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Cultura

Feira do Livro encerra com sucesso de vendas e público

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Edição festiva de 40 anos teve 35.729 livros vendidos e um público estimado em 143 mil pessoas que circulou pela Praça Dante Alighieri
A 40ª Feira do Livro de Caxias do Sul terminou neste domingo à tarde com a solenidade de encerramento e o soar da sineta, que encerrou os trabalhos com distribuição de rosas aos livreiros na Praça Dante Alighieri. Os números atingidos pela edição foram festejados pelos organizadores, que contabilizaram 35.729 livros vendidos nos 17 dias do evento, que teve um público estimado em143 mil pessoas.
Na solenidade de encerramento, a presidente da Associação dos Livreiros Caxienses, Maria Helena Lacava, citou vários nomes que fazem parte da construção da Feira do Livro, saudando o que vem pela frente: “Espero a 41ª Feira do Livro, em 2025, para novamente estar aqui com pessoas que contam memórias e histórias.”
Já o Amigo do Livro Roger Castro falou de todos os envolvidos na organização da Feira, destacando a presença dinâmica da Patrona do Livro desta edição, Helô Bacichette: “Feliz desta cidade que tem uma escritora tão potente e generosa”.
A Patrona da Feira, escritora Helô Bacichette, discursou que esta edição entra para a história pelos momentos preciosos e especiais vivenciados. Entre trechos da música “Ver-te/Algo Teu”, de Nelson Coelho de Castro, Helô pontuou que “nunca existe um ponto final, sempre há um recomeço”, sendo muito aplaudida.
Em seu discurso, o Coordenador Geral Cássio Felipe Immig disse que foi feita uma Feira grandiosa e digna de um aniversário de 40 anos depois dos desafios enfrentados pelo evento no período da pandemia, o que obrigou a organização a resistir e se reinventar. E, na sua avaliação, festejou os resultados da edição de 2024:
“Estamos totalmente satisfeitos com essa edição. Conseguimos executar praticamente tudo que foi planejado e a resposta do público de Caxias do Sul, que é para quem fazemos o evento, foi muito boa. Não só de Caxias do Sul, tivemos várias pessoas de outras cidades que vieram prestigiar a Feira, ver os autores e autoras que trouxemos esse ano, e isso nos deixa bastante satisfeitos”, analisou o Coordenador.
O Secretário da Cultura em exercício, Fábio Schmidt, destacou a importância e o sucesso da Feira devido ao acolhimento do público caxiense:
“Sem o público, as músicas aqui apresentadas seriam apenas um fundo musical. Sem o público, as palestras e bate papos realizados seriam apenas palavras ao vento. Sem o público, sem os leitores, os livros seriam apenas desertos de palavras.”
No último fim de semana da Feira do Livro a programação teve muitas atrações para as crianças, festejando também a volta do setor infantojuvenil à Praça. Dentre as atrações, destaque para a aplaudida e alegre apresentação da Orquestra de Brinquedos, no sábado à tarde, no Palco Principal. Já no domingo, a atração musical do início da tarde foi a apresentação do espetáculo uruguaio Tango Sur Sexteto.
E o grande momento do domingo foi mesmo o bate-papo “Narrativas que atravessam vozes, gerações e temas”, que trouxe a Caxias do Sul o escritor baiano Itamar Vieira Junior, fenômeno editorial com seus títulos que já venderam mais de um milhão de exemplares e, em especial, o livro “Torto Arado”, lançado no mundo todo. Na conversa mediada pelo jornalista Marcelo Mugnol, ele destacou que o livro o levou a muitos lugares que nunca havia imaginado, sendo que o título em breve será publicado no 29º país, o Azerbaijão.
“A história desse livro ainda está acontecendo. Ele fala de nós, de nosso passado”, disse Itamar, ponderando que ainda existem ecos da sua ficção no Brasil contemporâneo: “Soa anacrônico ainda descobrir pessoas em situação de escravidão. ‘Torto Arado’ tem muita imaginação, mas tem muita verdade.”
Nesta edição, a Feira do Livro de Caxias realizou cinco Café com Patronos, 22 encontros do Passaporte da Leitura, 25 bate-papos, cinco palestras, seis atividades do Proler, 39 contações de histórias, uma maratona de contação de história com seis sessões, 12 oficinas, 24 apresentações musicais, sete apresentações de dança, doze edições do Música na Feira, 11 espetáculos de teatro, quatro exposições, três saraus e mais outras 13 atividades em sua programação, que contabilizou mais de 200 ações para os leitores, 25 bancas em atividade, sendo sete delas destinadas ao público infantojuvenil.
A realização da 40ª Feira do Livro é da Secretaria Municipal da Cultura de Caxias do Sul e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com financiamento do PRO-CULTURA – Sedac – RS, e patrocínio de Supermercados Andreazza, Magnabosco, Randoncorp, Racon Consórcios, Cardan e Urca. O Patrocínio Institucional é de Fundação Marcopolo, Sicredi Pioneira, Unimed, Villagio Caxias e Orquídea. O apoio cultural é de Fundação Logosófica, Infront e Instituto Elisabetha Randon. A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul.

Fotos de Divulgação: Tatieli Sperry

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Cultura

SESC traz a Caxias do Sul espetáculo pernambucano de teatro de bonecos pelo Palco Giratório

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O evento será no dia 19 de maio como atração especial do Palco Giratório Sesc, reconhecido como a maior iniciativa de circulação de artes cênicas do Brasil. Às 20h, o Teatro do Sesc (Rua Moreira César, 2462) abre suas portas para o espetáculo Re Te Tei, da companhia pernambucana Tropa do Balacobaco. Os ingressos estão disponíveis a partir de R$15 no SAC do Sesc e pelo site www.sesc-rs.com.br/espetaculosculturais.

Inspirado na rica tradição do mamulengo, patrimônio cultural do Nordeste brasileiro, o espetáculo de formas animadas convida o público a mergulhar em uma divertida e instigante aventura pelo imaginário popular sertanejo. Em cena, o menino Chico Catolé, conhecido por suas travessuras e histórias exageradas, cruza o caminho do temido Papa Figo, uma das figuras mais emblemáticas do folclore nordestino.

Após ser desafiado em um duelo de rimas, Chico acaba transformado em papa figo e precisa embarcar em uma jornada repleta de encontros com personagens, mitos e lendas do sertão pernambucano. Em busca do misterioso remédio “desempapafigador”, ele percorre um universo onde humor, suspense e fantasia se entrelaçam, encantando espectadores de todas as idades.

Fundada em 2007, na cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, a Tropa do Balacobaco desenvolve uma pesquisa cênica profundamente conectada às tradições populares brasileiras. Com uma trajetória dedicada à valorização da memória, da oralidade e das narrativas ancestrais, o grupo construiu uma linguagem autoral que dialoga especialmente com crianças, jovens e famílias, reafirmando a potência das histórias que atravessam gerações.

Com classificação livre, “Re Te Tei” oferece ao público uma experiência lúdica e sensível, que celebra a cultura popular e a arte do teatro de animação, e conta com acessibilidade em libras. A apresentação integra a programação nacional do Palco Giratório, promovendo o encontro entre diferentes territórios, linguagens e expressões artísticas brasileiras. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (54) 3209-8250 ou através do WhatsApp (54) 98407-0351.

Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

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Cultura

Curta “A Rua e a Casa” será exibido na Praça Dante Alighieri

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Exibição será dia 28, às 19h, mostrando personagens e contextos
urbanos com histórias de pessoas que vivem nas ruas de Caxias.

A projeção gratuita é aberta ao público integra o Projeto LABmais, do Sesc de Caxias do
Sul, no programa CineLAB
. O filme trata de questões ligadas aos
direitos humanos, arte de rua, visibilidade e invisibilidade de quem
vive no espaço urbano. Misturando linguagens do documentário com
o drama, o curta de 20 minutos tem personagens ficcionais e reais.
“A Rua e a Casa” tem como figura central o personagem Nego Loko,
pessoa que viveu na rua por dez anos e, a partir desta experiência,
decidiu se tornar um militante dos direitos humanos criando um canal
no YouTube, o Ouse Crer. É a partir dessa articulação que ele percorre
as ruas da cidade, eventos e encontros sejam de instituições oficiais
ou iniciativas comunitárias de assistência social. Com os recursos
tecnológicos possíveis, ele registra os contextos das pessoas que
vivem nas ruas, suas histórias e vivências.
Nesse trânsito, a narrativa vai mostrando personagens como Scarlet,
uma mulher trans que só quer ser respeitada; João Vitor, que deixou
de ser motorista de caminhão para viver nas ruas; Rafa, um palhaço
de rua ao mesmo tempo satírico e sarcástico; e o cyberpunk de
chinelos Enaldo, ele mesmo, o documentarista das ruas e articulador
do canal Ouse Crer.
O filme é uma produção de Enaldo Jorge Alves de Freitas e Felipe Gue
Martini, com direção de Felipe Gue Martini. O trabalho resulta da
articulação entre uma instituição de ensino, o Centro Universitário da
Serra Gaúcha – FSG, o poder público e os movimentos sociais. Foram
cerca de quatro anos de oficinas, diálogos, ações diante do tema da
situação de rua até a organização de um projeto e a contemplação
pela Lei Paulo Gustavo.
O documentário é o registro singular dessa experiência e traz uma
visão muito próxima dos personagens retratados. É um filme feito

pelo coletivo, sobre suas lutas e dores, montado de forma crítica e
poética.
Assim, ao acompanhar Nego Loko, com uma narrativa fragmentada e
com uma diversidade de efeitos visuais, o curta revela histórias de
diferentes personagens que sobrevivem nas ruas frias de Caxias do
Sul para mostrar, de forma inventiva, como a amizade, o afeto e a
escuta podem salvar vidas e mobilizar pessoas a lutarem por
cidadania.
“A Rua e a Casa” foi rodado em março de 2025 com recursos do
edital 131/24 da Lei Complementar 195/22, Lei Paulo Gustavo (LPG).
A exibição na Praça Dante Alighieri é feita com apoio da Secretaria
Municipal de Urbanismo e Secretaria Municipal de Cultura de Caxias
do Sul.

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Cultura

Sala Ulysses Geremia estreia “Ditto: Conexões do Amor” e mantém programação diversificada

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SMC

Exibições no Centro de Cultura Ordovás contemplam romance, drama e produções autorais.

A Secretaria Municipal da Cultura, por meio da Sala de Cinema Ulysses Geremia, traz a estreia do filme “Ditto: Conexões do Amor”. Seguem em cartaz os filmes “Me Ame com Ternura” e “A Graça”, com sessões de quinta a domingo.

“Ditto: Conexões do Amor” estreia nos cinemas com releitura de clássico romântico sul-coreano.

Sinopse: O filme Ditto: Conexões do Amor narra a história de Kim Yong (Yeo Jin Goo), um jovem estudante de Engenharia Mecânica, em 1999. Certo dia, inesperadamente, enquanto sofria por Seo Han Sol (Kim Hye Yoon), sua grande paixão, ele encontra um rádio antigo com um poder improvável: uma espécie de viagem no tempo. Por meio dele, ele pode se comunicar com Kim Mu Nee (Cho Yi Hyun), uma estudante de Sociologia da mesma universidade. A diferença? Ela está em 2022. A conexão entre os dois passa a ultrapassar a barreira de décadas, e um laço de amizade profunda se une a um amor que supera o passado e o futuro.

Ficha Técnica:
Duração: 1h 54min
Gênero: Romance
Direção: Eun-young Seo
Elenco: Yeo Jin-gu, Yi-Hyun Cho, Hye-Yoon Kim
Título original: Ditto
Classificação: 12 anos

De 26 a 29/03, às 15h15

Seguem em cartaz:

“Me Ame com Ternura”: em drama francês, a maternidade vira campo de batalha.

Sinopse: Dirigido por Anna Cazenave Cambet, Me Ame com Ternura acompanha a vida de Clémence (Vicky Krieps), uma advogada que decide colocar um fim em seu relacionamento e abrir o coração para o ex-marido, assumindo que estava vivendo novos amores, principalmente com mulheres. Em resposta, ele resolve puni-la de forma cruel, tentando obter a guarda do filho e proibindo Clémence até mesmo de vê-lo. Agora, diante da situação, ela precisa lutar pela sua maternidade e, principalmente, pelo seu direito, enquanto mulher moderna, de ser livre, podendo escolher a si mesma em uma jornada repleta de amor.

Ficha Técnica:
Duração: 2h 13min
Gênero: Drama
Direção: Anna Cazenave Cambet
Elenco: Vicky Krieps, Antoine Reinartz, Monia Chokri
Título original: Love Me Tender
Classificação: 14 anos

De 26 a 29/03, às 19h30

“A Mensageira” explica a dor da perda com fé, ambiguidade e silêncio.

Sinopse: No filme A Mensageira, parte das pessoas confia em Anika e em seu dom sobrenatural de transformar animais em humanos por meio da comunicação. Quase como um superpoder, pertencente a todas as mulheres de sua família, Anika consegue escutar e traduzir tudo o que animais silvestres e domésticos gostariam de expressar. Por essa razão, a garota passa a ser explorada por seus tutores. El Mensaje traz reflexões sobre a proteção da inocência de crianças e adolescentes ao redor do mundo.

Ficha Técnica:
Duração: 1h 31min
Gênero: Drama
Direção: Iván Fund
Roteiro: Iván Fund, Martín Felipe Castagnet
Elenco: Anika Bootz, Mara Bestelli, Marcelo Subiotto
Título original: El mensaje
Classificação: 12 anos

De 26 a 29/03, às 13h45

“A Graça” mostra o cineasta Paolo Sorrentino disposto a seguir novos caminhos.

Sinopse: A Graça acompanha os últimos dias de mandato de um presidente italiano, viúvo e católico, que precisa decidir sobre dois indultos delicados. Enquanto enfrenta dilemas morais e éticos, ele também lida com questões pessoais que influenciam sua decisão.

Ficha Técnica:
Duração: 2h 13min
Gênero: Drama
Direção: Paolo Sorrentino
Elenco: Toni Servillo, Anna Ferzetti, Orlando Cinque
Título original: La Grazia
Classificação: 14 anos

De 26 a 29/03, às 17h15

A Sala de Cinema Ulysses Geremia está localizada no Centro de Cultura Ordovás, situado na Rua Luiz Antunes, nº 312, no bairro Panazzolo. As sessões ocorrem de quinta a domingo. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada para idosos, estudantes e servidores públicos municipais). A bilheteria abre 30 minutos antes de cada sessão. Nas quintas-feiras, todos podem adquirir ingressos pelo valor especial de R$ 10,00. O pagamento é feito apenas em dinheiro.

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