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Sob pressão do agro, extinção de reserva extrativista vira bandeira eleitoral na Amazônia

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Moradores tradicionais da Reserva Extrativista Jaci-Paraná, onde já há mais pasto que floresta, foram expulsos à bala
O piloto conduz o barco rio acima até avistar a casa que está buscando. Ao perceber que há gente na propriedade, baixa o tom de voz e evita se aproximar da margem para não ser visto. Quem olha a cena de longe pode ter a falsa impressão de que ele entrou ilegalmente na Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná, uma unidade de conservação em Rondônia criada para proteger de invasores as famílias que vivem da extração da seringa, da castanha, do açaí e de outros frutos da Amazônia.
Mas nesse território que se estende pela área de três municípios, inclusive a capital Porto Velho, essa lógica se inverteu. Dali, do meio do rio, Rodrigo* vê a casa que ajudou os pais a construírem ser utilizada por grileiros como base para a destruição da floresta que antes complementava o sustento familiar. “Eu tô com raiva, tô com ódio”, desabafa, constatando que a roça de macaxeira do pai e os pés de frutas nativas como cupuaçu e abacaxi cultivados pela mãe foram substituídos por bois e tratores.
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Em 2018, o casal de extrativistas decidiu fugir do local depois que a casa foi alvejada com tiros de arma de fogo enquanto eles trabalhavam. Antes disso, em duas ocasiões, os cadeados que trancavam as portas foram trocados durante sua ausência.
Desde então, a situação só piorou: de acordo com dados do governo do Estado, já há 765 fazendas dentro da unidade de conservação. E a proximidade das eleições acirra mais os ânimos: “Politicamente, não interessa ao Estado proteger a reserva, que é a mais visada pelos políticos de Rondônia [para extinção]”, analisa Aidee Torquato, ex-promotora do Ministério Público Estadual, que esteve à frente de muitas ações para impedir o fim da área verde.
Na Resex Jaci-Paraná tudo funciona com o sinal contrário. Quase 30 anos após sua criação, há mais pasto do que floresta por lá — embora a lei proíba a pecuária dentro da unidade de conservação. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 55,3% dos seus 191.234 hectares já foram transformados em capim.
via GIPHY / Infográfico por: Pedro Papini
Apenas dois moradores tradicionais resistem em seus terrenos, mas a população de bovinos cresce exponencialmente sob a proteção dos órgãos oficiais do Estado, que faz, inclusive, o controle de vacinação do rebanho ilegal contra febre aftosa. Enquanto o filho de extrativistas precisa falar baixo e olhar sempre para os lados, evitando ser visto, os invasores criam associações, fazem lobby e erguem faixas pedindo “regularização fundiária“. E o poder público está do lado deles.
“A gente tem que parabenizar essas pessoas que estão trabalhando, ralando, com a mão calejada. Esse é o bandido? Não, eu acho que esse é um herói, deveria ter recebido um prêmio”, defende Evandro Padovani, que até março de 2022 era o secretário de Agricultura de Rondônia — dias depois da declaração dada à reportagem ele deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSC (Partido Social Cristão). Em 2018, terminou a disputa como suplente, concorrendo com o slogan “Padovani da Agricultura”, que segue ativo em suas redes sociais e deve ser novamente sua plataforma eleitoral.
Evandro Padovani, que até março de 2022 era o secretário de Agricultura de Rondônia, defende publicamente os agricultores que invadiram ilegalmente a Resex / Otávio Lino
Em 2021, o governador Marcos Rocha (União Brasil), que se elegeu na esteira do bolsonarismo e busca mais quatro anos de mandato, contrariou pareceres da própria Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e da Procuradoria Geral do Estado e enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que praticamente acabava com a Resex. O texto, aprovado sem votos contrários pelos parlamentares — dos 24, 17 votaram a favor do projeto e sete se abstiveram — diminuiria em 90% a área da Resex, de 191 mil para 22 mil hectares.
Saiba mais: Parlamento de Rondônia reduz em 90% reserva Jaci-Paraná em prol da pecuária ilegal
A tentativa de redução da Resex foi freada apenas pelo Judiciário, que considerou a lei inconstitucional — mas parte do estrago já estava feito. “Medidas como essas vão fomentando cada vez mais a invasão, porque dão a ilusão de que em algum momento essas pessoas vão ser regularizadas”, diz Paulo Bonavigo, biólogo e presidente da Ecoporé, uma organização sem fins lucrativos que luta pela proteção do meio ambiente em Rondônia.
A Resex Jaci-Paraná é uma das unidades de conservação onde o desmatamento mais cresce no Brasil, conforme números do Inpe. Não por acaso, está localizada no estado amazônico que mais destruiu suas florestas. “Por causa do agronegócio, Rondônia sempre teve um movimento conservador e antiambiental muito forte. A eleição de Bolsonaro legitimou esse discurso e empoderou ainda mais os invasores”, explica Paulo Bonavigo.
O próprio presidente já teceu elogios à atuação dos deputados de Rondônia, estado que virou um balão de ensaio para as políticas de desregulamentação ambiental patrocinadas pelo governo de Jair Bolsonaro. Por isso, o risco é que a extinção de Jaci-Paraná abra um precedente perigoso para as outras áreas protegidas da Amazônia, cuja preservação é essencial para evitar o avanço do aquecimento global.
“O último relatório do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês] mostra que a Amazônia está perdendo o poder de fazer o equilíbrio climático, de resgatar o carbono da atmosfera”, destaca Txai Suruí, liderança indígena de Rondônia que em 2021 capturou a atenção de importantes chefes de Estado ao discursar na tribuna principal da COP 26, a Conferência Mundial do Clima.
“A Amazônia está perdendo o poder de fazer o equilíbrio climático”, destaca Txai Suruí / Otávio Lino
“Essa destruição passa também por comunidades que sempre viveram da floresta e agora estão sofrendo [com invasões e expulsões]”, completa Txai, também coordenadora da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, que trabalha na defesa dos povos indígenas e do meio ambiente há 30 anos.
Peixe grande, peixe pequeno
Dona Cláudia*, mãe de Rodrigo, não teve tempo nem de sentir o gosto dos abacaxis que estavam começando a brotar quando ela e o marido, Roberto*, tiveram que sair fugidos da casa na beira do Rio Jaci-Paraná. A horta com couve, pimenta, cebola e outros temperos também ficou para trás, junto com uma boa parte da saúde de seu Roberto, que nunca se adaptou à vida em Porto Velho, para onde foram após escapar dos invasores.
“Era um monte de homem chegando armado. O trator veio na frente abrindo a estrada, tirando madeira. A casinha ficou lá, tava toda pintadinha”, lembra o idoso.
Assim como eles, a maioria das cerca de quarenta famílias de extrativistas que viviam na Resex Jaci-Paraná quando ela foi criada, em 1996, foi embora por conta das ameaças — realidade que se materializa nas casas abandonadas dentro da reserva. “A gente não vivia em paz, estava sempre assustado. Escutava pau caindo, eles abrindo mato, derrubando para plantar capim para o gado”, conta Isabel*, que também se viu obrigada a largar a floresta às pressas, deixando para trás a máquina de costura e a casa de farinha. “A minha vida foi só em seringal. Eu nunca morei na cidade, assim como tô agora. Eles tiraram meu sossego, minha paz.”
Na Resex Jaci-Paraná, é possível ver algumas das casas abandonadas pelos extrativistas expulsos por fazendeiros / Otávio Lino
Para Gustavo*, a ameaça chegou uma década atrás, pela boca de um homem armado: “O peixe maior é costume engolir um monte de menor”, disse o invasor.
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Sabedor de seu direito àquela terra, garantido por lei, Gustavo foi ao Ministério Público, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), à delegacia ambiental, ao governo do Estado. Mas enquanto era mandado de um órgão público para o outro, viu as invasões ganharem corpo. Sem apoio, teve que deixar seu lote e passou a viver de favor. “Eles entraram como se fossem um bando de bicho, devorando tudo, vieram com trator, com caminhão. Hoje você só vê capim e boi berrando. Mais nada”, recorda.
Rebanho ilegal cresce 300% em sete anos
Documentos oficiais do governo do Estado mostram que em janeiro de 2022 havia 174.406 cabeças de gado na área protegida — número quase 300% maior do que o registrado em 2015, quando foi feito o primeiro levantamento do rebanho ilegal na Resex.
Parte desses animais abastece diferentes frigoríficos de Rondônia, inclusive aqueles pertencentes a grandes empresas que se comprometeram publicamente a não comprar animais de áreas desmatadas ilegalmente. No ano passado, o jornal estadunidense The New York Times revelou que bois criados na reserva foram comprados por frigoríficos da JBS, Marfrig e Minerva. No caso da JBS, a mesma prática já havia sido denunciada anteriormente pelo ((o))eco e pela Anistia Internacional.
A JBS afirma que essas publicações tinham erros metodológicos e que demonstrou, em cada um dos casos, a regularidade de suas compras. No caso da Marfrig, flagrada pela reportagem do The New York Times buscando gado dentro da Resex, a empresa disse que o erro foi da transportadora que embarcou os animais.
Já a Minerva argumenta que a falta de transparência sobre a movimentação do gado impede o monitoramento da origem dos animais desde o nascimento. Como o gado costuma passar por duas, três ou mais fazendas antes de chegar ao frigorífico, as empresas ficam sujeitas a manobras dos produtores que “lavam” o gado de Jaci-Paraná em fazendas regulares no entorno da reserva. Confira a íntegra das respostas das empresas aqui.
Impedir que os animais criados ilegalmente dentro da Resex chegassem aos consumidores, garantindo lucros para os pecuaristas irregulares, foi uma das maiores brigas de Aidee Maria Moser Torquato ao longo dos 18 anos em que esteve à frente da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Para isso, ela adotou a estratégia de pressionar a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do estado (Idaron) para que tomasse medidas concretas contra o rebanho ilegal.
Governo de Rondônia fecha os olhos para a ocupação ilegal da reserva para criação de gado / Otávio Lino
O órgão é responsável por garantir que os animais sejam vacinados contra a febre aftosa, por isso sabe quem são os pecuaristas e detém informações preciosas sobre o fluxo comercial entre criadores e frigoríficos. A agência, inclusive, emite os documentos que autorizam o trânsito dos animais de uma fazenda para outra e dessas para os abatedouros.
Caso se abstivesse dessas tarefas, sob a alegação da irregularidade dos bovinos dentro de uma reserva extrativista, o Idaron estrangularia a cadeia que fomenta a grilagem.
Mas as recomendações de Torquato foram solenemente ignoradas pelas autoridades do governo do Estado. “Como o Idaron faz vista grossa e não denuncia quem invadiu a Resex? Como emite a Guia de Trânsito Animal sem questionar a origem do gado? Isso só interessa a quem está lá produzindo gado e enriquecendo”, lamenta a ex-promotora, que se aposentou em 2020.
A reportagem entrou em contato com o Idaron, com a Sedam e o gabinete do governador Marcos Rocha, mas não obteve retorno.
A carne produzida nos municípios que abrangem a Resex Jaci-Paraná é exportada, principalmente para Hong Kong, região autônoma da China, mas também para o Egito, Rússia, Itália, Alemanha, Suiça e Dinamarca e outros 37 países.
Para Ivaneide Bandeira Cardozo, a Neidinha Suruí, coordenadora de projetos da Kanindé, quem compra essa carne também tem sua parcela de culpa na tragédia socioambiental da Amazônia. “Há uma guerra do setor econômico contra a natureza, contra os povos indígenas, contra os extrativistas, e essa guerra destrói o planeta. Nós só vamos parar essa devastação quando o mercado internacional der um basta.”
“Nós só vamos parar essa devastação quando o mercado internacional der um basta”, diz Neidinha Suruí / Otávio Lino
Governo desobedece a Justiça
Desde 2004, já houve pelo menos três decisões judiciais determinando a saída dos invasores da Resex Jaci-Paraná, a restauração da vegetação nativa e o pagamento de multas por parte dos grileiros, mas elas tampouco tiveram efeitos. “O Estado nunca cumpriu”, lembra Torquato.
A exceção foi o período entre 2011 e 2013, em que o hoje ambientalista da Ecoporé Paulo Bonavigo esteve à frente do órgão estadual responsável pela proteção das unidades de conservação do estado e tentou forçar a retirada do gado da área por meio de bloqueios nas estradas de acesso à Resex. O objetivo era impedir a entrada de novos animais e de qualquer insumo à atividade agropecuária. A pressão dentro e fora do governo, no entanto, acabou minando a iniciativa e o levou a deixar o cargo. “Às vezes vinha um assessor de deputado me procurar, ou mesmo advogados ligados a políticos, querendo achar uma brecha legal para manter a invasão”, conta.
Em um estado que tem o agronegócio como carro-chefe da economia, a luta contra a Resex Jaci-Paraná virou bandeira eleitoral. A Assembleia Legislativa do Estado já tentou extinguir ou reduzir a unidade de conservação quatro vezes: em 2014, 2018, 2020 e em 2021, cujo ponto de partida foi um projeto de lei do governador do Estado.
“Essa pauta de redução de unidades de conservação é uma bandeira eleitoral em Rondônia há muitos anos”, explica Paulo Bonavigo, da Ecoporé, que acredita que este ano não será diferente. “Se você pensar que há cerca de 1.600 famílias vivendo ilegalmente dentro da Resex Jaci-Paraná, isso já é quase voto o suficiente para eleger um deputado.”
Por isso, não surpreende que, a 12 quilômetros de onde Rodrigo chora a casa que um dia foi sua, mas ainda dentro do perímetro protegido de Jaci-Paraná, João Marcelo da Silva faça planos de se candidatar a vereador mirando no voto dos grileiros. Ele é presidente da Aparar (Associação dos Pequenos Agricultores Rurais do Assentamento Renascer), que representa invasores assumidos: “Quando chegamos aqui sabíamos que era reserva”, admite. “Só que todo mundo precisava dum pedaço de terra para manter o sustento”, justifica.
“Quando chegamos aqui sabíamos que era reserva”, admite João Marcelo da Silva, presidente da Aparar / Otávio Lino
Silva exibe uma faixa com os dizeres “Nós queremos o zoneamento e a regularização fundiária da área da Resex Jaci-Paraná” e acredita que a regularização dos grileiros será o trampolim para sua candidatura. “Antes de deitar tem que fazer a cama”, brinca. Trânsito na política oficial Silva já tem — segundo ele, foi a seu pedido que a prefeitura de Porto Velho mandou a retroescavadeira que consertava a estrada dentro da área invadida.
Embora os defensores do fim da Resex argumentem que quem está lá são pequenos produtores rurais, os dados do Idaron mostram que entre os invasores da unidade de conservação há pelo menos 21 fazendeiros com mais de mil cabeças de gado — em alguns casos, os rebanhos somam quase três mil animais, enquanto a média em propriedades familiares obtida pelo último censo agropecuário do IBGE é de 80 cabeças por propriedade em Rondônia.
“Nas investigações do Ministério Público detectamos empresários de outros ramos que exploram pecuária dentro da Resex, mas também laranjas. Pessoas que possuem o gado em seu nome, mas que não têm condição financeira para isso”, conta Aidee Torquato. “Já aconteceu de identificarmos uma cabeleireira com 500 cabeças de gado, por exemplo.”
“A gente vê desmatamentos de quase 1.000 hectares de uma hora pra outra, e isso exige muito dinheiro, então não são pessoas com pouca renda que foram invadindo essas áreas”, salienta Paulo Bonavigo, da Ecoporé.
Vitória do atrevimento
José Maria, um dos fundadores da Organização dos Seringueiros de Rondônia e principal liderança extrativista do Estado, ainda guarda as fotos tiradas em 9 de março de 1996, quando foi realizada a assembleia de criação da associação de extrativistas de Jaci-Paraná. Na imagem, cerca de trinta pessoas, a maioria homens, olham sorridentes para a câmera. Em outro retrato, Zé Maria e um companheiro tomam banho em um rio ainda cercado pela floresta densa, imagem rara atualmente dentro da área.
A extensão do estrago é o principal argumento de quem quer o fim da reserva. “A floresta a gente tem que cuidar enquanto ela não foi derrubada. Depois que derrubou, não adianta”, argumenta Padovani.
:: PL que flexibiliza regularização fundiária premia invasores, avaliam especialistas ::
Mas a Justiça brasileira não aceita a teoria do fato consumado – de que a retirada dos invasores é inútil porque o desmatamento já aconteceu – como justificativa para a perpetuação de crimes ambientais. O desembargador Miguel Monico Neto, do Tribunal de Justiça de Rondônia, reforça esse entendimento: “Seria uma vitória do atrevimento. Vamos premiar a ilegalidade?”, questiona o magistrado, que votou contra o projeto de redução da Resex na sessão que declarou a iniciativa inconstitucional.
“Juridicamente, não existe fato consumado quando o assunto é a proteção do meio ambiente. O que é ilegal é ilegal e tem que ser recuperado”, frisa Torquato, que desenvolveu, junto com técnicos do MP, um cálculo para cobrar indenizações pela perda de biodiversidade — dinheiro que poderia ser aplicado em programas de recuperação ambiental.
A justificativa de quem quer entregar a Resex aos invasores tampouco encontra respaldo na ciência e na experiência prática, já que a floresta já provou que é capaz de se recuperar pelo simples abandono da área. Apenas na Amazônia, pesquisadores identificaram 7,2 milhões de hectares passíveis de recuperação, o equivalente a 60% da meta assumida pelo Brasil no Acordo de Paris, de recuperar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. É quando se encerra o período que a ONU (Organização das Nações Unidas) designou como a “Década da Restauração” para inspirar e apoiar governos, empresas e sociedade civil a promoverem iniciativas de recuperação florestal em todo o mundo.
“Ao contrário do discurso do governo, a gente acredita que dá para recuperar a Resex, reflorestar, devolver aos seringueiros que foram expulsos e desenvolver com eles projetos de reflorestamento”, defende Neidinha. “A gente tem que devolver para a floresta aquilo que tiramos dela e só assim que a gente vai conseguir reverter essa crise pela qual estamos passando”, acrescenta Txai Suruí.
*Por questão de segurança, os nomes dos entrevistados foram modificados.
**Essa reportagem foi financiada pela WWF Brasil.

Roda-gigante na Praça, Av. Júlio iluminada e show da Família Lima são as principais
A Prefeitura de Caxias do Sul e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) lançaram na noite desta quarta-feira (27) o Natal Brilha Caxias 2025. O ato contou com um espetáculo cênico no Largo da Estação Férrea, promovido pela Secretaria Municipal da Cultura. As grandes novidades desta edição são a instalação de uma roda-gigante na Praça Dante Alighieri, quadras da Avenida Júlio de Castilhos iluminadas e o show da Família Lima na abertura da programação.
As boas-vindas a todos presentes coube ao presidente da CDL, Mauro Andreazza. Após, o Vice-prefeito e coordenador da ação, Edson Néspolo, apresentou a programação e as novidades a todos, agradecendo a parceria novamente com a CDL Caxias e os apoiadores Unimed Serra Gaúcha, SESC e Sicredi Pioneira. “A programação de Natal inicia no dia 18 de novembro, quando estaremos também inaugurando a revitalização aqui da Estação Férrea, com o show da Família Lima”, anunciou.
Néspolo também apresentou as atrações: uma roda-gigante na Praça Dante Alighieri e seis quadras da Av. Júlio de Castilhos iluminadas em um túnel de led, que irá permanecer no centro da cidade após o Natal. Serão iluminados ainda os prédios da CDL, Prefeitura e Câmara de Vereadores.
O Prefeito Adiló Didomenico também falou da parceria com a CDL e os apoiadores, destacou a expertise do Vice Néspolo com Natal, adquirida em Gramado, e destacou que o Natal este ano será um marco na nossa cidade e da Estação Férrea. “A Estação Férrea será finalmente um complexo cultural como se projetou lá no governo Sartori, quando o secretário da Cultura era o Toninho e Caxias era a Capital Nacional da Cultura, quando se iniciou a revitalização deste local, após o prefeito Alceu revitalizou a praça das feiras. Depois de uma lacuna, agora estamos dando andamento em um investimento de mais de R$ 8 milhões. Logo ali adiante vamos realizar a cobertura da praça das feiras para melhorar ainda mais seu aproveitamento”, destacou.
O Brilha Caxias 2025 também contará com programação cultural, com espetáculos em distritos e nos bairros. Atrações já tradicionais na cidade como o Grande Espetáculo de Natal, das Lojas Magnabosco, compõe a programação oficial.
Confira abaixo programação apresentada: Ainda não está fechada. Quem quiser acrescentar suas atrações, deve entrar em contato com a Secretaria da Cultura.
Decoração Natalina
De 18 de novembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026
Local: Praça Dante Alighieri e Av. Julio de Castilhos
Roda Gigante
De 18 de novembro a 28 de dezembro
Local: Praça Dante Alighieri
Papai Noel e Duendes
De 18 de novembro a 21 de dezembro
Local: Praça Dante Alighieri
Natal nos Bairros
De 18 de novembro a 21 de dezembro
Local: distritos e comunidades
Eventos
- Abertura do Natal Brilha Caxias – Inauguração da Praça da Estação
Show com Família Lima, animação com Cia. Garagem de Teatro e chegada do Papai Noel
Data: 18 novembro
Horário: 18h
Local: Praça da Estação Férrea
Em caso de chuva, o evento será transferido para o Teatro da FSG
- Acendimento das Luzes da Casa da Cultura, com grupo Tríadi
Data: 26 de novembro
Horário: 19h
Local: Em frente à Casa da Cultura
- Concerto Natalino, com a Orquestra Municipal de Sopros
Data: 27 de novembro
Horário: 20h
Local: a definir
- O Grande Espetáculo de Natal
Dias: 29 e 30 de novembro
Horário: 20h
Local: Casa Magnabosco
- 20º Magia do Natal no Vale Iluminado, Galópolis
De 2 a 21 de dezembro
- 34ª Encanto de Natal de Ana Rech
De 28 de novembro a 21 de dezembro
Visitação ao Parque Aldeia dos Presépios e Casa do Papai Noel
Desfile e chegada do Papai Noel
Procissão luminosa e encenação do Presépio Vivo
Feira de artesanato, apresentações artísticas e contação de histórias nas escolas
- Cantata de Natal da CIC Caxias 2025 – Um Natal com Identidade Brasileira
Data: 4 de dezembro
Horário: 19h30min
Local: estacionamento da CIC Caxias.
Em caso de chuva, o evento será no Restaurante Sica
- Missão dos Duendes – A Esperança do Natal – Cia Uerê
Show Boas Novas com Tatiele Bueno e Fran Duarte
Data: 5 de dezembro
Horário: 18h30min
Local: Praça da Estação Férrea
- Espetáculo “Kombinó, a Salvadora do Natal” – Circus Magic Show
Data: 6 de dezembro
Horário: 17h
Local: Vila Cristina
- Alice no Mundo Mágico do Natal – Projeto Impulso
Data: 6 de dezembro
Horário: 17h
Local: Praça da Estação Férrea
- Natal em Família na UCS
Data: 6 de dezembro
Horário: 19h30min
Local: Centro Cívico da UCS
Ajudantes de Noel – Ueba Produções Culturais
- Grupo de Câmara da UCS Orquestra e solistas convidados Grupo Tríadi
Data: 7 de dezembro
Horário: 16h
Local: Praça da Estação Férrea
- Natal Iluminado CDL Caxias
Data: 10 de dezembro
Horário: 18h
Local: Centro e São Pelegrino
Em caso de chuva, será transferido para 11 de dezembro
- 22ª Bênção de Natal na Praça dos Freis Capuchinhos e Sacerdotes
Data: 10 de dezembro
Horário: 9h às 18h
Local: Praça Dante Alighieri
- Comércio aberto até as 21h
Data: 10 de dezembro
Local: Centro e São Pelegrino
Em caso de chuva, será transferido para 11 de dezembro
- Cortejo Encantado com o Grupo Vértice
Concerto de Natal, com o tenor Celso Santos
Natal de Galpão, com Grupo Ueba Produções Culturais
Data: 12 de dezembro
Horário: 16h
Local: Praça da Estação Férrea
- Mensageiros do Natal, com Grupo Ueba
Data: 13 de dezembro
Horário: 16h
Local: Ana Rech
Alexandre Borges, com Canto Lírico de Natal
- Espetáculo Vizilia de Natal – Miseri Coloni
Data: 13 de dezembro
Horário: 16h
Local: Praça da Estação Férrea
- Tche Guri – “Natal do Sul”
Cia. Garagem de Teatro
Data: 14 de dezembro
Horário: 18h30min
Local: Praça da Estação Férrea
- Espetáculo Cênico Musical Tempo de Natal
Data: 18 de dezembro
Horário: 20h
Local: Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira Cesar)
- Itinerantes no Centro da Cidade
De 19 de novembro a 21 de dezembro
Horários: quintas e sextas-feiras, às 16h, e sábados, às 11h
Atrações:
Cortejo de Natal com Cia. Garagem de Teatro
Cortejo Musical Natalino com Trupe de Noel
Cortejo Natalino da Trupe de Maricas com Trupe de Maricas
Intervenção com Clown de Natal com Odelta Simonetti;
Cortejo Encantado com Vértice Produções Culturais
Terno de Reis – Cantorias de Natal com Juraci Reis e Violeiros Convidados
Cortejo Natalino Ajudantes de Noel com UEBA Produções Culturais
Kombi Maluca com Circus Magic Show
Cortejo Auto dos Gorros – Cia Espicula
Missão dos Duendes – A Esperança do Natal com Cia. Uerê
Quinteto de Metais BMCM Natalino — Banda marcial do Cristóvão de Mendoza.
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41ª Feira do Livro de Caxias será lançada dia 03 de setembro

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28/08/2025
O evento literário ocorre de 26 de setebro a 12 de outubro, na Praça Dante.
No próximo dia 03 de setembro, às 10h, no Teatro Pedro Parenti, será lançada a 41ª edição da Feira do Livro de Caxias do Sul. O principal evento literário no calendário cultural caxiense, neste ano ocorre entre os dias 26 de setembro e 12 de outubro, na Praça Dante Alighieri.
No lançamento, serão apresentados o tema, a identidade visual, o layout das instalações junto à praça central caxiense, além da programação completa e as atrações do evento. De antemão, os organizadores garantem o empenho para mais uma edição de sucesso, que deverá contar com mais de 300 atividades durante os seus 17 dias. Autores locais, estaduais e nacionais estarão em Caxias do Sul para palestras, bate-papos e sessões de autógrafos, dentre as muitas ações focadas no livro e na leitura.
Neste ano, o Patrono da Feira é o escritor caxiense Pedro Guerra e o Amigo do Livro o ilustrador Ernani Carraro. No ano passado, a Feira do Livro teve 35.729 livros vendidos e um público estimado em 143 mil pessoas que circulou pela Praça Dante Alighieri.
A Secretária da Cultura, Tatiane Frizzo destaca a importância do lançamento de mais uma Feira do Livro para a cena cultural caxiense. “A comunidade está convidada para participar do lançamento oficial da Feira do Livro. Será um momento especial, um evento que marca o pontapé inicial de uma das maiores celebrações culturais da cidade, conectando autores, leitores e toda a comunidade em torno da literatura.”
A realização da 41ª Feira do Livro é da Secretaria Municipal de Cultura e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com financiamento do PRO-CULTURA – Sedac – RS, e patrocínio de Supermercados Andreazza e Sorvetes Urca. O Patrocínio institucional é da Fundação Marcopolo, Unimed Serra Gaúcha, Sicredi Pioneira, Randoncorp e Racon Consórcios. O Apoio Cultural é da Infront, Visate, Villagio Caxias e Instituto Elisabetha Randon. A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul.
*Com informações da assessoria da Feira
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OPERAÇÃO RESCALDO: APÓS PRISÃO DE POLICIAL PENAL, GAECO/MPRS REALIZA AÇÃO EM CASAS PRISIONAIS DE CAXIAS DO SUL E RIO GRANDE

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28/08/2025
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS), realizou nesta quinta-feira, 28 de agosto, a Operação Rescaldo, com o objetivo de localizar novas provas após a prisão em flagrante de policial penal pelo GAECO, na semana passada, na Serra. O objetivo também foi retirar materiais ilícitos inseridos no sistema prisional, como drogas e celulares, do Presídio Regional de Caxias do Sul e também na Penitenciária Estadual de Rio Grande.
A operação foi coordenada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, do 5º Núcleo Regional do GAECO — Serra, e contou com a atuação de agentes do GAECO e da Polícia Penal, por meio do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), Delegacias Regionais da Serra e Sul do Estado, bem como, da Corregedoria do órgão.
O promotor destacou que foram realizadas revistas nas unidades prisionais com foco na apreensão de documentos, celulares e outros materiais que possam reforçar a investigação sobre tráfico de drogas, corrupção de agentes públicos, bem como demonstrar eventuais ligações com o crime organizado. Todo material apreendido será encaminhado para perícia e análise pelo Núcleo de Inteligência (NIMP) do MPRS.
A Operação Rescaldo – que também teve o objetivo de aprofundar a investigação na busca de mais responsáveis pelos delitos apurados – é desdobramento de ação que resultou na prisão de um policial penal, pelo GAECO, ocorrida dia 21 de agosto, por envolvimento com o tráfico de drogas no interior do Presídio Regional de Caxias do Sul. Na ocasião, foram apreendidos com ele R$ 18 mil, drogas e celulares. Após esta ação, foi decretada a prisão preventiva do investigado. Além do promotor Manoel Antunes, esteve presente na ação o coordenador do GAECO no Estado, promotor de Justiça André Dal Molin.
Fonte: Ministério Público do RS

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OPERAÇÃO RESCALDO: APÓS PRISÃO DE POLICIAL PENAL, GAECO/MPRS REALIZA AÇÃO EM CASAS PRISIONAIS DE CAXIAS DO SUL E RIO GRANDE

Caxias do Sul é contemplada com R$ 200 mil para a cultura popular
