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Cultura

Uma semana para celebrar 133 anos de diversidade cultural

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Caxias do Sul comemora aniversário com farta variedade de atrações no calendário e de origens no povo

133 anos após a emancipação política, Caxias do Sul comemora a semana de 14 a 20 de junho com farta programação (disponível neste link). E um inédito bolo gigante sabor baunilha recheado com doce de leite e chocolate, elaborado por alunos e professores do curso de Gastronomia do SENAC, com apoios de Roseflor Alimentos, MultiMercados e Big Festa, que promete abalar as estruturas dos compromissos de baixa caloria da população na Praça Dante Alighieri, dia 20, às 15h.

Mais do que pelo próprio significado, a data merece lembrança quando, com certa frequência, muitos dos próprios caxienses tendem a esquecer de que matéria é feita Caxias do Sul. Um bom indício pode estar em uma escola, como tantas outras, de um bairro industrial do município.

Dos 642 estudantes matriculados na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Marianinha de Queiroz, 52 são estrangeiros – ou têm origem estrangeira. Quase 10% do total. Quase duas salas de aulas cheias. Não é uma exceção na rede municipal de ensino, onde há aproximadamente mil crianças e adolescentes que não falam português (o número não para de crescer). Alguns estão aprendendo. Outros estão ensinando professores a arranharem os rudimentos do espanhol, do francês, do wolof ou do creolle. Inglês quebra o galho para os dois lados.

Não é sequer o caso mais expressivo entre as escolas mantidas pela Secretaria Municipal de Educação (SMED). A vizinha EMEF Abramo Pezzi, por exemplo, ostenta número ainda maior de venezuelanos. Mas é na variedade das bandeiras internacionais que o Marianinha se destaca. Reunidos para um bate-papo sobre as experiências e vivências em solo caxiense, alunos e familiares de diversas origens fazem a biblioteca da escola do Bairro São Cristóvão adquirir dimensões globais.

“A vida do imigrante é dor e sofrimento”, proclama o haitiano Teófilo Milissete, o mais extrovertido e porta-voz não oficial do grupo.

Mas nada nem perto da filha, estudante do 2º ano – esta sim, um fenômeno. Não só da capacidade pessoal de comunicação. A espertíssima Maria Luisa Padilha Milissete se constitui em um exemplar cada vez mais raro de caxiense: é nascida em Caxias do Sul. E representa o futuro do município que se orgulha de possuir e exibir, em um de seus principais acessos, um monumento nacional dedicado ao imigrante.

(Para quem está preocupado com o quão estranho possa ser este futuro, eis a imagem: uma jovem com o cérebro funcionando a 200 quilômetros por hora e um pai fazendo o que pode para alcançar. Soa familiar?)

“Trabalho existe, mas é difícil. Muito difícil. Tem que persistir, porque você sabe que a sua mãe, seus irmãos, todo mundo que ficou para trás está contando com você”, afirma.

Ao contrário do que alguém possa imaginar, portanto, o imigrante não renuncia a uma imensa fatia da própria vida para se livrar de bagagem indesejada. Mas para carregar mais.

“Ninguém deixa sua casa, seu país e sua família para trás porque quer. Quando você sai, você assume a responsabilidade sobre todos os que ficam. Até para decidir o dia em que enterram quem morre, porque depende do seu dinheiro. E você sabe que não vai conseguir voltar para se despedir”, descreve Teófilo.

Barriga cheia, criança feliz

Sempre pode haver um nível adicional de complicação para quem toma a (mais dura do que parece) decisão de tentar a vida em um país desconhecido. Segundo Yordany Moises Ramires Bonalde, marido de Luisanny Del Valle Ramires Morero e pai de Angel David e Moises David, é um pouco mais fácil de se encaminhar a documentação necessária para a regularização e busca de trabalho no Brasil para os emigrados do Haiti. Quando se é venezuelano é que a coisa complica.

“Há casos muito urgentes e a dificuldade para se conseguir a legalização é enorme. Chega a demorar seis meses para quem vem da Venezuela. E enquanto isso, não se consegue trabalho. O refugiado é uma pessoa sem documentos”, explica.

Residente nacional há cerca de três anos, apenas há poucos meses Ramírez conseguiu regularizar a papelada. E entrar para um segmento de trabalhador que está gravado a fogo no código genético de Caxias do Sul: o dos metalúrgicos. Até conquistar a vaga, porém, foram tempos de luta pela sobrevivência em borracharias, postos de combustíveis e lavagens de carro.

“Foi um pouco mais difícil para quem chegou no meio da pandemia”, revela.

E um pouco mais difícil para quem cruzou a linha da Venezuela com o Brasil por Pacaraima, em Roraima. Aí, o relato se assemelha ao de um cenário de guerra – que muitos brasileiros, nativos ou não, se acostumaram (e isso, talvez, seja um problema) a ver em fartas doses nas imagens de noticiários, nos últimos três anos. Luisny Kariny Benavente Rojas passou três noites dormindo nas ruas da cidade fronteiriça antes de ser acolhida. Não foi exatamente um alívio.

“Vi horrores acontecendo no abrigo”.

Horrores no modo turbo: sozinha, Luisny trouxe sob sua vigília os filhos Luisangely, 13 anos, Yosneiker, 10, Yosneiber, oito, Yosneider, cinco, e Yosnir. quatro. O pai das crianças ficou para trás.

“É uma decisão muito difícil para uma mãe”.

Que foi tomada, para Luisny, quando o caçula foi diagnosticado com desnutrição (cujos sintomas exibe no corpo franzino) e o segundo mais novo da fila desmaiou de fome pela segunda vez. Outras duas crianças padecem de uma hérnia e complicações glandulares jamais tratados adequadamente.

Ela está realizada com o que encontrou em Caxias do Sul.

“A educação é muito melhor aqui. Na escola eles têm comida. Todos os dias. A escola liga para ver o que passou se um deles falta à aula. E nos ajudaram com roupas e cestas básicas. Até uma pessoa nos acolheu na moradia dela sem pedir nada em troca”, revela.

No que depender de Luisny, entretanto, o improviso tem data de validade para terminar.

“Somos muito gratos. Muito gratos. Mas não queremos viver de favor. Sou trabalhadora. Quero trabalhar”.

Em uma cadeira a poucos metros de distância, na biblioteca da EMEF Marianinha de Queiroz, no Bairro São Cristóvão, Jorge Alejandro Zapata Garcia acena positivamente com a cabeça para as palavras da compatriota. Ao mencionar o filho de 14 anos, comenta:

“Santiago, o meu mais velho, até já esqueceu como é passar fome”.

A caçula Alejandra Raquel, estudante do 1º ano, ainda chora. Mas o motivo agora é outro:

“Ela acorda a casa toda para vir para a escola”, ri o pai.

Não é caso isolado.

Yordani Moises Ramires Bonalde traz informações similares sobre os filhos Angel e Moises.

“Eles querem vir para a escola até no sábado e no domingo”.

O riso se espalha pelo recinto, pois a situação é idêntica em todas as casas.

Zapata, que perdeu 40 quilos para a fome na Venezuela, cala o grupo ao externar o sentimento que une cada uma das famílias na sala:

“Para o migrante, pátria é o povo que te dá pão”.

‘Todo mundo ganha alguma coisa’

Para professores e equipe diretiva da EMEF Marianinha de Queiroz, a súbita chegada de tantos sotaques diferentes tem sido um desafio constante. A maioria das crianças em idade de alfabetização traz – naturalmente – a língua materna como primordial. Vários apresentam algum nível de comprometimento – físico ou mental. E aí já surge um primeiro choque de realidade.

AEE, as três letrinhas, que quase qualquer família com crianças em idade escolar sabe que remetem à Atendimento Educacional Especializado, são uma novidade completa para vários dos recém-chegados. Alguns jamais passaram pelo serviço nos países de origem. Muitas vezes, porque ele sequer existe. E ao desembarcarem em Caxias do Sul, para muitos deles, o mundo se abriu.

“Temos o caso de um estudante com autismo que foi rejeitado em todas as escolas por onde passou na Venezuela. Ele não tinha sequer o diagnóstico quando chegou. Agora está totalmente vinculado com os professores. Temos outra que achavam que tinha deficiência, porque falava rápido demais, e, na verdade, agora ela está sendo investigada para superdotação e altas habilidades. Há outro, também com autismo, que sofria muito quando se desorganizava, e agora se maravilha lendo em português. A mãe chegou a chorar quando viu”, relata a professora Vivian Antunes da Silva, encarregada do atendimento de muitos dos alunos estrangeiros.

Não é fácil. Para lado nenhum. Vivian não esconde o receio de não dar conta da missão. O abismo que separa a novidade da zona de conforto. Mas revela que as recompensas são proporcionais.

“Há um espanto com a parte amarga, mas uma alegria muito grande com a parte boa. Uma mãe deixou de se desesperar pela primeira vez quando chegou aqui e viu que havia estrutura e protocolo para lidar com alunos especiais. Temos a Marie, que chegou nos anos iniciais falando creolle, francês, espanhol. E arranhando o inglês. Em quatro meses de trabalho, ela já estava lendo em português”.

A diretora Arlete Maria Pasquali aponta um traço característico dos emigrados.

“A disponibilidade e o interesse das famílias. Eles valorizam muito a escola. Os pais são muito presentes”.

Do outro lado, os estudantes brasileiros há mais tempo retribuem com curiosidade e satisfação em descobrir as diferenças na vida e nos lugares de origem dos novos colegas.

“As trocas são extremamente positivas para o aprendizado. Todo mundo ganha alguma coisa”, ensina Arlete.

O que há em comum

133 anos após a emancipação política e 148 anos após o início da colonização italiana, mãos de muitos matizes e de todos os tipos de calos sabem o que fazer com as cartas – sejam as de uma partida de escova, bríscola, ou aquelas que a vida dá. E não é só no dialeto típico das famílias que chegaram depois dos primeiros habitantes da região que se pode lamentar pelo lance de má fortuna. Na Caxias do Sul de 2023, a mesma farinha de milho que é matéria-prima da polenta também se transforma em arepa.

“É claro que todos sentem saudade. É claro que todos pensam em voltar para seus países um dia. Mas agora estamos aqui. Nossa vida é aqui”, afirma o haitiano Teófilo Milissete.

Às vezes, quem chega de longe apenas com a roupa do corpo, uma malinha modesta, a certidão de nascimento e a ânsia por conseguir um emprego pode até se tornar prefeito.

A vontade de conquistar o próprio sustento e ver o filho dormindo feliz de barriga cheia parece unir quilômetros e hemisférios de distância.

Fotos: Lucas Munaretti

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Quixotchê e as Histórias dos Pampas”, novo espetáculo do Grupo Ueba, estreia neste domingo no Moinho da Cascata

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Lançamento da peça integra a programação do projeto Moinho Cultural, que segue até 15 de novembro, com atividades gratuitas para toda a família, incluindo teatro, circo, dança, música, contação de histórias, baú de brincadeiras e muitas atrações lúdicas para divertir e entreter crianças e adultos.

O projeto Moinho Cultural, que iniciou em agosto e segue até 15 de novembro, no Centro Cultural Moinho da Cascata, em Caxias do Sul, trará um trabalho inédito na programação do mês de setembro: o lançamento de “Quixotchê e as Histórias dos Pampas”, novo espetáculo que passa a integrar o repertório do Grupo Ueba Produtos Notáveis. A estreia da peça acontece no próximo domingo (6), às 16h, com entrada gratuita, trazendo a temática do gaúcho justamente no mês dedicado às tradições gauchescas.

Com direção e dramaturgia de Jonas Piccoli, o espetáculo é inspirado livremente em Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, e na literatura gaúcha, convidando o público a uma divertida viagem pelos campos do Rio Grande do Sul. Entre personagens, causos, música e imaginação, dois atores percorrem o universo de autores e figuras que ajudaram a construir o imaginário gaúcho, encontrando Blau Nunes, personagem de João Simões Lopes Neto; Capitão Rodrigo Cambará, criado por Erico Verissimo; Mario Quintana, poeta e escritor; e tantos outros. Uma travessia lúdica e poética pela memória, pela identidade e pelas histórias que atravessam gerações.

A peça tem no elenco os atores Maicon Lionço e Pablo Beluck, concepção de cenografia de Jonas Piccoli, execução de máscaras de Mike Almeida, adereços de Pablo Beluck e Maicon Lionço, arranjos de Rafa de Boni – que fará participação especial tocando ao vivo na estreia –, treinamento de elenco em técnicas de máscara de Márcio Silveira dos Santos, execução de figurinos de Mara Fagundes e Fabiana Guidolin, e produção cultural de Aline Zilli.

“Quixotchê e as Histórias dos Pampas” foi criado para circular por diferentes espaços e celebrar, de forma lúdica e contemporânea, a cultura e a literatura gaúchas. A montagem aproxima o teatro do público por meio de formas animadas, máscaras, objetos e música, criando um universo cênico que pode ocupar teatros, espaços culturais, escolas, praças e outros ambientes, adaptando-se às características de cada lugar.

A exibição do novo espetáculo do Grupo Ueba é só uma das muitas atrações previstas no projeto Moinho Cultural, que segue durante o mês de setembro com intensa programação cultural para divertir crianças e adultos e oferecer entretenimento gratuito para toda a família. As atividades acontecem nas tardes de sábados e domingos, incluindo apresentações de teatro, circo, dança, música, contação de histórias, animações culturais e Baú de Brincadeiras. O Moinho da Cascata abre aos finais de semana das 14h às 18h. Todas as atividades têm entrada franca, com ingressos limitados distribuídos por ordem de chegada.

Atrações principais de setembro

Entre as principais atrações programadas para o mês de setembro – além do lançamento de “Quixotchê e as Histórias dos Pampas” no dia 6 – estão a apresentação de Meias Histórias ou Histórias de Meias, outra montagem do repertório do Grupo Ueba, programada para o dia 13. Já o domingo do dia 20 reserva a apresentação de “Gigi e o Segredo dos Livros, de Coledivas – Coletivo de Mulheres Artistas. E no último domingo de setembro, 27, a atração ficará por conta do Grupo Vivandeiros da Alegria, que apresentará “A Leitura é o Melhor Remédio”, uma mistura de teatro, circo, leitura e alegria. Essas atividades contam com interpretação em Libras.

A programação completa do mês de setembro por ser conferida no link do site do Moinho.

O projeto Moinho Cultural é uma realização do Grupo Ueba e do Moinho da Cascata, com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura do RS (LIC Pró-Cultura RS), patrocínio da Central de Rações, Engefiltros e Instituto Elisabetha Randon, e apoio cultural do SESC Caxias do Sul, Sicredi Pioneira e Tondo Participações.

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Vice-presidenta da Comissão de Cultura, Denise Pessôa comemora aprovação do novo Plano Nacional de Cultura

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (1º), o novo Plano Nacional de Cultura (PNC), que estabelece as diretrizes para as políticas culturais brasileiras para os próximos dez anos. Vice-presidenta da Comissão de Cultura da Câmara, a deputada federal Denise Pessôa (PT-RS) comemorou a aprovação de uma das principais políticas de planejamento para o setor cultural no país.

A votação representa também a continuidade de um trabalho acompanhado de perto pela parlamentar. Em 2025, quando presidiu a Comissão de Cultura — tornando-se a primeira parlamentar gaúcha a ocupar o cargo — Denise colocou a construção do novo Plano Nacional de Cultura entre as prioridades do colegiado e conduziu debates com o Ministério da Cultura, gestores, trabalhadores da cultura, especialistas e representantes da sociedade civil.

“É uma grande conquista para a cultura brasileira. Trabalhamos esse debate na Comissão de Cultura porque o país precisava de um Plano atualizado, construído com participação social e capaz de orientar as políticas culturais para os próximos dez anos. Agora avançamos com um instrumento que garante direitos culturais, valoriza a nossa diversidade e reconhece a cultura também como trabalho, renda, desenvolvimento e transformação social”, afirmou Denise.

O novo PNC estabelece diretrizes, objetivos e metas para orientar a atuação do poder público na área cultural. Entre os seus eixos estão a garantia dos direitos culturais, a valorização da diversidade brasileira, o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura, a ampliação da participação social e a inclusão de grupos historicamente afastados do acesso às políticas culturais.

Para Denise, a aprovação também reforça a necessidade de transformar as diretrizes previstas no Plano em políticas públicas, investimentos e oportunidades que cheguem aos estados e municípios.

“Esse é o próximo desafio. Fazer com que o Plano chegue aos territórios, aos municípios, aos pontos de cultura, aos artistas, produtores, técnicos, mestres e mestras da cultura popular. Porque cultura não é o que sobra. Cultura é o que nos faz ser Brasil”, destacou.

Atualmente vice-presidenta da Comissão de Cultura, Denise segue acompanhando a tramitação e a implementação das políticas estruturantes para o setor. A proposta aprovada pela Câmara segue para análise do Senado Federal.

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Festival Especial leva arte a pessoas com deficiência intelectual

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Décima edição começa dia 21 com música, teatro, dança e artes plásticas.

O Festival Especial chega à sua décima edição neste mês de agosto fortalecendo seu propósito de levar arte e lazer criativo a pessoas com deficiência intelectual e múltipla, além de idosos da cidade de Caxias do Sul. A programação começa dia 21, às 9h, com o tradicional cortejo que parte da Apae Cinquentenário até o Parque Cinquentenário ao som da fanfarra da SerraSom Brass. Até o dia 28, música, teatro, dança e artes plásticas chegarão também à Escola Especial João Prataviera, ARAMPA e Centro Dia Caxias, além do público idoso da SCAN – Associação Caxiense de Atenção ao Idoso. A programação se encerra com a Festa do Amor, dia 28, pela manhã e à tarde, junto à Biblioteca Parque Fundação Marcopolo, quando a comunidade também poderá participar de forma gratuita. O Festival Especial também se integra à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A iniciativa é da Varsóvia Educação e Cultura, com correalização do Sesc Caxias do Sul e apoio cultural da Fundação Marcopolo.

Concebido como um evento inclusivo e de acessibilidade cultural, há dez anos o Festival Especial leva uma programação artística e cultural a entidades que assistem a comunidade de pessoas com deficiência intelectual. Também integra às atividades idosos da SCAN – Associação Caxiense de Atenção ao Idoso e conta com a participação do Grupo Maturidade Ativa, do Sesc, que se apresenta com canto coral. As atrações pontuam uma diversidade de linguagens artísticas, incluindo música, dança, teatro e artes plásticas com artistas e grupos caxienses. 

Neste ano, a programação conta com o grupo de fanfarra SerraSom Brass; o Duo Nega Jurema, com repertório de MPB; a banda de reggae Por Natureza; a dupla Gio e Doug, que trabalha com teatro e artes plásticas; o Lovezin Duo, com música pop; o mágico Mateus Di Macedo; e o ator Roberto Ribeiro, que apresenta o espetáculo Sim Salabim – A Bruxa Que Existe em Mim. O DJ Spider também vai animar algumas das atividades. No encerramento, dia 18, às 9h e 14h, na Biblioteca Parque Fundação Marcopolo, será realizada a Festa do Amor, tendo como atrações a banda Por Natureza, o mágico Mateus Di Macedo e o DJ Spider, que vai tocar música pop. A festa é aberta à participação da comunidade.

O objetivo principal do Festival Especial é contribuir para a garantia do direito das pessoas com deficiência e vulneráveis de participarem da vida cultural da cidade, em base de igualdade com as demais pessoas através da promoção da acessibilidade cultural e da descentralização da cultura.

O projeto é desenvolvido com recursos Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul pela Varsóvia Educação e Cultura, em correalização do Sesc de Caxias do Sul. O apoio Cultural é da Fundação Marcopolo. 

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL ESPECIAL – ANO 10

Sexta-feira, 21 de agosto

9h – Apae Cinquentenário – Serra Som Brass (Fanfarra) – CORTEJO ATÉ PARQUE CINQUENTENÁRIO

10h – Parque Cinquentenário – DJ Spider (Música Pop)

14h – Apae Cinquentenário – Duo Nega Jurema (Samba Raiz)

Segunda-feira, 24 de agosto

9h e 14h – Escola Especial João Prataviera – Por Natureza (Reggae)

9h – Centro Ocupacional da Apae – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

14h – Apae Bela Vista – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

15h – SCAN Atendimento ao Idoso – Maturidade Ativa Sesc (Canto Coral)

Terça-feira, 25 de agosto

9h e 14h – Apae Bela Vista – Lovezin Duo (Música Pop)

9h – Apae Cinquentenário – Mágico Mateus Di Macedo

14h – A/Rampa – Duo Nega Jurema (Samba Raiz)

Quarta-feira, 26 de agosto

9h – Apae Bela Vista – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

14h – Centro Ocupacional da Apae – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

14h – CDC – Centro Dia Caxias – Duo Nega Jurema (Samba Raiz)

Quinta-feira, 27 de agosto

9h e 14h – Escola Especial João Prataviera – Sim Salabim (Teatro)

9h e 14h – Centro Ocupacional da Apae – Lovezin Duo (Música Pop)

Sexta-feira, 28 de agosto – Encerramento – Festa do Amor

9h e 14h – BBPQ – Biblioteca Parque da Fundação Marcopolo – Por Natureza (Reggae), Mágico Mateus Di Macedo e DJ Spider (Música Pop)

FESTIVAL ESPECIAL – ATRAÇÕES

POR NATUREZA

Formada em 2008, em Caxias do Sul, a Por Natureza é uma das bandas representativas do reggae produzido no Sul do Brasil, construindo uma trajetória marcada por mensagens positivas, engajamento social e uma sonoridade que dialoga com diferentes vertentes do gênero. Com dois álbuns lançados e centenas de apresentações, o grupo já passou por eventos como o Fórum Social Mundial, Festa Nacional da Uva, Caxias Soul Duetos e projetos da Casa de Cultura Mario Quintana, além de ter participado ativamente do fortalecimento da cena reggae gaúcha.

DJ SPIDER – VITOR FROIS

DJ Spider é o nome artístico de Vitor Frois, DJ, programador musical, educador social e produtor cultural com uma trajetória iniciada ainda na década de 1980. Sua atuação reúne pesquisa musical, discotecagem em vinil e formatos digitais, curadoria de repertório e criação de experiências sonoras para públicos de diferentes idades. Ao longo da carreira, participou de eventos culturais, comunitários, sociais e corporativos, aliando técnica, sensibilidade e leitura de público, além de desenvolver ações educativas que utilizam a música como instrumento de integração, memória afetiva, inclusão e desenvolvimento humano.

GIO E DOUG

Giovana Mazzochi e Douglas Trancoso formam, desde 2009, a dupla Gio e Doug, desenvolvendo um trabalho artístico que aproxima literatura, teatro, música e artes visuais. Formados em Educação Artística e Artes Plásticas pela Universidade de Caxias do Sul, realizam oficinas, cursos, projetos culturais e trabalhos voltados a diferentes faixas etárias. A dupla também possui quatro livros autorais publicados e já ilustrou mais de 25 obras de outros escritores, destacando-se ainda por experiências de contação de histórias que combinam música, ilustração, animação e criação de personagens.

LOVEZIN DUO

Formado por Milena Schäfer e Chico Algo, o Lovezin Duo apresenta um trabalho musical construído a partir de voz, guitarra e elementos eletrônicos, percorrendo grandes sucessos da música brasileira de diferentes épocas. A dupla mistura ritmos e incorpora pistas eletrônicas executadas ao vivo, criando versões com personalidade própria e uma atmosfera próxima e afetiva. Suas apresentações são pensadas como encontros musicais que convidam o público a cantar, recordar histórias e compartilhar experiências por meio de um repertório conhecido e envolvente.

GRUPO MATURIDADE ATIVA DO SESC CAXIAS DO SUL

O Grupo Maturidade Ativa do Sesc Caxias do Sul reúne pessoas com 60 anos ou mais em atividades que articulam convivência, cultura, lazer e integração social. Suas participações culturais são marcadas pela alegria, pela troca de experiências e, especialmente, pela valorização do protagonismo da pessoa idosa. Por meio de suas ações e apresentações, o grupo evidencia a arte como espaço permanente de expressão, socialização e descoberta, demonstrando que a participação cultural pode e deve estar presente em todas as fases da vida.

DUO NEGA JUREMA – ZECA DUARTE E UYARA CAMARGO

Formado por Zeca Duarte, no violão, e Uyara Camargo, na voz, o duo desenvolve desde 2016 um trabalho dedicado à música brasileira, com repertório que percorre o samba, a seresta e a canção popular, incluindo também obras de compositores de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. Com trajetória em espaços culturais e eventos como a Festa Nacional da Uva e o Sálvia Festival de Arte, os artistas também já participaram de atividades ligadas à tradicional cena do samba no Rio de Janeiro, buscando em suas apresentações aproximar tradição, pesquisa musical, produção autoral e contemporaneidade.

MATEUS DI MACEDO – SHOW DE MÁGICAS

Mateus di Macedo é mágico e ilusionista profissional, com mais de 17 anos de trajetória e atuação em eventos realizados em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Membro da Associação dos Mágicos do RS e do Círculo Brasileiro de Ilusionismo, já participou de grandes eventos como o Natal Luz de Gramado e a Festa Nacional da Uva. Especialista em espetáculos para crianças e famílias, combina mágica, ilusionismo, humor e interação com o público e também desenvolve números com ventriloquia, tendo levado seu trabalho, segundo seu currículo, a mais de 500 mil espectadores.

ROBERTO RIBEIRO – SIM, SALABIM, A BRUXA QUE MORA EM MIM
Roberto Ribeiro é ator, palhaço, diretor teatral e produtor cultural, com mais de 40 anos de trajetória nas artes cênicas, além de coordenar o Ponto de Cultura Teatro do Encontro, em Caxias do Sul. Licenciado em História e Dança, integra desde 2012 o grupo internacional de pesquisa da arte de ator Filo dei Venti. Entre seus trabalhos está Sim, Salabim, a Bruxa que Mora em Mim, espetáculo para crianças que reúne teatro, palhaçaria, música ao vivo, humor e interação com o público, abordando de forma lúdica temas como autoestima, respeito às diferenças e cuidado com o meio ambiente.

SERRASOM BRASS

O SerraSom Brass é um grupo instrumental de Caxias do Sul que reúne a potência dos instrumentos de metais à energia da percussão, contando com músicos de sólida experiência em bandas marciais, fanfarras, orquestras e blocos de carnaval. Sua principal característica é a versatilidade, transitando entre apresentações festivas em espaços públicos, eventos culturais, grandes celebrações, ambientes corporativos e solenidades formais. Com repertório que vai de releituras instrumentais de sucessos populares a arranjos específicos para cerimônias, o grupo atua tanto em sua formação tradicional quanto em configurações ampliadas para eventos de grande porte.

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