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Governo Lula amplia crédito para agricultura familiar e R$ 150 milhões para inovação
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3 semanas atrásem
Pacote de medidas também inclui regularização fundiária, proteção climática e ampliação do acesso à terra. Desde 2023, mais de 230 mil famílias tiveram acesso à reforma agrária.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (24), um conjunto de medidas para fortalecer a agricultura familiar durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3º CNDRSS), em Brasília. O pacote reúne ações de crédito, regularização fundiária, inovação tecnológica, proteção climática e ampliação do acesso à terra, com foco em garantir renda, dignidade e soberania alimentar para quem produz a comida que chega à mesa dos brasileiros.
Crédito, proteção climática e apoio à produção
Entre os principais eixos está a ampliação do acesso ao crédito e o alívio financeiro para pequenos produtores. O programa Desenrola Rural já renegociou dívidas de 507 mil agricultores familiares, somando R$ 23 bilhões, enquanto o Plano Safra da Agricultura Familiar alcançou R$ 37 bilhões em contratos e já soma 1 milhão de operações neste ciclo. Na prática, isso significa mais fôlego para famílias que enfrentam endividamento, oscilação de preços e dificuldades de investimento na produção.
Outro destaque foi a regulamentação do Programa Garantia Safra, que passa a incorporar uma estratégia de adaptação climática para a agricultura familiar, especialmente no semiárido. A medida busca proteger a renda de agricultores afetados por secas, pragas e eventos extremos, num contexto em que a crise climática já impõe perdas crescentes à produção de alimentos.
O governo também anunciou a criação do Programa Nacional de Regularização Fundiária – Terras do Brasil, voltado à regularização de imóveis rurais em situação de informalidade, priorizando agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais. A medida inclui ainda uma política de governança da terra e uma plataforma nacional para integrar dados fundiários, com o objetivo de dar mais segurança jurídica e reduzir conflitos no campo.
Na frente da produção sustentável, foram lançadas chamadas públicas de inovação no valor de R$ 150 milhões, em parceria com a Finep. Os recursos serão destinados a quatro frentes estratégicas: bioinsumos, sistemas de produção agroecológica e orgânica, soluções digitais para pequenas propriedades e aquicultura de espécies nativas. A proposta é combinar tecnologia, sustentabilidade e aumento da produtividade na agricultura familiar.
Reforma agrária e quilombolas ganham novo impulso
As medidas anunciadas também reforçam a democratização do acesso à terra. Foram assinados sete decretos voltados à reforma agrária, abrangendo áreas em Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Maranhão. Ao todo, os atos envolvem 15,4 mil hectares e têm potencial para atender 479 famílias. Segundo o governo, parte dessas áreas se refere a imóveis que não cumprem a função social da propriedade ou estão marcados por conflitos agrários.
Desde 2023, mais de 230 mil famílias foram incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária, e o governo também destacou a meta de ampliar a estrutura de apoio aos assentamentos, com assistência técnica, crédito, compras públicas e formação de cooperativas.
A agenda voltada às comunidades quilombolas também teve peso central na cerimônia. Lula entregou 18 títulos de domínio para 10 comunidades remanescentes de quilombo, beneficiando 5,6 mil famílias em uma área de 59,5 mil hectares. Entre os destaques está o território quilombola de Alcântara, no Maranhão, com 45,9 mil hectares e 3,3 mil famílias contempladas, além do território Lagoas, no Piauí, considerado o maior território quilombola titulado do Nordeste, com 2,8 mil hectares e cerca de 1,9 mil famílias.
Também foram assinados nove decretos de desapropriação por interesse social para territórios quilombolas em sete estados, abrangendo 590 famílias e 12 mil hectares. O Incra informou ainda que, entre 2023 e 2025, o atual governo já emitiu 32 títulos de domínio para comunidades quilombolas e assinou 60 decretos de desapropriação, consolidando uma retomada da política de regularização territorial.
“Nossa fome é de dignidade”, diz Vânia Marques
As medidas dialogam diretamente com a realidade de quem vive e trabalha no campo. Além de crédito e terra, o pacote inclui assistência técnica, fortalecimento de cooperativas e incentivo à comercialização. Programas como o Coopera Mais já beneficiaram centenas de organizações, ampliando a capacidade de geração de renda coletiva.
A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, destacou o impacto dessas políticas na vida concreta da população. Em seu discurso, ela afirmou que sua trajetória pessoal é resultado direto das políticas públicas voltadas ao campo. “A nossa fome não é fome só de comida. É fome de dignidade, de casa, de universidade, de vida digna para quem alimenta a população desse país”, declarou.
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Destaque
Fundação Caxias arrecada mais de 6 mil materiais escolares em sua 1ª Campanha do Material Escolar
Publicado em
3 dias atrásem
10/04/2026
Iniciativa inédita da entidade durou quatro meses e beneficiou 32 escolas municipais de Caxias do Sul.
A 1ª Campanha do Material Escolar da Fundação Caxias encerrou com resultado expressivo: 6.365 itens foram arrecadados ao longo de quatro meses de mobilização. A campanha teve início em 25 de outubro de 2025, com abertura oficial realizada na FSG no dia 31 do mesmo mês, e se estendeu até 14 de fevereiro de 2026, oferecendo à população um amplo período para contribuir com doações.
Todo o material arrecadado passou por triagem e processo de restauração: itens em mau estado de conservação foram recuperados e incorporados aos kits. Ao final, foram montados 32 kits escolares, um para cada escola municipal beneficiada. A seleção das instituições atendidas contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (SMED), que orientou o cadastramento das escolas com maior necessidade.
“Com a ajuda da SMED, as escolas municipais que mais precisavam de apoio fizeram seu cadastro junto à Fundação, e assim conseguimos destinar os materiais para quem realmente necessitava”, destacou o diretor da campanha, José Theodoro.
Entre as escolas beneficiadas estavam a EMEF Paulo Freire e a EMEF Zélia Rodrigues Furtado, cujas direções participaram da prestação de contas da campanha. A diretora Ana Paula Santos da Silva, da Escola Municipal Paulo Freire, ressaltou o impacto das doações sobre as famílias de estudantes estrangeiros matriculados na unidade.
“Muitas famílias que chegam a Caxias do Sul têm como prioridade imediata moradia e alimentação. O material escolar acaba ficando em segundo plano. São famílias com dois ou três filhos em idade escolar que, sem os kits, teriam dificuldade de comparecer às aulas. Com essa ajuda, conseguimos dar a essas crianças condições reais de iniciar o ano letivo”, explicou a diretora.
A campanha contou com a participação de empresas e entidades de Caxias do Sul. Entre as principais colaboradoras, a Unicred Integração doou cerca de 200 mochilas, reforçando significativamente o volume de materiais arrecadados.
O presidente da Fundação Caxias, Euclides Sirena, destacou o caráter coletivo dos resultados obtidos: “Alcançamos números significativos graças à nossa diretoria, ao conselho, à imprensa e a todos que se dedicaram a essa causa. Foram muitas mãos envolvidas, e é exatamente assim que conseguimos estabelecer resultados. Queremos continuar contando com o apoio de cada um.”
Esta é a primeira edição da Campanha do Material Escolar da Fundação Caxias, concebida e aprimorada ao longo de sua realização. A iniciativa já se consolida como uma ação permanente da entidade, que desde 1969 desenvolve projetos voltados à melhoria da qualidade de vida da comunidade caxiense. Uma nova campanha deve ser lançada em breve, dando continuidade ao compromisso da Fundação com a educação local.
Destaque
Receita Federal alerta para golpe digital envolvendo falsas pendências do IRPF
Publicado em
3 dias atrásem
10/04/2026
Criminosos enviam mensagens com links falsos e ameaças de bloqueio financeiro para induzir contribuintes ao erro.
A Receita Federal recebeu relatos de novos golpes digitais em que criminosos utilizam mensagens falsas para se passar pelo órgão, com o objetivo de induzir contribuintes a acessarem links fraudulentos e fornecerem dados pessoais ou realizarem pagamentos indevidos.
As mensagens geralmente apresentam um tom alarmante, informando a existência de supostas pendências relacionadas ao Imposto de Renda (IRPF 2025/2026), com alegações de que a situação pode comprometer a regularidade do CPF do contribuinte. Entre as consequências mencionadas de forma enganosa estão bloqueios de operações financeiras, impossibilidade de uso do PIX, restrições em contas bancárias, cartões, investimentos e inclusão em cadastros como Serasa, SPC Brasil e Banco Central do Brasil.
Como o golpe ocorre
Os golpistas enviam mensagens de texto ou mensagens por aplicativos de conversa contendo links suspeitos, que direcionam para páginas falsas que simulam ambientes oficiais do governo. Nessas mensagens, há orientação para que o usuário acesse imediatamente o link para “regularizar” a situação ou consultar uma suposta pendência. Em alguns casos, os criminosos também instruem a vítima a interagir com a mensagem para ativar o link, aumentando o risco de comprometimento de dados.
Orientações da Receita Federal
A Receita Federal reforça que não envia mensagens com links para regularização de pendências, nem solicita dados pessoais, bancários ou pagamentos por aplicativos de mensagens ou SMS. A consulta de informações fiscais deve ser realizada exclusivamente pelos canais oficiais disponíveis no site: www.gov.br/receitafederal .
Atenção às principais recomendações:
• Desconfie de mensagens com tom de urgência ou ameaça de bloqueio de serviços financeiros.
• Não clique em links recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens que não sejam de fontes oficiais.
• Verifique sempre o endereço eletrônico antes de acessar qualquer página relacionada a serviços públicos.
• Nunca forneça dados pessoais, bancários ou fiscais em sites não verificados.
Em caso de dúvida, o cidadão deve buscar atendimento diretamente nos canais oficiais da Receita Federal .
A Receita Federal reforça seu compromisso com a segurança digital e alerta os contribuintes para que permaneçam vigilantes diante de tentativas de fraude, contribuindo para a prevenção de golpes eletrônicos.
Destaque
Economia de Caxias do Sul cresce em fevereiro, mas indústria ainda pressiona resultado no ano
Publicado em
5 dias atrásem
08/04/2026
Indicador mensal avança 6,8%, puxado pela indústria; no acumulado do ano, retração é de 2,7%.
A economia de Caxias do Sul registrou crescimento de 6,8% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, impulsionada principalmente pelo desempenho da indústria, que avançou 10,5% no período. Serviços e comércio também apresentaram resultados positivos, com altas de 3,1% e 1,7%, respectivamente. Os dados integram o relatório mensal de desempenho econômico elaborado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) em conjunto com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Caxias), divulgado nesta quarta-feira (8).
Na comparação com fevereiro de 2025, porém, o cenário é de estabilidade, com leve retração de (-0,2%). O resultado reflete, sobretudo, o recuo de (-6,2%) da indústria, que segue como principal fator de pressão sobre a atividade econômica do município. Em sentido oposto, serviços cresceram 7,6% e o comércio avançou 4,8%, amenizando a queda no período.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a economia apresenta retração de (-2,7%) frente ao mesmo período do ano anterior. O desempenho é impactado pela queda de (-10,1%) da indústria, enquanto serviços (+5,9%) e comércio (+5,5%) mantêm trajetória de crescimento.
Já no acumulado de 12 meses, o indicador geral recua (-1,2%). Apesar do avanço de serviços (+8,1%) e comércio (+5%), o desempenho não foi suficiente para compensar a retração industrial de (-8,4%). O cenário segue influenciado por juros elevados, incertezas econômicas e tensões geopolíticas, fatores que restringem investimentos e a atividade produtiva.
Indústria reage no mês, mas mantém queda no acumulado – O desempenho industrial em fevereiro foi sustentado pelo aumento das horas trabalhadas (+24,1%) e das vendas (+21,7%) na comparação mensal. Ainda assim, o setor acumula queda no ano e nos últimos 12 meses, refletindo a redução nas compras industriais (-30,7% no acumulado do ano) e um ambiente de demanda interna enfraquecida.
Serviços e comércio sustentam atividade – O setor de serviços manteve trajetória positiva, com crescimento de 3,1% no mês e alta de 7,6% frente a fevereiro de 2025. O comércio também apresentou expansão, com avanço de 1,7% no mês e 4,8% na comparação anual, contribuindo para mitigar o impacto negativo da indústria no resultado geral.
Emprego formal mantém saldo positivo – O mercado de trabalho registrou saldo positivo de 2.837 vagas em fevereiro, resultado de 11.194 admissões e 8.357 desligamentos. A indústria liderou a geração de empregos, com 1.064 novos postos. O estoque total de empregos formais no município chegou a 173.748, o melhor resultado desde 2015.
Comércio exterior amplia superávit – No mercado externo, as exportações cresceram 8,5% em fevereiro na comparação com janeiro, enquanto as importações avançaram 0,9%. Com isso, o saldo da balança comercial aumentou 96% no período. No acumulado de 12 meses, as exportações sobem 16%, enquanto as importações recuam (-10%).
Ao comentar o desempenho da economia local, o vice-presidente de Comércio da CIC Caxias, Marcos Rossi Victorazzi, afirmou que o cenário ainda exige cautela, destacando que a inflação elevada segue restringindo o consumo e a circulação de recursos. Segundo ele, a discussão no Congresso sobre o possível fim da escala 6×1 adiciona um fator de incerteza, com potencial impacto sobre custos, inflação e a trajetória da taxa de juros. “Esse movimento ainda não está precificado e pode dificultar a redução da Selic, prolongando um ambiente de crédito restrito”, observou. Victorazzi também alertou para o risco de desaceleração da economia, apesar de sinais pontuais de melhora, e reforçou que a baixa produtividade do País continua sendo um entrave estrutural. “Sem avanços consistentes em produtividade, o crescimento tende a ficar aquém do necessário, ampliando os desafios para a competitividade e o desenvolvimento sustentável”, concluiu.
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