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Projeto Tratado de Paz leva Cultura Hip Hop a escolas

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Terceira edição da proposta chegará a cinco escolas caxienses com ações culturais e formativas para alunos e professores.


Começa na nesta terça-feira (10) pela manhã, na EMEF Sete de Setembro, a terceira edição do projeto Tratado de Paz. À tarde, a iniciativa será realizada na EMEF Machado de Assis. Concebida pelo rapper e escritor Chiquinho Divilas, a proposta chega ao ambiente escolar durante quatro dias com shows, palestras, bate-papos e oficinas que mobilizam estudantes e professores. Depois da primeira escola, o projeto seguirá de 17 a 20 pela manhã na EMEF Mário Quintana e, à tarde, na EMEF Gov. Roberto Silveira. Depois, de 24 a 27 pela manhã, a EMEF Armindo Turra acolhe as atividades. O Tratado de Paz busca promover debates e atividades movidas pela cultura da paz e no contexto histórico do movimento hip hop. A iniciativa tem apoio cultural da Fundação Marcopolo.
O projeto tem inspiração no histórico Tratado de Paz firmado no final do ano de 1971, no Bronx, em Nova York, quando gangues que rivalizavam há tempos decidiram se empenhar numa ação pacificadora nos territórios que até então viviam em conflito. É a partir dessa ideia que serão realizadas as atividades durante quatro dias em cada escola.
As atividades incluem uma palestra do rapper, escritor e doutor em Diversidade e Inclusão Chiquinho Divilas, idealizador do projeto, na abertura. Depois, serão oferecidas aos alunos oficinas de Rima, DJ e Pajada/Trova Gaúcha.
No segundo dia serão realizados bate-papos com convidados que têm atuação significativa na sociedade de forma a propor reflexões sobre ações positivas e relevantes para os estudantes. Neste dia também começam as oficinas de graffiti e break, que seguem também no terceiro dia. Ao mesmo tempo, em outra frente, os alunos que participaram das oficinas de rima e Pajada/Trova gaúcha, fazem a gravação de suas poesias num estúdio montado em sala de aula.
Ainda no terceiro dia de atividade em cada escola será realizado um show para toda a comunidade escolar com o grupo RAPajador, que une Chiquinho Divilas, o acordeonista Rafael De Boni e o DJ Hood numa fusão de elementos da cultura hip hop, em especial o rap, e a sonoridade da pajada.
O show contará com a participação dos alunos, que demonstrarão seu aprendizado nas oficinas realizadas. Simbolicamente, também neste dia cada escola recebe a sua bandeira do Tratado de Paz, propondo um pacto em nome de ações positivas. No quarto dia das atividades, os professores das escolas participam de uma palestra de formação coordenada por Chiquinho Divilas.
Vale lembrar ainda que o Tratado de Paz deriva de outras experiências como o projeto Cultura Hip Hop Nas Escolas, que ganhou o prêmio Educação RS 2019 (Sinpro/RS) e, no mesmo ano, conquistou o Prêmio Brasil Criativo na categoria Música. Já o RAPajador recebeu a menção honrosa na Categoria Demandas Complexas ou Coletivas, do Prêmio Conciliar é Legal, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília, pelo projeto Rapajador na Socioeducação: (R)ap, (A)dolescentes e (P)ajada.
Para o idealizador do projeto, Chiquinho Divilas, o Tratado de Paz é um recurso de diálogo e de afirmação de possibilidades de transformações sociais no contexto da educação e para além dela:
“O Tratado de Paz reafirma a cultura hip-hop como ferramenta de diálogo, escuta e transformação social. É na escola que tudo acontece e é o nosso habitat natural, onde adoramos atuar enquanto artista. A violência que atravessa seus corredores, muitas vezes é o reflexo do ambiente, seja do contexto social e até familiar, mas é aqui que podemos transformar essa atmosfera em diálogo. O Tratado de Paz – 3ª edição nasce para fazer da palavra um caminho de convivência entre professores, estudantes e comunidade”, diz Chiquinho.
O projeto Tratado de Paz é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura de Caxias do Sul com Apoio Cultural da Fundação Marcopolo.
Tratado de Paz – Programação – Escolas e datas:
10 a 13 de março – manhã – EMEF Sete de Setembro
10 a 13 de março – tarde – EMEF Machado de Assis
17 a 20 de março – manhã – EMEF Mário Quintana
17 a 20 de março – tarde – EMEF Gov. Roberto Silveira
24 a 27 de março – manhã – EMEF Armindo Turra

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UCS sedia IV Jornada de Geriatria e Gerontologia de Caxias do Sul

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Bruno Zulian

Temas ligados ao envelhecimento serão abordados nesta sexta e sábado, dias 24 e 25 de abril, no Campus-Sede.

A Universidade de Caxias do Sul promove nesta sexta e sábado, dias 24 e 25 de abril, a IV Jornada de Geriatria e Gerontologia de Caxias do Sul. O evento, realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), será no Bloco H, no Campus-Sede, e vai abordar temas contemporâneos ligados ao envelhecimento. A inscrição é gratuita e pode ser feita por este link. A programação será transmitida pelo canal UCS Educacional no YouTube

Integrante da equipe de organização do evento, o professor do curso de Medicina da UCS Roberto Bigarella reforça que o principal desafio do envelhecimento é acompanhar a velocidade com que ele acontece, e que uma parcela expressiva de brasileiros está nessa faixa etária de 60 anos ou mais – mais de 15%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O brasileiro está envelhecendo mais rápido do que enriquece, e isso pressiona o sistema de saúde e a organização social”, explica. O docente compreende que é urgente organizar serviços de saúde para um modelo centrado nos idosos, priorizando a funcionalidade e não apenas a doença. “Temos desafios sociais gigantescos, como o combate ao idadismo e à discriminação, o suporte aos cuidadores e a garantia de condições mínimas para viver a velhice com autonomia e dignidade”, destaca Bigarella. 

A programação da IV Jornada conta com palestras de temas diversos, entre eles “Utilização das Tecnologias Digitais por Empresários 60 Mais”, “Novos Paradigmas do Envelhecimento” e “Enfermidades Mentais: Novos Critérios para diagnóstico da Doença de Alzheimer”. 

Destaque no assunto

A UCS é uma das protagonistas na discussão do tema no Brasil. A disciplina de Geriatria foi incluída na graduação de Medicina na década de 70. A primeira jornada ocorreu em 1986, quando o assunto era pouco debatido no meio acadêmico. As edições seguintes ocorreram em 1998 e 2024. Além disso, a Instituição promove ações relevantes, como o UCS Sênior e o Núcleo de Estudos do Envelhecimento. 

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Mais livros, mais futuro: novo PNLL quer ampliar leitores no Brasil para 55% da população até 2036

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Agência Gov | Via MinC

O presidente Lula participa da cerimônia de assinatura da portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036 nesta quinta (23). O PNLL democratiza o acesso e fortalece a soberania nacional através do conhecimento.

Neste dia 23 de abril, data em que o mundo celebra o poder transformador dos livros, o Brasil dá um novo passo para ampliar o acesso à leitura. Em uma ação conjunta, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC) assinam a portaria interministerial que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036.

No novo ciclo que se inicia, a ambição é elevar o percentual de leitores de 47% para 55% da população até 2035, com foco na redução do custo do livro e na expansão de livrarias no interior do País.

O evento será às 17h desta quinta-feira, 23 de abril, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, e contará com a presença do presidente Lula, do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. O gesto renova uma política pública iniciada em 2006, no governo do presidente Lula, e reafirma o compromisso do país com a formação de leitores e com o direito à palavra.

O PNLL ingressa em seu novo ciclo de 10 anos com o desafio renovado de consolidar o livro, a leitura e a escrita como bens essenciais da população brasileira. Ao longo de sua trajetória, o plano se estabeleceu como uma verdadeira Política de Estado, transcendendo gestões passageiras para se tornar um pacto social profundo, construído a muitas mãos por educadores, escritores, bibliotecários e sociedade civil desde sua gênese em 2004. Esta nova etapa reafirma a leitura não apenas como uma ferramenta funcional de alfabetização, mas como uma experiência de construção de sentidos e um pilar de sustentação para a própria democracia.

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Como bem define a ministra da Cultura, Margareth Menezes, essa política é o reflexo de um compromisso histórico com a emancipação do cidadão, pois, em suas palavras, a fundamental parceria entre o Ministério da Cultura e da Educação tem trazido resultados históricos. “Com o novo PNLL, estamos fortalecendo nosso Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas para que ele se nutra de acervos que respeitem e promovam nossa imensa bibliodiversidade. Nosso compromisso é garantir que o livro chegue a cada canto do país, reafirmando a leitura como um pilar de soberania e de combate às desigualdades”.

O impacto real do PNLL na vida dos brasileiros é mensurável através de transformações concretas no território nacional. Desde a instituição do plano, o Brasil empreendeu um esforço monumental para zerar o déficit de municípios sem bibliotecas públicas, convertendo o que antes eram depósitos de livros em centros vibrantes de convivência, inovação tecnológica e educação continuada.

Historicamente, as ações coordenadas permitiram que o índice nacional de leitura saltasse de modestos 1,8 livro por habitante ao ano para o patamar de 4,7 livros em seus ciclos iniciais de maior mobilização. No novo ciclo que se inicia, a ambição é elevar o percentual de leitores de 47% para 55% da população até 2035, com foco na redução do custo do livro e na expansão de livrarias no interior do país. A ministra Margareth Menezes reitera que o investimento no intelecto é a melhor defesa para o futuro. “O PNLL é uma realidade ativada pela sociedade e pelos governos. O livro e a leitura são vacinas contra a desinformação e contra a deterioração intelectual que o consumo superficial de conteúdos digitais pode causar. Ao investir em políticas públicas que protejam o acesso ao conhecimento, estamos construindo um Brasil com mais dignidade para todos e todas”.

Eixos programáticos

Estruturado em quatro eixos estratégicos — Democratização do acesso, Fomento à leitura e Formação de mediadores, Valorização institucional e Desenvolvimento da economia do livro — o PNLL 2026-2035 inova ao trazer o direito à escrita criativa como uma prática central. A ideia é que o cidadão seja um produtor de cultura, especialmente em territórios periféricos, quilombolas e indígenas.

O secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, destaca que o plano funciona como um parâmetro fundamental para converter o desafio de formar uma nação leitora em metas palpáveis. “O PNLL é a nossa bússola estratégica. Ele estabelece diretrizes que nos permitem ocupar as praças, as escolas e as bibliotecas com uma agenda que coloca o livro na ‘cesta básica’ do brasileiro. A inclusão da escrita criativa e literária como um direito neste novo ciclo demonstra nossa maturidade em compreender o livro como um processo vital de produção de cidadania e de reinvenção do próprio mundo”.

Além do fortalecimento da cadeia produtiva, que visa apoiar pequenas editoras e livrarias independentes, o plano dedica atenção especial à acessibilidade plena. A meta é que todas as bibliotecas e espaços de leitura disponham de acervos em braille, libras e audiolivros, garantindo que neurodivergentes e pessoas com deficiência física ou sensorial exerçam plenamente seu direito à literatura.

Essa visão inclusiva também permite ao PNLL atuar em espaços não convencionais, como unidades prisionais e hospitais, onde a leitura atua como um instrumento de humanização e remição de pena. Encerrando sua reflexão sobre os desafios e o potencial da política, Fabiano Piúba pontua que a mobilização social é o que garante a perenidade dessas conquistas: “O futuro do PNLL está no presente e na nossa capacidade de mobilização permanente nas ruas e nas instâncias de poder. Precisamos tornar a leitura visível na agenda política e social, pois estaremos fadados ao fracasso econômico se não ampliarmos o domínio da escrita entre nossos cidadãos. O PNLL, institucionalizado por lei e fundos setoriais, é o que assegura que o Brasil siga sua rota rumo à cidadania plena”.

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Randoncorp realiza ação de recrutamento presencial para unidade de Caxias do Sul na nesta quarta-feira

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Hiago Fernandes

Oportunidades contemplam diferentes funções industriais e candidatos poderão entregar currículos diretamente na Ravi Saúde Corporativa


As vagas disponíveis incluem funções como montador soldador, montador instalador, montador de componentes, operador de produção e operador de máquinas. A ação é voltada a profissionais interessados em ingressar ou se desenvolver no setor industrial, em uma empresa que integra um grupo com presença global e atuação no segmento de mobilidade e transporte.
Os interessados devem comparecer presencialmente com currículo, das 9h às 17h, na Ravi Saúde Corporativa, localizada na Rua Bento Gonçalves, 2740, bairro São Pelegrino. O atendimento será realizado por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento prévio.
A ação reforça o compromisso da companhia em conectar pessoas a oportunidades e fortalecer a geração de empregos na região, contribuindo para o desenvolvimento profissional e para o crescimento da indústria local.

Contato em caso de dúvidas: (54) 3239.2015 (opção 02 – Recursos Humanos)

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