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Governo Adiló encaminha regularização de 31 áreas irregulares
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4 anos atrásem
Executivo investirá R$ 2 milhões na contratação de empresa para elaboração do levantamento topográfico e ambiental para viabilizar a regularização fundiária
O prefeito Adiló Didomenico anunciou, na noite de segunda-feira (18/04), uma ação para a regularização fundiária de 31 áreas públicas de interesse social. Juntas, somam 625 mil m², contemplando cerca de 4.200 famílias e trazendo à regularidade 2.345 lotes. A maioria das áreas está localizada na zona urbana, mas algumas também são espaços no interior, nas sedes dos distritos de Fazenda Souza, Vila Seca e Vila Cristina.
Para dar encaminhamento à regularização, a Prefeitura lançou processo licitatório para contratação de empresa que irá elaborar o levantamento topográfico e ambiental de todos os terrenos. O valor investido de R$ 2 milhões tem origem no Fundo Municipal de Regularização Fundiária, que é formado por recursos provenientes dos processos de regularização de áreas particulares. As duas primeiras com concessão dos títulos de propriedades foram os condomínios da Montanha e Colina, localizados na Linha 40.
Em manifestação para um público formado por mais de 470 pessoas, a maioria moradores das áreas contempladas, o prefeito Adiló voltou a mencionar que na campanha eleitoral ouviu inúmeros apelos de regularização por moradores de ocupações. Lembrou que tomou conhecimento de situações em que a espera era superior a 50 anos. “Ninguém se negava a pagar impostos, queriam apenas a regularização do seu imóvel, o que dá dignidade ao ser humano”, afirmou.
Também comentou que administrações passadas firmaram termos de ajuste de conduta com o Poder Judiciário, mas não os cumpriram, o que elevou para perto de 600 o total de loteamentos irregulares, dentre privados e invasões de áreas públicas. “Numa situação como essa todos perdem. Com a regularização, todos ganham”, enfatizou.
Enalteceu o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público na busca da solução, que se concretizou por meio de uma legislação municipal, amparada em bases federais, e aprovada na Câmara de Vereadores, dando origem ao programa Esse Terreno É Meu. “No primeiro mês de governo, tive reunião com o promotor Adrio Gelatti, a quem pedi o que era preciso fazer para encaminhar as regularizações. Respondeu: uma legislação adequada. E foi o que fizemos”, registrou.
O prefeito assinalou que o processo está apenas em seu início e que muito haverá de ser feito para avançar e mudar o cenário atual. Entende que a atual Administração não conseguirá regularizar todas as áreas, mas deixará um legado para que o processo tenha sequência nos governos seguintes.
O secretário do Urbanismo, João Uez, informou que as 31 primeiras áreas definidas tiveram como critério os acordos e termos de ajustes assinados pela Administração com a Justiça nos últimos 10 anos. Mencionou que os moradores beneficiados terão custo zero para a regularização e que, ao longo dos próximos meses, equipes da secretaria visitarão os imóveis para realizar o cadastramento. “Atualmente, temos 80 mil famílias em situação irregular. Não será tarefa fácil, tampouco rápida. Mas este governo está dando início a um processo que mudará a realidade atual da cidade”, reforçou.
O diretor do Fórum da Comarca de Caxias do Sul, João Pedro Cavalli Júnior, definiu o momento como de satisfação para as mais de 4 mil famílias beneficiadas neste primeiro movimento de regularização. Afirmou que todos passarão a ter a segurança com um documento que respalda a posse que já sabem ter. Reconheceu que a caminhada será longa e árdua, mas que os resultados serão positivos.
Ao definir que o prefeito Adiló Didomenico tomou uma decisão forte e corajosa, a partir da construção coletiva de uma solução, o promotor Adrio Gelatti lembrou que desde 2014 é feito um trabalho junto ao Município para garantir a regularização por meio da consensualidade para áreas públicas, evitando ações cíveis e condenações judiciais. “Mas foi somente com uma lei nova, elaborada por este governo, que avançamos na solução do problema. Sabemos que teremos dificuldades para regularizar todos os lotes, pois faltam recursos públicos”, mencionou. Também informou que recomendou ao secretário do Urbanismo que o Município passe a construir orçamentos que prevejam recursos para implantação de infraestrutura nas ocupações públicas.
O presidente da União das Associações de Bairros, Valdir Walter, lembrou que na campanha eleitoral uma das demandas da entidade era que os candidatos assumissem a bandeira da regularização fundiária. “O prefeito aceitou o desafio e o está cumprindo. A cidade merece esta mudança”, registrou.
O ato ainda foi acompanhado pela vice-prefeita Paula Ioris; vereadores Zé Dambrós, representando a Câmara Municipal, Velocino Uez, Gladis Frizzo, Renato Oliveira, Rose Frigeri e Sandro Fantinel; diretor de Regularização da Secretaria de Urbanismo, Nelson Sartori e equipe de servidores envolvidos no processo; lideranças de cartórios de registros de imóveis e de entidades empresariais; secretários Carlos Giovane Fontana, Habitação; Roneide Dornelles, Receita; Ênio Martins, Turismo; João Osório Martins, Meio Ambiente; Margarete Bender, Planejamento; e Norberto Soletti, Obras; presidente da Festa Nacional da Uva, Bruno Brunelli; diretor-presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto, Gilberto Meletti; coordenadores do Procon, Jair Zauza, e de Relações Comunitárias, José Oltramari; e representantes da Fundação de Assistência Social, e dos deputados Neri, o Carteiro, estadual, e Giovani Cherini, federal.
Áreas contempladas

Áreas contempladas
- Avenida 13 de Junho, Jardim Eldorado
- Loteamento Caxias
- Loteamento Centenário II
- Núcleo Abel Zattera – Escola Castelo Branco
- Núcleo Coopasa – Santos Dumont
- Núcleo Dal Bó – Represa
- Núcleo Diamantino
- Núcleo dos Padres – Santa Fé
- Núcleo Esperança do Vale – Loteamento Reolon
- Núcleo Família Henz e Langh – Vila Cristina
- Núcleo Jardim Embaixador – Oásis
- Núcleo Kayser II
- Núcleo Loteamento Cinquentenário II
- Núcleo Loteamento Vale Verde
- Núcleo Loteamento Vila Ipiranga
- Núcleo lote nº 19 – Fazenda Souza
- Núcleo Margem Arroio Dal Bó
- Núcleo Oásis – Bragagnolo
- Núcleo Ocupação Loteamento Mariani II
- Núcleo Pantanal – Vila Seca
- Núcleo Pinheiros – Loteamento Reolon
- Núcleo Portinari
- Núcleo Quadra Incríveis do Ritmo – Pioneiro
- Núcleo Rua Antonio Beti – Clóvis B. Rossi
- Núcleo Rua Aymoré
- Núcleo Rua Carlos Bosi
- Núcleo Rua Itararé – Vila Leon
- Núcleo Sol Nascente
- Núcleo Vila Ipê
- Quadra 3344 – Galópolis
- Quadras Loteamento Mariani II – Morada Feliz
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Milton Corlati é o novo presidente da Festa da Uva
Publicado em
3 dias atrásem
28/08/2026
A nova comissão comunitária foi anunciada pelo prefeito Adiló nesta semana.
O atual presidente da Festa da Uva S.A., Milton Corlatti, é o novo presidente da Comissão, acumulando as duas funções.
Os vice-presidentes serão o atual presidente da Câmara de Vereadores, Wagner Petrini, representando o Legislativo; o empresário Valter Minúscoli, pelo Comércio; e o presidente da Microempa, Tiago Fernando de Azevedo, por Serviços e Microempreendedores. O vice-presidente de Indústria será indicado em breve pela CIC. A Comissão Social segue sendo conduzida por Paula Viezzer.
A representação do Legislativo na vice-presidência acompanha a presidência da Câmara de Vereadores, sendo atualizada conforme a composição da Mesa Diretora do Legislativo.
Fernando Bertotto, que deixa o cargo de presidente da Comissão Comunitária, esteve presente na reunião e recebeu os agradecimentos do prefeito Adiló e do vice Néspolo. Eles ressaltaram o trabalho e a dedicação de Bertotto à frente das três edições da Festa da Uva que conduziu.
A próxima Festa da Uva ocorre em 2028. Antes disso, a Comissão também será responsável pela realização da Festa das Colheitas e pelo concurso de escolha da Rainha e das Princesas da Festa da Uva, ambos previstos para 2027.
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Sonora Brasil apresenta a música indígena contemporânea de Gean Ramos Pankararu em Caxias do Sul
Publicado em
4 dias atrásem
27/08/2026
Artista pernambucano do povo Pankararu se apresenta neste dia 30, no Teatro do Sesc, com espetáculo que conecta ancestralidade, identidade e sonoridades.
A música indígena contemporânea ganha espaço na programação do Sonora Brasil em Caxias do Sul. No dia 30 de agosto, domingo, às 18h, o Teatro do Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira César, 2462) recebe o músico, compositor e artista indígena Gean Ramos Pankararu, de Pernambuco. A apresentação integra a 28ª edição do projeto, que neste ano tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas” e promove a circulação de artistas de diferentes regiões do País.
Natural de Jatobá e residente na Aldeia Bem Querer de Cima, no território indígena Pankararu, Gean Ramos iniciou sua trajetória musical aos oito anos. Seu trabalho é marcado pelo diálogo entre as ancestralidades indígena e negra e por uma sonoridade contemporânea, em uma produção que valoriza as tradições de seu povo e, ao mesmo tempo, amplia as possibilidades da música brasileira.
A apresentação em Caxias do Sul terá duração de 60 minutos e classificação indicativa livre, com acessibilidade em Libras. No espetáculo, Gean compartilha uma produção artística construída a partir de suas vivências e de sua relação com o território, a memória e a identidade Pankararu, apresentando uma perspectiva contemporânea sobre as culturas e as ancestralidades dos povos originários do Nordeste.
Com uma trajetória consolidada em festivais, mostras e projetos culturais no Brasil, o artista também possui experiências em diferentes linguagens. Em 2016, lançou de forma independente o álbum “Inversões”, indicado ao Grammy Awards e ao Indigenous Music Awards, no Canadá, na categoria de melhor disco produzido por indígenas. O trabalho posteriormente ganhou nova edição, com nova mixagem, masterização e capa.
Ao longo da carreira, Gean Ramos também participou de projetos como a Mostra Música Indígena Contemporânea, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e criou a Mostra Pankararu de Música, realizada em seu próprio território, promovendo experiências de intercâmbio e valorização da cultura Pankararu. Em 2019, recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Triunfo pelo filme “Deus te dê Boa Sorte”. O artista também foi vencedor, em 2021, do Festival Edésio Santos da Canção, em Juazeiro, na Bahia.
A apresentação é a segunda atração do Sonora Brasil 2026 em Caxias do Sul. A programação teve início em agosto com o duo baiano Cabokaji, que apresentou o espetáculo “Salvaguarda”. A agenda seguirá nos próximos meses com outras expressões da diversidade musical brasileira: em outubro, o município recebe as Suraras do Tapajós, grupo paraense formado por mulheres indígenas, e, em novembro, dentro da programação da 13ª Aldeia Sesc Caxias do Sul, será a vez do grupo gaúcho Nderé Oblé.
Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País. Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras.
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Projeto de estudantes da rede municipal sobre superbactérias ganha destaque
Publicado em
7 dias atrásem
24/08/2026
Três alunas da Escola de Ensino Fundamental Manoel Pereira dos Santos tiveram apoio de uma infectologista da Secretaria da Saúde.
As alunas Eduarda Fernanda Gomes Godoy, Laura Boldori Paim e Luiza Espíndola Leme, de 14 anos e cursando o oitavo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Pereira dos Santos, receberam o Certificado Escolar de Pesquisa Destaque pelo trabalho sobre superbactérias. As colegas montaram um cartaz explicando o que elas são, os perigos que trazem para a saúde, como se prevenir, entre outros detalhes.
O resultado foi apresentado na mostra científica da escola há algumas semanas para demais estudantes, professores e familiares. O projeto teve participação da infectologista Anelise Kirsch (na foto com a aluna Luiza), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e que foi entrevistada pelas adolescentes. Os docentes Rosane Pelin Adami e Cristiano da Silva (na foto com as três estudantes) orientaram a pesquisa.
Destaques no ano anterior com o tema sobre vulcanismo, Laura e Luiza desejavam repetir o sucesso. Surgiu, então, a ideia de escolher um tema atual que representasse um problema, mas, ao mesmo tempo, orientasse a sociedade.
Luiza, filha da técnica de enfermagem da UBS Fátima Baixo Julia Espíndola Leme, detalhou o projeto. “Além de aprendermos sobre as superbactérias e a resistência aos antibióticos, achei interessante a pesquisa sobre um assunto que não é muito falado e que muitas pessoas não dão tanta importância. Não sabia, nem tinha noção de que pode ser grave, diferentemente de hoje”.
A produção, iniciada em fevereiro, demorou cinco meses para ficar pronta. O plano inicial previa apenas um trabalho e uma maquete, mas a ideia foi sendo aprimorada. Laura propôs entrevistar profissionais da saúde, Luiza sugeriu um cartaz sobre o assunto e a Eduarda participou da confecção, mostrando que a ação conjunta fortaleceu o trabalho.
Luiza abordou os preparativos do projeto. “No começo eu pensei que o trabalho não se destacaria tanto, pois é um tema muito amplo. Tinha muita coisa para pesquisar e também achei que seria um pouco complicado juntar todas as informações e conseguir entender de forma detalhada o assunto”, ressaltou.
A busca por mais informações teve um desfecho diferente do previsto. Originalmente, a entrevista seria com uma médica de outra especialidade da rede municipal. Ela sugeriu o encontro com a infectologista, que prontamente topou participar. A reunião ocorreu na sede da SMS.
Anelise lembrou sobre o encontro com as adolescentes. “Achei a ideia muito relevante, extremamente atual e necessária. Parece que elas estavam na contramão do senso comum e queriam chegar à população para informar sobre os riscos do uso errado dos antibióticos. Havia uma preocupação sobre a questão social também”.
A especialista destacou a complexidade da atividade. “O trabalho vem em momento muito oportuno. Percebi que havia interesse em manter as orientações formais, em educar as pessoas de forma correta e baseada em fatos cientificamente comprovados. Fiquei orgulhosa com a postura séria e preocupada das meninas”.
Luiza comentou o resultado. “Foi um trabalho que adorei fazer. Também gostei muito da entrevista com a médica. Foi bastante esclarecedora e legal”.
Saiba mais
As superbactérias são bactérias que sofreram transformações e se tornaram resistentes aos antibióticos conhecidos. Surgem, principalmente, por causa do uso incorreto ou exagerado de remédios. Como alguns antibióticos deixam de ser eficazes contra elas, as infecções provocadas se tornam muito mais difíceis de tratar.
Confira o trabalho completo: acesse o link https://drive.google.com/
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