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Economia

Frota de veículos elétricos cresce 80% no Rio Grande do Sul

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Os veículos elétricos estão em alta no mercado automotivo. Embora a frota ainda seja pequena, a tendência é de crescimento no Brasil e no RS. Enquanto no Brasil o crescimento foi de 77% em 2024, no Rio Grande do Sul o índice foi superior a 80% em relação a 2023. A informação foi repassada pelo diretor-técnico do DetranRS, Fábio Santos, no evento South Summit Brazil 2025.

“A eletrificação da frota pode ser comemorada por causa da redução na emissão de poluentes e ruídos, mas ela também exige do poder publico a definição de uma série de regramentos específicos”, afirmou.

No Brasil, a frota de elétricos e híbridos passou de 291 mil em 2023 para 515 mil em 2024, um aumento de 77%. Veículos híbridos, que combinam energia elétrica com outros combustíveis, ainda são os mais populares, totalizando 64% sobre o total, mas os elétricos puros (fonte interna ou externa) vem ganhando espaço e tiveram a frota aumentada em quase 100% no ano passado. 

No Rio Grande do Sul, a frota de elétricos e híbridos chegou a pouco mais de 23,2 mil em dezembro de 2024, o que representa 3% da frota total. Enquanto a frota total do RS cresceu 2,8% de 2023 para 2024, a frota de elétricos e híbridos cresceu 80,6%. Cerca de 70% dela é híbrida. São 23.223 veículos que combinam a fonte elétrica com outro(s) combustíveis, sendo os mais comuns: elétrico/gasolina (8.782) e elétrico/gasolina/álcool (5.191).  

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Prévia da inflação fica em -0,40%, a menor desde agosto de 2022

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Bônus de Itaipu e alimentos ajudaram a derrubar o IPCA-15.

O desconto do Bônus de Itaipu na conta de luz e os preços dos alimentos ajudaram a jogar a prévia da inflação de agosto para baixo e fazer o índice fechar o mês em -0,40%, a menor desde agosto de 2022, quando marcou -0,73%.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho o indicador tinha marcado 0,06%. Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula 4,24% em 12 meses.

Bônus na conta de luz

Dos nove grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE, cinco apresentaram deflação no mês:

Alimentação e bebidas: -0,57% (impacto de -0,12 ponto percentual)

Habitação: -1,41% (-0,22 p.p.)

Artigos de residência: 0,04% (0 p.p.)

Vestuário: -0,20% (-0,01 p.p.)

Transportes: -1% (-0,20 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,05 p.p.)

Despesas pessoais: 0,66% (0,07 p.p.)

Educação: 0,46% (0,03 p.p.)

Comunicação: -0,02% (0 p.p.)

O preço da energia elétrica residencial foi o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo, recuando 6,25% (-0,26 p.p.). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto que consumidores receberam na conta de luz.

Alimentos

O grupo alimentação e bebidas (-0,57%) foi influenciado pela alimentação no domicílio, que ficou 0,97% mais barata.

Veja os alimentos que mais caíram de preço:

tomate: -27,38%

batata-inglesa: -25,14%

cenoura: -17,05%

café moído: -2,31%

Queda na gasolina

A deflação no grupo transportes foi puxada principalmente pelo preço da passagem aérea, que recuou 13,30% no mês. Os combustíveis também contribuíram (-1,43%). Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%).

IPCA-15 e IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de julho a 14 de agosto.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).

O IPCA cheio de agosto será divulgado em 11 de setembro. O boletim Focus da última segunda-feira (24), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, aponta que o mercado espera que a inflação de agosto fique em -0,18%. 

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Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar

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Boletim Focus projeta inflação de 5,02% e Selic de 13,75% em 2026.

As expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros, o crescimento da economia e câmbio permaneceram estáveis na comparação com a semana passada, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.

Para 2026, a projeção para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também permaneceu em 1,98%. As projeções para o dólar ao fim do ano e para a taxa básica de juros (Selic) seguiram em R$ 5,20 e 13,75% ao ano, respectivamente.

O cenário reflete estabilidade nas expectativas para os principais indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.

A projeção para a inflação continua acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central. Para alcançá-la, a autoridade monetária utiliza como principal instrumento a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, medida que ajuda a reduzir a inflação porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, taxas elevadas podem dificultar a expansão da atividade econômica.

2027

Já a previsão de crescimento do PIB indica a expectativa do mercado para o desempenho da economia brasileira. O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O boletim também mostrou pequenas alterações nas estimativas para 2027. A projeção para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%. A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.

Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.

IBGE

A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo e ficou em 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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Divulgados o custo da Cesta Básica e o IPC de Caxias do Sul do mês de julho

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Dados são do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Caxias do Sul.

O Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES) da Universidade de Caxias do Sul divulgou nesta semana o custo da Cesta Básica no município referente ao mês de julho, que é de R$ 1.623,84. O resultado representa uma alta de 0,29% em relação ao mês anterior, quando custava R$ 1.619,14. No período, dos 47 produtos que compõem a cesta, 21 aumentaram de preço, 19 tiveram variação negativa e 7 permaneceram inalterados. Entre eles, os de maior alta no mês foram o mamão (26,78%), o apresuntado (17,24%), a alface (11,56%), a farinha de trigo (9,02%) e a banana (6,79%). Confira o levantamento completo.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Caxias do Sul, também apurado pelo IPES, indica uma elevação nos preços de 0,05% em julho, contra uma alta de 1,25% do mês anterior. Com esse resultado, a variação percentual acumulada do IPC-IPES nos últimos 12 meses alcançou 5,13%, correspondendo a um aumento médio mensal no período de 0,43%. Dos 320 subitens que compõem a estrutura do IPC, 112 aumentaram de preço, 105 tiveram os valores reduzidos e 103 permaneceram inalterados. Clique para acessar.

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