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Prefeitura abre Centro de Atendimento Integrado em Saúde para Crianças Autistas

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Município também ampliou o rol de atendimentos especializados previstos em Acordo de Cooperação com Centro de Assistência à Saúde do Círculo

A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com o Centro de Assistência à Saúde do Círculo, vai inaugurar um serviço voltado a atender pelo SUS crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Centro de Atendimento Integrado em Saúde para Crianças Autistas começa a operar em agosto. A iniciativa é do Poder Executivo, que buscou a parceria com o Círculo para viabilizar o serviço inédito na rede pública municipal.

O serviço vai funcionar no prédio do antigo Plantão da Criança, na Rua Pinheiro Machado, 2738, em São Pelegrino. O convênio com o Município possibilitará atender pelo SUS até 80 crianças de um a oito anos de idade. O atendimento será multiprofissional, com especialistas nas áreas médica, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e serviço social. De forma concomitante às crianças, haverá atendimentos aos pais. O encaminhamento será feito pela rede de saúde da SMS.

O prefeito Adiló Didomenico assinalou que o novo serviço representa mais uma entrega para a comunidade e muito aguardada por esse público, merecedor da atenção da Prefeitura. “É um serviço importantíssimo, que vem em excelente momento. A iniciativa foi de buscar a parceria com o Círculo para atender toda a demanda reprimida existente, prestando mais esse atendimento inédito e diferenciado”, observou.

A construção do plano de trabalho firmado entre o Executivo e o Círculo, que será responsável pela execução do serviço, contou com a colaboração de MultiTEA, UniTEA e Universidade de Caxias do Sul. “Esse serviço está diretamente relacionado à essência do Círculo que, desde sua origem, nasceu com o propósito de assistência à comunidade, ou seja, está no nosso DNA há mais de 87 anos. O Centro de Assistência à Saúde do Círculo é a nossa unidade que atua essencialmente no desenvolvimento de serviços de saúde aos usuários da rede pública em parceria com o Sistema Único de Saúde para promoção do bem-estar e da qualidade de vida da população”, destaca Ivonete Polidoro Pontalti, gerente do Centro de Assistência à Saúde do Círculo.

Município e Círculo ampliam atendimentos especializados pelo SUS

Para aumentar a oferta de atendimentos especializados, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Centro de Assistência à Saúde do Círculo ampliaram a lista de serviços disponibilizados via acordo de cooperação e também a quantidade mensal realizada. Desde maio passaram a ocorrer também exames de colonoscopia e endoscopia. Nas próximas semanas, serão ofertadas também cirurgias ortopédicas, procedimentos de cateterismo e angioplastia, além de exames de espirometria. Ainda foram ampliados os atendimentos de biópsias, fisioterapia, ultrassonografia e psicoterapia.

O acordo de cooperação também prevê atendimentos no ambulatório de consultas e procedimentos cirúrgicos em urologia, otorrinolaringologia e em cirurgia vascular, bem como consultas de cardiologia, psiquiatria, fonoaudiologia, mamografias, ressonância magnética e tomografia, que já são ofertados. Ao todo, o acordo proporciona atender cerca de 900 pacientes por mês. “Essa é uma estratégia adotada pelo Município para que a população tenha mais oportunidades de acesso aos atendimentos especializados via rede pública de saúde. Estamos buscando incansavelmente alternativas para reduzir as filas de espera e ofertar mais atendimentos, um compromisso do Plano de Governo. Também reafirmamos o agradecimento ao Círculo pela parceria, que tem contribuído para melhorar o serviço prestado à comunidade caxiense”, aponta a secretária de Saúde, Daniele Meneguzzi.

Todos os atendimentos seguem sendo regulados e encaminhados pela SMS. O acesso continua sendo via Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

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Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras

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Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos um tipo de violência.

Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido pelo menos um tipo de violência. Quase todas as brasileiras (98%) recorrem a estratégias para reduzir riscos de sofrer violência no dia a dia. A sensação de insegurança que atinge as mulheres faz com que elas mudem comportamentos e limita suas escolhas em relação a lazer, mobilidade, trabalho e estudo.

Os resultados estão na pesquisa de opinião Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber. O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), no painel (In)segurança das Mulheres e Mobilidade, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para a pesquisa, foram ouvidas 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre os dias 22 e 30 de abril de 2026, por meio de entrevistas digitais de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

O medo da violência faz parte da vida cotidiana da maioria dos brasileiros, mas afeta as mulheres de maneira ainda mais intensa, de acordo com os dados. Entre as entrevistadas, 94% afirmam se sentirem inseguras diante da violência no dia a dia, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos pela cidade, 94% das mulheres e 90% dos homens dizem sentir medo da violência.

Para a população em geral, as mulheres são percebidas como mais vulneráveis do que os homens em diversas formas de violência, principalmente doméstica, sexual, psicológica e física. A violência doméstica, por exemplo, é motivo de temor para seis em cada dez brasileiras.

Além disso, os espaços de lazer e o transporte público estão entre os locais em que as mulheres se sentem menos protegidas: 41% não se sentem nada segura em bares, festas e baladas e 42% não se sentem nada segura em pontos de ônibus e estações. Dentro dos transportes públicos, 33% dizem não se sentir nada segura.

“Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira já que, para as mulheres, o acesso aos espaços e às oportunidades é constantemente condicionado pela preocupação com a própria segurança”, mencionou Maíra.

Restrições por medo

O cenário de violência e insegurança leva quase a totalidade das mulheres (98%) a adotar no dia a dia ao menos uma das medidas pesquisadas para reduzir o risco de sofrer violência. Evitar determinados locais é a estratégia mais comum, citada por 90% das entrevistadas.

Outras medidas mostram o grau de vigilância incorporado à rotina: 88% evitam compartilhar informações pessoais ou sua localização nas redes sociais, 84% evitam usar o celular na rua, 83% avisam alguém sobre seus deslocamentos e horários, e 83% evitam sair à noite.

As mulheres também evitam o uso de aplicativos bancários no celular quando estão na rua (80%), compartilham sua localização com pessoas de confiança (77%), mudam trajetos habituais (69%), chamam carro ou moto por aplicativo para não precisar andar pelas ruas (66%) e pedem para alguém acompanhá-las quando saem de casa (66%).

Para evitar situações de violência, 62% das mulheres já mudaram hábitos de lazer, e 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. Mais da metade (56%) já preferiu utilizar algum meio de transporte em vez de ir a pé, mesmo quando o destino era próximo. Além disso, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, e 26% carregam itens de proteção pessoal, como spray de pimenta ou alarme pessoal.

As decisões relacionadas à vida profissional e acadêmica também são afetadas. A pesquisa mostra que 45% das mulheres afirmam já ter deixado de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo por causa do medo da violência. Além disso, 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.

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Secretaria de Trânsito tomará providências sobre caminhões de grande porte na Avenida Júlio

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Motoristas que desrespeitam sinalização para esses veículos estão sujeitos a multa e 4 pontos na CNH, e pagamento pelo dano ao patrimônio público.

Na manhã desta terça (15/9), houve o terceiro caso neste ano. Em função disso, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) tomará providências para minimizar o risco de caminhões danificarem o túnel de led da Avenida Júlio de Castilhos.

Embora haja sinalização vertical proibindo trânsito de caminhões de grande porte (acima de 7 toneladas) naquele trecho da avenida, a SMTTM reforçará a sinalização.

Será feito um estudo técnico para instalação de dispositivos limitadores de altura. Nesses casos, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina tráfego de veículos de até 4m40 de altura.

Os motoristas que desrespeitarem as normas estarão infringindo o artigo 187 do CTB, que pune o condutor que transita em locais e horários proibidos pela sinalização ou por regras oficiais de trânsito. O valor da multa é de R$ 130,16 e prevê 4 pontos na CNH. Além da multa, irá indenizar o município pelo dano ao patrimônio.

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Laudo técnico aponta risco de colapso total do telhado do bloco 1 da Maesa

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Seplan apresenta ao Compahc projeto de reforço da estrutura e cobertura; verba para intervenção emergencial está garantida.

A Secretaria Municipal de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seplan), apresenta ao Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc), em reunião nesta quarta-feira (9/9), o projeto de intervenção para estabilizar a estrutura e refazer telhado do bloco 1 do Complexo da Maesa. Laudos técnicos apontam risco de colapso total da estrutura com risco de desabamento. A Seplan já possui projeto e recursos para o conserto. 

O secretário de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Antonio Feldmann, explica a importância imediata da deliberação pelos membros do Conselho para que se possa encaminhar o processo de licitação o mais rápido possível. “A hora agora é de apresentar, encaminhar soluções práticas, efetivas, para dar início, de fato, ao processo todo de reformulação, revitalização, requalificação do Complexo Maesa. Então, partindo pelo Bloco 1, onde vai ser, futuramente, o Museu do Trabalho e da Indústria, onde temos no processo o laudo de técnicos especializados, que apontam para um risco de colapso total daquela estrutura de queda, inclusive o risco de vida. Nós não podemos mais segurar essa situação e nós precisamos com urgência. Temos um recurso, que é de uma emenda parlamentar federal, de quase R$ 900 mil. Nesta quarta-feira, dia 9, reunião do Compahc onde nós vamos defender a imediata aprovação e encaminhamento para a licitação desse processo, para a contratação de empresa e início de obras, que é, na verdade, as obras de reforço da estrutura. Isso é urgente, é uma medida que nós sabemos da urgência, e assim nós estamos dispostos a trabalhar e dar essa resposta para a sociedade, porque é uma situação gravíssima e que exige, sem dúvida, uma ação imediata do poder público. E assim nós vamos fazer”, explica.

Na última semana, a Seplan apresentou o projeto à Comissão Especial para Acompanhamento da Maesa, que é formada pela Secretaria da Cultura, Câmara de Vereadores, Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Advocacia Geral do Município, Universidade de Caxias do Sul, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, SEAAQ, Conselho de Arquitetura e Urbanismo, União das Associações de Bairros, Faculdade da Serra Gaúcha, OAB. Mobi Caxias, Sindiserv e Movimento Vivacidade.

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