Cultura
Festa da Uva vai comemorar 150 anos da imigração italiana e terá seis desfiles na Sinimbu
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3 anos atrásem
Programação foi divulgada na terça-feira (16), juntamente com o edital para a escolha da música do evento
A principal festa de Caxias do Sul dará início às comemorações dos 150 anos da chegada dos italianos à Serra Gaúcha. A 34ª edição da Festa Nacional da Uva terá como tema Caminhos e Lugares, em alusão ao desembarque dos imigrantes que povoaram a região a partir de 1875. Entre os momentos mais aguardados do evento, os desfiles cênicos colocarão a temática em destaque. Serãoseisexibições de 15 de fevereiro a 2 de março. As apresentações serão na Rua Sinimbu, no trecho entre a Alfredo Chaves e a Dr. Montaury, sempre às 20h (confira abaixo as datas).
O tema da Festa e as datas dos desfiles foram apresentados na terça-feira (16), em coletiva de imprensa, no Hotel Intercity Caxias do Sul. A Comissão Comunitária da Festa da Uva e a Secretaria Municipal da Cultura também lançaram o edital do concurso para a escolha da música da próxima edição (veja abaixo como participar).
A secretária da Cultura de Caxias do Sul, Cristina Nora Calcagnotto, destaca que o evento será realizado “a muitas mãos”. Segundo ela, um dos objetivos é reaproximar a comunidade da Festa, que projeta o nome de Caxias do Sul nacionalmente.
“O tema da 34ª Festa traz um resgate de quem éramos e valoriza quem nos tornamos. Traça uma relação entre o passado, o presente e o futuro, para o melhor entendimento da nossa trajetória. Não podemos falar de Caxias hoje sem percebermos a nossa história. Hoje Caxias é plural, é multicultural. Tem belíssimos lugares que retratam as nossas origens e também outros lugares que mostram o desenvolvimento da nossa sociedade. Foram muitos os caminhos percorridos para chegar até aqui. A Festa de 2024 será linda e promissora.” – afirma Cristina.
Após a edição de 2022, realizada sob protocolos de segurança para evitar o contágio pela covid-19, a programação do próximo ano também irá possibilitar o reencontro com abraços e sorrisos descobertos. Diante disso, o prefeito Adiló Didomenico salienta que o envolvimento da comunidade reforçará o potencial do evento:
“Queremos desenvolver o sentimento de pertencimento das pessoas em relação à Festa. Se o pessoal se envolver, promete ser uma das maiores festas da história, até pela vontade que as pessoas têm de se encontrar, de conviver. Vai ser a primeira Festa sem uso da máscara. Na outra nós ainda tivemos várias restrições, como uso da máscara e passaporte vacinal. Então, é muito importante. Nós queremos que toda a comunidade se envolva, porque a Festa é nossa, é do povo. É esse sentimento que a gente tem que passar para as pessoas” – pontua o prefeito.
Espaço de lazer e diversão, a Festa da Uva movimenta a economia regional, com as feiras agroindustrial e multissetorial. Nos próximos dois meses, a empresa responsável pela comercialização dos estandes deve começar o trabalho dessa outra etapa do envolvimento local com o evento, mas que também costuma extrapolar os limites de Caxias do Sul, atraindo expositores de outras regiões.
“Acreditamos que serão de 250 a 300 espaços para a venda, mas não está finalizado ainda, porque estamos trabalhando em cima do mapa do Centro de Eventos, do Pavilhão 1 e do Pavilhão 2. Tem a área de alimentação e a área externa do Parque também para trabalhar. Projetamos que até meados de julho seja liberada a venda dos espaços”- destaca o presidente da Comissão Comunitária da Festa da Uva, Fernando Bertotto.
A Festa da Uva será realizada de 15 de fevereiro a 3 de março, no Parque Mário Bernardino Ramos (Pavilhões da Festa da Uva).
Mais sobre o tema da Festa da Uva
*Texto de Magali Quadros, diretora-geral da Secretaria da Cultura
Na Itália de 1875, em plena recessão econômica, sem expectativa de melhorar a situação de pobreza, para muitas famílias só havia um caminho: La Mèrica. Com suas vidas devastadas, mas cheios de esperança, os emigrantes juntam seus poucos pertences e suas maiores riquezas, seus filhos, e partem para o distante e desconhecido Brasil.
Aqui percorreriam árduos e laboriosos caminhos na busca do Paese di Cucagna e forjariam outros lugares onde pudessem recomeçar a sonhar e a construir um novo lar. Abriram picadas, estradas e avenidas. Construíram taperas, casas e prédios. Montaram oficinas, comércios e fábricas. Semearam e colheram os frutos do seu trabalho. Inventaram sua própria cocanha.
No 2025, que se avizinha, comemoraremos o sesquicentenário da imigração italiana. Sem dúvida uma data importante para a cidade e região. Ocasião para refletirmos sobre a nossa história, nossas conquistas, venturas e desventuras. Mas também é tempo de festejarmos o hoje, desfrutarmos a beleza dos caminhos e dos lugares, nos alegrarmos com as músicas e as danças, degustarmos os diferentes sabores e usufruirmos da hospitaleira convivência das pessoas.
Juntos com outros imigrantes, migrantes e nativos comemoramos as vitórias de todos e de cada um que aqui vive. Damos as mãos aos conterrâneos e abraçamos o visitante, pois é tempo de Festa da Uva, tempo de vivermos nossos caminhos e lugares.
Desfiles cênicos
Datas:
15 de fevereiro, quinta-feira
17 de fevereiro, sábado
21 de fevereiro, quarta-feira
25 de fevereiro, domingo
28 de fevereiro, quarta-feira
2 de março, sábado
Horário: 20h
Onde: Rua Sinimbu, entre a Alfredo Chaves e a Dr. Montaury
*Duas datas estão reservadas para o caso de chuva em dias programados dos desfiles: 23 de fevereiro, uma sexta-feira, e 3 de março, um domingo. Esse último será usado para repor o desfile do dia 2 de março, se chover.
Como participar do concurso da música da Festa
A Festa Nacional da Uva 2024 realizará o concurso da música tema, com o objetivo incentivar o setor da produção musical autoral.
Para a inscrição, é permitida a participação de músicos residentes em Caxias do Sul há, no mínimo, dois anos. Cada concorrente poderá inscrever apenas uma música como letrista, sendo admitida a sua participação em outras propostas inscritas desde que ocupe outras funções. Além disso, a composição deverá ser inédita, não podendo ter sido gravada, editada ou comercializada anteriormente, mesmo que parcialmente, sob a pena de desclassificação.
Quem tiver a maior pontuação vencerá o concurso e receberá o montante de R$ 12 mil para a produção e gravação da música definitiva cedendo os direitos autorais à Comissão Comunitária da Festa para comercialização, edição, divulgação, bem como para criar versões em quaisquer idiomas, publicar e rearranjar o conteúdo parcial ou total, modificar a estrutura, texto da letra ou ceder a terceiros, em caráter permanente.
Os interessados devem realizar a inscrição por meio de formulário, que estará disponível juntamente com o regulamento no site da Festa da Uva 2024 e no site da Secretaria Municipal da Cultura, desta terça-feira (16) até 18 de junho.
MAIS DESTAQUES
Cultura
Sesc Geek reúne dubladores, criadores de conteúdo e atrações do universo geek em Caxias do Sul
Publicado em
1 dia atrásem
23/10/2026
Evento acontece em 31/10 e 1º/11, com oficinas, música, games e personalidades.
O universo geek ganha espaço em Caxias do Sul nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, com a realização do Sesc Geek. O evento acontece no Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira César, 2462), das 10h às 18h, reunindo dubladores, criadores de conteúdo, música, dança, games, oficinas, concursos e experiências temáticas para os fãs da cultura pop.
Em meio a uma programação diversa, um dos principais destaques é a presença do dublador Guilherme Briggs, que participa no domingo, dia 1º, do painel “Vozes que Ganham Vida: Dublagem na prática”, às 15h30. O público também poderá participar de sessões de fotos com o artista, exclusivas para quem adquirir o ingresso VIP. No sábado, dia 31, os dubladores Fernando Mendonça e Lucas Gama participam do bate-papo “Vozes que Marcam”, às 14h30. Os convidados também estarão em sessões de fotos para o público com ingresso VIP. Entre as atrações, ainda terá a participação dos criadores de conteúdo Eu Hippe e Guilherme Oss, que no domingo comandam o bate-papo “Geek Sem Filtro: Os Bastidores da Criação de Conteúdo”, às 11h30.
Além dos convidados, o Sesc Geek terá atrações para diferentes públicos. Entre os espaços disponíveis estão a Arena Gamer, o Parque dos Horrores, a Casa Maldita – Metamorfose: O Homem que se Transforma em Lobisomem, exposições, experiências do Senac, praça de alimentação temática e espaços com produtos do universo geek. A programação também inclui apresentações de K-Pop, Random Dance, Animekê, oficinas, concursos de Cosplay e Cospobre e atividades voltadas aos fãs de mangá e cultura pop.
A música também estará presente no evento. No domingo, a banda The Kira Justice se apresenta às 16h30, integrando a programação de encerramento. O público poderá ainda acompanhar as premiações dos concursos de Cosplay, Cospobre, Cosplay infantil e K-Pop.
Os ingressos estão disponíveis pelo site do Sesc-RS, com opções individual, passaporte e VIP. O ingresso individual dá acesso a um dos dias do evento e às atrações gerais, enquanto o passaporte permite a participação nos dois dias. Já o VIP inclui os dois dias, entrada preferencial, guarda-volumes, copo personalizado, combo de lanche e foto individual com os convidados participantes das sessões de fotos, entre outros benefícios. O Cine Horror Experience, que acontece às 19h30 de sábado, conta com ingresso separado do evento.
A meia-entrada está disponível para diferentes públicos, incluindo estudantes, pessoas com deficiência, idosos, jovens de baixa renda, doadores regulares de sangue, professores, cosplayers e dançarinos de K-pop participantes do evento. Crianças menores de 6 anos têm entrada gratuita. Para acessar o evento, todos os participantes devem apresentar documento de identificação com foto.
Os ingressos estão disponíveis pelo site www.sesc-rs.com.br/
Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.
Com o tema “A luz que atravessa o tempo”, edição comemorativa fala sobre a memória e os vínculos entre gerações.
A 10ª edição de O Grande Espetáculo de Natal será realizada nos dias 28 e 29 de novembro, sábado e domingo, às 20h, na Praça Dante Alighieri, junto à Casa Magnabosco, em Caxias do Sul (RS). Gratuito e aberto à comunidade, o espetáculo celebra uma década de trajetória com uma nova produção artística que propõe uma reflexão sobre o tempo, a memória e os vínculos construídos entre gerações.
Com o tema “A Luz que Atravessa o Tempo”, a edição de 2026 apresenta uma narrativa que tem como ponto de partida a relação entre um avô e sua neta. Em meio aos preparativos de Natal, um poema escrito pelo avô conduz a jovem por uma jornada de descobertas, na qual diferentes experiências revelam a importância de perceber o mundo com sensibilidade, reconhecer a passagem do tempo, preservar as lembranças, encontrar coragem e compartilhar.
A história ganha forma por meio da integração entre música, dança, circo e poesia, em uma construção cênica que alterna grandes composições visuais e momentos de introspecção. Ao estabelecer conexões entre passado e presente, o espetáculo convida o público a reconhecer aquilo que permanece nas relações humanas e nas memórias que atravessam gerações.
Memória, encontro e esperança
Ao completar dez anos, O Grande Espetáculo de Natal reafirma sua relação com a comunidade de Caxias do Sul e as diferentes gerações que acompanharam sua trajetória. Desde sua criação, o projeto reúne artistas, profissionais da cultura, instituições, empresas e público em uma celebração coletiva que ocupa o espaço urbano e contribui para a construção de memórias afetivas associadas ao Natal.
Para Pedro Horn Sehbe, CEO, idealizador e diretor geral de O Grande Espetáculo de Natal, a celebração dos dez anos representa a consolidação de um projeto que nasceu com o propósito de reunir a comunidade em torno da arte e que, ao longo de sua trajetória, conquistou um lugar de destaque no calendário cultural da Serra Gaúcha. “Chegar à décima edição é a confirmação de que construímos algo que pertence à nossa cidade. O Grande Espetáculo de Natal nasceu de uma visão, cresceu com o envolvimento de muitas pessoas e hoje representa a força de uma comunidade que acredita na cultura e na capacidade da arte de transformar espaços, aproximar gerações e construir legados. São dez anos de trabalho, de investimentos e de compromisso com a entrega de um espetáculo de excelência, gratuito e acessível à população. Nessa edição, queremos celebrar essa conquista olhando também para o futuro, porque a luz que atravessa o tempo é aquela que conseguimos manter viva e transmitir às próximas gerações”, destaca.
Na dramaturgia, essa relação entre passado e presente se manifesta especialmente no encontro entre o avô e a neta. De gerações distintas, os personagens estabelecem um diálogo que aproxima experiências, percepções e maneiras de compreender o mundo. A figura do avô poeta conduz a narrativa a partir de um olhar sensível sobre os acontecimentos cotidianos, revelando como gestos, lembranças e experiências aparentemente simples podem adquirir novos significados ao longo da vida.
A poesia assume papel central nessa construção, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e conduzindo o público por uma história que encontra significado nas relações familiares e nas lembranças que permanecem ao longo do tempo. A proposta dialoga com a sensibilidade presente na obra de Mário Quintana, especialmente em sua atenção aos pequenos acontecimentos e à capacidade de reconhecer a beleza nas experiências cotidianas.
A narrativa também preserva elementos da tradição cristã do Natal, reconhecendo sua presença na formação das memórias e das celebrações familiares. Essa dimensão se integra à proposta artística de um espetáculo comunitário, que valoriza o encontro entre gerações, a convivência e o compartilhamento de experiências. Ao abordar sentimentos como amor, fé, esperança e solidariedade, a produção propõe uma reflexão sobre valores que permanecem significativos mesmo diante das transformações da sociedade.
Com direção executiva de Cali Troian, a décima edição também marca o fortalecimento institucional de O Grande Espetáculo de Natal, que vem ampliando sua dimensão artística, sua capacidade de mobilização e sua presença entre os atrativos natalinos da Serra Gaúcha. A articulação entre iniciativa privada, poder público e profissionais da cultura contribui para a continuidade do projeto e para o posicionamento de Caxias do Sul no calendário cultural e turístico do Rio Grande do Sul.
Novidades cênicas
Para marcar a décima edição, O Grande Espetáculo de Natal apresenta uma concepção artística que amplia as possibilidades de integração entre dramaturgia, música, dança, circo e recursos visuais. Figurinos, iluminação, efeitos especiais e elementos cenográficos participam da construção narrativa, contribuindo para representar as experiências e transformações vividas pelas personagens.
Com duração aproximada de uma hora, a apresentação será organizada em quadros cênicos que alternam momentos de impacto visual com passagens intimistas e contemplativas. A montagem contará com a participação do Coro Unimed, dos artistas do Grupo Tholl e da Cia. Matheus Brusa, reunindo diferentes linguagens artísticas em uma experiência concebida para o espaço urbano.
A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Ivan Montanha, reúne canções natalinas que atravessam gerações e permanecem presentes na memória afetiva do público. Interpretado por mais de 60 vozes adultas e juvenis, o repertório acompanha o desenvolvimento da narrativa, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e contribuindo para a atmosfera de emoção e celebração que caracteriza O Grande Espetáculo de Natal.
Com roteiro assinado por Marcelo Andrighetti, em parceria com os diretores do espetáculo, a narrativa percorre diferentes universos cênicos, enquanto as coreografias de Matheus Brusa traduzem em movimento os sentimentos, as lembranças e as transformações vividas pelas personagens. A integração entre a dança, o circo do Grupo Tholl e a música do Coro Unimed dá forma a uma encenação que explora o contraste entre movimento e pausa, passado e presente, realidade e imaginação.
A abertura terá como referência o ambiente familiar dos preparativos de Natal, dando início à relação entre os personagens e ao percurso que conduz a jovem por diferentes experiências. Ao longo da apresentação, a combinação entre música, dança, acrobacias e elementos simbólicos permitirá ao público acompanhar uma história sobre o tempo, a memória e a descoberta de novos sentidos para a celebração natalina.
Ao reunir diferentes expressões artísticas em uma produção concebida para o espaço público, O Grande Espetáculo de Natal comprova sua proposta de aproximar a comunidade da experiência cultural. A celebração dos dez anos reconhece tanto a trajetória do projeto quanto o papel da arte na formação de público, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na construção de referências culturais compartilhadas.
As duas apresentações são gratuitas e contarão com áreas destinadas à acessibilidade, demonstrando o compromisso do projeto com o acesso à cultura e a participação da comunidade.
Cultura
Feira do Livro encerrou neste domingo com público de 140 mil pessoas
Publicado em
5 dias atrásem
19/10/2026
Com mais de 350 ações realizadas entre os dias 02 e 18 de outubro, a 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul contabilizou um público de 140 mil pessoas, registrando a venda de 33.725 livros no período. A solenidade de encerramento foi neste domingo, depois do show da dupla Tita e Rafa. Com o toque da sineta feito pela patrona, Adriana Antunes, houve também a tradicional entrega de rosas aos livreiros das 24 bancas que atuaram nesta edição.
O fim de semana contou também com o concorrido bate-papo com os novos aurores, realizado sábado à tarde, na Galeria Gerd Bornheim, reunindo os escritores caxienses Gustavo Tamagno Martins, Jorge Possamai, Josiane Scapin, Lilian Lima e Simone Müller Cardoso. No mesmo espaço, na sequência, foi realizado o “Vivências dissoantes – Poetas LGBT+” reunindo Jaque Pivotto, Roberta Saldanha, Felipe Zobaran e Ceci Favero. A Patrona Adriana Antunes seguiu no pique coordenando mais um “Venha Ler Com a Patrona”, esta vez numa roda de leitura batizada de “Conversas Clariceanas: lendo contos de Clarice Lispector”.
Ainda no sábado à tarde, no Palco Principal, durante conversa mediada pela jornalista Tríssia Ordovás Sartori, o escritor e especialista em felicidade, Gustavo Arns, falou de como pensamos nela como algo que já passou:
“Às vezes depositamos a felicidade no passado, com expressões como ‘eu era feliz e não sabia’. Há uma dificuldade de conseguir exercitar a musculatura da presença”, disse Arns, destacando que é preciso treinar o exercício da presença em nosso cotidiano.
Ele também lembrou que foi em Caxias do Sul que conheceu a Monja Coen, de quem ficou amigo e, juntos, lançaram livros e criaram o Centro de Estudos de Felicidade.
“Ela estava jantando uma costela suína. Pensei que fosse vegetariana. Aí ela me olhou perguntado ‘qual o problema de uma monja comer uma costela’, recordou-se Arns.
Com a Praça Dante Alighieri lotada na tarde de sábado, os jornalistas e podcasters Ivan Mizanzuk e Chico Felitti deram um show de simpatia e inteligência, sendo ovacionados pelo público que, também, enfrentou longa fila de espera para obter um autógrafo e uma selfie.
Na conversa, Felitti citou Dráuzio Varela e Eliane Brum como referências para a sua determinação para se profissionalizar contando histórias em áudio:
“Descobri que contar histórias era uma profissão. O que me atrai é o que está fora do centro. Amo bater na porta, amo o constrangimento e o confronto. Me alimento disso”, disse Felitti, antecipando um dos seus próximos podcast: “Fui acusado de um crime aos 13 anos, uma fofoca dizendo que tínhamos espancado um amigo que morreu. Nunca lidei com isso, tinha esquecido. Mas estou rodando o mundo para encontrar estes amigos e investigar essa morte.”
Pioneiro no mundo dos podcasts, referência afirmada de Felitti durante a conversa, Ivan Mizanzuk disse que, no dia a dia, gosta de quebrar a cabeça para encontrar as histórias, mas não muito de escrever os roteiros.
“Já é um esforço grande falar com pessoas estranhas, então prefiro terceirizar o roteiro”, explicou, também falando de seu próximo trabalho, abordando o caso da morte de PC Farias, que foi assessor do ex-presidente Fernando Collor: “Minha intenção é solucionar o caso PC Farias”.
A tarde de domingo reuniu o público para assistir ao show de mágicas do mágico Mateus Di Macedo, além do show de encerramento da dupla Tita e Rafa que, acompanhados de banca, repassaram hits do rock brasileiro dos anos 1980, botando o público para cantar e dançar.
A solenidade de encerramento teve fala da presidente da Associação dos Livreiros Caxienses – Alca – , Maria Helena Lacava. Ela festejou mais uma edição da Feira na Praça Dante e conclamou:
“Vamos ter empatia, amor e consciência. Tudo isso faz a diferença na vida. Saber que a leitura ajuda na compreensão do texto e do contexto nacional que estamos vivendo é fundamental”, disse.
A Amiga do Livro, Alexandra Faccio, Teca, falou com emoção deste grande momento de sua vida:
“Que jornada foi para mim esta para mim! Uma linda festa literária. Este foi o meu momento em que pude trilhar entre palavras. Não consigo mais ordenar minhas lágrimas”, disse Teca, entre… lágrimas.
A Secretária da Cultura, Tatiane Frizzo, destacou o empenho de todos os envolvidos na realização da Feira, dizendo que foram dias felizes, saudando a próxima Feira, para 2027:
“A 43ª Feira vai ser muito especial”, afirmou.
Em seu discurso de encerramento, a Patrona Adriana Antunes falou de caminhadas – físicas e metafóricas:
“Caminhei muito por esta praça nestes 18 dias de feira, foram 32 quilômetros, registrados no aplicativo. Mas, somos todos feitos de fins. E, em algum momento ele chega. E se eles existem é porque houve um começo. E no começo eu era bem pequena. Do jardim da minha casa, meu pai apontava para o centro e dizia: um dia você vai chegar lá. Não sei se cheguei aonde ele imaginava, mas hoje, neste momento estou aqui e para a garota de onde eu vim, já é bem longe”, disse Adriana, convocando o público dar as mãos e, se quisessem, se abraçar:
“Que nossas mãos troquem a ameaça, a agressão, a arma, por ternura. Carecemos de amor, de respeito, de mãos que saibam acolher. Encerro esta feira com o sentimento de que, por alguns dias, fomos mais leitores, mais apaixonados por livros, pela cultura, pela arte, mais ternos e potencialmente mais humanos. Compreendendo que tudo passa. E, eles também passarão. Não tenho nenhuma pretensão ao chegar ao fim. Desejo apenas que sejamos pessoas que saibam mais amar do que odiar” falou a Patrona.
Para o Coordenador Geral, Cássio Felipe Immig, a 42ª edição da Feira do Livro de Caxias cumpriu sua tarefa de dinamizar a cena cultural da cidade com ações pontuais e significativas na área do Livro, Literatura e Leitura:
“Minha avaliação da Feira do Livro de 2026 é, em linhas gerais, positiva. Apesar do clima ter sido predominantemente frio e úmido, com alguma chuva em quase todos os dias, o público compareceu. Tivemos vários momentos de praça lotada, mesmo fora do fim de semana. Também acredito que o cuidado maior com o público PCD e o Espaço da Acessibilidade foram um acerto e um passo a mais em direção ao nosso principal objetivo que a democratização do acesso à leitura e ao livro. Os retornos recebidos do público em geral e dos escritores foi elogioso, destacando a qualidade e variedade da programação e a beleza da praça durante o evento. Com tudo isso, entendo que conseguimos entregar mais uma grande Feira do Livro para a comunidade de Caxias do Sul.”
Na relação dos dez livros mais vendidos, contabilizados até sábado, destacam-se livros de autores locais nas primeiras posições, sendo “Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul”, de Claudia Velho, editora EDUCS, o destaque entre os adultos e “Saudade cabe na mochila?, de Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, com ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS, o segundo mais vendido entre os infanto-juvenis (lista completa abaixo).
A realização da 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul é da Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com patrocínio de Supermercados Andreazza, Sorvetes Urca, Sulgás, Randoncorp e Racon Consórcios. O Patrocínio Institucional é da e Unimed Serra Gaúcha. O Apoio Cultural é do Instituto Elisabetha Randon, Câmara de Vereadores, Infront, Gráfica Cromo e Unifique A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul. Financiamento Pró-Cultura – Governo do Estado.
42ª Feira do Livro – Livros mais vendidos até sábado (17)
Adultos
1 – Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul, Claudia Velho, editora EDUCS
2 – A estranha na cama, Raphael Montes, editora Companhia das Letras
3 – Resgatando mulheres, reconstruindo vidas, organizadores Isabela Bressan Prux e Maria Marlene da Silva Faria, editora Desdobra
4 – Educs: meio século de histórias, organizadora Simone Côrte Real Barbieri, editora EDUCS
5 – Quando, Carla Madeira, editora Record
6 – Verity, Colleen Hoover, editora Galera Record
7 – Vida de médico, Francisco Michielin, editora Lettere & Parole
8 – Ela, Lisana Bertussi, editora São Miguel
9 – Rádio Caxias: há 80 anos a voz da cidade, Marcos Kirst, editora São Miguel
10 – O massacre da família Hope, Riley Sager, editora Intrínseca
Infanto-juvenis
1 – Eu duvido vocês terminar este livro, Giuliana Mafra, editora Outro Planeta
2 – Saudade cabe na mochila?, Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS
3 – Olhinhos curiosos (série), vários autores
4 – Diário de uma princesa desastrada, de Maidy Lacerda, editora Outro Planeta
5 – Pense rápido (série), de Paloma Blanca Alves Barbieri, editora Ciranda Cultural
6 – O Homem-cão (série), Dev Pilkey, editora Companhia das Letrinhas
7 – Minecraft (série), vários autores, editora Ciranda Cultural
8 – O pequeno príncipe, Antoine de Saint Exupéry, várias editoras
9 – Diário de um Banana (série), Jeff Kinney, editora VR
10 – O cara que estou a fim não é um cara?!, Sumiko Arai, editora New Pop
Feira do Livro encerrou neste domingo com público de 140 mil pessoas
Seletivo Agilzinho S151 terá trajeto ampliado
Neste segundo turno, Caxias do Sul não terá nenhuma alteração de local de votação
O Grande Espetáculo de Natal celebra 10 anos
Sindicato dos Metalúrgicos celebra primeira redução total de jornada em fábrica de Caxias do Sul
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