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Saúde

Saúde alerta: número de focos do mosquito da dengue segue em alta em Caxias do Sul

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São 453 focos identificados e bloqueados no ano; número de pessoas que viajaram e voltaram com dengue também aumentou: são 14 casos em 2023

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) atualiza a situação da dengue no Município e mantém o alerta para a população. O número de focos do mosquito transmissor chegou a 453, todos identificados e bloqueados. Esse número é mais da metade do total de todo o ano passado, quando foram encontrados 728 focos. Os casos de dengue importada, ou seja, de pessoas que viajaram para outras localidades e voltaram para Caxias do Sul com a doença, também aumentaram: são 14 em 2023. Não há pacientes internados.

Não foram registrados casos de dengue contraídos no município (casos autóctones). Mesmo assim, a Secretaria da Saúde alerta que há circulação da doença na cidade, uma vez que pode haver transmissão local pois ela ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti.

“Ressaltamos a importância de ficarmos alertas diante dos casos de dengue e da infestação pelo mosquito Aedes, visto que Caxias tem em 2023 tem 14 casos positivos de dengue sendo dois deles graves, em que os pacientes necessitam de internação e manejo maior dos sintomas. Não tivemos nenhum óbito, mas estamos em alerta, visto que estamos infestados pelo mosquito. Se o mosquito picar uma pessoa infectada, pode iniciar um surto da doença na cidade. Então reforçamos a necessidade de controle do mosquito e, sempre que houver sintomas característicos de dengue, procurar atendimento médico, seja público ou privado para que façamos o acompanhamento. Não estamos livres de surtos futuros, visto que há mosquitos e pessoas com a doença na cidade”, aponta Magda Beatris Teles, diretora da Vigilância Epidemiológica.

A Vigilância Ambiental em Saúde mantém visitas domiciliares pelos agentes de combate às endemias, além do monitoramento periódico de 199 pontos estratégicos, onde há grande probabilidade de formação de pontos de água parada, como cemitérios, borracharias e ferros-velhos. A Secretaria da Saúde também orienta que a população faça o trabalho preventivo em casa, que consiste na eliminação de quaisquer recipientes com água parada (local onde o mosquito se reproduz).

No dia 27 de abril ocorre um Bota-Fora no bairro Reolon, realizado pela Codeca. O bairro é um dos que têm maior número de focos e apresenta risco médio de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, conforme apontou o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (Liraa), realizado de 27 de março a 4 de abril. No dia da ação a equipe da Codeca fará o recolhimento de móveis, sofás, colchões, eletrodomésticos, pneus e madeiras, que devem ser depositados pelos moradores nesse mesmo dia, nas ruas onde passa o ônibus. Não serão recolhidos entulhos de obras (concreto, tijolo, cerâmica, lajota, pedras).

Foto por Luís Carlos da Silva Júnior/Divulgação

Sintomas da dengue

Pessoas com febre por dois a sete dias (39 a 40 graus), dor de cabeça, dor nas articulações ou dor atrás dos olhos devem buscar atendimento médico. Todas as UBSs estão capacitadas para atendimento.

Dicas para evitar a proliferação do mosquito:

– esvaziar as caixas d’água da chuva e colocar telas nos ladrões e o cano de entrada da calha dessas caixas;

– instalar telas em ralos externos, de sacadas e de áreas de serviço;

– secar piscinas plásticas e guardá-las em local coberto;

– manter piscinas fixas com tratamento de cloro;

– limpar sacadas de apartamentos vazios, pois as folhas tapam os ralos e acumulam água nas sacadas;

– recolher lixos, ensacá-los e colocá-los para a Codeca recolher no dia correto;

– limpar terrenos baldios;

– recolher pneus inservíveis e armazená-los em locais secos e protegidos da chuva, ou encaminhá-los à Central de Armazenamento de Pneus Inservíveis da Codeca;

– não manter pratinhos em vasos de plantas;

– guardar brinquedos em locais cobertos;

– não guardar água da chuva em baldes, tonéis e regadores.

CASOS DE DENGUE

– Contraídos no município (autóctones): nenhum

– Contraídos fora do município (importados): 14 casos.

Foram registrados nos bairros: Rio Branco (2), Ana Rech, Nossa Senhora de Fátima, São Caetano, Nossa Senhora da Saúde (2), Jardim Eldorado, Sagrada Família, Pio X, Pioneiro, Exposição, Serrano e Marechal Floriano.

FOCOS DO MOSQUITO TRANSMISSOR: 453

Distribuição dos focos por bairro:

  • Cruzeiro: 53
  • Charqueadas: 40
  • Pio X: 27
  • Nossa Senhora de Fátima e São Victor Cohab: 23
  • Colina Sorriso e Pioneiro: 20
  • Mariani: 15
  • Cidade Nova, Floresta e Reolon: 19
  • Planalto: 12
  • Nossa Senhora da Lourdes, Santa Lúcia e Sagrada Família: 11
  • Jardim de Lagoa (Desvio Rizzo) e São Pelegrino: 10
  • Marechal Floriano e São Caetano: 08
  • Esplanada e Santa Lúcia Cohab: 07
  • Centro, Santa Catarina e São José: 05
  • Cristo Redentor, Galópolis, Madureira e Kayser: 04
  • Cinquentenário, Rio Branco, Santa Fé, São Leopoldo, Universitário e Vinhedos: 03
  • Bela Vista, Forqueta, Jardim do Shopping, Medianeira, Monte Carmelo, Salgado Filho, Santa Teresa (Desvio Rizzo), São Luiz da 6ª Légua, Vila Cristina e Tijuca: 02
  • Cidade Industrial, Exposição, Jardim América, Linha 40, Panazzolo, Petrópolis, Presidente Vargas, São Cristóvão, Santos Dumont, Vila Mari (Planalto) e Vila Verde (Planalto): 01

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Campanha de Multivacinação 2026 para crianças e adolescentes iniciou nesta segunda-feira em Caxias do Sul

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Com foco na atualização do esquema vacinal dos menores de 15 anos, ação segue até 1º de setembro em todas as UBSs do Município.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove mais uma Campanha de Multivacinação. Com foco na atualização do esquema vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, a estratégia nacional, busca resgatar o público que ainda não recebeu as doses previstas ou que esteja com a caderneta de vacinação atrasada. A ação segue até 1º de setembro, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

 “Muitas vezes uma dose acaba sendo esquecida ou adiada e essa estratégia é uma oportunidade para que as equipes de saúde façam a avaliação da caderneta e completem o esquema vacinal, quando necessário. As vacinas são seguras, gratuitas e representam uma das principais formas de prevenir doenças que podem causar complicações graves, como hospitalizações e até mesmo óbitos. Então, ao vacinar uma criança ou um adolescente, a gente está protegendo não apenas a saúde, mas também contribuindo para uma proteção de toda a comunidade. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade. Reforçamos a importância dos pais e responsáveis manter a caderneta de vacinação em dia e procurar as unidades para garantir essa proteção”, pontuou a gerente da Vigilância Epidemiológica da SMS, Andiara Kaefer. 

Imunizações de todo o calendário nacional estarão disponíveis. Porém, agora, com uma atualização. A introdução do segundo reforço da vacina contra poliomilite, para crianças de quatro anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a polio possa ser realizado exclusivamente através da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicado aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforço aos 15 meses e agora, também, aos quatro anos. A medida fortalece a proteção das crianças e contribui para manter o país livre da circulação da polivírus.

Atenção – Para vacinar é necessário apresentar a caderneta de vacinação e um documento com CPF da criança e do adolescente.

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Médica-neurologista alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

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No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.

O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.

Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.

“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.

A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.

“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.

Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta

Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.

Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.

A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.

“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.

Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.

“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.

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UCS e Liga de Combate ao Câncer firmam parceria para criar espaço no Campus-Sede

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Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.

Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.

O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).

As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.

Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.

A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.

Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.

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