Cultura
Instituto Bruno Segalla promove exposição sobre monumentos do artista e seminário que debate papel dos Museus na inclusão
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Crédito: Manipulação de Marco Verdi sobre fotos de obras de Bruno Segalla/ Divulgação.
O Instituto Bruno Segalla (IBS), dando início às comemorações de seu vigésimo aniversário – que ocorre no próximo ano – realiza no dia 24 de setembro a primeira etapa do projeto Museus, Monumentos e Memórias. Trata-se do Seminário Museus, Acessibilidade e Inclusão e da abertura da Exposição Bruno Segalla: Monumentos e Memórias. Ambos vão ocorrer no Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
Bruno Segalla, reconhecido talento das artes, que viveu entre os anos de 1922 e 2001 é autor de seis principais monumentos em Caxias do Sul: Instinto Primeiro, Monumento aos Direitos Humanos, Estátua de Ana Rech, Jesus Terceiro Milênio – Reflexão, Estátua do Padre Eugênio Ângelo Giordani, Busto do Dr. Henrique Ordovás Filho. O projeto tem o objetivo de valorizar o patrimônio histórico e cultural do município a partir do resgate da história destes monumentos, difusão deste conhecimento junto à rede pública de ensino, com oficinas para professores, visitas guiadas e oficinas educativas para crianças, além da realização do Seminário e da Exposição. “Consideramos o dia 24 como o primeiro passo de retomada desta jornada, quando vamos reunir a comunidade caxiense para debater sobre o papel dos museus na inclusão cultural das pessoas” – ressalta Flor Nieto, produtora cultural e uma das responsáveis pelo projeto.
O Seminário Museus, Acessibilidade e Inclusão é aberto a qualquer interessado e têm inscrições gratuitas, por meio do Sympla. Os participantes terão acesso a mesas redondas, workshops, visita mediada e palestras com especialistas em educação patrimonial, arte, cultura, acessibilidade e inclusão. Entre os convidados do evento estão: a historiadora Maria Beatriz Pinheiro Machado, que possui mestrado em educação pela UFRGS e atua especialmente com história, patrimônio e educação; Anthony Beux Tessari, Diretor do Instituto Memória Histórica e Cultural da UCS; Ernani Viana da Silva Neto, microempresário atuante na área de Turismo e Patrimônio Cultural; Geovana Erlo representante TICCIH-Brasil / Ponto de Memória Inventário Participativo de Galópolis / SEDUC-RS; fotógrafa Liliane Giordano, Diretora Sala de Fotografia; Mariana Duarte, Historiadora e Diretora no Instituto Bruno Segalla; Milena Schneid Eich, Fundadora da Imaginativa Acessibilidade e Educação; Roberta Giovanaz Spader, graduada em Neuropsicopedagogia com ênfase na educação inclusiva e gestora da marca e Espaço Corpos diversos; Flor Nieto, Diretora Executiva no Instituto Bruno Segalla e Estrategista Cultural na Lynch Gestão Cultural e a historiadora Ana Paula de Almeida, Diretora da Arquivos e Acervos e Diretora de Patrimônio do IBS.
O seminário, que faz parte da Primavera dos Museus, visa elaborar estratégias para que os museus tornem-se cada vez mais espaços acessíveis a todas as pessoas, incluindo as com deficiência física. “Além de espaços inclusivos, queremos ver os museus como instrumentos de promoção da diversidade e da inclusão” – salienta Flor.
Após o Seminário, às 19h, ocorrerá também no Campus 8 da UCS, a abertura da exposição que conta parte da história de Bruno Segalla, especialmente os períodos relacionados à confecção dos monumentos em Caxias do Sul. Serão em torno de 30 peças entre esculturas em gesso, madeira e argila, partes dos projetos e também fotos do acervo. O público pode participar da abertura da exposição, também com entrada franca, ou visitá-la até o dia 29 de novembro. A exposição também servirá de apoio pedagógico para a realização das atividades de educação patrimonial do projeto Museus, Monumentos e Memórias.
Estes eventos estão sendo realizados com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo – Ministério da Cultura do Governo Federal e Pró-Cultura RS da SEDAC/RS. Apoio Institucional é da Universidade de Caxias do Sul e a Produção Cultural é de Lynch Gestão Cultural.
Programação do Seminário Museus, Acessibilidade e Inclusão (24/09/2024)
8h45 – Credenciamento
9h – Abertura
9h15 – Palestra – Dra. Mariana Duarte – Bruno Segalla: Obra e Legado
10h15 – Intervalo – Coffee-break
10h30 – Palestra – IBS e o Projeto Museus, Monumentos e Memórias – Me. Florencia Nieto
11h30 – Mesa Redonda – -Educação Patrimonial com Me. Liliane Giordano, Doutorando Antony Tessari e Me. Geovana Erlo
12h30 – Almoço-Piquenique Primavera de Museus (por adesão)
14h – Mesa Redonda – Museus, Acessibilidade e Inclusão com Milena Eich, Roberta Spader e Doutorando. Ernani Viana Neto
15h – Workshop – Tecendo Memórias – Condução: Doutoranda em história Ana Paula Almeida
16h15 – Intervalo – Coffee-break
16h30 – Palestra Educação Patrimonial com Me. Maria Beatriz Pinheiro Machado
17h30 – Visita Mediada à Exposição
19h – Abertura Oficial da Exposição Bruno Segalla: Monumentos e Memórias
Curadoria: Liliane Giordano, Ana Paula Almeida e Mariana Duarte
Link para inscrição: Na plataforma Sympla
Exposição Bruno Segalla: Monumentos e Memórias
Abertura: 24 de setembro, às 19h
Visitação: De 25/09 a 29/11/24
De segunda à sexta-feira, das 13h30 às 19h30
Mediação mediante agendamento
Entrada Franca
Local: Campus 8 – Universidade de Caxias do Sul (Av. Frederico Segala, 3099 – Samuara, Caxias do Sul)
Sobre o Instituto Bruno Segalla
Fundado em 2005, o Instituto Bruno Segalla (IBS) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos, situada em Caxias do Sul, RS. Dedicado à preservação, divulgação e valorização da obra do renomado artista caxiense Bruno Segalla, o Instituto desempenha um papel fundamental no cenário cultural da cidade e da região.
O IBS atua como um espaço de promoção da arte, da cultura, educação e cidadania, com o compromisso de tornar acessíveis as artes visuais e o patrimônio cultural à comunidade. Por meio de ações museológicas, o Instituto realiza a coleta, conservação, documentação e comunicação das obras de Bruno Segalla, além de promover a educação patrimonial com projetos voltados à formação de públicos diversos.
Com uma abordagem inclusiva e educativa, o IBS oferece exposições permanentes e temporárias, além de projetos sistemáticos de ação educativa como os programas “Onde Estou?”, “Memória Viva” e “Museus, Monumentos e Memórias”, que proporcionam visitas mediadas, oficinas interativas e atividades culturais que conectam escola, museu e cidade. As iniciativas atendem alunos da rede pública de ensino e grupos de todas as idades, promovendo a inclusão social e cultural e fortalecendo o sentimento de identidade e pertencimento à história e à arte locais.
Ao longo dos anos, o Instituto tem se consolidado como um polo de referência em ações culturais, sendo parceiro em eventos nacionais como a Semana Nacional de Museus e a Primavera de Museus, além de disponibilizar seu acervo para pesquisadores e interessados. Em 2023, foi reconhecido como Ponto de Cultura Estadual pela sua atuação, que em 2025 completa 20 anos.
O Instituto Bruno Segalla se orgulha de contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente, inclusiva e engajada culturalmente, mantendo viva a memória de Bruno Segalla e estimulando o desenvolvimento cultural de Caxias do Sul e região.
O Instituto Bruno Segalla (IBS) participa anualmente de projetos por meio de leis de incentivo e editais, com destaque para a Lei Federal de Incentivo à Cultura, que é sua principal fonte de financiamento. Por isso, a busca contínua por parcerias estratégicas e o apoio de empresas patrocinadoras é fundamental para garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento das nossas ações culturais e educativas, assegurando a preservação do legado artístico de Bruno Segalla e o acesso à cultura para a comunidade.
A Diretoria 2023 – 2025 é composta por: Bianca Segalla Reichert (Presidente), Mariana Duarte (Secretária-Geral), Florencia Del Carmen Nieto (Diretora Executiva e Tesoureira), Orlando Pedro Michelli (Diretor Administrativo), Maria Gorete Laurindo (Diretora de Educação e Cultura), Ana Paula Santos de Almeida (Diretora de Patrimônio).
Cultura
Sonora Brasil traz Suraras do Tapajós ao palco do Sesc Caxias do Sul
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1 semana atrásem
08/10/2026
Grupo paraense formado por mulheres indígenas apresenta repertório autoral e tradicional no dia 12/10 .
O Teatro do Sesc Caxias do Sul recebe, no dia 12 de outubro, às 20h, o show Suraras do Tapajós, atração do projeto Sonora Brasil. Formado por mulheres indígenas, o grupo paraense apresenta canções autorais e repertórios da música do Pará, combinando carimbó, dança e elementos visuais ligados à cultura de seus territórios. Os ingressos estão disponíveis no SAC da unidade e pelo site www.sesc-rs.com.br/
Considerado o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas no Brasil, o coletivo utiliza a música para valorizar a natureza, a força feminina e a ancestralidade de seu povo. A presença das artistas também amplia a participação das mulheres indígenas em um gênero tradicionalmente marcado pela presença masculina.
Com uma trajetória que inclui apresentações em importantes festivais nacionais, como Rock in Rio 2024, Coala Festival e Rec-Beat, as Suraras do Tapajós levam ao palco uma experiência que reúne música, dança e elementos visuais tradicionais. O trabalho do grupo reforça a presença da cultura indígena contemporânea e mantém vivas expressões relacionadas à identidade, resistência e celebração do território.
Os ingressos custam R$15 para trabalhadores do comércio e serviços, R$18 para empresários, R$20 para meia-entrada e R$40 para o público geral. Também há a opção de ingresso solidário por R$30, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue no evento.
Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País. Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras.
Cultura
Centro de Cultura Ordovás celebra 25 anos com semana de programação cultural
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2 semanas atrásem
06/10/2026
De 6 a 10 de outubro, atividades gratuitas marcam o aniversário do espaço com cinema, exposições, música, oficinas, performances e feira.
O Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho completa 25 anos e celebra a data com uma programação especial de 6 a 10 de outubro. Durante cinco dias, diferentes espaços do Ordovás recebem atividades de cinema, artes visuais, literatura, música, oficinas e performances, além da Feira de Primavera. A programação é gratuita e reúne atrações que ajudam a contar a história do Centro de Cultura e mostram a diversidade artística que ocupa o espaço atualmente.
A programação começa nesta terça-feira (06/10), às 19h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia, com a exibição de documentários, entre eles Lanceiros Negros. Na sequência, haverá um bate-papo com Claudia Fin, Lucila Guedes de Oliveira e Cléver dos Santos, com mediação de Diego Lunelli.
Na quarta-feira (07/10), três exposições entram em cartaz: “FENDA: um manifesto polifônico”, do coletivo FENDA; “Território Comum”, com obras do AMARP; e “Cores, Luzes, Fantasmas”, de Isabelle Baiocco. A programação também inclui uma oficina de mixagem do LABMAIS SESC, a partir das 18h, com vagas para os 15 primeiros inscritos. Às 19h, o palco do Zarabatana recebe uma edição do Nosso Sarau.
Na quinta-feira (08/10), o AMARP de Portas Abertas possibilita ao público conhecer o acervo, com visitação gratuita e vagas limitadas por horário, mediante inscrição prévia. À noite, a música ganha espaço com a Noite dos Coros, às 18h30, na Sala de Teatro Valentim Lazzarotto, reunindo o Coro Infanto-Juvenil, Coro Municipal, Coro Sênior e Ordovás (En)canto. Às 20h30, a Banda Merlot se apresenta no palco do Zarabatana.
Aniversário de 25 anos
A sexta-feira (09/10), data que marca os 25 anos da inauguração do Centro de Cultura, concentra parte da programação comemorativa. As atividades começam às 17h30, no palco do Zarabatana, com o protocolo de aniversário, momento de parabéns e apresentação da Escola Preparatória de Dança (EPD).
Às 18h começa o bate-papo “Memórias em movimento”, um encontro dedicado às histórias e experiências que atravessaram o Ordovás ao longo desses 25 anos. Participam Maysa Stedile, Natália Bianchi, Tadiane Tronca, Marcelo Mugnol e Rodrigo Lopes, trazendo diferentes olhares e momentos da trajetória do espaço. Às 20h a Oficina de Choro da Serra Gaúcha encerra a programação da noite.
Também na sexta-feira ocorre a oficina “Na borda do imaginário feminino: colagem e bordado expandido”. As inscrições seguem até 8 de outubro pelo site artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Sábado de Feira de Primavera e música
A programação de aniversário continua no sábado (10/10) com a Feira de Primavera, das 14h às 19h, no pátio do Centro de Cultura. Às 16h a Desorkestra Montanhosa se apresenta acompanhada de uma intervenção circense com aéreos do Grupo GentEncena, coordenado por Roberty Flores. Às 16h30 a Fluência Casa Hip Hop apresenta Breaking com Vitória França Rodrigues e Leonardo Britto. Na sequência, às 17h30, sobem ao palco Os Guri da Catequese. A semana comemorativa termina às 20h, no palco do Zarabatana, com o show da Banda Kelvin – Especial 10 Anos.
Com 25 anos de história, o Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho segue como ponto de encontro de artistas, produtores, coletivos e público. A programação comemorativa revisita essa trajetória e reúne diferentes gerações e linguagens que fizeram e continuam fazendo parte da vida do espaço.
A programação comemorativa dos 25 anos do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho conta com o apoio de Altus Dog Carol, Viking Gastronomia para Eventos, Vagão do Monge, Brechó e Lojinha Gaia, Sesc, Vinícola Pagliosa, Sicredi e Doceria Schmidt.
Inscrições:
Oficina de mixagem LABMAIS SESC: vagas limitadas a 15 inscritos. Formulário: forms.gle/SJ7oz5NBF1HxaB2w7
AMARP de Portas Abertas: vagas limitadas por horário. Inscrições até 7 de outubro em artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Oficina “Na borda do imaginário feminino: colagem e bordado expandido”: inscrições até 8 de outubro em artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Cultura
Primeiro fim de semana da Feira vende 7.124 livros e teve público de 29 mil pessoas
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2 semanas atrásem
05/10/2026
O primeiro fim de semana da 42ª Feira do Livro começou bem. 7.124 livros vendidos no primeiro final de semana da Feira do Livro de Caxias do Sul, que registrou um ótimo movimento na Praça Dante Alighieri com o registro da venda de 7.124 livros e um público circulante de 29 mil pessoas segundo a organização. A programação mobilizou o público a participar das atividades sexta-sábado e domingo.
Depois da abertura oficial na sexta, incluindo show da dupla Kleiton e Kledir com a Orquestra municipal de Sopros, no sábado teve muitas apresentações de dança, atrações musicais, contações de e, no final da tarde, o bate-papo Praça em Prosa e Verso, com a poeta Angélica Freitas e a Patrona Adriane Antunes. O dia foi marcado pela realização da oficina de confecções de cartões da paz com a Amiga do Livro Alexandra Faccio, a Teca. Também foram lançados livros em Talian e filó na língua. Na Rua Montaury, teve apresentação do Grupo Ueba, com o espetáculo “O Cavaleiro e o Dragão”.
Já o domingo reservou dois bate-papos importantes como o “A arte de inventar histórias, com os escritores Jonas Picoli e Guilherme Karsten. Mas, antes disso, o público lotou a Praça Date para assistir às apresentações do Dança na Feira com o Conjunto de Projeções Folclóricas Tio Xico, que teve audiodescrição. O Palco Principal voltou a ser atração com a realização do bate-papo “A leitura como poética de uma revolução interior, com o escritor Jéferson Tenório, mediado pela escritora Lilian Rocha, com linguagens de Libras.
Tenório destacou, dentre tantas reflexões, que precisamos acreditar na cultura, no livro e na ciência, que “foi isso que nos fez chegar até aqui”. Para as novas gerações, destacou que “se você tem 20 e poucos anos e chega no livro com essa perspectiva de aprender algo importante sobre a vida seria o ideal, mas que pena que a gente só se conta disso quando já passou a juventude e a isso você chega nos livros querendo algo”. A escritora Lilian Rocha destacou que “é importante ter uma preparação para a leitura nas idades dos sete aos dez anos feita nas escolas”. Mas depois na fase de adolescência, tem tantas outras mídias que encantad oras que atraem esses possíveis leitores.
Ela provocou Jeferson, que também é professor, a dar sugestões sobre a questão: “Eu tive a oportunidade de acompanhar duas turmas em oitos anos de professor, da terceira série até o Ensino Médio e fui vendo as transformações que foram acontecendo. Até o nono ano era uma maravilha. Trabalharam Livro, Literatura. Quando chegava o nono ano, não sei o que acontecia com eles, que pareciam outras pessoas. E eu até brincava, a partir da Metáfora da Caverna, do Platão, no primeiro ano eles estavam na Caverna, sem enxergar nada, que no segundo, eles começam a ver que tem algo ali, e no Terceiro, é quando saem da Caverna e, no Terceiro Ano, começam a pe rceber que tem algo diferente. É bastante desafiador, pra essa faixa etária, vai de Mangá a Dostoievski. O conselho que daria é que não ter fórmula para gostar de ler, mas você pode e deve dizer que os livros estão à disposição e a escola tem o dever de fazer isso. A luta com o livro digital é também um desafio pois, e fato, há um roubo de atenção dos adolescentes e nossa também. O livro pressupõe outras habilidades, que não é passiva, ela precisa da imaginação para que o mundo funcione. E tenho a impressão é de que estamos imaginando cada vez menos”.
Com o tema “Praça em Prosa e Verso”, homenageando os 120 anos de Mario Quintana, a Feira do Livro vai até 18 de outubro. Nesta edição, o público encontra 24 bancas, sendo 18 do setor geral e seis infanto-juvenis. O público poderá comprar livros contando com o tradicional desconto de 20% sobre o valor.
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