Conecte-se conosco

Destaque

Lucro dos acionistas da Petrobras não encontra amparo na legislação

Publicado em

em

Lucro da Petrobrás foi de R$ 44,5 bilhões em três meses. O mestre em Direito Político e Econômico André Tokarski diz que a atual política de preços da empresa é inconstitucional não encontra amparo na legislação. A União é a principal acionista da Petrobrás.

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (9), mais um aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas suas refinarias, com o combustível para distribuidoras passando a valer R$ 4,91 por litro, a partir de terça-feira (10). Com base nos resultados de 2021, a empresa já havia anunciado a distribuição de R$ 37,3 bilhões em dividendos aos acionistas e, na última semana, divulgou que obteve um crescimento de 3.718% no seu lucro, que atingiu R$ 44,5 bilhões em três meses.

Os resultados, às custas de sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis, vão ao encontro da Constituição, adverte o mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, André Tokarski. “Segundo a Constituição, o petróleo é patrimônio do povo brasileiro e, ao contrário do que se propaga, sua atividade econômica é monopólio do Estado”, afirma.

A política que visa a maximização dos lucros dos acionistas da Petrobras não encontra amparo na legislação brasileira, segundo ele. “Ao contrário, é um desvio de finalidade, pois mesmo com as investidas neoliberais, a política energética estabelecida em lei e na Constituição ainda é regida pelo interesse público, pela soberania nacional, pela garantia do abastecimento de combustíveis e pela proteção dos consumidores em relação ao preço praticado”, destaca Tokarski.

“O consumidor brasileiro, ao pagar um dos preços de combustíveis mais caros do mundo, está financiando a apropriação criminosa da renda petrolífera por parte dos acionistas da Petrobras, a maioria deles, pouco mais de 40%, são de fundos estrangeiros”, denuncia, em entrevista ao Portal Vermelho.

Tokarski alerta ainda que os consumidores estão pagando mais caro em dobro, porque o aumento do preço dos combustíveis eleva também a inflação, atingindo toda a economia. “É importante que se diga que o principal responsável por essa situação é o atual presidente da República, porque a União ainda mantém o controle acionário da Petrobras”, declarou.  

A Petrobras conseguiu converter 31,6% de suas receitas em lucros no 1º trimestre de 2022. A estatal brasileira tem o maior lucro entre as grandes petroleiras analisadas pelo Poder360, como Shell, Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Equinor e BP.

“O foco da Petrobrás hoje é gerar e distribuir valor, principalmente para acionistas privados. Para se ter uma ideia do que isso significa, os dividendos recordes que foram distribuídos em 2021 seriam suficientes para comprar uma refinaria do porte da Refap, da Regap ou da Repar”, alertou o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, após a divulgação do resultado pela Petrobras, lembrando que mais de 45% dos acionistas são investidores estrangeiros, com ações da empresa nas bolsas de São Paulo e de Nova Iorque.

Segundo informações do portal da FUP, somente no governo Bolsonaro, de janeiro de 2019 a 1° de maio de 2022, a gasolina, nas refinarias, subiu 165,8%, o diesel 155,2% e o GLP 118,4%, levando o preço médio do botijão de gás de 13 quilos para acima de R$ 120,00. Isso porque os combustíveis são reajustados com base no Preço de Paridade de Importação (PPI), que segue as cotações internacionais do petróleo, variação cambial e custos de importação de derivados, sem levar em conta que 94% da produção de petróleo é nacional – ou seja, com custos em real. “Com essa política de preço, que tem impacto nefasto no custo de vida, a inflação cresce e a renda média do brasileiro cai”, afirma o coordenador da FUP. 

Em abril, a Petrobrás comemorou o aumento na produção de petróleo e derivados apontado no relatório de produção e venda do primeiro trimestre de 2022. Houve recordes na produção de óleo e gás em campos do pré-sal; recorde de 56% de participação de diesel S-10 na produção total do derivado; e recorde de processamento de óleo pré-sal, além do aumento do Fator de Utilização (FUT) nas refinarias. “Se a Petrobrás comemora recordes na produção, com o custo majoritariamente em real, por que a população segue pagando em dólar? É urgente abrasileirar o preço dos combustíveis”, ressaltou o coordenador geral da FUP.

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaque

Arte, cultura e gastronomia vão marcar a Cavalgada dos Metalúrgicos 2026

Publicado em

em

Rodrigo Positivo

O tradicionalismo vai movimentar o Clube do Trabalhador, no domingo, dia 27 de setembro. Vai ser a 6ª edição da Cavalgada dos Metalúrgicos e Metalúrgicas de Caxias do Sul e Região.

Como já é tradicional, a saída será do estacionamento da Vila Poliesportiva da Universidade de Caxias do Sul (UCS), às 08h45. A chegada está prevista para as 12h, no Clube.

Paralelo à Cavalgada, ocorrerá a 1ª Mateada da Integração. A programação começa às 9h, no Clube do Trabalhador.

Após a chegada dos cavalarianos e cavalarianas, será servido um almoço de confraternização com churrasco e comida campeira. Além disso, show musical com o cantor Paulo de Souza, entrega do Troféu Vilson Fontes a destaques do tradicionalismo. Os agraciados serão divulgados em breve.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf19w0hF15Say21cJVZ4Z-hv0rfnOsK129v51DApCqBZ4WBjQ/viewform

Os participantes inscritos para a Cavalgada não pagam ingresso para o almoço de confraternização e terão direito a uma cortesia. Já a venda de ingressos para o público em geral ocorre na Sede Central do Sindicato, na rua Bento Gonçalves, 1515, no centro da cidade. O valor antecipado é de R$ 50. No dia do evento, vai custar R$ 70.

Continue lendo

Destaque

Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar

Publicado em

em

Divulgação

Boletim Focus projeta inflação de 5,02% e Selic de 13,75% em 2026.

As expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros, o crescimento da economia e câmbio permaneceram estáveis na comparação com a semana passada, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.

Para 2026, a projeção para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também permaneceu em 1,98%. As projeções para o dólar ao fim do ano e para a taxa básica de juros (Selic) seguiram em R$ 5,20 e 13,75% ao ano, respectivamente.

O cenário reflete estabilidade nas expectativas para os principais indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.

A projeção para a inflação continua acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central. Para alcançá-la, a autoridade monetária utiliza como principal instrumento a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, medida que ajuda a reduzir a inflação porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, taxas elevadas podem dificultar a expansão da atividade econômica.

2027

Já a previsão de crescimento do PIB indica a expectativa do mercado para o desempenho da economia brasileira. O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O boletim também mostrou pequenas alterações nas estimativas para 2027. A projeção para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%. A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.

Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.

IBGE

A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo e ficou em 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Continue lendo

Destaque

Divulgados o custo da Cesta Básica e o IPC de Caxias do Sul do mês de julho

Publicado em

em

Dados são do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Caxias do Sul.

O Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES) da Universidade de Caxias do Sul divulgou nesta semana o custo da Cesta Básica no município referente ao mês de julho, que é de R$ 1.623,84. O resultado representa uma alta de 0,29% em relação ao mês anterior, quando custava R$ 1.619,14. No período, dos 47 produtos que compõem a cesta, 21 aumentaram de preço, 19 tiveram variação negativa e 7 permaneceram inalterados. Entre eles, os de maior alta no mês foram o mamão (26,78%), o apresuntado (17,24%), a alface (11,56%), a farinha de trigo (9,02%) e a banana (6,79%). Confira o levantamento completo.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Caxias do Sul, também apurado pelo IPES, indica uma elevação nos preços de 0,05% em julho, contra uma alta de 1,25% do mês anterior. Com esse resultado, a variação percentual acumulada do IPC-IPES nos últimos 12 meses alcançou 5,13%, correspondendo a um aumento médio mensal no período de 0,43%. Dos 320 subitens que compõem a estrutura do IPC, 112 aumentaram de preço, 105 tiveram os valores reduzidos e 103 permaneceram inalterados. Clique para acessar.

Continue lendo