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O que fazer para evitar sofrer golpes bancários

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É importante estar atento quando for na agência bancária e nunca aceite a ajuda de estranhos

É importante que a pessoa, ao realizar compras online com cartão, verifique se o site da compra é mesmo seguro – Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Muitas vezes, o que parece ser um simples aviso vindo das instituições financeiras, enviado por mensagem de texto, e-mail ou whatsapp, pode ser, na verdade, um golpe. As fraudes bancárias, que podem vir disfarçadas de diversas formas, costumam solicitar a entrada em links desconhecidos, assim como o envio de dados dos cartões, senhas e outros códigos de acesso das contas bancárias dos usuários.

Em geral, os bancos não costumam realizar ligações e nem enviar mensagens solicitando, por exemplo, a atualização de dados cadastrais dos clientes. 

Caso isso ocorra e você ficar na dúvida se a solicitação é mesmo do banco, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) orienta que a pessoa não repasse seus dados e que, na sequência, entre em contato com o banco para confirmar se a mensagem ou ligação foi mesmo realizada pela instituição ou se foi uma tentativa de golpe. 

Se você decidir ligar para o banco, o Idec ressalta que é importante que essa chamada seja feita de um outro telefone, diferente daquele que recebeu a ligação. Isso porque, caso se trate mesmo de um golpe, os fraudadores podem “prender” a linha do usuário e novamente se passar pelo banco. 

Na hora da compra

É importante que a pessoa, ao comprar online com cartão, verifique se o site da compra é mesmo seguro, já que ao inserir o número do cartão e o código de verificação de três dígitos em um site que não é seguro, pouco tempo depois ela pode descobrir ter sido vítima de golpe. 

Para evitar essa preocupação você pode solicitar ao banco a versão virtual do seu cartão, utilizado exclusivamente para compras online. Em geral, estes cartões possuem um mecanismo de segurança que atualiza com frequência o número e o código de três dígitos.

No caso de fazer compras presenciais com o cartão físico, certifique-se de que ele não foi trocado por outro cartão e antes de colocar a senha ou aproximar o cartão para finalizar a compra, atente-se ao valor que aparece no visor da maquininha. 

O Idec também dá a dica de memorizar o código de três dígitos e colar no cartão uma fita adesiva que oculte os dados. 

Clonagens e outros golpes

Para evitar ainda mais a possibilidade de ter o seu cartão clonado, o Instituto orienta que a pessoa não forneça os dados do cartão de crédito para terceiros, não tire fotos do cartão e, muito menos, exiba-o em redes sociais. 

Outra forma que os golpistas encontram de tirar dinheiro das pessoas é realizando um falso depósito na conta, dizendo que foi por engano. Eles utilizam envelopes vazios para dizer que o depósito foi feito e pedem que a pessoa refaça a transferência do dinheiro para eles. Porém, como o dinheiro deles não existe, a única transferência de dinheiro que há é a feita pela vítima. 

É importante estar atento quando for na agência bancária e nunca aceite a ajuda de estranhos, sobretudo no caixa eletrônico. Se notar qualquer situação fora do normal, acione um funcionário da agência, se ela estiver aberta, ou entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do banco. 

O que fazer?

Tanto o Poder Judiciário quanto o Idec compreendem que os bancos possuem responsabilidade objetiva em situações de fraude bancária. Ou seja, segundo o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), as instituições financeiras são responsáveis independentemente de haver ou não culpa. 

Para o Idec, as instituições financeiras devem criar meios que garantam o acesso seguro do consumidor aos serviços bancários, o que inclui evitar golpes e fraudes. 

Caso você seja vítima de um golpe, entre em contato com o SAC do banco e solicite a contestação do débito. Guarde todos os protocolos dessas ligações e junte os documentos que possam comprovar que você está sendo vítima. 

É importante também que você registre um boletim de ocorrência para comprovar a fraude. 

Se a instituição estiver se negando a devolver os valores roubados de sua conta ou não quiser estornar o valor das compras feitas com o seu cartão de crédito sem o seu consentimento, você pode reclamar no Procon da sua cidade. 

Você também pode registrar uma reclamação no site consumidor.gov.br,do Ministério da Justiça e em último caso pode mover uma ação judicial contra o banco no Juizado Especial Cível. 

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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Geral

Da fama à lama, crimes da Lava Jato estão vindo à luz e procuradores são punidos por ministros do STJ e TCU

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Transformados em heróis nacionais pela propaganda míope da mídia burguesa (liderada pela Rede Globo) os mocinhos da Lava Jato, comandados pelo ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, caminharam da fama iluminada pelos monopólios da comunicação para a lama subjacente à realidade dos seus atos. Agora estão sendo acossados na Justiça e no TCU pelos muitos crimes e ilegalidades que cometeram em nome do combate à corrupção.

Dallagnol vive nesta semana o que pode ser caracterizado como um autêntico inferno austral. Na terça-feira (9) colecionou duas derrotas. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recursos a seu favor e manteve a decisão pela qual ele terá de indenizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, por dano moral.

O caso está relacionado ao controvertido e bizarro ‘PowerPoint’ que apresentou em entrevista coletiva, no qual mostrava Lula como chefe de organização criminosa. A indenização foi fixada em R$ 75 mil, acrescidos de juros e correção monetária. Segundo o ministro relator do caso, Luís Felipe Salomão, o valor total deve superar os R$ 100 mil.

A condenação torna-o inelegível e pode enterrar sua pretensão de se eleger candidato a deputado federal no Paraná. Mas ainda cabe recurso.

Mordomias bancadas com dinheiro público

Até hoje os farsantes da Lava Jato gostam de se apresentar à opinião público como paladinos da luta contra a corrupção, mas nos bastidores agiram como refinados corruptos, desviando dinheiro público para fins privados espúrios.

Este detalhe transparece na segunda derrota do procurador, consubstanciada na decisão dos ministros que compõem a Segunda Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU), também consumada nesta terça-feira (9). Deltan Dallagnol, foi condenado, junto com o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e o procurador João Vicente Romão, a ressarcir aos cofres públicos R$ 2,8 milhões gastos pela força-tarefa da Lava Jato com diárias e passagens.

Para o ministro Bruno Dantas, relator do processo, e o subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Furtado, houve irregularidades nos pagamentos das diárias. O caso é apurado desde 2020 pelo tribunal, e o relatório de Dantas foi aprovado por 4 votos a zero. Os ministros concluíram que o modelo de força-tarefa adotado pela Lava Jato, sob a chefia de Dallagnol causou prejuízo aos cofres públicos ao permitir o pagamento “desproporcional” e “irrestrito” de diárias, passagens e gratificações a procuradores.

Houve, ainda de acordo com a decisão do TCU, ofensas ao princípio da impessoalidade, em razão da ausência de critérios técnicos que justificassem a escolha dos procuradores que integrariam a operação, além de o modelo ser benéfico e rentável aos participantes.

Relações perigosas com os EUA

As deliberações do STJ e do TCU contribuem para resgatar a verdade dos fatos sobre a operação levada a cabo pela chamada República de Curitiba. Mas é necessário ir bem além na apuração dos crimes praticados pelo grupo que o juiz do STF Gilmar Mendes já classificou de gângsters, crimes cometidos com a cumplicidade da mídia burguesa e certa conivência do Poder Judiciário.

A operação Lava Jato foi instruída diretamente pelos Estados Unidos para alcançar objetivos econômicos e geopolíticos. Ela resultou em prejuízos incalculáveis para a nação brasileira, destruiu em torno de 4 milhões de postos de trabalho, arruinou a engenharia nacional, além de abrir caminho para o golpe de 2016 e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, na sequência da prisão ilegal de Lula.

É preciso jogar luz sobre as relações perigosas entre os vigaristas da Lava Jato e Washington, a tentativa de apropriação indébita de R$ 2,5 bilhões provenientes da Petrobras, em um acordo espúrio e ainda obscuro fechado com Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA.

Sigilo nos EUA

Em 2018, a Petrobras fechou com o DoJ um acordo de US$ 853 milhões (3,5 bilhões à época). Do total, R$ 2,5 bilhões voltaram ao Brasil e foram depositados em uma conta da 13ª Vara Federal de Curitiba. Dallagnol e outros procuradores queriam se apropriar da grana para fins pessoais e políticos, mas foram impedidos pelo ministro Alexandre Moraes, do STF.

Conforme observou a defesa do ex-presidente Lula, em ação contra Dallagnol, as negociações sobre os valores não poderiam ser feitas diretamente entre o MPF do Paraná e autoridades norte-americanas, pois o órgão central de cooperação internacional é o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), vinculado ao Ministério da Justiça.

“Não se pode deixar de repisar que a ‘lava jato’ fazia desde 2015 reuniões com o DoJ para negociar os percentuais sobre multas pecuniárias que seriam aplicadas contra brasileiros e empresas brasileiras, dentre outras coisas. O material foi classificado como sigiloso até para a lei de acesso a informação dos Estados Unidos”, argumentaram os advogados.

Afirmam ainda que o áudio confirma “que a ‘lava jato’ atuou em associação com agências dos Estados Unidos para drenar recursos da Petrobras, usando a legislação e o cenário jurídico norte-americano para essa finalidade, a partir de um acordo estabelecido, insista-se, desde 2015”.

O fato do material ter sido classificado com um grau extremo de sigilo nos EUA mostra que algo de muito podre esteve por trás das patifarias praticadas pela República de Curitiba. O segredo faz parte do modus operandi do império. Documentos que comprovam intervenção dos EUA no golpe de 1964 só foram desclassificados 50 anos depois.

Mas não será preciso esperar tanto para enxergar a verdade. As novas tecnologias da comunicação iluminaram a trama e todos os fatos sugerem que a operação de Curitiba foi coordenada de fora e municiada pela espionagem ordenada pela Casa Branca contra Dilma Rousseff, ministros e assessores do seu governo, a Petrobras, a Odebrecht e outras empresas transformadas em alvo e destruídas pela operação.

A espionagem foi descoberta e denunciada por Edward Snowden e o editor do WikiLeaks, Julian Assange. Snowden teve de fugir dos EUA e Assange está preso em Londres e é vítima de uma implacável perseguição imperialista por descobrirem e divulgarem os crimes do imperialismo pelo mundo. Registre-se que, cinicamente, líderes dos EUA ainda se apresentam ao mundo como paladinos da liberdade de imprensa.

Boa parte da vigarice dos senhores Moro e Dallagnol já veio à luz, mas será preciso investigar bem mais para desvendar as perigosas ligações da Lava Jato com o imperialismo estadunidense, o golpe de 2016, a prisão de Lula, a ruína da engenharia nacional e outras tragédias ocorridas no Brasil desde então. Apurar os fatos e punir de forma exemplar os crimes praticados pelos falsos heróis da Lava Jato é um dever elementar de Justiça.

Umberto Martins

Ilustraçao: Leo Villanova

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Polícia

Após dois meses, mortes de Bruno e Dom ainda deixam perguntas sem respostas

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Indigenistas cobram investigação de mandantes e dizem que caso não pode cair na vala comum de escândalos bolsonaristas

Protesto em São Paulo (SP) pela demarcação de terras indígenas e por justiça pelas mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips – Nelson Almeida/AFP

As mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips atraíram olhares de todo o mundo para os riscos que correm os defensores da Floresta Amazônica. Quase dois meses depois, porém, a insegurança persiste no Vale do Javari, e não se sabe se houve mandante dos crimes. 

A dupla se locomovia de barco para a cidade de Atalaia do Norte, no Amazonas, quando desapareceram quase sem deixar vestígios, no dia 5 de junho. Com a ajuda dos povos indígenas do Vale do Javari, as autoridades encontraram o barco usado por eles e o local dos corpos na mata.

Assista ao vídeo:

As investigações não revelaram um possível mandante, mas chegaram a três pescadores ilegais que teriam participado diretamente dos assassinatos. Eles estariam descontentes com o monitoramento de crimes ambientais conduzidos pelo indigenista. Ambos estão presos e viraram réus por homicídio.

Ao denunciar os pescadores à Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) escreveu que o duplo homicídio teve motivo fútil, pois foi cometido por causa de uma foto tirada por Dom Phillips do barco onde estavam os suspeitos.

O único suspeito de ser o mandante dos crimes é o homem conhecido como Colômbia, um financiador da pesca ilegal no Vale do Javari. Ele apresentou documentos falsos, e a Polícia Federal não sabe qual é sua identidade real. Até agora, ele não foi acusado formalmente de nenhum crime. 

“Não podemos deixar o assunto esfriar”, diz Sydney Possuelo

Indígenas e indigenistas que defendem o Vale do Javari seguem desprotegidos. A Força Nacional foi enviada, mas não tem barcos nem armas de grosso calibre. As tropas se restringem a patrulhar a área urbana. Na floresta, servidores seguem vítimas de ameaças e foram orientados a afrouxar a fiscalização para evitarem conflitos com criminosos. 

Um dos mais respeitados indigenistas do Brasil, o ex-presidente da Funai Sydney Possuelo afirma que as mortes do indigenista e do jornalista não podem cair na vala comum dos escândalos sucessivos produzidos pelo governo de Jair Bolsonaro

“A primeira coisa é não deixar esse assunto esfriar. É criar situações para a gente estar sempre lembrando e para ativar as nossas autoridades e também o engajamento do homem brasileiro comum que se preocupa com os povos indígenas e com a grande Floresta”, afirmou Possuelo.  

Amigo de Bruno pede que se chegue a mandantes

Amigo de Bruno Pereira e ex-chefe da Funai no Vale do Javari, o indigenista Armando Soares diz que fará tudo para as mortes não serem esquecidas. Ele aponta que é preciso esgotar todas as linhas de investigação em busca de um mandante.

Os conflitos na região, segundo Soares, são normalmente motivados por questões econômicas envolvendo a atuação de caçadores e pescadores ilegais. 

“Cadê o trabalho da Polícia Federal com os homens que financiam essas atividades lá dentro? Com os políticos locais que sabidamente têm relação com isso. Como o ‘Pelado’ conseguiu aquele barco de 50 a 60 mil reais?”, diz o servidor aposentado. 

“Pelado” é o apelido de Amarildo Oliveira, que confessou participação nas mortes. Segundo indígenas do Vale Javari ouvidos pelo Brasil de Fato, a pesca ilegal conduzida por ele era financiada por pessoas ligadas ao narcotráfico e a políticos locais, personagens que não foram implicados pelas investigações.  

Falta de apoio provocou mortes, diz indigenista 

O ex-chefe da Funai no Vale do Javari afirma temer que a impunidade resulte em mortes de mais colegas de trabalho. Ele considera que a situação só vai melhorar quando a Funai superar o desmonte promovido pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) e voltar a ser respeitada.

“Eu tive algumas situações de risco, fiz várias apreensões de pescado e carne de caça. Chegaram a cogitar, na cidade de Atalaia do Norte (AM), de me matar. Mas não fizeram porque sabiam que eu tinha o apoio da Polícia Federal e Exército?”

“Eu só posso chegar à conclusão de que, se o Bruno estivesse lá na minha época [início dos anos 2000], ele não teria morrido”, lamenta Soares. 

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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Homem é executado enquanto comemorava aniversário com a família em Caxias do Sul

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Depois do assassinato, criminosos incendiaram uma casa de lanches na Avenida Antônio Andrighetti

Uma execução seguida de um incêndio criminoso foram registrados no começo da madrugada dessa sexta-feira (13) no bairro Vila Ipê em Caxias do Sul. O crime ocorreu por volta de 0h05min na Avenida Antônio Andriguetti, próximo a Unidade Básica de Saúde do bairro. De acordo com informações da polícia, Allisson Eduardo de Brito dos Santos, estava comemorando o aniversário de 28 anos com familiares, quando teria ocorrido o ataque a tiros. A mãe e o irmão da vítima testemunharam o assassinato. Eles estavam em uma esquina bebendo em frente a uma casa de lanches quando ao menos três homens armados chegaram atirando. Santos tentou fugir, mas foi alvejado com ao menos 16 tiros de pistola calibre 9mm.

Após o homicídio, os homens foram a casa de lanches onde o jovem estava com familiares espalharam combustível e atearam fogo. Conforme a polícia, a proprietária da lancheria estava fazendo lanches quando ouviu os tiros. Ela se escondeu embaixo de uma mesa e não presenciou o ataque, mas logo depois percebeu as chamas. No mesmo terreno, havia quatro moradias. As chamas consumiram as casas de madeira, mas ninguém ficou ferido. Dois caminhões do 5º Batalhão de Bombeiro Militar foram acionados para controlar o fogo. Eles precisam do apoio de um caminhão do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) para o abastecimento da água. Foram usados 30 mil litros d’água para combater o incêndio.

Ainda conforme relato de populares, perto da lancheria na Rua dos Quero-Queros os bandidos efetuaram disparos de arma de fogo e tentaram atear fogo em um Celta. Segundo testemunhas, esses três crimes foram cometidos pelos mesmos criminosos. O veículo foi apreendido por solicitação pericial para ser feita a papiloscopia. A Polícia Civil irá solicitar as imagens das câmeras de segurança das proximidades.

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