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Espetáculo “Khaleh”, de Aline Tanaã, circulará por seis cidades da Serra Gaúcha

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Caxias do Sul, Garibaldi, São Marcos, Antônio Prado, Canela e Bento Gonçalves recebem o circuito

Caxias do Sul e mais cinco cidades da Serra Gaúcha recebem, até o fim de agosto, a circulação do espetáculo “Khaleh”, de Aline Tanaã. No próximo sábado (15), é a vez do Didarte Centro Cultural, em Garibaldi, receber o circuito. A apresentação, aberta à comunidade, inicia às 19h30. Mais cedo, das 8h às 12h, Tanaã ministra a oficina“Rito, Riso e Ventre”, voltada à comicidade e ao protagonismo feminino/materno. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/oficina-rito-riso-e-ventre-com-aline-tanaa-projeto-khaleh-circular/2479919.

Nos próximos meses, a montagem também passará por São Marcos, Antônio Prado, Canela e Bento Gonçalves. As sessões do espetáculo são acompanhadas de bate-papo, a fim de aprofundar as reflexões da peça e promover o diálogo entre artista e público. Ao todo, serão 10 apresentações. A circulação teve sessão de pré-estreia no distrito caxiense de Vila Oliva, dia 11 de maio, com arrecadação de donativos para as vítimas das enchentes no Rio no Grande do Sul.

Inspirado no livro “A Ciranda das Mulheres Sábias”, da psicanalista Clarissa Pinkola Estés, a peça traz uma abordagem acerca dos arquétipos femininos, em especial o da Grande Mãe, relacionando à sobrecarga do planeta Terra com a invisibilidade da maternidade. Khaleh é uma palavra de origem iraniana que significa intimidade familiar, especial e carinhosa, ou afinidade psíquica com outra alma. No palco, Aline Tanaã interpreta uma guardiã, que conduz o público por histórias emolduradas por outras histórias, utilizando-se de objetos cênicos, máscaras e a comicidade da palhaçaria. O trabalho, quase sem falas, utiliza a dramaturgia silenciosa e o humor como ferramentas de expressão.

“A expectativa pela circulação é imensa, pois é só no encontro com o público que o teatro encontra sentido. Neste caso caso ainda mais, pois o espetáculo traz temas super atuais e necessários, como ecofeminismo, ecologia, igualdade de gênero e outros temas que vivemos diariamente. O ‘Khaleh’ tem me acompanhado no meu processo de crescimento e amadurecimento como mulher. Neste novo momento, o trabalho tem refletido muito o nosso tempo, no sentido de expandir a reflexão para a nossa relação com a Terra e com o local que habitamos”, explica Tanaã.

A primeira versão do espetáculo estreou em 2016, após ser agraciado com o Prêmio Anual de Incentivo à Montagem Teatral, da Secretaria Municipal da Cultura de Caxias do Sul, no ano anterior. Foram duas temporadas de circulação, incluindo passagem pelo Porto Alegre em Cena: Festival Internacional de Artes Cênicas. Após um período de quatro anos sem apresentações, a montagem foi reformulada e voltou aos palcos em 2022, rendendo os prêmios de Melhor Espetáculo de Júri Popular, Melhor Atriz e Melhor Caracterização no 4º Festival de Teatro de Capão da Canoa. Desde sua estreia, o “Khaleh” já foi assistido por mais de 2 mil espectadores.

Com 40 minutos de duração, o espetáculo é dirigido por Aline Tanaã e Carolina Garcia Marques. Carolina foi diretora da primeira versão do “Khaleh” e retorna para a manutenção artística da peça. O também ator Darlan Gebing assina como assistente de direção e ensaiador. Bonecos, máscaras e objetos cênicos foram produzidos por Marcos Nicolaiewsky. A ficha técnica conta ainda com Cristina Lisot na concepção de figurino e trilha sonora original de Grasiela Müller.

“O teatro é uma arte viva e gosto muito desse processo de refinamento que acontece na medida que o trabalho amadurece. Nesta nova versão, buscamos uma melhora estética e também um aprofundamento da reflexão. Tenho buscado dar mais corpo ao arquétipo da Mãe Terra, visto que traz uma perspectiva do ecofeminismo, tema que tenho ampliado nos meus estudos teóricos dentro da psicologia e também da cena”, explica a protagonista.

Além das apresentações do espetáculo, o projeto também contempla outras duas edições da oficina “Rito, Riso e Ventre”. A próxima turma será no dia 10 de agosto, no Teatro do Sesc, em Caxias do Sul. Por fim, está prevista uma edição no Instituto Rosa del Este, que atende mulheres vítimas de violência. O projeto Khaleh Circular tem financiamento da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LIC) de Caxias do Sul. Apoio cultural: Randoncorp, Villagio Caxias e Caminho Rede de Ensino. Apoio: Sesc RS.

Serviço

:: O que: circulação do espetáculo “Khaleh”, de Aline Tanaã.

:: Quando: 15 de junho (sábado), às 19h30.

:: Onde: Didarte Centro Cultural (Rua João Goulart, 20, bairro Glória), em Garibaldi.

:: Duração: 40 minutos.

:: Classificação etária: 12 anos.

:: Quanto: entrada gratuita.

Calendário da circulação

:: 22 de junho, sábado, 16h: Fluência Casa Hip Hop (Caxias do Sul)

:: 29 de junho, sábado, 19h30: Espaço Oásis (São Marcos)

:: 01 de julho, segunda, 8h30: Salão Paroquial de Fazenda Souza (Caxias do Sul)

:: 07 de junho, domingo, 19h30: Espaço Cultura (Antônio Prado)

:: 08 de julho, segunda 14h30: Salão Paroquial de Forqueta (Caxias do Sul)

:: 08 de agosto, quinta, 19h30: Teatro do Sesc (Caxias do Sul)

:: 09 de agosto, sexta, 19h: Palco da Feira do Livro (Canela)

Ficha técnica

:: Direção colaborativa: Carolina Garcia Marques e Aline Tanaã

:: Assessoria artística: Carolina Garcia Marques

:: Assistente de direção e ensaiador: Darlan Gebing

:: Dramaturgia: Aline Tanaã, livremente inspirada na obra “Ciranda das Mulheres Sábias”, de Clarissa Pinkola Estés

:: Atuação: Aline Tanaã 

:: Bonecos, máscaras e objetos cênicos: Marcos Nicolaiewsky

:: Concepção de figurino: Cristina Lisot

:: Trilha sonora original: Grasiela Müller

:: Operação de som e luz: Angelita Bianchetti

:: Arte gráfica: Metrópole Comunicação

:: Assessoria de imprensa: Sublinha! Comunicação

:: Registro fotográfico: Tatieli Sperry Monteiro

:: Contabilidade: Juarez Barazetti

:: Produção: Gabriel Zeni

:: Financiamento: Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LIC) de Caxias do Sul

:: Apoio cultural: Randoncorp, Villagio Caxias e Caminho Rede de Ensino

:: Apoio: Sesc RS

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Milton Corlati é o novo presidente da Festa da Uva

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Ricardo Rech

A nova comissão comunitária foi anunciada pelo prefeito Adiló nesta semana.

O atual presidente da Festa da Uva S.A., Milton Corlatti, é o novo presidente da Comissão, acumulando as duas funções.

Os vice-presidentes serão o atual presidente da Câmara de Vereadores, Wagner Petrini, representando o Legislativo; o empresário Valter Minúscoli, pelo Comércio; e o presidente da Microempa, Tiago Fernando de Azevedo, por Serviços e Microempreendedores. O vice-presidente de Indústria será indicado em breve pela CIC. A Comissão Social segue sendo conduzida por Paula Viezzer.

A representação do Legislativo na vice-presidência acompanha a presidência da Câmara de Vereadores, sendo atualizada conforme a composição da Mesa Diretora do Legislativo.

Fernando Bertotto, que deixa o cargo de presidente da Comissão Comunitária, esteve presente na reunião e recebeu os agradecimentos do prefeito Adiló e do vice Néspolo. Eles ressaltaram o trabalho e a dedicação de Bertotto à frente das três edições da Festa da Uva que conduziu.

A próxima Festa da Uva ocorre em 2028. Antes disso, a Comissão também será responsável pela realização da Festa das Colheitas e pelo concurso de escolha da Rainha e das Princesas da Festa da Uva, ambos previstos para 2027.

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Sonora Brasil apresenta a música indígena contemporânea de Gean Ramos Pankararu em Caxias do Sul

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Artista pernambucano do povo Pankararu se apresenta neste dia 30, no Teatro do Sesc, com espetáculo que conecta ancestralidade, identidade e sonoridades.

A música indígena contemporânea ganha espaço na programação do Sonora Brasil em Caxias do Sul. No dia 30 de agosto, domingo, às 18h, o Teatro do Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira César, 2462) recebe o músico, compositor e artista indígena Gean Ramos Pankararu, de Pernambuco. A apresentação integra a 28ª edição do projeto, que neste ano tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas” e promove a circulação de artistas de diferentes regiões do País.

Natural de Jatobá e residente na Aldeia Bem Querer de Cima, no território indígena Pankararu, Gean Ramos iniciou sua trajetória musical aos oito anos. Seu trabalho é marcado pelo diálogo entre as ancestralidades indígena e negra e por uma sonoridade contemporânea, em uma produção que valoriza as tradições de seu povo e, ao mesmo tempo, amplia as possibilidades da música brasileira.

A apresentação em Caxias do Sul terá duração de 60 minutos e classificação indicativa livre, com acessibilidade em Libras. No espetáculo, Gean compartilha uma produção artística construída a partir de suas vivências e de sua relação com o território, a memória e a identidade Pankararu, apresentando uma perspectiva contemporânea sobre as culturas e as ancestralidades dos povos originários do Nordeste.

Com uma trajetória consolidada em festivais, mostras e projetos culturais no Brasil, o artista também possui experiências em diferentes linguagens. Em 2016, lançou de forma independente o álbum “Inversões”, indicado ao Grammy Awards e ao Indigenous Music Awards, no Canadá, na categoria de melhor disco produzido por indígenas. O trabalho posteriormente ganhou nova edição, com nova mixagem, masterização e capa.

Ao longo da carreira, Gean Ramos também participou de projetos como a Mostra Música Indígena Contemporânea, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e criou a Mostra Pankararu de Música, realizada em seu próprio território, promovendo experiências de intercâmbio e valorização da cultura Pankararu. Em 2019, recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Triunfo pelo filme “Deus te dê Boa Sorte”. O artista também foi vencedor, em 2021, do Festival Edésio Santos da Canção, em Juazeiro, na Bahia.

A apresentação é a segunda atração do Sonora Brasil 2026 em Caxias do Sul. A programação teve início em agosto com o duo baiano Cabokaji, que apresentou o espetáculo “Salvaguarda”. A agenda seguirá nos próximos meses com outras expressões da diversidade musical brasileira: em outubro, o município recebe as Suraras do Tapajós, grupo paraense formado por mulheres indígenas, e, em novembro, dentro da programação da 13ª Aldeia Sesc Caxias do Sul, será a vez do grupo gaúcho Nderé Oblé.

Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País.  Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras. 

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Projeto de estudantes da rede municipal sobre superbactérias ganha destaque

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Divulgação

Três alunas da Escola de Ensino Fundamental Manoel Pereira dos Santos tiveram apoio de uma infectologista da Secretaria da Saúde.

As alunas Eduarda Fernanda Gomes Godoy, Laura Boldori Paim e Luiza Espíndola Leme, de 14 anos e cursando o oitavo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Pereira dos Santos, receberam o Certificado Escolar de Pesquisa Destaque pelo trabalho sobre superbactérias. As colegas montaram um cartaz explicando o que elas são, os perigos que trazem para a saúde, como se prevenir, entre outros detalhes.

O resultado foi apresentado na mostra científica da escola há algumas semanas para demais estudantes, professores e familiares. O projeto teve participação da infectologista Anelise Kirsch (na foto com a aluna Luiza), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e que foi entrevistada pelas adolescentes. Os docentes Rosane Pelin Adami e Cristiano da Silva (na foto com as três estudantes) orientaram a pesquisa.

Destaques no ano anterior com o tema sobre vulcanismo, Laura e Luiza desejavam repetir o sucesso. Surgiu, então, a ideia de escolher um tema atual que representasse um problema, mas, ao mesmo tempo, orientasse a sociedade.

Luiza, filha da técnica de enfermagem da UBS Fátima Baixo Julia Espíndola Leme, detalhou o projeto. “Além de aprendermos sobre as superbactérias e a resistência aos antibióticos, achei interessante a pesquisa sobre um assunto que não é muito falado e que muitas pessoas não dão tanta importância. Não sabia, nem tinha noção de que pode ser grave, diferentemente de hoje”.

A produção, iniciada em fevereiro, demorou cinco meses para ficar pronta. O plano inicial previa apenas um trabalho e uma maquete, mas a ideia foi sendo aprimorada. Laura propôs entrevistar profissionais da saúde, Luiza sugeriu um cartaz sobre o assunto e a Eduarda participou da confecção, mostrando que a ação conjunta fortaleceu o trabalho.

Luiza abordou os preparativos do projeto. “No começo eu pensei que o trabalho não se destacaria tanto, pois é um tema muito amplo. Tinha muita coisa para pesquisar e também achei que seria um pouco complicado juntar todas as informações e conseguir entender de forma detalhada o assunto”, ressaltou.

A busca por mais informações teve um desfecho diferente do previsto. Originalmente, a entrevista seria com uma médica de outra especialidade da rede municipal. Ela sugeriu o encontro com a infectologista, que prontamente topou participar. A reunião ocorreu na sede da SMS.

Anelise lembrou sobre o encontro com as adolescentes. “Achei a ideia muito relevante, extremamente atual e necessária. Parece que elas estavam na contramão do senso comum e queriam chegar à população para informar sobre os riscos do uso errado dos antibióticos. Havia uma preocupação sobre a questão social também”.

A especialista destacou a complexidade da atividade. “O trabalho vem em momento muito oportuno. Percebi que havia interesse em manter as orientações formais, em educar as pessoas de forma correta e baseada em fatos cientificamente comprovados. Fiquei orgulhosa com a postura séria e preocupada das meninas”.

Luiza comentou o resultado. “Foi um trabalho que adorei fazer. Também gostei muito da entrevista com a médica. Foi bastante esclarecedora e legal”.

Saiba mais

As superbactérias são bactérias que sofreram transformações e se tornaram resistentes aos antibióticos conhecidos. Surgem, principalmente, por causa do uso incorreto ou exagerado de remédios. Como alguns antibióticos deixam de ser eficazes contra elas, as infecções provocadas se tornam muito mais difíceis de tratar.

Confira o trabalho completo: acesse o link https://drive.google.com/drive/folders/189ZX9MMgseMGzdFKtGipgitagL2Ahywt

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