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História e legado do Moinho da Cascata, em Caxias do Sul, serão contados em exposição e visitas guiadas

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Experiência cultural une arte, história e educação no projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente”, resultado de amplo trabalho de pesquisa histórica, arquitetônica e ambiental de um dos espaços icônicos da cidade

Um dos patrimônios históricos mais antigos, emblemáticos e icônicos de Caxias do Sul, o Moinho da Cascata passa a ter a sua história e legado retratados em exposição e visitas guiadas abertas à comunidade e para escolas da rede pública municipal a partir do projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente”. Idealizada pelo Grupo Ueba Produtos Notáveis, que ocupa o espaço desde 2014, a iniciativa que conta com recursos da Lei Paulo Gustavo une arte, história e educação em uma experiência cultural única. São 10 visitas guiadas para estudantes das escolas públicas e 10 visitas para a comunidade, todas gratuitas, com interpretação de libras e duração de até uma hora. Para o público, o projeto estreia no próximo dia 23 de agosto (sábado), e se estende ao longo dos meses de agosto – coincidindo com a celebração do Dia e Mês do Patrimônio Cultural Brasileiro – e setembro, com visitações guiadas sempre aos sábados à tarde.

As visitas guiadas terão mediação artística do Grupo Ueba e durante o roteiro o público conhecerá mais sobre a história do Moinho, que começou com Aristides Germani, em 1891, como casa de veraneio da família, sediando piqueniques no entorno da beira do Arroio Tega. O local que ganhou relevância no cenário da moagem industrial de trigo no Estado foi a primeira edificação a gerar eletricidade em Caxias do Sul, no ano de 1901, e também a ter a primeira linha telefônica, em 1905. Em 2002, o prédio inserido em meio à natureza urbana foi tombado como patrimônio histórico municipal a pedido da família Tondo, e desde 2014 é gerido pelo Grupo Ueba, que transformou o espaço em centro cultural.

A programação das visitas ganha apoio de uma exposição com 10 painéis em formato de tótens instalados no pátio do Moinho contendo imagens, gráficos, mapas e documentos importantes para apresentar o conteúdo aos visitantes de maneira autoguiada, além de um videodocumentário com cerca de 30 minutos de duração, espaços com audiodescrição e recursos de acessibilidade, valorizando o patrimônio por meio da arte e do afeto. A exposição fará menção ao conteúdo completo disponível na página virtual www.moinhodacascata.com.br, criada para servir de fonte de consulta online permanente. As visitas guiadas ocorrem nos sábados à tarde e aos domingos o espaço segue aberto para visitações autoguiadas e exibição do videodocumentário às 16h.

A pesquisa que fundamenta o projeto

O projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente” foi realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022 através do Edital da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul – SEDAC/LPG nº 11/2023 – Pesquisa, Registro e Memória e do Ministério da Cultura do Governo Federal (@minc). A realização é do Grupo Ueba (@grupoueba) e do Moinho da Cascata (@moinhodacascata). O projeto resgata a história do Moinho em uma ampla pesquisa realizada em três eixos:

Histórico: Aprofunda a história do Moinho da Cascata, que abrangeu desde a moagem de trigo até a geração de energia elétrica. A pesquisa tem início com a chegada de Aristides Germani a Caxias do Sul, em 1885. Ele adquiriu a cascata em 1891. O local funcionou como moinho industrial de trigo até a década de 50, quando foi desativado. A partir de 2014 passa ser a sede de trabalho do Grupo Ueba Produtos Notáveis e assim passa a receber atividades culturais. A pesquisa histórica é conduzida pelo Instituto Memória Histórica e Cultural da Universidade de Caxias do Sul (UCS), através do diretor professor Anthony Beux Tessari.

Arquitetônico: Faz uma imersão nas principais características da edificação do Moinho da Cascata, que tem seu valor reconhecido através do tombamento como patrimônio histórico de Caxias do Sul. O prédio tem cerca de mil metros quadrados e é composto por três pisos, onde predominam a alvenaria em tijolos, pedra basalto e assoalho em madeira. A pesquisa arquitetônica é conduzida pela arquiteta especializada em patrimônio Taísa Festugato, da Vazquez Arquitetura.

Ambiental: A edificação leva no nome a cascata que margeia a construção com cerca de 36 metros de queda d’água e está localizada em um terreno de 17 mil metros quadrados, boa parte em natureza composta por diferentes tipos de árvores e com vasta fauna, em uma geografia em declive que permite grande fluxo para o Arroio Tega. A pesquisa ambiental é conduzida pelo Instituto de Saneamento Ambiental da UCS (ISAM/UCS), através do diretor doutor Juliano R. Gimenez.

Os fundadores do Grupo Ueba, Aline Zilli e Jonas Piccoli, destacam que a iniciativa desempenha um papel central na promoção da cultura, da sustentabilidade e da inclusão em um importante patrimônio de Caxias do Sul, integrando cultura, meio ambiente, educação patrimonial e turismo em um projeto transversal que busca despertar o interesse da comunidade com a sua história e patrimônio. Propõe-se, ainda, a servir como pilar e ponto de partida para desdobramentos, aperfeiçoamentos e atividades culturais futuras. “Com esse resgate histórico apurado com pesquisas detalhadas e a exposição dos seus resultados ao público, o Moinho da Cascata passa a ser um ícone vivo da cidade, um local de encontro e aprendizado com suas portas abertas a todos. As pessoas têm oportunidade de se conectarem com o passado, reforçando o senso de pertencimento da população com a cidade”, ressaltam Aline e Jonas.

SERVIÇO

O QUÊ: Projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente

PROGRAMAÇÃO DAS VISITAS GUIADAS AO PÚBLICO:

Sábados: 23 e 30 de agosto, 13, 20 e 27 de setembro, sempre às 15h e 16h

Aos domingos o espaço segue aberto para visitações autoguiadas e exibição do videodocumentário às 16h

LOCAL: Centro Cultural Moinho da Cascata (Rua Henrique Riboldi, 69, bairro Marechal Floriano, Caxias do Sul)

ENTRADA: Gratuita

REALIZAÇÃO: Grupo Ueba Produtos Notáveis e Centro Cultural Moinho da Cascata

RECURSOS: Lei Complementar nº 195/2022 através do Edital da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul – SEDAC/LPG nº 11/2023 – Pesquisa, Registro e Memória e do Ministério da Cultura do Governo Federal

INFORMAÇÕES: site www.moinhodacascata.com.br e redes sociais @grupoueba e @moinhodacascata

Sobre o Grupo UEBA Produtos Notáveis

Fundado há mais de 20 anos por Aline Zilli e Jonas Piccoli, o Grupo Ueba Produtos Notáveis é reconhecido por suas produções teatrais inovadoras, contribuindo significativamente para a cena cultural da Serra Gaúcha e do Rio Grande do Sul. Além do teatro, o grupo atua na literatura e no cinema, ampliando seu impacto cultural. Há mais de 10 anos, ocupa as instalações do Centro Cultural Moinho da Cascata, em Caxias do Sul, um espaço histórico revitalizado que abriga atividades culturais e de lazer acessíveis ao público. Site

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Destaque

Como irão funcionar os serviços municipais neste feriadão de Páscoa

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Ponto da Safra, realizado às sextas, será antecipado para quinta (02.04) nesta semana.

Feiras

Ponto da Safra: será antecipado para quinta (02);

Feira do Agricultor: ocorre normalmente na quinta e no sábado. Na sexta não haverá feira;

Feira Ecológica: ocorre normalmente no sábado;

Codeca: não terá coleta na sexta-feira;

Samae: plantão pelo telefone 115 ou 0800 772.8600;

Trânsito: plantão pelo telefone 118;

Alô Caxias: não haverá atendimento por telefone. Solicitações de serviço devem ser feitas por meio do site sac.caxias.rs.gov.br, no link Alô Caxias;


Conselhos Tutelares Macrorregião Norte e Macrorregião Sul: o atendimento de denúncias é feito pelo telefone de plantão (54) 99620.7633;

Assistência Social: plantão pelo telefone (54) 98404.9921;

Guarda Municipal: plantão no telefone 153;

Centros de Atendimento ao Turista (CATS) Praça Dante Alighieri e Aeroporto: atendimento das 8h às 13h;

Saúde:

Expediente normal nos serviços considerados essenciais como: Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA Central e UPA Zona Norte), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Central de Exames (regime de plantão para urgências e emergências), Central de Regulação de Leitos, Serviço Residencial Terapêutico, Unidade de Acolhimento Adulto e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Reviver;

Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centro Especializado de Saúde (CES) e Agenda+ não terão atendimento no feriado


Hemocs: fechado na sexta, atendendo apenas hospitais, em regime de plantão. Atendimento normal no sábado

Obras: plantão pelo whats (54) 98418-8477

SMEL: campo Municipal e demais espaços fechados de sexta a domingo

Sala do Empreendedor estará fechada

Procon – fechado, com atendimento pelo site www.proconcaxias.com.br;

Central de Vagas: fechada

Estação Férrea: fechada

Praça CEU aberta das 6h às 22h, porém, o administrativo e biblioteca fechados

Centro de Cultura Ordovás

Cinema Ulysses Geremia, Zarabatana Café, Acervo Municipal de Artes Plásticas – AMARP, Galeria e Sala de Exposições, Teatro Valentim Lazzarotto, estarão abertos das 14h às 22h.

Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima (Galeria Municipal Gerd Bornheim, Teatro Municipal Pedro Parenti e Biblioteca Municipal Dr. Demétrio Niederauer, fechados

Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, fechado

Museus Municipais

Casa de Pedra, Museu Municipal Maria Clary Frigeri Horn, fechados

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Comércio poderá abrir normalmente na sexta-feira santa

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Certificado que possibilita atender com presença de funcionários já pode ser emitido.

O comércio varejista de Caxias do Sul, Flores da Cunha, Nova Pádua e São Marcos têm permissão para atender os clientes com a presença de funcionários na Sexta-Feira Santa (03.04). Para atender regularmente, as empresas da categoria, associadas ou não, devem emitir certificado que pode ser impresso no site da entidade por associados em dia com o setor financeiro. O não cumprimento das exigências pode acarretar em multas de R$ 1 mil a R$ 20 mil, conforme a gravidade da infração.

Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027, os funcionários podem cumprir jornada de trabalho máxima de seis horas em um único turno, com um prêmio de R$ 161,00 para os municípios de Caxias do Sul, Antônio Prado, Flores da Cunha e Nova Pádua, e de R$ 147,00 para São Marcos, aplicável apenas aos comerciários sindicalizados.

O Sindilojas Caxias destaca a importância de comunicar os clientes sobre o horário de expediente com antecedência. A Assessoria Jurídica da entidade está disponível para esclarecimentos pelos telefones (54) 4009.5517, (54) 99700.2555 e pelo e-mail juridico@sindilojascaxias.com.br.   

Certificado já disponível    

Para os associados categoria Comércio Varejista em dia com o setor financeiro, a emissão do certificado é gratuita e pode ser feita pela Central do Associado. Não associados devem fazer a solicitação pelo e-mail contasareceber@sindilojascaxias.com.br, até o dia 02/04 às 12h, com o pagamento do valor de R$ 99,00 por CNPJ. O certificado será enviado por e-mail após o pagamento, sendo necessário estar regularizado em relação à contribuição negocial/assistencial.Informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 4009.5519 (associado Sindilojas Caxias) e pelo e-mail contasareceber@sindilojascaxias.com.br (categoria).

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Destaque

Aprovada a criminalização da misoginia e equiparação ao racismo pelo Senado Federal

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A proposta, que altera a Lei do Racismo, prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia, inclusive em redes sociais.

O Senado aprovou o projeto de lei que criminaliza a misoginia, definida como ódio ou aversão às mulheres. A proposta, que altera a Lei do Racismo, prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia, inclusive em redes sociais. Com a equiparação ao racismo, os crimes misóginos não prescrevem e não permitem fiança.

Os senadores rejeitaram um destaque do bolsonarista Carlos Portinho (PL-RJ), que queria colocar no texto direitos que já estavam assegurados na Constituição.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), autora da proposta que segue à Câmara, destaca que a legislação penal já dispõe de normas protetoras como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio no Código Penal, mas não há uma resposta penal específica, mais severa, para a injúria praticada em razão da misoginia, crime cada vez mais frequente.

No projeto, a parlamentar também esclarece o conceito de misoginia: o sentimento de ódio, repulsa ou aversão às mulheres. “É uma forma extrema e repugnante de machismo, que deprecia as mulheres e tudo o que é considerado feminino, podendo manifestar-se de diversos modos”, conceitua.

Relatora da proposta, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ressaltou que o país viveu, nos últimos anos, uma escalada alarmante de feminicídios e agressões motivadas por desprezo às mulheres.

Apenas em 2025, houve 6.904 vítimas de tentativas e casos consumados de feminicídio, segundo levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídios da UEL.

Nesse contexto, a relatora defende que é impossível ignorar o papel nocivo dos chamados grupos red pill e comunidades que disseminam a falsa ideia de que as mulheres seriam manipuladoras ou inferiores e que encorajam comportamentos hostis contra as mulheres.

“Esses grupos surgiram em fóruns masculinistas e hoje se espalham pelas redes, promovendo violência, desprezo e desumanização das mulheres. Inclusive crianças já estão fazendo parte desses grupos”, lamenta.

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