negociação, também criticou fortemente a proposta de apenas 80% do INPC apresentada pelos lojistas. “Todos sabemos que este índice não representa de fato a realidade, já que a maioria dos produtos da cesta básica, aluguéis, combustíveis, subiram muito mais no período. Não se pode colocar a conta novamente para que os trabalhadores paguem! Além do mais, todos sabemos que o valor do reajuste dos trabalhadores retorna ao comércio local. Um trabalhador que ganha o piso da categoria por exemplo, usa o que sobra do salário, após pagar as contas básicas, para comprar comida e produtos justamente no comércio local. O salário do trabalhador do comércio sempre retorna para os empregadores!”, concluiu.
Reunião com Sindilojas na parte da manhã do dia 11 de julho.
PATRÕES NEGAM O ESSENCIAL E PREGAM RETROCESSOS
Além de não propor índice condizente com a realidade, o setor patronal trouxe para a mesa propostas inaceitáveis de retrocessos como ampliação da jornada de trabalho em domingos e feriados e a abertura do comércio no dia 1º de maio.
Nilvo foi enfático ao afirmar que isso é inaceitável. “Não podem tirar do trabalhador do comércio o direito de estar com sua família, nem que seja por algumas horas no domingo e na principal data para os trabalhadores que é o 1º de Maio”.
A vice-presidente do Sindicomerciários Caxias, Ivanir Perrone, acrescentou que trabalhar oito horas nos domingos, além de afastar o trabalhador de suas famílias, é inviável, pois nem mesmo um transporte público se tem nos domingos nos horários para que isso seja possível. “O trabalhador acaba tendo mais um custo, o do transporte, muitas vezes se obrigando a ir de Uber ou taxi”.
REAJUSTE E DIREITOS DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO
A campanha salarial, além de lutar pelo reajuste de 15%, também tem como foco a manutenção e ampliação de direitos constantes na Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT. São mais de 80 direitos dos comerciários e comerciárias, como auxílio-creche, triênios e quinquênios, quebra de caixa e bonificação para o trabalho aos domingos e feriados. Esse direitos foram conquistados pelo sindicato ao longo do tempo e precisam ser renovados a cada campanha, já que a nova lei trabalhista não os garante.
No caso do setor de mercados, a CCT está valendo até o ano que vem, portanto a discussão tem como foco apenas a questão econômica do índice de reajuste.
Novas reuniões de negociação estão marcadas para o dia 19 de julho.
Reunião com Sindigêneros na tarde dia 11 de julho.
Ponto da Safra, realizado às sextas, será antecipado para quinta (02.04) nesta semana.
Feiras
Ponto da Safra: será antecipado para quinta (02);
Feira do Agricultor: ocorre normalmente na quinta e no sábado. Na sexta não haverá feira;
Feira Ecológica: ocorre normalmente no sábado;
Codeca: não terá coleta na sexta-feira;
Samae: plantão pelo telefone 115 ou 0800 772.8600;
Trânsito: plantão pelo telefone 118;
Alô Caxias: não haverá atendimento por telefone. Solicitações de serviço devem ser feitas por meio do site sac.caxias.rs.gov.br, no link Alô Caxias;
Conselhos Tutelares Macrorregião Norte e Macrorregião Sul: o atendimento de denúncias é feito pelo telefone de plantão (54) 99620.7633;
Assistência Social: plantão pelo telefone (54) 98404.9921;
Guarda Municipal: plantão no telefone 153;
Centros de Atendimento ao Turista (CATS) Praça Dante Alighieri e Aeroporto: atendimento das 8h às 13h;
Saúde:
Expediente normal nos serviços considerados essenciais como: Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA Central e UPA Zona Norte), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Central de Exames (regime de plantão para urgências e emergências), Central de Regulação de Leitos, Serviço Residencial Terapêutico, Unidade de Acolhimento Adulto e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Reviver;
Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centro Especializado de Saúde (CES) e Agenda+ não terão atendimento no feriado
Hemocs: fechado na sexta, atendendo apenas hospitais, em regime de plantão. Atendimento normal no sábado
Obras: plantão pelo whats (54) 98418-8477
SMEL: campo Municipal e demais espaços fechados de sexta a domingo
Praça CEU aberta das 6h às 22h, porém, o administrativo e biblioteca fechados
Centro de Cultura Ordovás
Cinema Ulysses Geremia, Zarabatana Café, Acervo Municipal de Artes Plásticas – AMARP, Galeria e Sala de Exposições, Teatro Valentim Lazzarotto, estarão abertos das 14h às 22h.
Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima (Galeria Municipal Gerd Bornheim, Teatro Municipal Pedro Parenti e Biblioteca Municipal Dr. Demétrio Niederauer, fechados
Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, fechado
Museus Municipais
Casa de Pedra, Museu Municipal Maria Clary Frigeri Horn, fechados
Certificado que possibilita atender com presença de funcionários já pode ser emitido.
O comércio varejista de Caxias do Sul, Flores da Cunha, Nova Pádua e São Marcos têm permissão para atender os clientes com a presença de funcionários na Sexta-Feira Santa (03.04). Para atender regularmente, as empresas da categoria, associadas ou não, devem emitir certificado que pode ser impresso no site da entidade por associados em dia com o setor financeiro. O não cumprimento das exigências pode acarretar em multas de R$ 1 mil a R$ 20 mil, conforme a gravidade da infração.
Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027, os funcionários podem cumprir jornada de trabalho máxima de seis horas em um único turno, com um prêmio de R$ 161,00 para os municípios de Caxias do Sul, Antônio Prado, Flores da Cunha e Nova Pádua, e de R$ 147,00 para São Marcos, aplicável apenas aos comerciários sindicalizados.
O Sindilojas Caxias destaca a importância de comunicar os clientes sobre o horário de expediente com antecedência. A Assessoria Jurídica da entidade está disponível para esclarecimentos pelos telefones (54) 4009.5517, (54) 99700.2555 e pelo e-mail juridico@sindilojascaxias.com.br.
Certificado já disponível
Para os associados categoria Comércio Varejista em dia com o setor financeiro, a emissão do certificado é gratuita e pode ser feita pela Central do Associado. Não associados devem fazer a solicitação pelo e-mail contasareceber@sindilojascaxias.com.br, até o dia 02/04 às 12h, com o pagamento do valor de R$ 99,00 por CNPJ. O certificado será enviado por e-mail após o pagamento, sendo necessário estar regularizado em relação à contribuição negocial/assistencial.Informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 4009.5519 (associado Sindilojas Caxias) e pelo e-mail contasareceber@sindilojascaxias.com.br (categoria).
A proposta, que altera a Lei do Racismo, prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia, inclusive em redes sociais.
O Senado aprovou o projeto de lei que criminaliza a misoginia, definida como ódio ou aversão às mulheres. A proposta, que altera a Lei do Racismo, prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia, inclusive em redes sociais. Com a equiparação ao racismo, os crimes misóginos não prescrevem e não permitem fiança.
Os senadores rejeitaram um destaque do bolsonarista Carlos Portinho (PL-RJ), que queria colocar no texto direitos que já estavam assegurados na Constituição.
A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), autora da proposta que segue à Câmara, destaca que a legislação penal já dispõe de normas protetoras como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio no Código Penal, mas não há uma resposta penal específica, mais severa, para a injúria praticada em razão da misoginia, crime cada vez mais frequente.
No projeto, a parlamentar também esclarece o conceito de misoginia: o sentimento de ódio, repulsa ou aversão às mulheres. “É uma forma extrema e repugnante de machismo, que deprecia as mulheres e tudo o que é considerado feminino, podendo manifestar-se de diversos modos”, conceitua.
Relatora da proposta, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ressaltou que o país viveu, nos últimos anos, uma escalada alarmante de feminicídios e agressões motivadas por desprezo às mulheres.
Apenas em 2025, houve 6.904 vítimas de tentativas e casos consumados de feminicídio, segundo levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídios da UEL.
Nesse contexto, a relatora defende que é impossível ignorar o papel nocivo dos chamados grupos red pill e comunidades que disseminam a falsa ideia de que as mulheres seriam manipuladoras ou inferiores e que encorajam comportamentos hostis contra as mulheres.
“Esses grupos surgiram em fóruns masculinistas e hoje se espalham pelas redes, promovendo violência, desprezo e desumanização das mulheres. Inclusive crianças já estão fazendo parte desses grupos”, lamenta.