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Tocha Surdolímpica percorrerá ruas de Farroupilha e Caxias do Sul no próximo sábado

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28 pessoas entre atletas, ex-atletas e organizadores, todos surdos, se revezarão no percurso, que terá saída do Santuário de Caravaggio, às 10h e chegada na Catedral

Na véspera da abertura oficial da 24ª edição das Surdolimpíadas de Verão, que acontece de 1º a 15 de maio, no sábado, 30 de abril, teremos o percurso da Tocha Surdolímpica pelas ruas de Farroupilha (subsede) e Caxias do Sul (sede oficial do evento). A partir das 10h de sábado, a tocha sairá do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio e percorrerá, através de um revezamento com 28 atletas, ex-atletas e organizadores, todos surdos e brasileiros, as ruas e estradaS até chegar à Catedral Diocesana, em frente à Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul.

O ex-surdoatleta brasileiro, Dauber Roque, que no início de abril, encontrou a comitiva brasileira e os organizadores da Surdolimpíada, em Paris (sede da primeira edição em 1924), quando receberam a tocha, será o primeiro a transportá-la. Cada participante do revezamento percorrerá aproximadamente 1km com a tocha. O Presidente do Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD), Gustavo Perazzolo, encerrará o trajeto.

Perazzolo receberá a tocha em frente à Igreja de São Pelegrino e a conduzirá pela Rua Sinimbu até a Catedral Diocesana. No domingo, durante o espetáculo de abertura, a tocha será acesa simbolicamente e então, ficará exposta na Praça Surdolímpica, montada no Centro de Eventos da Festa da Uva.

Confira abaixo a última atualização de modalidades, calendário e locais de competição da 24ª Surdolimpíadas de Verão:

  • ATLETISMO – DE 07 A 14 DE MAIO – COMPLEXO ESPORTIVO SESI
  • MARATONA – 15 DE MAIO – RUAS CENTRAIS DE CAXIAS DO SUL
  • BADMINTON – 02 A 11 DE MAIO – CIE (CENTRO DE INICIAÇÃO AO ESPORTE)
  • BASQUETE – 03 A 13 DE MAIO – GINÁSIO DO SESI E GINÁSIO DO VASCÃO
  • CICLISMO – 02 A 08 DE MAIO – SANTUÁRIO DE CARAVAGGIO (FARROUPILHA)
  • FUTEBOL – 30 DE ABRIL A 15 DE MAIO – ESTÁDIO CENTENÁRIO, FUNDAÇÃO
  • MARCOPOLO, ESTÁDIO MUNICIPAL, CAMPO DO SANTA LÚCIA, CAMPO DO GIANELLA e
  • ESTÁDIO DAS CASTANHEIRAS (FARROUPILHA, SEDE DO FUT.FEMININO).
  • GOLF – 07 A 11 DE MAIO – GOLF CLUB CAXIAS DO SUL
  • HANDEBOL – 02 A 14 DE MAIO – UCS (UNIV. DE CAXIAS DO SUL)
  • JUDÔ – 03 A 05 DE MAIO – RECREIO DA JUVENTUDE
  • kARATÊ – 02 A 04 DE MAIO – UCS
  • LUTA LIVRE – 13 E 14 DE MAIO – UCS
  • LUTA GRECO-ROMANA – 10 E 11 DE MAIO – UCS
  • MOUNTAIN BIKE – 10 DE MAIO – SALTO VENTOSO (FARROUPILHA)
  • NATAÇÃO – 02 A 09 DE MAIO – RECREIO DA JUVENTUDE (SEDE GUARANY)
  • ORIENTAÇÃO – 06 A 14 DE MAIO – ÁREAS URBANA E RURAL DE CAXIAS
  • TAEKWONDO – 06 A 08 DE MAIO – UCS
  • TÊNIS – 03 A 13 DE MAIO – RECREIO DA JUVENTUDE
  • TÊNIS DE MESA – 05 A 11 DE MAIO – GINÁSIO MUN. DE FARROUPILHA
  • TIRO ESPORTIVO – 02 A 12 DE MAIO – CLUBE CAXIENSE DE CAÇA E TIRO
  • VÔLEI – 04 A 13 DE MAIO – FUNDAÇÃO MARCOPOLO
  • VÔLEI DE PRAIA – 03 A 13 DE MAIO – UCS

Sobre as Surdolimpíadas

A Surdolimpíadas é um evento multidesportivo internacional, organizado pelo Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD – International Committee of Sports for the Deaf). A primeira edição, realizada em Paris em 1924, foi também o primeiro evento esportivo para pessoas com necessidades especiais.

A Surdolimpíadas de Verão acontece a cada 4 anos e é o evento multidesportivo mais antigo, depois dos Jogos Olímpicos. Para a 24ª edição de Verão, espera-se receber 5.000 pessoas entre surdoatletas, delegados e comissões técnicas e equipes de mais de 70 países.

Como marco histórico, o Brasil será o Primeiro País da América Latina a sediar os Jogos Surdolímpicos de Verão, que será também o maior evento poliesportivo já realizado no Rio Grande do Sul.

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Metalúrgicos de Caxias do Sul aprovam reajuste salarial de 6% e piso de R$ 2,5 mil

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Fernando Santos

Aumento no valor básico da remuneração chega a mais de 19%.

A assembleia geral extraordinária do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região aprovou o reajuste salarial da categoria para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 (CCT)

Os mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras que participaram da plenária, realizada na noite quinta-feira (23), no auditório da Sede Central da entidade, aprovaram, por unanimidade, contraproposta apresentada pela direção do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) para o dissídio coletivo da categoria, durante reunião pela manhã, com a diretoria executiva do sindicato dos trabalhadores.

A classe metalúrgica vai receber 6% de reajuste salarial, sendo 5,5% retroativos a 1º de junho (data-base) e 0,5%, em dezembro. Deste percentual, 4,42% equivale ao INPC (reposição da inflação) e 1,58% de ganho real. No Estado, o índice é maior que os dissídios de Bento Gonçalves (5,3%) e de Porto Alegre (5,2%).

Também foi aprovado o piso salarial de R$ 2,5 mil, a partir de dezembro. Ele passa para R$ 2,3 mil na data-base e chega ao valor total, no último mês do ano. novo piso significa um aumento de 19,73% em relação ao atual, que é R$ 2.088.

Outra demanda acordada entre os sindicatos dos trabalhadores e patronal foi a proibição de câmeras nas linhas de produção. Não houve acordo com relação à redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais.

O presidente, Paulo Andrade, destaca a mobilização da categoria.

Esse dissídio é uma grande conquista para a categoria. A proposta patronal foi aprovada, por unanimidade, e isso demonstra a nossa mobilização. Isso vai ficar na nossa história. Os 6% de aumento, o piso de R$ 2,5 mil e o fim das câmeras de vídeo nas linhas de produção são um avanço para categoria metalúrgica de Caxias do Sul e região. Mobilizados, sempre vamos conseguir conquistar nossos objetivos. Confiem e se associem no Sindicato. Esse dissídio demonstra que vale a pena”, afirmou.

Já o presidente licenciado, Assis Melo, exaltou a força da classe metalúrgica.

A proposta é conquista de cada trabalhador e trabalhadora e ninguém vai tirar de nós. Nossa categoria tem que levantar a cabeça. É preciso que se fortaleça a nossa consciência de classe. Está de parabéns a direção do Sindicato e cada homem e mulher que trabalha nessa categoria”, destacou.

A negociação durou mais de dois meses. A pauta havia sido entregue à direção do Simecs, no dia 20 de maio. Posteriormente, ocorreram três reuniões da mesa de negociações.

Enquanto isso, o Sindicato realizou assembleias em portas de várias fábricas, três assembleias gerais extraordinárias e distribuição de panfletos informativos para mobilizar a categoria pelo dissídio coletivo.

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Mortes violentas caem 8,2% no país em 2025; feminicídios aumentam 4%

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Agência Brasil

Anuário Brasileiro de Segurança Pública foi divulgado nesta quinta.

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 – uma diminuição de 8,2%. 

Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024.

A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguidos de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.  

Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. Em 2012, essa taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes.

No último ano, registraram queda os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente.

Apesar da queda na média nacional das MVI, sete unidades da federação tiveram alta em comparação com os dados do ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

De acordo com o relatório, os demais estados apresentaram reduções nas MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%). Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%) São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranhão (-2,2%). 

Feminicídios

Em 2025, os registros do Anuário de Segurança Pública mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015.

Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024).

As tentativas de feminicídio, segundo o Anuário, também continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação a 2024, ou seja, para cada feminicídio consumado registrado no país em 2025 houve quase três tentativas.

Segundo a publicação, considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.

Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada.

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Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a valer

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Agência Brasil

Brasil aposta em diversificar mercados para contornar restrições.

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. 

A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).

Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos; máquinas e equipamentos; autopeças e calçados. Praticamente, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.

Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com o estado economicamente mais forte do país concentrando, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.

Políticas brasileiras

O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos.

Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação:

  1. pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais;
  2. desmatamento ilegal;
  3. acesso ao mercado de etanol;
  4. combate à corupção;
  5. proteção da propeidade intelectual;
  6. acordos preferenciais com México e Índia.


O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.

Diversificação

Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Avalia também flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.

Já a Apex-Brasil prevê a divulgação, em agosto, de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente, para União Europeia, países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.

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