Cultura
Uma semana para celebrar 133 anos de diversidade cultural
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3 anos atrásem
Caxias do Sul comemora aniversário com farta variedade de atrações no calendário e de origens no povo
133 anos após a emancipação política, Caxias do Sul comemora a semana de 14 a 20 de junho com farta programação (disponível neste link). E um inédito bolo gigante sabor baunilha recheado com doce de leite e chocolate, elaborado por alunos e professores do curso de Gastronomia do SENAC, com apoios de Roseflor Alimentos, MultiMercados e Big Festa, que promete abalar as estruturas dos compromissos de baixa caloria da população na Praça Dante Alighieri, dia 20, às 15h.
Mais do que pelo próprio significado, a data merece lembrança quando, com certa frequência, muitos dos próprios caxienses tendem a esquecer de que matéria é feita Caxias do Sul. Um bom indício pode estar em uma escola, como tantas outras, de um bairro industrial do município.
Dos 642 estudantes matriculados na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Marianinha de Queiroz, 52 são estrangeiros – ou têm origem estrangeira. Quase 10% do total. Quase duas salas de aulas cheias. Não é uma exceção na rede municipal de ensino, onde há aproximadamente mil crianças e adolescentes que não falam português (o número não para de crescer). Alguns estão aprendendo. Outros estão ensinando professores a arranharem os rudimentos do espanhol, do francês, do wolof ou do creolle. Inglês quebra o galho para os dois lados.
Não é sequer o caso mais expressivo entre as escolas mantidas pela Secretaria Municipal de Educação (SMED). A vizinha EMEF Abramo Pezzi, por exemplo, ostenta número ainda maior de venezuelanos. Mas é na variedade das bandeiras internacionais que o Marianinha se destaca. Reunidos para um bate-papo sobre as experiências e vivências em solo caxiense, alunos e familiares de diversas origens fazem a biblioteca da escola do Bairro São Cristóvão adquirir dimensões globais.
“A vida do imigrante é dor e sofrimento”, proclama o haitiano Teófilo Milissete, o mais extrovertido e porta-voz não oficial do grupo.
Mas nada nem perto da filha, estudante do 2º ano – esta sim, um fenômeno. Não só da capacidade pessoal de comunicação. A espertíssima Maria Luisa Padilha Milissete se constitui em um exemplar cada vez mais raro de caxiense: é nascida em Caxias do Sul. E representa o futuro do município que se orgulha de possuir e exibir, em um de seus principais acessos, um monumento nacional dedicado ao imigrante.
(Para quem está preocupado com o quão estranho possa ser este futuro, eis a imagem: uma jovem com o cérebro funcionando a 200 quilômetros por hora e um pai fazendo o que pode para alcançar. Soa familiar?)
“Trabalho existe, mas é difícil. Muito difícil. Tem que persistir, porque você sabe que a sua mãe, seus irmãos, todo mundo que ficou para trás está contando com você”, afirma.
Ao contrário do que alguém possa imaginar, portanto, o imigrante não renuncia a uma imensa fatia da própria vida para se livrar de bagagem indesejada. Mas para carregar mais.
“Ninguém deixa sua casa, seu país e sua família para trás porque quer. Quando você sai, você assume a responsabilidade sobre todos os que ficam. Até para decidir o dia em que enterram quem morre, porque depende do seu dinheiro. E você sabe que não vai conseguir voltar para se despedir”, descreve Teófilo.
Barriga cheia, criança feliz
Sempre pode haver um nível adicional de complicação para quem toma a (mais dura do que parece) decisão de tentar a vida em um país desconhecido. Segundo Yordany Moises Ramires Bonalde, marido de Luisanny Del Valle Ramires Morero e pai de Angel David e Moises David, é um pouco mais fácil de se encaminhar a documentação necessária para a regularização e busca de trabalho no Brasil para os emigrados do Haiti. Quando se é venezuelano é que a coisa complica.
“Há casos muito urgentes e a dificuldade para se conseguir a legalização é enorme. Chega a demorar seis meses para quem vem da Venezuela. E enquanto isso, não se consegue trabalho. O refugiado é uma pessoa sem documentos”, explica.
Residente nacional há cerca de três anos, apenas há poucos meses Ramírez conseguiu regularizar a papelada. E entrar para um segmento de trabalhador que está gravado a fogo no código genético de Caxias do Sul: o dos metalúrgicos. Até conquistar a vaga, porém, foram tempos de luta pela sobrevivência em borracharias, postos de combustíveis e lavagens de carro.
“Foi um pouco mais difícil para quem chegou no meio da pandemia”, revela.
E um pouco mais difícil para quem cruzou a linha da Venezuela com o Brasil por Pacaraima, em Roraima. Aí, o relato se assemelha ao de um cenário de guerra – que muitos brasileiros, nativos ou não, se acostumaram (e isso, talvez, seja um problema) a ver em fartas doses nas imagens de noticiários, nos últimos três anos. Luisny Kariny Benavente Rojas passou três noites dormindo nas ruas da cidade fronteiriça antes de ser acolhida. Não foi exatamente um alívio.
“Vi horrores acontecendo no abrigo”.
Horrores no modo turbo: sozinha, Luisny trouxe sob sua vigília os filhos Luisangely, 13 anos, Yosneiker, 10, Yosneiber, oito, Yosneider, cinco, e Yosnir. quatro. O pai das crianças ficou para trás.
“É uma decisão muito difícil para uma mãe”.
Que foi tomada, para Luisny, quando o caçula foi diagnosticado com desnutrição (cujos sintomas exibe no corpo franzino) e o segundo mais novo da fila desmaiou de fome pela segunda vez. Outras duas crianças padecem de uma hérnia e complicações glandulares jamais tratados adequadamente.
Ela está realizada com o que encontrou em Caxias do Sul.
“A educação é muito melhor aqui. Na escola eles têm comida. Todos os dias. A escola liga para ver o que passou se um deles falta à aula. E nos ajudaram com roupas e cestas básicas. Até uma pessoa nos acolheu na moradia dela sem pedir nada em troca”, revela.
No que depender de Luisny, entretanto, o improviso tem data de validade para terminar.
“Somos muito gratos. Muito gratos. Mas não queremos viver de favor. Sou trabalhadora. Quero trabalhar”.
Em uma cadeira a poucos metros de distância, na biblioteca da EMEF Marianinha de Queiroz, no Bairro São Cristóvão, Jorge Alejandro Zapata Garcia acena positivamente com a cabeça para as palavras da compatriota. Ao mencionar o filho de 14 anos, comenta:
“Santiago, o meu mais velho, até já esqueceu como é passar fome”.
A caçula Alejandra Raquel, estudante do 1º ano, ainda chora. Mas o motivo agora é outro:
“Ela acorda a casa toda para vir para a escola”, ri o pai.
Não é caso isolado.
Yordani Moises Ramires Bonalde traz informações similares sobre os filhos Angel e Moises.
“Eles querem vir para a escola até no sábado e no domingo”.
O riso se espalha pelo recinto, pois a situação é idêntica em todas as casas.
Zapata, que perdeu 40 quilos para a fome na Venezuela, cala o grupo ao externar o sentimento que une cada uma das famílias na sala:
“Para o migrante, pátria é o povo que te dá pão”.
‘Todo mundo ganha alguma coisa’
Para professores e equipe diretiva da EMEF Marianinha de Queiroz, a súbita chegada de tantos sotaques diferentes tem sido um desafio constante. A maioria das crianças em idade de alfabetização traz – naturalmente – a língua materna como primordial. Vários apresentam algum nível de comprometimento – físico ou mental. E aí já surge um primeiro choque de realidade.
AEE, as três letrinhas, que quase qualquer família com crianças em idade escolar sabe que remetem à Atendimento Educacional Especializado, são uma novidade completa para vários dos recém-chegados. Alguns jamais passaram pelo serviço nos países de origem. Muitas vezes, porque ele sequer existe. E ao desembarcarem em Caxias do Sul, para muitos deles, o mundo se abriu.
“Temos o caso de um estudante com autismo que foi rejeitado em todas as escolas por onde passou na Venezuela. Ele não tinha sequer o diagnóstico quando chegou. Agora está totalmente vinculado com os professores. Temos outra que achavam que tinha deficiência, porque falava rápido demais, e, na verdade, agora ela está sendo investigada para superdotação e altas habilidades. Há outro, também com autismo, que sofria muito quando se desorganizava, e agora se maravilha lendo em português. A mãe chegou a chorar quando viu”, relata a professora Vivian Antunes da Silva, encarregada do atendimento de muitos dos alunos estrangeiros.
Não é fácil. Para lado nenhum. Vivian não esconde o receio de não dar conta da missão. O abismo que separa a novidade da zona de conforto. Mas revela que as recompensas são proporcionais.
“Há um espanto com a parte amarga, mas uma alegria muito grande com a parte boa. Uma mãe deixou de se desesperar pela primeira vez quando chegou aqui e viu que havia estrutura e protocolo para lidar com alunos especiais. Temos a Marie, que chegou nos anos iniciais falando creolle, francês, espanhol. E arranhando o inglês. Em quatro meses de trabalho, ela já estava lendo em português”.
A diretora Arlete Maria Pasquali aponta um traço característico dos emigrados.
“A disponibilidade e o interesse das famílias. Eles valorizam muito a escola. Os pais são muito presentes”.
Do outro lado, os estudantes brasileiros há mais tempo retribuem com curiosidade e satisfação em descobrir as diferenças na vida e nos lugares de origem dos novos colegas.
“As trocas são extremamente positivas para o aprendizado. Todo mundo ganha alguma coisa”, ensina Arlete.
O que há em comum
133 anos após a emancipação política e 148 anos após o início da colonização italiana, mãos de muitos matizes e de todos os tipos de calos sabem o que fazer com as cartas – sejam as de uma partida de escova, bríscola, ou aquelas que a vida dá. E não é só no dialeto típico das famílias que chegaram depois dos primeiros habitantes da região que se pode lamentar pelo lance de má fortuna. Na Caxias do Sul de 2023, a mesma farinha de milho que é matéria-prima da polenta também se transforma em arepa.
“É claro que todos sentem saudade. É claro que todos pensam em voltar para seus países um dia. Mas agora estamos aqui. Nossa vida é aqui”, afirma o haitiano Teófilo Milissete.
Às vezes, quem chega de longe apenas com a roupa do corpo, uma malinha modesta, a certidão de nascimento e a ânsia por conseguir um emprego pode até se tornar prefeito.
A vontade de conquistar o próprio sustento e ver o filho dormindo feliz de barriga cheia parece unir quilômetros e hemisférios de distância.
Fotos: Lucas Munaretti
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Cultura
Jovens de Caxias do Sul podem se inscrever em oficina gratuita de animação em Stop Motion no Sesc
Publicado em
2 semanas atrásem
07/07/2026
LABmais promove atividade nos dias 18 e 19/07 com foco em técnicas audiovisuais, criação de personagens e produção cinematográfica com materiais acessíveis.
O Sesc Caxias do Sul está com inscrições abertas para uma oficina gratuita de animação em Stop Motion de Recorte, técnica conhecida como Cut-out. A atividade integra o projeto LABmais e acontece nos dias 18 e 19 de julho, sábado e domingo, das 9h às 18h, na Unidade (Rua Moreira Cesar, 2462).
Voltada preferencialmente a jovens entre 15 e 29 anos, a oficina busca ensinar técnicas de animação quadro a quadro a partir do uso de materiais bidimensionais e de baixo custo. A ideia é transformar elementos simples em narrativas cinematográficas. Durante os dois dias de formação, os participantes irão desenvolver habilidades relacionadas à percepção de tempo e movimento, fotografia com controle de iluminação, criação de personagens articulados e captura audiovisual, contando com o uso do celular como ferramenta de produção profissional.
A formação será ministrada por Vanessa Remonti e Gabriela Demore, em um total de 16 horas de atividades presenciais, com certificação para os participantes. Para participar, é necessário possuir credencial Sesc válida. Caso o inscrito seja menor de idade, o cadastro deverá ser realizado por um responsável legal. As inscrições podem ser realizadas de 02 até o dia 12 de julho, por meio do site do LABmais: www.sesc-rs.com.br/cultura/labmais. Os candidatos selecionados serão contatados posteriormente via WhatsApp pela equipe organizadora.
A iniciativa faz parte do LABmais, projeto do Sesc voltado à experimentação, inovação e formação em diferentes linguagens criativas, ampliando o acesso de jovens a processos de aprendizado ligados à cultura, tecnologia e produção artística.
Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.
Cultura
Festival Internacional do Leitor Quindim transforma Caxias do Sul em território da leitura
Publicado em
3 semanas atrásem
03/07/2026
Programação conjunta do III Festival Internacional do Leitor Quindim, do I Festival do Leitor Quindim Territórios e da Caravana de Leitores Quindim ocorre de 12 a 23 de agosto e celebra a brasilidade, os povos originários e o encontro entre leitores em diferentes pontos da cidade.
Caxias do Sul se prepara para transformar ruas, escolas, centros culturais, comunidades, livrarias e espaços de convivência em pontos de encontro entre livros e leitores. De 12 a 23 de agosto, o município receberá a programação integrada do III Festival Internacional do Leitor Quindim, do I Festival Internacional do Leitor Quindim Territórios e da Caravana de Leitores Quindim, iniciativas que vão reunir autores brasileiros e estrangeiros, impactando cerca de 80 mil pessoas.
O tema “O encontro nos faz existir” colocará a brasilidade no centro da programação. Em sintonia com a temática dos povos originários e da diversidade cultural do país, o circuito levará programação para diferentes territórios, aproximando a literatura do cotidiano de crianças, jovens e adultos e reforçando seu papel como instrumento de transformação social. A programação foi apresentada oficialmente nesta sexta-feira (3), durante coletiva de imprensa realizada na sede do Instituto de Leitura Quindim, junto ao Villagio Caxias, espaço que concentrará boa parte das atividades.
As novidades desta edição são a internacionalização do festival e a criação do I Festival Internacional do Leitor Quindim Territórios, que expande a programação para diferentes regiões do município. Durante os 12 dias de evento, ações culturais e literárias ocuparão espaços comunitários, escolas, entidades, livrarias e equipamentos culturais, aproximando livros, autores e leitores e ampliando o acesso à literatura.
Na coletiva, foi apresentado, também, o Mapa do Festival Territórios, que identifica os 24 locais contemplados pela programação. O circuito inclui o Skema, no bairro Nossa Senhora de Lourdes; o Beco do Belo, no Belo Horizonte; a Livraria Livreiríssima, o Clube Gaúcho, a Livraria Arco da Velha e a UniCesumar, no Centro; o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), no Cidade Nova; a Escola de Samba Nação Verde e Branco, no Cinquentenário; a Casa das Etnias, no Cristo Redentor; o Formigueiro Espaço de Leitura, no Cruzeiro; o Loteamento Campos da Serra, no De Zorzi; o bairro Monte Carmelo; a Aldeia Indígena Forqueta; a Associação Cultural de Galópolis; a Escola de Samba Filhos de Jardel, em Nossa Senhora de Lourdes; o Lar da Velhice São Francisco de Assis, no Marechal Floriano; a Escola de Samba Pérola Negra, no Mariani; a ONG Construindo Igualdade, no Medianeira; o SCFV Casa Brasil, no Reolon; o Fluência Casa Hip Hop e a Cozinha Solidária Bem Viver, no Santa Fé; o SCFV Tapicuru, no Serrano; o Terreiro Ilê da Família Orun, no Vila Verde; e o Shopping Villagio Caxias, no Desvio Rizzo.
Outro destaque será a Caravana de Leitores Quindim, que reunirá cerca de 900 estudantes de 20 escolas públicas municipais e estaduais. As instituições receberão livros dos autores convidados para trabalhar antecipadamente em sala de aula. Depois, receberão transporte para participar de atividades no III Festival Internacional do Leitor Quindim, no Villagio Caxias, em uma programação especialmente preparada para estimular o contato com a literatura.
Nos dias 17 e 18 de agosto, ocorre, também, o II Seminário Internacional de Literatura Infantil e Juvenil, na UniCesumar, reunindo pesquisadores, autores, professores, mediadores de leitura e demais profissionais, de diferentes regiões do Brasil e do exterior, para refletir sobre os desafios e as possibilidades da literatura voltada à infância e à juventude.
O festival, em parceria com a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), promove, ainda, uma exposição de ilustração dos 05 finalistas do IX Prêmio AEILIJ, na categoria ‘Imagens para Infância’. O Prêmio AEILIJ é uma das mais importantes premiações brasileiras da literatura. As obras ficarão expostas no Villagio Caxias. Outro destaque é que o júri popular será formado por crianças de até 12 anos, que vão escolher a ilustração vencedora. A participação será aberta ao público.
Atrações nacionais e internacionais confirmadas
A programação reunirá importantes nomes da literatura promovendo o encontro entre diferentes olhares sobre a leitura e a produção literária contemporânea. Entre os convidados brasileiros confirmados estão Flávia Lins e Silva, Jeferson Tenório, José Carlos Lollo, Julia Dantas, Marcelino Freire, Marcia Tiburi, Marco Lucchesi, Natália Borges Polesso, Nilma Lacerda, Odilon Esteves, Otávio Jr, Paty Wolff, Roger Mello, Sônia Rosa, Vanessa Guarani Ratton e Xadalu Tupã Jekupé. Do cenário internacional participam Ali Boozari (Irã), Jairo Buitrago (Colômbia), Paloma Valdivia (Chile), Roger Ycaza (Equador) e Silvia Castrillón (Colômbia). A programação inclui escritores de Caxias do Sul como Chiquinho Divilas, Dinarte Albuquerque Filho, Elaine Cavion, Henrique Scopel Suzin, Maya Falks, Pedro Guerra, entre outros, fortalecendo o diálogo entre autores locais e convidados nacionais e internacionais.
Os festivais contam com um grupo de curadores/colaboradores: Paula Taitelbaum, Roger Mello, Ronaldo Bueno e Volnei Canônica.
O presidente do Instituto de Leitura Quindim, Volnei Canônica, destaca que o festival consolida um movimento iniciado há anos pela instituição e que agora amplia sua presença em toda a cidade. “Os livros sempre encontram seus leitores quando existem pontes. Nesta edição, queremos construir muitas delas. Ao levar a programação para diferentes territórios, reunindo autores do Brasil, do exterior e da nossa própria cidade, reafirmamos que a literatura pertence às pessoas e pode transformar qualquer espaço em um lugar de encontro, escuta, imaginação e descoberta. O festival cresce porque cresce também o desejo coletivo de fazer da leitura uma experiência compartilhada, com foco nas crianças e famílias.”
Para a deputada federal Denise Pessôa, que destinou emenda parlamentar à realização do Festival Internacional do Leitor Quindim, a literatura tem um papel essencial na formação das novas gerações e na construção de uma sociedade mais humana. “Quando crianças e jovens têm acesso aos livros e às histórias, criamos oportunidades para que desenvolvam autonomia, pensamento crítico e sensibilidade. Um festival como este fortalece esses encontros e reafirma a cultura como um direito de todos.”
A deputada federal Daiana Santos, responsável por destinar emenda parlamentar para o I Festival Internacional do Leitor Quindim Territórios, destaca o impacto da transformação social da iniciativa. “É muito significativo ver, em Caxias do Sul, um projeto tão impactante no propósito da leitura no cotidiano das pessoas. A literatura tem a capacidade de aproximar pessoas, fortalecer identidades e ampliar oportunidades. Levar um festival como este para diferentes bairros e comunidades significa garantir que mais crianças, jovens e famílias tenham acesso aos livros e ao conhecimento.”
A segunda edição do Festival do Leitor Quindim, realizada em 2025, mobilizou 55 mil pessoas entre crianças, jovens, educadores e famílias durante 12 dias de programação gratuita, reunindo mais de 60 escritores, ilustradores, artistas e mediadores de leitura de diversas regiões do país.
O III Festival Internacional do Leitor Quindim e o I Festival Internacional do Leitor Quindim Territórios são uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e do Instituto de Leitura Quindim, viabilizados por emendas parlamentares das deputadas federais Denise Pessôa e Daiana Santos. Os eventos contam com o apoio da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), Instituto TAL – Todas As Linguagens, Outback Steakhouse, I9 Produções e Eventos Shopping Villagio Caxias, Sesc Caxias do Sul e Unicesumar. A Caravana do Leitor Quindim é realizada pelo Instituto de Leitura Quindim e financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul, por meio da Prefeitura de Caxias do Sul, e conta com o apoio cultural do Instituto Elisabetha Randon e do Shopping Villagio Caxias.
Serviço
III Festival Internacional do Leitor Quindim, I Festival Internacional do Leitor Quindim Territórios e Caravana de Leitores Quindim
Quando: 12 a 23 de agosto de 2026
Onde: Instituto de Leitura Quindim (Villagio Caxias), UniCesumar e 22 territórios de Caxias do Sul
Tema: O encontro nos faz existir.
Mais informações: https://www.institutoquindim.com/filq2026
–
Sobre o Instituto de Leitura Quindim
Fundado em 2014, o Quindim é uma instituição sem fins lucrativos que tem por finalidade promover o direito à infância, à educação, à cultura, o livro, à leitura, à literatura, às bibliotecas, às manifestações populares, no Brasil e no Exterior, por meio da experiência literária e na construção de políticas públicas para a área que garantam esses direitos.
Na sua estrutura possui uma biblioteca comunitária especializada em literatura para crianças e jovens e projetos que impactam no Brasil. Conta com um acervo de referência nacional e internacional, espaço de leitura e pesquisa, atividades culturais, formações para educadores e projetos que circulam pelas cidades e pelas escolas, como as bibliotecas móveis em escolas de educação infantil de Caxias do Sul (RS). É um lugar que une livros, arte e pessoas para transformar o mundo pela leitura.
A Biblioteca Quindim tem mais de 8 mil livros de literatura infantil, juvenil, adulta e obras de referência nacionais e internacionais e disponíveis para empréstimo às famílias.
Local: Shopping Villagio Caxias, Caxias do Sul (RS)
Horário de funcionamento: De segunda a sábado, das 10h às 20h e no domingo, das 14h às 20h.
Acompanhe o Quindim pelo instagram @institutodeleituraquindim e pelo site www.institutoquindim.com.br
Cultura
Companhia Tem Gente Teatrando estreia “Entrelaçadas” dentro da programação do projeto teatro para todos
Publicado em
3 semanas atrásem
01/07/2026
A Companhia Tem Gente Teatrando apresenta a estreia de “Entrelaçadas”, novo espetáculo com direção e dramaturgia de Zica Stockmans, que integra a programação do projeto Teatro Para Todos – 10ª edição iniciativa que há anos amplia o acesso às artes cênicas em Caxias do Sul por meio de temporadas a preços populares e ações de formação de público. Mais do que um espetáculo, “Entrelaçadas” propõe uma experiência. Um espaço de encontro onde memórias, desejos, silêncios, espiritualidade, maternidade e violências cotidianas se entrelaçam em uma dramaturgia construída pela presença de três mulheres em cena. O trabalho reúne as atrizes Maria Lilith, Gabriela Guaragna e Priscila Telles, que também assinam fragmentos dos textos que compõem a obra. Em um ambiente indefinido, que pode ser um quarto, um espaço de reza e um território de memória, as atrizes costuram narrativas que revelam diferentes experiências do feminino. Fios são puxados, nós são desfeitos, lembranças emergem e afetos encontram lugar em uma encenação conduzida pela poesia. Idealizado por Zica Stockmans, o espetáculo nasce como uma obra aberta. “A proposta não se encerra nesta estreia: novas edições poderão ser criadas com outras mulheres convidadas, fazendo de “Entrelaçadas” um processo artístico em constante transformação”.
A diretora concebeu um espaço cênico e lançou às atrizes o desafio da criação coletiva, permitindo que cada encontro produza novas camadas de significado. Ao abordar temas como liberdade dos corpos femininos, memória, violência estrutural, maternidade, espiritualidade e resistência, o espetáculo convida o público à reflexão sobre as formas de isolamento impostas às mulheres e sobre a potência dos vínculos construídos entre elas. Como sugere a própria obra, caminhar entrelaçadas é também um gesto político. Em tempos em que o isolamento fragiliza, a união fortalece, cria redes de apoio e transforma experiências individuais em memória coletiva. Com direção, cenografia, iluminação e figurinos assinados por Zica Stockmans, produção da Companhia Tem Gente Teatrando e fotografias de Liliane Giordano, “Entrelaçadas” reafirma o compromisso da companhia com uma criação contemporânea, sensível e comprometida com os temas urgentes da sociedade.
Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Zica Stockmans
Fragmentos de textos: Maria Lilith, Gabriela Guaragna e Priscila Telles
Elenco: Maria Lilith, Gabriela Guaragna e Priscila Telles Cenografia,
Iluminação e figurinos: Zica Stockmans
Produção: Tem Gente Teatrando
Fotografias: Liliane Giordano
Noite das Sopas, do Projeto Mão Amiga, será realizada no dia 7 de agosto no Salão da Igreja dos Capuchinhos, em Caxias do Sul
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