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Saúde

Trabalho de equipe de fonoaudiólogas em escolas de Caxias do Sul ajuda crianças a largar chupeta e mamadeira

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Além de corrigir transtornos de aprendizagem, ação pode contribuir para acelerar encaminhamentos e, assim, reduzir a necessidade de terapia pela rede pública

Do alto de seus quatro anos de idade, Heloísa Soares Alban pode não saber, mas já se tornou uma influenciadora (não-digital) entre o público do Maternal 2 da Escola de Educação Infantil (EEI) Nivaldo Kercher. Há poucos dias, a tendência lançada por ela de tirar o bico da boca e entregar para a Fada da Chupeta ganhou seguidoras. Algumas ainda estão na tentativa. Mas, pelo menos uma colega também já conseguiu se desfazer do artefato. Para alívio da mãe, que – como acontece em tantas casas – vinha enfrentando forte resistência na conquista desta etapa do crescimento. O gesto espontâneo de Heloísa, que já tirou uma carga dos ombros de sua família e da amiga, ocorreu no dia em que a escola recebeu a visita de uma equipe de fonoaudiólogas da Secretaria Municipal de Educação (SMED) – acompanhada da Fada da Chupeta, claro.

“A Heloísa assistiu toda apresentação feita para as crianças, que contava uma história, era super animada, levantou e foi espontaneamente entregar o bico. A mãe da Helena, que é a estudante que abandonou o bico agora, estimulada pela colega, deu risada no telefone, quando ligamos avisando. Porque ela já vinha tentando tirar há algum tempo e não conseguia”, relata a coordenadora da unidade de ensino, Neoclésia Ghissoni.

A servidora conta que as mudanças manifestadas pelas crianças após a passagem das fonoaudiólogas da SMED foi significativa e perceptível. Desde a volta às aulas após a pandemia, o modo como o uso de chupeta e mamadeira se alastrou entre as crianças estava preocupando as educadoras. E mesmo com o envolvimento das famílias, estava difícil reverter a situação.

“Nada teve tanto efeito como o trabalho das fonos. Elas chegam vestidas de personagens de histórias, fazem uma festa e conquistam as crianças. Para nós, é um grande apoio pedagógico”, afirma Neoclésia.

Satisfação compartilhada por Bruna Soares Alban, mãe de Heloísa, que superou dois desafios de uma vez só ao entregar a chupeta:

“Há mais ou menos um mês vínhamos tentando tirar, mas não conseguíamos. A Heloísa é uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e usava bico desde que nasceu. Agora está só com uma cobertinha. Foi um alívio. Ela estava demorando para falar e até nisso ajudou. Até para dormir está melhor, está roncando menos. Estou admirada”, revela a mãe.

Resultados positivos em outras escolas

Depoimento similar ao das educadoras e famílias da Escola de Educação Infantil (EEI) Nivaldo Kercher se espalham pela rede municipal de Caxias do Sul, a partir da iniciativa desenvolvida pela Diretoria Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (SMED).

“Na mesma semana em que as especialistas estiveram aqui, já tivemos retorno de inúmeras famílias, que relataram que as crianças, de forma consciente, levaram as orientações para casa e realizaram alguns combinados, como a retirada de chupetas e mamadeiras para melhorar a saúde e a expressão oral. A escola e as crianças de forma individual são contempladas com essas ações. É um trabalho que favorece a todos e enriquece o trabalho na escola. Também é preciso destacar a proximidade destes profissionais atuando diretamente no ambiente escolar e auxiliando com este olhar atento e amoroso”, afirma a coordenadora pedagógica da EEI Aracy Maria Casagrande Sehbe, Cássia Morrudo.

Para a coordenadora da EEI Aprendendo a Viver, a partir da visita da equipe de fonoaudiologia, as próprias educadoras despertaram um olhar mais apurado para as crianças e seus comportamentos de fala.

“As famílias se sentiram acolhidas e amparadas, comentando que a escola e a secretaria estão atentas ao desenvolvimento das crianças e agilizando o processo com a UBS. Enfim, todos preocupados com o bem-estar das crianças e sua evolução”, observou Liliam Luchi.

Para desfazer estrago da pandemia

Desde o início do ano, um grupo de quatro profissionais do Núcleo de Fonoaudiologia Educacional da SMED – COMUNICAR já percorreu 10 escolas da rede municipal, alcançando mais de 300 estudantes e dezenas de professores com o projeto ComunicAÇÃO – de assessoria aos educadores e realização de ações com os alunos em torno dos hábitos orais nocivos. A iniciativa pedagógica é mais uma entre várias desenvolvidas pela secretaria, atingindo toda a rede, direta ou indiretamente, com o propósito de recuperar o aprendizado e a convivência dos estudantes dos escombros da pandemia, que tirou a vida escolar da normalidade nos últimos dois anos.

“É um trabalho que começou com a busca ativa na rede, para saber das necessidades coletivas das escolas e envolve prevenção, promoção da saúde e comunicação”, revela a fonoaudióloga Lisiane Catusso.

Os professores recebem assessoria técnica, em forma de mini-oficinas nas áreas de linguagem, audição, comunicação aumentativa e alternativa e consciência fonológica, dentre outras. E para as crianças, há ações de prevenção aos distúrbios causados por hábitos orais nocivos, trabalhadas por meio de atividades lúdicas, como teatro com fantoches, contação de histórias e atividades musicais.

“Entre os objetivos está o abandono do uso prolongado da chupeta e da mamadeira, por exemplo, além da estimulação das funções de mastigação, respiração e fala”, explica Lisiane.

Para completar, o trabalho também ajuda a acelerar o andamento de parte da fila dos atendimentos pela saúde pública.

“Com as fichas de observação desenvolvidas pela equipe de fonoaudiologia da SMED e preenchidas pelas professoras e coordenadoras, a criança com suspeita de alterações fonoaudiológicas pode ir direto da UBS para o processo de triagem, sem a necessidade de passar por mais uma avaliação médica. Já se antecipa uma etapa no encaminhamento para a terapia” acrescenta a profissional.

Formação adicional para professores

Além da abordagem de fonoaudiologia educacional com as crianças, 2022 também acrescentou uma nova formação ao quadro de professores da SMED – já acostumado à exigência de qualificação contínua. A mesma equipe de profissionais do COMUNICAR desenvolve outro projeto, que oferta capacitação sobre as habilidades que antecedem a aquisição da leitura e da escrita e que são responsáveis por fornecer um suporte rico e adequado para a alfabetização.

“O objetivo desta ação foi proporcionar aos professores a compreensão acerca das habilidades preditoras necessárias para o sucesso na alfabetização e como adquiri-las, já que são fundamentais para que o estudante desenvolva a capacidade de refletir sobre a própria língua”, explica a diretora pedagógica da SMED, Paula Martinazzo.

Professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Caetano Costamilan, Marcélia de Avilla relata: “Foi a primeira vez que tive a oportunidade de estar em contato com assuntos tão pertinentes no dia a dia de uma sala de aula que visa a alfabetização e o letramento. E, poder pensar sobre a complexidade de todo este processo trouxe alívio a

algumas inquietações e preencheu algumas lacunas. Só tenho a agradecer”.

Na formação foram abordados o processamento auditivo central, visual, cognitivo, a velocidade de processamento e a consciência fonológica. Os participantes tiveram acesso à teoria e prática das habilidades relacionadas a estas temáticas, oferecidas em quatro encontros presenciais no Instituto de Leitura Quindim e no auditório da SMED.

“2022 é o primeiro ano que leciono no primeiro ano do ensino fundamental. O curso tem me ajudado muito, diariamente. Com ele, pude aprender e refletir sobre o processo de alfabetização. Além disso, foram-me apresentadas muitas atividades que poderiam ajudar os meus alunos, muitas das quais não tinha tido contato anteriormente. Agradeço a dedicação das fonos em todas as aulas”, comenta a professora da EMEF Manoel Pereira dos Santos, Fernanda Capelini.

Fotos: Elisabete Bianchi

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Saúde

Caxias inicia na sexta campanha para vacinar crianças contra a meningite

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Serão imunizadas, em duas etapas, crianças de três meses a menos de seis anos; motivo é o alto número de casos de forma grave da doença

Diante do alto número de casos de meningite meningocócica, uma das formas mais graves da doença, Caxias do Sul realizará uma campanha de vacinação indiscriminada de crianças de três meses a menos de seis anos (até cinco anos, 11 meses e 29 dias) residentes no município. O objetivo é bloquear a circulação da bactéria Neisseria meningitidis, causadora desse tipo da doença, e evitar que ocorram surtos. A meningite meningocócica pode levar à morte ou deixar sequelas motoras ou cognitivas, além de causar cegueira ou perda da audição.

A campanha terá início na sexta-feira (25/11) e será dividida em duas etapas. Também haverá vacinação em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Município no sábado (26/11).

A partir desta sexta-feira, serão imunizadas as crianças de três meses a dois anos completos (até dois anos, 11 meses e 29 dias). No dia 2 de dezembro passam a ser contempladas também as crianças de três anos a menos de seis (até cinco anos, 11 meses e 29 dias). O público-alvo total é estimado em 37 mil crianças.

A vacina estará disponível de segunda a sexta-feira em todas as UBSs. Além disso, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) fará ações aos sábados. A primeira delas será neste sábado (26/11), dia de mutirão de saúde do homem, quando todas as UBSs abrirão das 9h às 13h. Assim, os pais das crianças de três meses a dois anos completos (até 2 anos, 11 meses e 29 dias) poderão levar seus filhos para tomar a vacina da meningite da campanha. Outras vacinas que estejam em atraso também poderão ser feitas (não haverá imunização contra covid-19 no sábado). A SMS programa ações também para os dias 03 e 10/12 (informações serão divulgadas oportunamente).

As crianças da faixa etária da campanha contra meningite serão imunizadas com uma dose da vacina ACWY, usualmente disponível no calendário vacinal para adolescentes de 11 e 12 anos de idade e que está sendo ofertada, até junho de 2023, também para os de 13 e 14 anos de idade. A orientação do Ministério da Saúde e do Estado para a campanha com a vacina ACWY em Caxias do Sul deve-se à ocorrência de seis casos de meninginte meningocócica dos sorotipos C e W no Município, sendo quatro nas últimas semanas.

Todos foram causados pela bactéria Neisseria meningitidis. Foram dois adultos e quatro crianças (entre nove meses e quatro anos de idade) infectados. Todos precisaram de hospitalização em enfermaria ou UTI. Uma das crianças permanece hospitalizada em leito de enfermaria. “Pedimos que todos os pais levem seus filhos para tomar a vacina ACWY, que serve para bloquear a transmissão e, caso a criança adoeça, o risco de ter sequelas diminui. A vacina é a forma mais segura de proteger as crianças dessa doença, que pode deixar sequelas severas. E lembramos que meninos e meninas de 11 a 14 anos também devem tomar essa vacina. Embora o risco de adoecer seja menor, eles podem carregar a bactéria e promover a transmissão”, esclarece Anelise Kirsch, infectologista do Controle de Infecção Municipal, acrescentando que os de 11 a 14 podem ser vacinados de segunda a sexta-feira nas UBSs.

A Vigilância Epidemiológica e do Controle de Infecção Municipal realizou medida profilática nas escolas de educação infantil frequentadas pelas crianças infectadas. Todos os contatantes das crianças doentes foram medicados em até 48 horas após a notificação dos casos, como estratégia para frear a contaminação. Também foram revisadas as cadernetas de vacinação de todos os alunos e orientado quanto à higienização dos ambientes e para notificação imediata de possíveis novos casos suspeitos.

Funcionamento da campanha
Público-alvo: crianças de três meses a menos de seis anos (até cinco anos, 11 meses e 29 dias) residentes em Caxias do Sul

Início primeira etapa

25/11 (sexta-feira): crianças de três meses a dois anos completos (até dois anos, 11 meses e 29 dias)
Início segunda etapa

02/12: crianças de três anos a menos de seis (até cinco anos, 11 meses e 29 dias)
Se a criança já tiver tomado a vacina ACWY (disponível na rede particular), deve tomar novamente na campanha?

Sim. Deve apenas esperar intervalo de 30 dias. Se tiver tomado a vacina Meningocócica C (calendário de rotina), também deve esperar 30 dias.
Documentação

Cartão SUS de Caxias do Sul e caderneta de vacinas
Vacinas do calendário de rotina

BCG

Protege contra as formas graves da tuberculose, inclusive a meningite tuberculosa
Esquema vacinal: dose única (ao nascer)
Penta

Protege contra doenças invasivas como meningite, difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
Esquema vacinal: 1ª dose aos dois meses de idade; 2ª dose aos quatro meses de idade e 3ª dose aos seis meses de idade
Pneumocócica 10-valente (Pneumo 10)

Esquema vacinal: 1ª dose aos dois meses de idade; 2ª dose aos quatro meses de idade e reforço aos 12 meses de idade. A criança de 12 meses que não fez as doses anteriores faz apenas uma dose
Meningocócica C

Esquema vacinal: 1ª dose aos três meses de idade; 2ª dose aos cinco meses de idade e reforço aos 12 meses de idade. Também está disponibilizada, até fevereiro de 2023, para crianças até 10 anos de idade não vacinadas e para trabalhadores da saúde. A criança de 12 meses que não fez as doses anteriores faz apenas uma dose.
Meningocócica ACWY (conjugada)

Protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y
Esquema vacinal: uma dose em adolescentes de 11 e 12 anos de idade, a depender a situação vacinal. Até junho de 2023 adolescentes de 13 e 14 anos de idade também poderão se vacinar

Foto por Betânia Ramalho da Silva

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Saúde

Crianças de 6 meses a 2 anos completos começam a ser vacinadas contra covid-19 na quarta-feira (23/11) em Caxias

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Secretaria Municipal da Saúde também informa alterações no cronograma para pessoas de 12 anos ou mais; confira serviço completo

Caxias do Sul inicia, na próxima quarta-feira (23/11), a vacinação contra covid-19 de crianças de seis meses a dois anos completos (até 2 anos, 11 meses e 29 dias) com comorbidades (veja lista anexa). O Município inicia essa etapa com 610 doses do imunizante Pfizer pediátrica baby, que foi autorizado pela Anvisa para esse público-alvo.

A vacinação com a Pfizer baby ocorrerá nas quartas-feiras nas sete Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de horário estendido, das 8h às 18h. A definição de dia e horário se deve à otimização das vacinas, uma vez que cada frasco contém 10 doses e a durabilidade é de poucas horas após descongelamento e abertura. Cada criança de seis meses a dois anos fará três doses, sendo a segunda quatro semanas após a primeira e a terceira oito semanas após a segunda. Será necessário apresentar CPF (pode ser certidão de nascimento com CPF), Cartão SUS e comprovar a comorbidade, por meio de atestado ou receita médica.

A SMS também faz alterações, a partir de segunda-feira (21/11) na aplicação de primeira, segunda a terceira doses (12 anos ou mais) e quarta doses (25 anos ou mais em geral, 18 ou mais com comorbidades, profissionais de saúde ou 12 anos ou mais com imunossupressão). Devido ao estoque limitado de vacinas, esses públicos passam a ser atendidos nas segundas e sextas-feiras em 19 UBSs (veja abaixo). Nas quatro farmácias São João parceiras há, todos os dias da semana, segunda e terceira doses para pessoas de 18 anos ou mais e quarta dose para quem tem 25 anos ou mais.

Nada muda em relação à vacinação de crianças de 5 a 11 anos (que segue nas terças e quintas-feiras nas sete UBSs de horário estendido) e também para a segunda dose de Coronavac para crianças de três e quatro anos (por agendamento nas sete UBSs de horário estendido). A primeira dose para crianças de três e quatro anos segue temporariamente suspensa, em função da baixa disponibilidade de Coronavac.

No final de semana (19 e 20/11) a vacinação segue normalmente em quatro lojas das farmácias São João.

SERVIÇO – Sábado e domingo (19 e 20/11)

Farmácia São João:

  • Avenida Júlio de Castilhos 2411, Centro, próximo à loja Mariani.
  • Rua Luiz Michielon 1364, Cruzeiro, próximo ao Multi Viganó.
  • Rua Moreira Cesar 460, Pio X, próximo ao Vantajão Atacado.
  • Avenida Rubem Bento Alves, 5051, Santa Catarina, próximo à Casa de Pedra.
  • Realiza vacinas para pessoas de 18 anos ou mais: segunda (exceto Coronavac), terceira e quarta doses (25 anos ou mais); reforços da Janssen.
  • Horários: Sábado das 8h às 17h; domingo das 9h às 17h.

SEGUNDA A SEXTA-FEIRA (conforme cada descrição abaixo)

PONTOS DE APOIO

Farmácia São João:

  • Avenida Júlio de Castilhos 2411, Centro, próximo à loja Mariani.
  • Rua Luiz Michielon 1364, Cruzeiro, próximo ao Multi Viganó.
  • Rua Moreira Cesar 460, Pio X, próximo ao Vantajão Atacado.
  • Avenida Rubem Bento Alves, 5051, Santa Catarina, próximo à Casa de Pedra.
  • Realiza: vacinas para pessoas de 18 anos ou mais: segunda dose (exceto Coronavac), terceira e quarta doses (25 anos ou mais); reforços da Janssen.
  • Horário: das 8h às 17h.

UNIDADES BÁSICAS

** 1ª dose crianças de 6 meses a 2 anos completos (até 2 anos, 11 meses e 29 dias) COM COMORBIDADES.

Quando e onde: quartas-feiras nas UBSs Cinquentenário, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Eldorado, Esplanada, Reolon, Vila Ipê: 8h às 18h.

** 2ª dose Coronavac (crianças de 3 e 4 anos)

Quando e onde: POR AGENDAMENTO nas UBSs Cinquentenário, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Eldorado, Esplanada, Reolon, Vila Ipê.

Contatos para agendamento:

  • UBS Cinquentenário: 3901-2313 3901-2314 e WhatsApp 99911-4582.
  • UBS Cruzeiro: 3901-2515 e 3901-1211.
  • UBS Desvio Rizzo: WhatsApp 98448-9371.
  • UBS Eldorado: 3901 1366, 3901-8932, 3901-2308, WhatsApp 98434-6794.
  • UBS Esplanada: 3901-1239, 3901-1300, WhatsApp 98448-6679.
  • UBS Reolon: 3901-1202, 3901-2529, WhatsApp 984497409.
  • UBS Vila Ipê: WhatsApp 984498752.

** 1ª dose: crianças de 5 a 11 anos

2ª dose Pfizer pediátrica: 5 a 11 anos

  • Quando e onde: TERÇAS E QUINTAS-FEIRAS nas seguintes UBSs: Cinquentenário, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Eldorado, Esplanada, Reolon, Vila Ipê: 8h às 19h.

**1ª dose, 2ª e 3ª doses: 12 anos ou mais

4ª dose: pessoas de 18 anos ou mais COM COMORBIDADES; acamados; pessoas de 25 anos ou mais em geral; profissionais de saúde; imunocomprometidos de 12 anos ou mais.

  • Quando e onde: segundas E sextas-feiras nas seguintes UBSs:

– Centro de Saúde, Cristo Redentor, Fátima Alta, Madureira, Planalto, Planalto-Rio Branco, Rio Branco, Santa Lúcia Cohab, São Caetano, São José, São Leopoldo, Serrano: 8h às 15h.

– Cinquentenário, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Eldorado, Esplanada, Reolon, Vila Ipê: 8h às 19h.

OBS: UBSs Criúva, Fazenda Souza, Santa Lúcia do Piaí, Vila Cristina, Vila Oliva e Vila Seca vacinam POR AGENDAMENTO.

** Reforços da Janssen: todas UBSs, enquanto houver disponibilidade de doses.


> > ESQUEMA DE DATAS PARA VACINADOS COM ASTRAZENECA, CORONAVAC OU PFIZER NA 1ª APLICAÇÃO:

SEGUNDA DOSE:

Vacinados com AstraZeneca/ Oxford e Pfizer/ Biontech: 8 semanas após a primeira dose

Vacinados com Coronavac/ Butantan: 28 dias após a primeira dose

Vacinados com Pfizer pediátrica baby: 4 semanas após a primeira dose


TERCEIRA DOSE:

– Crianças de 6 meses a 2 anos completos: 8 semanas após a segunda dose

– Pessoas de 12 anos ou mais: quatro meses após a segunda dose.

– Pessoas de 12 anos ou mais imunocomprometidas: dois meses após a segunda dose.


QUARTA DOSE:

Pessoas de 25 anos ou mais em geral; trabalhadores da saúde; pessoas de 12 anos ou mais COM COMORBIDADES: Quatro meses após a terceira dose.


> > ESQUEMA PARA VACINADOS COM JANSSEN NA PRIMEIRA APLICAÇÃO

1º Reforço (2ª dose)

– Pessoas de 18 anos ou mais que foram vacinadas com 1 dose de Janssen há 2 meses ou mais.

– Pessoas de 18 anos ou mais imunocomprometidas vacinadas com 1 dose de Janssen há 8 semanas ou mais.

2º Reforço (3ª dose)

– Pessoas de 18 anos ou mais que fizeram o 1º reforço há 4 meses ou mais.

3º Reforço (4ª dose)

– Pessoas de 25 anos em geral ou de 18 ou mais COM COMORBIDADES ou mais que fizeram o 2º reforço há quatro meses ou mais.


OBS:

Lista de casos que se enquadram como imunossupressão: tinyurl.com/casos-imuno.

Lista de comorbidades: tinyurl.com/comorbidade

Lista de comorbidades para crianças de 6 meses a 2 anos: tinyurl.com/covid-bebes


Foto por Betânia Ramalho da Silva

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Saúde

Caxias do Sul passa a oferecer gratuitamente aos estudantes da rede municipal exame não disponível pela tabela SUS

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Tratamento pelo sistema público depende de verificação que até então só podia ser obtida por plano de saúde ou pagamento particular

Em uma sala de aula, enquanto a professora fala, misturam-se o barulho de conversas paralelas, carros passando na rua, alguém andando pelo corredor, uma porta batendo lá longe, a bagunça do recreio ou o alarido típico de uma atividade de educação física, ocorrendo no pátio. Como qualquer pessoa que tenta prestar atenção em algum assunto, o estudante precisa isolar todo ruído ao redor e se concentrar apenas no que está sendo dito pela educadora. A esta habilidade dá-se o nome de Processamento Auditivo Central (PAC). Só que nem sempre ela funciona muito bem. E quando isso acontece, os sons ficam todos embaralhados no cérebro e surgem, entre outros problemas, dificuldades de aprendizagem e de comunicação. O problema tem solução, com tratamento disponível pelo SUS. Mas o encaminhamento depende de um exame não coberto pelo sistema público: para conseguir, só pagando particular. Uma realidade que começa a mudar para os estudantes da rede municipal de Caxias do Sul.

A partir da segunda quinzena de novembro, a Secretaria Municipal de Educação (SMED), graças a uma parceria inédita com a Associação Cultural e Científica Virvi Ramos – por meio do Centro de Saúde Clélia Manfro –, passa a oferecer gratuitamente a aferição de Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) a todos os matriculados. O serviço estará disponível durante todo o período letivo – ou seja, até a primeira quinzena de dezembro de 2022, com retorno em fevereiro de 2023. Como a atividade conta com participação das acadêmicas de fonoaudiologia da Faculdade Fátima, o calendário de atendimentos coincide com o de aulas. A partir do resultado do exame, que verifica ou não eventuais anormalidades na capacidade auditiva, se encaminha o estudante para tratamento via UBS.

“É diferente de um exame de surdez, por exemplo, que é o mais conhecido e está coberto pelo SUS. O exame do Processamento Auditivo Central se refere ao conjunto de habilidades específicas das quais o indivíduo depende para compreender o que ouve”, explica a fonoaudióloga Anelise Andrade, integrante do COMUNICAR – Núcleo de Fonoaudiologia da SMED.

Recentemente, pesquisas têm constatado a relação do Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) com dificuldades e transtornos específicos de aprendizagem.

“A possibilidade de disponibilizar este exame gratuitamente na rede municipal de ensino é um achado muito positivo para a educação. Muitas vezes os profissionais se veem limitados nas intervenções com os estudantes, cuja evolução dos aspectos da aprendizagem está comprometida em função da alteração do Processamento Auditivo Central. Há estratégias cientificamente comprovadas de reabilitação das habilidades auditivas alteradas, possibilitando um melhor desempenho escolar”, comenta a diretora Pedagógica da SMED, Paula Martinazzo.

O transtorno pode ser tratado com terapia fonoaudiológica específica, disponível via SUS, porém, para isto, é necessária a Avaliação do Processamento Auditivo Central (APAC) que aponta as habilidades auditivas comprometidas e sugere condutas necessárias.

“Quem faz a solicitação do exame é o médico ou profissional de fonoaudiologia e a escola, por meio de uma ficha, faz o encaminhamento. É uma simples série de testes, não dói nada. Se for percebida alguma alteração, se encaminha o estudante para terapia fonoaudiológica na rede municipal de saúde”, informa a fonoaudióloga Anelise Andrade.

Como é feito o encaminhamento

  • O estudante deve possuir solicitação médica ou fonoaudiológica para realizar a Avaliação do Processamento Auditivo. A solicitação deve ser entregue à escola pelo responsável do estudante
  • A escola preenche a ficha de encaminhamento para a avaliação, disponível na página do COMUNICAR no Portal da Educação e anexa a solicitação entregue pelo responsável
  • A escola entrega a documentação, de forma física, no Setor Pedagógico da Secretaria Municipal da Educação para as fonoaudiólogas do COMUNICAR e aguarda o contato para o agendamento do exame

Orientações gerais para o exame

  • O exame pode ser realizado apenas em crianças a partir dos sete anos de idade
  • Ir bem alimentado e descansado
  • A criança não pode estar gripada no dia do exame
  • Caso a criança faça uso de medicações contínuas, utilizar a medicação normalmente no dia do exame
  • O exame é realizado em um único dia, mas com duas sessões com duração de 1 hora e 30 minutos cada
  • Comparecer no horário marcado, acompanhado do responsável, com os exames audiológicos (se possuir)

Fotos: Samuel Maciel

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