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Feira Ecológica de Caxias do Sul completa 25 anos dedicados à agricultura sustentável e à saúde dos consumidores

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No próximo sábado, dia 20 de maio, às 8h30min, encontro vai marcar duas décadas e meia do ponto de venda que virou referência em comercialização de produtos livres de agrotóxicos. Para celebrar, haverá degustação de bergamotas, fruta de outono-inverno

Desde maio de 1998, as manhãs de sábado têm um sabor especial que mistura cuidado, saúde, trabalho e dedicação, levados das pequenas propriedades dos agricultores ecológicos da região à mesa dos caxienses pelos alimentos orgânicos da Feira Ecológica de Caxias do Sul. Essa história de compartilhamento de cuidados já percorreu 25 anos e, no próximo sábado, dia 20 de maio, será celebrada com um encontro para reunir feirantes, clientes e a comunidade em geral.

A cerimônia de celebração dos 25 anos da Feira Ecológica ocorre a partir das 8h30min, na Praça das Feiras, no bairro São Pelegrino, e contará com a presença e os pronunciamentos do Frei Jaime Bettega, que fará a benção do encontro, dos representantes do grupo de Coordenação de Feira, dos fundadores, de cliente e de representantes da Prefeitura Municipal.

Ainda no sábado, logo após a solenidade, haverá degustação de bergamotas. Os agricultores das bancas das cooperativas Ecocitrus, de Montenegro, e Ecomorango, de Bom Princípio, irão ofertar a fruta aos clientes e amigos da feira. Será uma amostra da colheita da produção ecológica das famílias agricultoras do Vale do Caí, a região que mais produz citros no Estado, em especial a bergamota.

Para além dos atos de celebração das duas décadas e meia, o encontro vai comemorar ainda o trabalho dos agricultores que, desde 1998, foram pioneiros em estabelecer um local para a comercialização de alimentos orgânicos.

“A feira possibilita que a produção da agricultura orgânica seja ofertada diretamente aos consumidores, sem um intermediário. Cria, assim, uma relação entre os próprios agricultores e os clientes. O que é um diferencial em relação à compra no mercado tradicional”, contextualiza Alexandre Reche, agricultor que integra a comissão de coordenação da Feira.

A comercialização pelos agricultores ecológicos ocorre em dois espaços: aos sábados, na Praça das Feiras, no Bairro São Pelegrino e, nas quartas-feiras, na Rua Santos Dumont, no bairro Exposição.

Atualmente, aos sábados, 23 bancas realizam a venda da produção da agricultura familiar de diferentes municípios da região: Antônio Prado, Bom Princípio, Caxias do Sul, Farroupilha, Feliz, Flores da Cunha, Ipê, Nova Petrópolis, Nova Roma do Sul, Montenegro e Morrinhos do Sul. Nas quartas-feiras, o ponto de venda de orgânicos é organizado pelos agricultores da Cooperativa Ecomorango, de Bom Princípio.

Para poder comercializar os alimentos da safra na Feira Ecológica, o agricultor precisa ter o certificado da produção orgânica. Atualmente, a maioria das certificações se dá por meio da Rede Ecovida, entidade cadastrada junto ao Ministério da Agricultura. De acordo com Reche, essa certificação é renovada a cada ano e passa pela avaliação da Comissão de Coordenação da Feira. “Comprova que o agricultor tem a liberação para vender seus produtos de maneira adequada”, explica.  

Por ofertar alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos e com manejos adequados para a sustentabilidade agrícola, a Feira conta com hortaliças, legumes e frutas saudáveis e colhidos na estação, além de produtos agroindustrializados. A fidelidade à entrega de qualidade aos clientes persegue a feira ao longo de seus 25 anos. Tanto que, em sua história, apenas em um sábado ela parou. Justamente, por causa da pandemia de Covid-19 que obrigou, por causa de decreto legal, o cancelamento de todas as atividades comerciais em Caxias do Sul.

“A história da Feira é marcada pela persistência dos agricultores que mantiveram a determinação e a dedicação por possibilitar um ponto de venda na cidade”, destaca Reche. Ele explica que mesmo com condições climáticas, muitas vezes adversas, o compromisso de montar as bancas aos sábados é reforçado semanalmente.

OS PIONEIROS DA AGROECOLOGIA

A iniciativa por criar uma Feira Ecológica em Caxias do Sul surgiu a partir de um encontro mútuo. De um lado, o interesse do poder público municipal da época e, de outro, os objetivos dos agricultores ecológicos. Na metade da década de 1990, ainda eram poucos os que se dedicavam a um manejo agroecológico. Alguns, porém, perceberam os riscos do uso de agrotóxicos no meio rural, tanto para quem consumia o resultado das safras, quanto para quem tinha que lidar com os produtos químicos.

“Em 1995, mudamos da agricultura química para a ecológica. Era algo que estava matutando em nossas cabeças. A consciência nos acusava que o agrotóxico fazia mal”, sintetiza o agricultor Antonio Rossi.

Após três anos do início da agroecologia na propriedade, iniciada no cultivo da batata, o pai de Antonio, o agricultor Avelino Rossi, resolveu buscar a Secretaria de Agricultura para propor uma forma de vender a produção da propriedade da família, localizada na Linha 40, interior de Caxias do Sul.

“Quando mudamos para a produção ecológica, ficamos alguns anos trabalhando no vermelho. Nossa produção era mais saudável, mas a comercialização era feita com produtos da agricultura convencional”, recorda Antonio, explicando que, embora diferenciados, os legumes, hortaliças e frutas acabavam recebendo a mesma remuneração que os produtos cultivados com aditivos químicos.

A ideia de Avelino foi acolhida pela Secretaria da Agricultura, e a Feira ganhou um espaço: o Largo da Estação Férrea. Também recebeu um dia e horário: sábados pela manhã. A Feira Ecológica surgia, assim, para apoiar um novo momento agrícola que se voltava aos orgânicos e à preocupação com a saúde. Feira Ecológica de Caxias do Sul foi oficializada pelo poder público no dia 9 de maio de 1998.

Juntamente com os Rossi, as famílias de Dervi Brancher e Ari Venturin, também de Caxias do Sul, e de José Tondello e Antônio Tondello, de Antônio Prado, estavam no grupo que começou a iniciativa. Rossi, Brancher e as famílias Tondello permanecem até hoje na Feira Ecológica.

Em 2016, com a criação da Praça das Feiras, o ponto de comercialização ganhou a região entre a Avenida Rio Branco e a Rua Feijó Júnior.

Ao longo de seus 25 anos, a Feira Ecológica mudou, e não foi apenas o local. Ela passou a acolher mais agricultores, que vinham de outros municípios da região. Também ampliou o número de bancas e a variedade de itens. A quantidade se tornou ainda mais atrativa, e a qualidade foi sendo reforçada.

CONFIANÇA QUE VEM DE DÉCADAS

O cliente Francisco Cagliari, de 71 anos, foi um dos primeiros compradores da Feira Ecológica. Ele recorda que, no início, lá em 1998, os pés de alface eram menores – assim como os demais produtos. Com o tempo, porém, eles foram adquirindo maior tamanho. Essa mudança demonstra como a relação da Feira impactou também no modo de produzir, já que possibilitou um mercado na cidade para a produção orgânica e representou rendimentos para que os agricultores pudessem investir em novas alternativas para gerar qualificação à produção sem uso de agrotóxicos.

Cagliari procurou a Feira Ecológica, em 1998, porque sentia que a produção convencional causava mal à saúde dele e da família. Foi numa Romaria da Terra, no interior de Santa Cruz do Sul, que ele soube pelo Padre Schio, religioso incentivador dos pequenos produtores, que o ponto de comercialização de orgânicos seria criado em Caxias do Sul. Nas primeiras semanas de funcionamento da Feira, Cagliari já estava por lá.

A prática se mantém até hoje! Tradicionalmente, os sábados pela manhã são dedicados à ida à Feira, quase sempre acompanhado da mulher, Inês. A rotina desses 25 anos não foi apenas para comprar produtos frescos, saudáveis e de qualidade. O contato semanal com os agricultores se transformou em amizade, compartilhamento de histórias e informações – muitas delas sobre o processo produtivo. A própria agricultura sempre esteve na história de Cagliari, que morava em Fagundes Varela antes de residir em Caxias do Sul, há 51 anos. “Eu saí da roça, mas a roça não saiu de mim”, comenta.

Cagliari é representante de um vínculo constituído e mantido entre os produtores de alimentos orgânicos e os clientes: a confiança. Além de produtos de qualidade e saudáveis, quem passa pela Feira Ecológica encontra afeto, cuidado e responsabilidade com alimentos que saem do interior para as mesas dos caxienses. É, de fato, como se a roça chegasse à casa de cada cliente, mas uma roça que vive de modo sustentável e com consciência ambiental.

DIAS E HORÁRIOS DA FEIRA

A comercialização de alimentos orgânicos pelos agricultores ecológicos ocorre em dois espaços: a Praça das Feiras, no bairro São Pelegrino e na Rua Santos Dumont, no bairro Exposição.

Quarta-feira – das 11h30min às 16h, na Rua Santos Dumont, esquina com a Rua Vereador Mário Pezzi, Bairro Exposição. Ponto de venda de orgânicos com atendimento pelos agricultores da Cooperativa Ecomorango, de Bom Princípio.

Sábado – das 6h30min às 11h30min – na Praça das Feiras (próximo à antiga Estação Férrea), Bairro São Pelegrino. Atendimento em 23 bancas de agricultores de 11 municípios.

SERVIÇO

O quê: Encontro de Celebração dos 25 anos da Feira Ecológica de Caxias do Sul

Quando: Sábado, dia 20 de maio

Horário: 8h30min

Local: Praça das Feiras | Bairro São Pelegrino

Mais informações:
instagram.com/feiraecologicacaxiasdosul/

facebook.com/FeiraEcologica/

Fotos

Imagens da Feira na Praça das Feiras, bairro São Pelegrino

Coordenadores da Feira: os agricultores (na foto, da esquerda para a direita) Alexandre Reche, da banca Floresta Essencial; Maique Kochenborger, da Cooperativa Ecocitrus; Fabiana Tondello, da banca da família Tondello; e Antônio Rossi, da Família Rossi

Crédito – Arquivo Feira Ecológica de Caxias do Sul

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Escola do Amanhã abre vagas extras para jovens de Caxias do Sul

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Inscrições para curso gratuito podem ser feitas somente até domingo (23/08).

Podem participar jovens de 14 a 16 anos, desde que estejam estudando regularmente no turno oposto ao escolhido para as atividades. As aulas são realizadas no SENAI Mecatrônica, em Caxias do Sul. A participação é gratuita, ficando a cargo das famílias apenas os custos de deslocamento e alimentação.

O SIMECS (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região) abriu vagas extras para a Escola do Amanhã, projeto gratuito que aproxima jovens do universo da indústria por meio de formação prática, contato com novas tecnologias e experiências relacionadas ao mundo do trabalho. As inscrições seguem abertas até domingo, 23 de agosto, com oportunidades para turmas nos turnos da manhã e da tarde.

Durante a formação, os estudantes têm contato com conteúdos como comportamento, relacionamento e evolução profissional, leitura e interpretação de desenho mecânico, metrologia com prática em paquímetro, fundamentos de Solidworks, robótica com LEGO, programação básica para robótica e manipulação e controle de robôs.

A formação vai além dos conhecimentos técnicos. A Escola do Amanhã inclui conteúdos relacionados à educação financeira, empreendedorismo, segurança e cidadania, além de conversas com profissionais e visitas técnicas a indústrias. Dessa forma, os participantes ampliam o contato com diferentes áreas e conhecem mais de perto ambientes, processos e possibilidades de atuação profissional.

É possível fazer a inscrição inclusive neste sábado (22) e neste domingo (23) pelo site do Simecs no link:simecs.com.br/projetos/escola-do-amanha. O jovem deverá se dedicar dois dias na semana, no turno contrário ao da escola, sendo um para curso de Robótica e outro para atividades complementares. As aulas do projeto Escola do Amanhã ocorrem no Senai Mecatrônica – Travessão Solferino, 501 – Bairro Cruzeiro, em Caxias do Sul (junto ao Campus Sede da UCS).

Criada em 2023, a Escola do Amanhã já alcançou 1.392 estudantes, envolveu 18 escolas e promoveu mais de 100 visitas técnicas em empresas. A proposta é aproximar educação e indústria e permitir que os jovens conheçam, na prática, tecnologias, competências e possibilidades profissionais presentes no setor.

Para o presidente do SIMECS, Paulo Scopel, a iniciativa representa um compromisso com a formação das novas gerações e com o futuro da indústria regional. “É um dos projetos que o SIMECS realiza com muito orgulho, porque trabalha diretamente para mudar a percepção dos jovens sobre a indústria e aproximá-los de um ambiente de inovação, conhecimento e oportunidades. Os resultados obtidos em três anos mostram a relevância dessa iniciativa e reforçam a importância de seguir investindo em ações que ampliem horizontes e preparem melhor os estudantes para os desafios do futuro”, afirma.

Serviço

Para fazer a inscrição acesse o link: simecs.com.br/projetos/escola-do-amanha

Valor: Curso gratuito

Local do curso: Senai Mecatrônica – Travessão Solferino, 501 – Bairro Cruzeiro – Caxias do Sul (junto ao Campus Sede da UCS);

Como funciona: o jovem deverá se dedicar dois dias na semana, no turno contrário ao da escola, sendo um para curso de Robótica e outro para atividades complementares;

Horários:

Manhã: das 8h às 12h

Tarde: 13h30 às 17h30

Quando: Início imediato

Mais informações: SENAI: (54) 3238-7600 ou WhatsApp (54) 99242-4331

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PANORAMA DA CONSTRUÇÃO CIVIL APONTA RETOMADA DO CRESCIMENTO E VALORIZAÇÃO DOS IMÓVEIS EM CAXIAS DO SUL

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Na análise dos dados do Panorama da Construção Civil, a Diretoria de Economia e Estatística do Sinduscon Caxias aponta, com base no Índice FipeZAP, valorização de 4,08% dos imóveis residenciais prontos no primeiro semestre de 2026, acima da inflação e reforçando a solidez do mercado imobiliário local.

Entre os destaques do levantamento está o desempenho do município no Índice FipeZAP, referência nacional para o acompanhamento dos preços de apartamentos prontos anunciados no país. Desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX), o indicador aponta que Caxias do Sul acumulou valorização de 4,08% no primeiro semestre de 2026, tornando-se o município gaúcho com a maior valorização dos imóveis residenciais no período e figurando entre as quatro cidades com maior valorização da Região Sul, dentro as cidades levantadas. O desempenho reforça a posição de destaque de Caxias do Sul no cenário imobiliário nacional e evidencia a atratividade do mercado local para investidores. (Conforme dados do Panorama/FipeZAP.)

Mais do que o resultado recente, a evolução dos últimos anos reforça a consistência do mercado imobiliário local. Em 2024, os apartamentos em Caxias do Sul registraram valorização de 10,22%, desempenho superior ao IPCA (4,86%), ao INCC (7,73%) e ao índice FipeZAP Brasil. Já em 2025, a valorização foi de 8,48%, novamente acima do IPCA (5,94%), do INCC (6,52%) e do FipeZAP Brasil, demonstrando que o mercado imobiliário caxiense vem superando, de forma consistente, os principais indicadores econômicos do país e proporcionando valorização real dos imóveis.

Outro indicador que reforça esse cenário é o volume de guias de ITBI emitidas no município. Mesmo sem registrar oscilações expressivas, o número de operações permanece elevado ao longo dos últimos anos, evidenciando um mercado ativo, com liquidez e estabilidade nas transações imobiliárias. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 8.781 guias de ITBI, mantendo o comportamento observado nos anos anteriores.

Os indicadores também mostram que a valorização do mercado imobiliário é acompanhada por fundamentos consistentes. A construção civil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 4.664 empregos formais, mantendo um elevado nível de ocupação e praticamente repetindo o patamar registrado em 2025. Desde 2020, o setor ampliou de forma consistente seu estoque de empregos, reforçando sua contribuição para a geração de trabalho, renda e desenvolvimento econômico de Caxias do Sul.

Na avaliação da Diretoria de Economia e Estatística do Sinduscon Caxias, o conjunto de indicadores evidencia um mercado imobiliário sustentado por bases sólidas, combinando valorização dos imóveis, estabilidade nas transações e um setor da construção civil que mantém importante participação na economia local.
Todos os indicativos apontam para um cenário de ainda mais valorização futura e consequente aumento dos preços dos imóveis, sinalizando o atual momento, como estratégico para compra de imóveis na cidade.

O Panorama da Construção Civil – 1º semestre de 2026 tem como objetivo disponibilizar informações qualificadas para empresários, investidores, profissionais do setor e para a sociedade, contribuindo para uma leitura consistente do mercado imobiliário e auxiliando na tomada de decisões.

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Cultura

Festival Especial leva arte a pessoas com deficiência intelectual

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Décima edição começa dia 21 com música, teatro, dança e artes plásticas.

O Festival Especial chega à sua décima edição neste mês de agosto fortalecendo seu propósito de levar arte e lazer criativo a pessoas com deficiência intelectual e múltipla, além de idosos da cidade de Caxias do Sul. A programação começa dia 21, às 9h, com o tradicional cortejo que parte da Apae Cinquentenário até o Parque Cinquentenário ao som da fanfarra da SerraSom Brass. Até o dia 28, música, teatro, dança e artes plásticas chegarão também à Escola Especial João Prataviera, ARAMPA e Centro Dia Caxias, além do público idoso da SCAN – Associação Caxiense de Atenção ao Idoso. A programação se encerra com a Festa do Amor, dia 28, pela manhã e à tarde, junto à Biblioteca Parque Fundação Marcopolo, quando a comunidade também poderá participar de forma gratuita. O Festival Especial também se integra à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A iniciativa é da Varsóvia Educação e Cultura, com correalização do Sesc Caxias do Sul e apoio cultural da Fundação Marcopolo.

Concebido como um evento inclusivo e de acessibilidade cultural, há dez anos o Festival Especial leva uma programação artística e cultural a entidades que assistem a comunidade de pessoas com deficiência intelectual. Também integra às atividades idosos da SCAN – Associação Caxiense de Atenção ao Idoso e conta com a participação do Grupo Maturidade Ativa, do Sesc, que se apresenta com canto coral. As atrações pontuam uma diversidade de linguagens artísticas, incluindo música, dança, teatro e artes plásticas com artistas e grupos caxienses. 

Neste ano, a programação conta com o grupo de fanfarra SerraSom Brass; o Duo Nega Jurema, com repertório de MPB; a banda de reggae Por Natureza; a dupla Gio e Doug, que trabalha com teatro e artes plásticas; o Lovezin Duo, com música pop; o mágico Mateus Di Macedo; e o ator Roberto Ribeiro, que apresenta o espetáculo Sim Salabim – A Bruxa Que Existe em Mim. O DJ Spider também vai animar algumas das atividades. No encerramento, dia 18, às 9h e 14h, na Biblioteca Parque Fundação Marcopolo, será realizada a Festa do Amor, tendo como atrações a banda Por Natureza, o mágico Mateus Di Macedo e o DJ Spider, que vai tocar música pop. A festa é aberta à participação da comunidade.

O objetivo principal do Festival Especial é contribuir para a garantia do direito das pessoas com deficiência e vulneráveis de participarem da vida cultural da cidade, em base de igualdade com as demais pessoas através da promoção da acessibilidade cultural e da descentralização da cultura.

O projeto é desenvolvido com recursos Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul pela Varsóvia Educação e Cultura, em correalização do Sesc de Caxias do Sul. O apoio Cultural é da Fundação Marcopolo. 

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL ESPECIAL – ANO 10

Sexta-feira, 21 de agosto

9h – Apae Cinquentenário – Serra Som Brass (Fanfarra) – CORTEJO ATÉ PARQUE CINQUENTENÁRIO

10h – Parque Cinquentenário – DJ Spider (Música Pop)

14h – Apae Cinquentenário – Duo Nega Jurema (Samba Raiz)

Segunda-feira, 24 de agosto

9h e 14h – Escola Especial João Prataviera – Por Natureza (Reggae)

9h – Centro Ocupacional da Apae – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

14h – Apae Bela Vista – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

15h – SCAN Atendimento ao Idoso – Maturidade Ativa Sesc (Canto Coral)

Terça-feira, 25 de agosto

9h e 14h – Apae Bela Vista – Lovezin Duo (Música Pop)

9h – Apae Cinquentenário – Mágico Mateus Di Macedo

14h – A/Rampa – Duo Nega Jurema (Samba Raiz)

Quarta-feira, 26 de agosto

9h – Apae Bela Vista – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

14h – Centro Ocupacional da Apae – Gio e Doug (Teatro e Artes Visuais)

14h – CDC – Centro Dia Caxias – Duo Nega Jurema (Samba Raiz)

Quinta-feira, 27 de agosto

9h e 14h – Escola Especial João Prataviera – Sim Salabim (Teatro)

9h e 14h – Centro Ocupacional da Apae – Lovezin Duo (Música Pop)

Sexta-feira, 28 de agosto – Encerramento – Festa do Amor

9h e 14h – BBPQ – Biblioteca Parque da Fundação Marcopolo – Por Natureza (Reggae), Mágico Mateus Di Macedo e DJ Spider (Música Pop)

FESTIVAL ESPECIAL – ATRAÇÕES

POR NATUREZA

Formada em 2008, em Caxias do Sul, a Por Natureza é uma das bandas representativas do reggae produzido no Sul do Brasil, construindo uma trajetória marcada por mensagens positivas, engajamento social e uma sonoridade que dialoga com diferentes vertentes do gênero. Com dois álbuns lançados e centenas de apresentações, o grupo já passou por eventos como o Fórum Social Mundial, Festa Nacional da Uva, Caxias Soul Duetos e projetos da Casa de Cultura Mario Quintana, além de ter participado ativamente do fortalecimento da cena reggae gaúcha.

DJ SPIDER – VITOR FROIS

DJ Spider é o nome artístico de Vitor Frois, DJ, programador musical, educador social e produtor cultural com uma trajetória iniciada ainda na década de 1980. Sua atuação reúne pesquisa musical, discotecagem em vinil e formatos digitais, curadoria de repertório e criação de experiências sonoras para públicos de diferentes idades. Ao longo da carreira, participou de eventos culturais, comunitários, sociais e corporativos, aliando técnica, sensibilidade e leitura de público, além de desenvolver ações educativas que utilizam a música como instrumento de integração, memória afetiva, inclusão e desenvolvimento humano.

GIO E DOUG

Giovana Mazzochi e Douglas Trancoso formam, desde 2009, a dupla Gio e Doug, desenvolvendo um trabalho artístico que aproxima literatura, teatro, música e artes visuais. Formados em Educação Artística e Artes Plásticas pela Universidade de Caxias do Sul, realizam oficinas, cursos, projetos culturais e trabalhos voltados a diferentes faixas etárias. A dupla também possui quatro livros autorais publicados e já ilustrou mais de 25 obras de outros escritores, destacando-se ainda por experiências de contação de histórias que combinam música, ilustração, animação e criação de personagens.

LOVEZIN DUO

Formado por Milena Schäfer e Chico Algo, o Lovezin Duo apresenta um trabalho musical construído a partir de voz, guitarra e elementos eletrônicos, percorrendo grandes sucessos da música brasileira de diferentes épocas. A dupla mistura ritmos e incorpora pistas eletrônicas executadas ao vivo, criando versões com personalidade própria e uma atmosfera próxima e afetiva. Suas apresentações são pensadas como encontros musicais que convidam o público a cantar, recordar histórias e compartilhar experiências por meio de um repertório conhecido e envolvente.

GRUPO MATURIDADE ATIVA DO SESC CAXIAS DO SUL

O Grupo Maturidade Ativa do Sesc Caxias do Sul reúne pessoas com 60 anos ou mais em atividades que articulam convivência, cultura, lazer e integração social. Suas participações culturais são marcadas pela alegria, pela troca de experiências e, especialmente, pela valorização do protagonismo da pessoa idosa. Por meio de suas ações e apresentações, o grupo evidencia a arte como espaço permanente de expressão, socialização e descoberta, demonstrando que a participação cultural pode e deve estar presente em todas as fases da vida.

DUO NEGA JUREMA – ZECA DUARTE E UYARA CAMARGO

Formado por Zeca Duarte, no violão, e Uyara Camargo, na voz, o duo desenvolve desde 2016 um trabalho dedicado à música brasileira, com repertório que percorre o samba, a seresta e a canção popular, incluindo também obras de compositores de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. Com trajetória em espaços culturais e eventos como a Festa Nacional da Uva e o Sálvia Festival de Arte, os artistas também já participaram de atividades ligadas à tradicional cena do samba no Rio de Janeiro, buscando em suas apresentações aproximar tradição, pesquisa musical, produção autoral e contemporaneidade.

MATEUS DI MACEDO – SHOW DE MÁGICAS

Mateus di Macedo é mágico e ilusionista profissional, com mais de 17 anos de trajetória e atuação em eventos realizados em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Membro da Associação dos Mágicos do RS e do Círculo Brasileiro de Ilusionismo, já participou de grandes eventos como o Natal Luz de Gramado e a Festa Nacional da Uva. Especialista em espetáculos para crianças e famílias, combina mágica, ilusionismo, humor e interação com o público e também desenvolve números com ventriloquia, tendo levado seu trabalho, segundo seu currículo, a mais de 500 mil espectadores.

ROBERTO RIBEIRO – SIM, SALABIM, A BRUXA QUE MORA EM MIM
Roberto Ribeiro é ator, palhaço, diretor teatral e produtor cultural, com mais de 40 anos de trajetória nas artes cênicas, além de coordenar o Ponto de Cultura Teatro do Encontro, em Caxias do Sul. Licenciado em História e Dança, integra desde 2012 o grupo internacional de pesquisa da arte de ator Filo dei Venti. Entre seus trabalhos está Sim, Salabim, a Bruxa que Mora em Mim, espetáculo para crianças que reúne teatro, palhaçaria, música ao vivo, humor e interação com o público, abordando de forma lúdica temas como autoestima, respeito às diferenças e cuidado com o meio ambiente.

SERRASOM BRASS

O SerraSom Brass é um grupo instrumental de Caxias do Sul que reúne a potência dos instrumentos de metais à energia da percussão, contando com músicos de sólida experiência em bandas marciais, fanfarras, orquestras e blocos de carnaval. Sua principal característica é a versatilidade, transitando entre apresentações festivas em espaços públicos, eventos culturais, grandes celebrações, ambientes corporativos e solenidades formais. Com repertório que vai de releituras instrumentais de sucessos populares a arranjos específicos para cerimônias, o grupo atua tanto em sua formação tradicional quanto em configurações ampliadas para eventos de grande porte.

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