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Guerra econômica: Rússia contorna sanções do Ocidente ou caminha para crise inevitável?

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Dependência energética da Rússia leva UE a impasse na política de sanções, enquanto Moscou busca parcerias alternativas

Serguei Monin

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |

Imagem da moeda de rublo com a cidade de Moscou, capital da Rússia, ao fundo. – Alexander Nemenov / AFP

Desde março, ainda no primeiro mês da Guerra da Ucrânia, países ocidentais aplicam uma política de sanções sem precedentes contra a Rússia, na tentativa de pressionar Moscou a recuar de suas ações em território ucraniano. No que diz respeito aos rumos da operação militar russa, parece ficar cada vez mais claro que as restrições econômicas não tiveram o efeito desejado.

Isso, portanto, coloca a questão de se a Rússia está conseguindo resistir às sanções ou se o país deve se preparar para uma grave crise econômica em um futuro próximo.

Guerra econômica: Rússia consegue contornar sanções do Ocidente?

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Europa busca maneiras de atingir o setor energético russo. Os principais motivos da resistência da economia russa diante dessas sanções são a grande dependência que a União Europeia tem do gás russo e a alta no preço do petróleo.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou na semana passada que a política de “contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo do Ocidente, e as sanções deram um duro golpe em toda a economia global”.

“Os europeus estão tentando substituir os recursos energéticos russos, mas o resultado de tais ações é bastante previsível: o aumento do preço à vista do gás e o aumento do preço para consumidores e famílias. Isso demonstra mais uma vez que as sanções contra a Rússia prejudicam mais os países que as implementam”, afirmou.

Passados mais de quatro meses da guerra na Ucrânia, a suspeita de que o Ocidente chegou no limite da pressão que é capaz de exercer contra a Rússia não é mais mera retórica do Kremlin para o consumo interno, algo que pode fazer para sustentar suas operações militares. A ideia de que a União Europeia enfrenta um impasse na guerra econômica contra a Rússia ganha força.

Na última terça-feira (12), um conjunto de economistas da fundação “Expertise, Analysis & Policy Network – Re: Russia” em parceria com o portal “The Bell” publicou o estudo “Efeito da conservação: como as sanções contra a Rússia funcionam e não funcionam”. 

Ali, concluem que “raramente as sanções contra determinado país ajudam a mudar sua política”. De acordo com o texto, “o mundo luta há décadas pela globalização e pela eliminação das barreiras que impediam a circulação de capitais e mercadorias”. E segue: “Por causa disso, as medidas contra uma economia em particular são muitas vezes ‘espalhadas’ para outras”. 

Em entrevista ao Brasil de Fato, o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada da Academia Russa de Economia Nacional, Andrey Zubarev, explicou que a alta dependência energética que a Europa tem da Rússia, combinada com a dinâmica dos preços do petróleo, cria uma espécie de “jogo” em que os efeitos das ações do Ocidente geram um equilíbrio para a balança comercial russa.

“Sim, o Ocidente vai comprar menos petróleo russo, mas todos entendem perfeitamente que se cortarem totalmente a sua compra, o petróleo ficará mais caro. Então [a Rússia] pode vender menos, mas mais caro. E com o gás é a mesma coisa. Por isso, ok, o volume de exportações diminuiu, mas o preço ficou mais alto, sobretudo o gás. Assim, esses efeitos acabam se equilibrando mutuamente. Então foi possível para a Rússia contornar grandes perdas nesse estágio”, destaca o pesquisador.

:: Crise entre Rússia e Otan: da guerra híbrida ao risco de conflito militar ::

O estudo “Efeito da conservação” informa que, em maio, “devido ao aumento dos preços da energia, a inflação anual na zona do euro subiu para 8,1%, e o déficit do comércio exterior da UE atingiu um nível recorde na história da organização, chegando a € 32,4 bilhões”, acrescenta.

Adeus, Europa; reorientação para a Ásia

O primeiro plano concreto para eliminar gradualmente a dependência de combustível russo foi anunciado pela União Europeia em 8 de março. De acordo com o documento, até o final de 2022, a UE deverá reduzir o consumo de gás russo em 67%. Para isso, a estratégia prevê encontrar novos fornecedores e economizar no consumo de combustível.

Já em relação ao petróleo, a organização de Estados se comprometeu a cortar 90% da compra do petróleo russo até o final de 2022. Apesar do volume de exportações do petróleo russo ter caído 15% em junho, estudos mostram que nos 100 primeiros dias após o início da guerra, a Rússia faturou cerca de 93 bilhões de euros com exportações de combustíveis fósseis.

As restrições econômicas fizeram com que a Rússia reorientasse suas exportações para a conquista de novos mercados. Com isso, Moscou aumentou as exportações energéticas para a Índia em cinco vezes entre março e maio, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já com a China, as exportações de petróleo dobraram no último ano.


Os ministros Serguei Lavrov e Wang Yi afirmaram que relações entre Rússia e China se fortaleceram em meio à “turbulência internacional” / AFP

Para conquistar novos parceiros como a Índia, ou incrementar o comércio com a China, a Rússia ofereceu descontos nas vendas do petróleo de até 30 dólares o barril. Para o economista Andrey Zubarev, esta política comercial tem ajudado o governo russo a contornar as sanções europeias, no entanto, não deixa de oferecer risco à economia russa a longo prazo.

“Outras regiões querem comprar [o petróleo russo], mas eles também racionalizam, não são bobos e dizem: ‘ninguém quer comprar o seu petróleo. É claro que nós podemos comprar, mas com desconto’”, diz Zubarev.

:: Tropas russas na Nicarágua: uma resposta às intervenções dos EUA? ::

De acordo com ele, estudos mostram que o desconto no insumo tem um efeito bastante substancial na economia. “Cerca de 20% de desconto no petróleo pode gerar uma queda de cerca de 1,5% do PIB, isto só por conta do desconto. Isso é bastante coisa”, completa.

Crise no longo prazo

Embora o cenário atual corrobore com o discurso oficial do Kremlin e crie a aparência de que a economia russa está sob controle, análises mais cautelosas indicam que os efeitos das sanções podem ser sentidas no longo prazo.

De acordo com o estudo do “Re: Russia”, um dos principais golpes que o país pode sentir no horizonte é a restrição sobre a importação de alta tecnologia.

“Aqui, as restrições podem afetar a economia por muitos anos. Na Rússia, toda a produção que atende aos padrões modernos é resultado do empréstimo e adaptação de tecnologias e equipamentos mundiais. Se não houver abastecimento, o país ficará em ‘isolamento tecnológico’”, aponta o relatório, citando o ex-chefe do Serviço Federal de Mercados Financeiros da Rússia, Oleg Vyugin.

A competitividade da economia e seu desenvolvimento inovador são determinados, entre outras coisas, por pequenas e médias empresas de alta tecnologia, que representam cerca de 20% do PIB da Rússia. No início de 2022, havia quase 5,9 milhões de pequenas e médias empresas no país, empregando 14,7 milhões de trabalhadores.

Com as sanções aplicadas pela comunidade internacional após 24 de fevereiro, o acesso às mais recentes tecnologias, equipamentos e base de componentes foi severamente afetado, atingindo particularmente o setor de TI. De acordo com várias previsões, o volume do mercado de TI russo em 2022 pode ser reduzido em 39%.

:: União Europeia impõe novas sanções contra Rússia e anuncia mais apoio financeiro à Ucrânia ::

O economista Andrey Zubarev observa que a continuidade da política de sanções vai gerar sim um maior vínculo da Rússia com países como a Índia e a China. No entanto, o pesquisador ressalta que estes países “não vão conseguir substituir as importações de alta tecnologia que a Rússia recebia da Europa e dos EUA”.

“Eu não acredito que o mais ambicioso dos programas de substituição de importações pode, em 5 ou até 10 anos, levar a Rússia a ser uma economia fortemente competitiva e produzir algo interessante. Não, isso não é possível”, acrescenta.

De acordo com o pesquisador, as sanções não afetaram tão fortemente a Rússia no curto prazo, como era desejado por EUA e UE. Mas seu efeito substancial ainda está por vir, já que “o seu efeito prolongado nós ainda vamos observar pelo menos até o final de 2023. Isso é fato”.

Edição: Arturo Hartmann

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Aplicativo da carteira nacional de trânsito passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico

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Integração dos sistemas permitirá a consulta das passagens e tarifas pelo aplicativo da CNH do Brasil, com direcionamento aos canais oficiais da CSG para pagamento.

A novidade se torna mais uma alternativa de informação para os motoristas. A interoperabilidade entre os sistemas permite concentrar, em um único ambiente, informações sobre passagens realizadas em rodovias com Pedágio Eletrônico em todo o país, facilitando a consulta e o acompanhamento de eventuais pendências pelos motoristas.

A integração também contribui para ampliar o acesso dos usuários às informações e direcioná-los aos canais oficiais das concessionárias, proporcionando mais segurança e ajudando a evitar golpes.

Para o diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, a integração com a CNH do Brasil representa mais uma etapa importante para a consolidação do sistema e para a ampliação das facilidades oferecidas aos motoristas.

“Essa medida visa facilitar o acesso às informações sobre as passagens e os pagamentos, oferecendo ferramentas que contribuem para a redução da inadimplência e, consequentemente, das multas. Além disso, facilita o acesso às tarifas de várias concessões, o que ajuda principalmente os motoristas de longas distâncias. Quanto mais informação e facilidade chegam ao nosso cliente, maiores são as condições para que ele possa acompanhar suas passagens pelos pórticos e regularizar eventuais pendências”, destaca.

A CSG reforça que a integração amplia as alternativas de informação ao motorista, mas não substitui a responsabilidade do usuário de acompanhar suas passagens e efetuar o pagamento das tarifas no prazo regulamentar de 30 dias após o processamento da passagem.

Como consultar e pagar a tarifa do Pedágio Eletrônico pela CSG e na CNH do Brasil

Os clientes das rodovias administradas pela CSG podem continuar consultando suas passagens e realizando o pagamento pelos canais oficiais da concessionária, pois não haverá mudanças no site e aplicativo da CSG.

O pagamento do Pedágio Eletrônico continua disponível pelo site e aplicativo CSG Free Flow, além das Bases de Atendimento ao Cliente localizadas ao longo do trecho concedido que continuam recebendo em dinheiro.

Pela CNH do Brasil, o motorista poderá consultar as passagens acessando o veículo, depois o link onde consta “Pedágio Eletrônico”. Selecionar a tarifa, clicar na opção “Como Pagar” e será direcionado à plataforma oficial da concessionária responsável pela cobrança, onde poderá realizar o pagamento.

A CNH do Brasil não processa pagamentos e não solicita dados bancários, número de cartões ou senhas. A orientação é que os motoristas utilizem sempre os canais oficiais das concessionárias para consultar e quitar as tarifas.

A CSG e a CNH do Brasil não enviam boletos para cobrança das passagens. Para realizar qualquer pagamento, o usuário deve acessar diretamente os canais oficiais da concessionária responsável pelo Pedágio Eletrônico.

A CSG disponibilizou, uma relação de perguntas e respostas (FAQ) em seu site. O conteúdo reúne informações sobre o funcionamento do Pedágio Eletrônico, os prazos para pagamento, a suspensão das multas e a nova possibilidade de consulta das passagens e tarifas pela CNH do Brasil. Acesse: csg.com.br

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Procon de Caxias do Sul intensifica ações contra aumentos nas contas de luz e autua CPFL/RGE

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Em julho e agosto, órgão registrou 298 solicitações pelo site e 114 protocolos de abertura, caso também foi levado à SENACON e à ANEEL.

O Procon intensificou as ações de fiscalização e defesa dos consumidores diante do aumento expressivo das reclamações relacionadas às contas de energia elétrica e à qualidade do atendimento prestado pela concessionária CPFL/RGE. Somente nos meses de julho e agosto de 2026, o órgão registrou 298 solicitações encaminhadas pelo site e 114 protocolos de abertura de processos relacionados à demanda de energia elétrica. Os números demonstram a dimensão da preocupação dos consumidores caxienses com os valores cobrados nas faturas e com as dificuldades encontradas para obter esclarecimentos e soluções.

Diante do aumento das demandas, o setor de fiscalização do Procon realizou, na última semana, visita presencial à unidade da CPFL/RGE em Caxias do Sul, ocasião em que a concessionária foi autuada em razão da demora excessiva no atendimento aos consumidores. O Procon continuará acompanhando a situação e poderá realizar novas fiscalizações sempre que houver indícios de irregularidades ou aumento significativo das reclamações.

Procon leva demandas de Caxias do Sul a Brasília

Além das ações realizadas no município, o coordenador do Procon de Caxias do Sul, Jair Zauza, levou as demandas dos consumidores caxienses a Brasília, onde esteve no Ministério da Justiça e na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Durante a agenda, Zauza apresentou os problemas relacionados às contas de energia elétrica, ao atendimento aos consumidores e aos impactos das reclamações registradas em Caxias.

“Estive no Ministério da Justiça levando as demandas graves da energia elétrica em Caxias, bem como em todo o Estado do Rio Grande do Sul. Temos também a questão que a RGE não está realizando os atendimentos aos consumidores caxienses. Então estivemos em Brasília buscando o apoio para auxiliar os consumidores”, afirmou Jair Zauza.

Superintendente da ANEEL afirma que demanda será tratada em conjunto

O superintendente de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo da ANEEL, André Ruelli, recebeu a demanda apresentada pelo Procon de Caxias do Sul e destacou a importância de levar ao órgão regulador os problemas enfrentados pelos consumidores.

“Muito obrigado por trazer essa demanda para o ente regulador. O secretário Morishita é um grande parceiro de atuação, referência para a gente na Secretaria Nacional do Consumidor. A gente vai verificar as causas dessas majorações expressivas no faturamento dos consumidores de Caxias e de todo o Rio Grande do Sul.”, afirmou André Ruelli.

O superintendente também sinalizou a realização de uma reunião conjunta envolvendo a ANEEL, a SENACON e a concessionária, para aprofundar a análise das reclamações.

“Vamos chamar a RGE para uma reunião conjunta, para equacionar essa questão e dar todo o suporte para o consumidor de Caxias.”, afirmou Ruelli.

SENACON garante apoio ao Procon e aos consumidores gaúchos

Durante o encontro, o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, também se manifestou sobre a situação apresentada pelo Procon de Caxias do Sul e confirmou o apoio da Secretaria Nacional do Consumidor.

“Essa questão é dar todo o suporte para o consumidor de Caxias. Ficamos muito preocupados com essa notícia. A SENACON vai entrar inteiramente nesse processo, juntamente com o nosso superintendente. A gente vai estar junto nesse processo e, no que for necessário, a gente vai fazer”, afirmou Ricardo Morishita Wada.

O secretário reforçou a disposição da SENACON em acompanhar a situação e atuar conjuntamente com o Procon e a ANEEL na busca por respostas aos consumidores.

A SENACON integra o Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem entre suas atribuições a coordenação e execução da Política Nacional das Relações de Consumo, além do incentivo à atuação conjunta dos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. (Serviços e Informações do Brasil)

O consumidor não pode ficar sozinho”, afirma coordenador do Procon

Para o coordenador do Procon de Caxias do Sul, a articulação com os órgãos federais representa um passo importante diante do volume de reclamações registradas.

“O número de solicitações e protocolos registrados em julho e agosto demonstra que estamos diante de uma situação que precisa ser tratada com muita seriedade. O Procon está fazendo a sua parte: estamos recebendo as demandas, fiscalizando, autuando quando encontramos irregularidades e levando o problema às autoridades competentes. O consumidor não pode ficar sozinho diante de uma cobrança que não consegue compreender ou de um atendimento que não funciona adequadamente.”, destacou Jair Zauza.

Segundo o coordenador, a intenção é garantir que os casos sejam analisados de forma técnica e que os consumidores tenham acesso a respostas e soluções.

“Estamos buscando uma atuação conjunta, porque queremos que essa medida seja rápida e efetiva para atender e socorrer os consumidores gaúchos. Não vamos deixar essa demanda sem acompanhamento”, acrescentou.

Reunião com Ministério Público

Em âmbito municipal, o Procon também mantém agenda com o Ministério Público para discutir as reclamações relacionadas às contas de energia elétrica e avaliar medidas conjuntas.

A articulação entre Procon, Ministério Público, SENACON e ANEEL busca ampliar a apuração dos casos e identificar as causas dos aumentos considerados excessivos pelos consumidores, além de avaliar a qualidade do atendimento oferecido pela concessionária.

Orientação aos consumidores

O Procon orienta os consumidores que identificarem aumentos fora do padrão de consumo, cobranças que não reconhecem, dificuldades para contestar valores ou demora excessiva no atendimento a registrar a situação junto ao órgão.

É importante apresentar, sempre que possível:

  • * faturas de energia elétrica;
  • * histórico de consumo;
  • * número da unidade consumidora;
  • * protocolos de atendimento;
  • * comprovantes e documentos relacionados à reclamação.

Os registros são fundamentais para que o Procon possa identificar padrões de irregularidades, ampliar as ações de fiscalização e encaminhar as demandas às instituições responsáveis.

O Procon de Caxias do Sul reforça que continuará acompanhando o caso e adotando as medidas cabíveis para garantir o respeito aos direitos dos consumidores.

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Codeca implanta nova roteirização da coleta orgânica em Caxias do Sul

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Alterações passam a vigorar no dia 17 de agosto em cerca de 50% das rotas

A Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) inicia no dia 17 de agosto a nova roteirização da coleta orgânica no Município, com o objetivo de tornar a operação mais eficiente, equilibrar a distribuição de resíduos entre os setores e qualificar o atendimento à população. O novo modelo foi desenvolvido pela Gerência Operacional da Coleta e atende às especificações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

De acordo com o gerente operacional da Coleta, Fernando Corso de Almeida, a reestruturação em praticamente metade das rotas orgânicas corrige o desequilíbrio existente nas nove regiões de coleta (exceto a área mecanizada/contêineres), que passarão a operar com uma média de 7,5 toneladas a 8 toneladas de resíduos por roteiro, compatibilizando a capacidade de carga dos veículos e aproximando setores da mesma região para otimizar a logística.

Entre as principais mudanças, que podem ser conferidas em coletacaxiasdosul.com, estão a inclusão de mais um caminhão nos turnos da manhã e da noite e a contratação de duas novas equipes. Nesse contexto, com a equiparação dos pesos entre os setores a Companhia terá menor troca de caminhões para realizar alguns setores, e nestes casos a redução média será de 30 quilômetros percorridos por setor. A expectativa é aumentar a efetividade dos serviços, padronizar a frequência da coleta orgânica e melhorar o atendimento aos cidadãos.

“Essa nova roteirização representa um importante avanço na organização da coleta orgânica. Conseguimos equilibrar a carga de trabalho entre os setores, otimizar o deslocamento dos veículos e tornar a operação mais eficiente. Com isso, ganham a Companhia, que passa a utilizar melhor seus recursos, e principalmente a população, que contará com um serviço mais padronizado, ágil e de maior qualidade”, sustenta o gerente.

A Codeca também promove a capacitação das equipes e faz a atualização gradual de dados no site www.codeca.com.br, com disponibilidade do link específico coletacaxiasdosul.com para pesquisa pela população, que poderá consultar os dias e horários de coleta. Informações sobre a nova roteirização podem ser obtidas pelo Alô Codeca, de segundas a sextas-feiras, das 7h às 19h, pelos telefones (54) 3224.8000 e 3224.9300, ou pelo e-mail cac@codeca.com.br.

BAIRROS QUE TERÃO ALTERAÇÃO NA COLETA ORGÂNICA:
– Bela Vista: a parte com coleta manual passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Charqueadas: todo o bairro passa para segunda/quarta/sexta à noite.
– Cidade Nova: todo o bairro passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– Cinquentenário: a parte com coleta manual passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– Cruzeiro: a parte com coleta manual passa para terça/quinta/sábado à noite.
– De Lazzer: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– De Zorzi: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Desvio Rizzo: exceto o loteamento Tomé, o restante passa para segunda/quarta/sexta à noite.
– Diamantino: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Esplanada: a parte que era terça/quinta/sábado à noite altera para terça/quinta/sábado manhã; a outra parte segue segunda/quarta/sexta noite.
– Industrial: todo o bairro passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– Interlagos: altera para terça/quinta/sábado noite e terça/quinta/sábado madrugada.
– Jardim Eldorado: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à tarde.
– Jardim Iracema: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à tarde.
– Kayser: exceto a Rua Ernesto Casara e Travessa São marcos (da São Francisco de Paula até Ernesto Casara), o restante passa para segunda/quarta/sexta noite.
– Kayser: a Rua Ernesto Casara e a Travessa São Marcos (da São Francisco de Paula até Ernesto Casara) passam para terça/quinta/sábado de manhã.
– Marechal Floriano: a parte com coleta manual passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– Monte Bérico: passa para segunda/quarta/sexta de manhã.
– Nossa Senhora da Conceição: todo o bairro passa para segunda/quarta/sexta à noite.
– Nossa Senhora de Fátima: altera para os seguintes roteiros – segunda/quarta/sexta de manhã, segunda/quarta/sexta de madrugada e terça/quinta/sábado de madrugada.
– Nossa Senhora do Rosário: todo o bairro passa para segunda/quarta/sexta de manhã.
– Panazzolo: Rua Santo Dalfovo, a parte com coleta manual, passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Petrópolis: a parte com coleta manual passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Planalto: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Presidente Vargas: a parte com coleta manual passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Rio Branco: a parte com coleta manual passa para segunda/quarta/sexta à noite.
– Salgado Filho: a parte que era terça/quinta/sábado à noite passa para terça/quinta/sábado de manhã; a parte que era manhã dos mesmos dias sem alteração.
– Santa Catarina: a parte com coleta manual passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– São Caetano: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado de manhã.
– São Ciro: exceto a Avenida Mariland e a Travessa Cavaliere Ambrogio Cipola (até a BR-116), o restante do bairro passa para terça/quinta/sábado de madrugada.
– São Giácomo: todo o bairro passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– São José: exceto o loteamento Horn, o restante do bairro passa para segunda/quarta/sexta de madrugada.
– São Leopoldo: a parte com coleta manual passa para segunda/quarta/sexta à noite.
– São Luiz: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– São Victor/Cohab: exceto a Rua João Orestes Faoro, o restante do bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– São Virgílio: todo o bairro passa para terça/quinta/sábado à noite.
– Século XX: altera para terça/quinta/sábado de madrugada.
– Serrano: altera partes para terça/quinta/sábado à noite e terça/quinta/sábado à tarde, e parte do bairro sem alteração.
– Tijuca: onde a coleta atual é à noite passa para segunda/quarta/sexta à tarde.
– Vila Verde: no loteamento Belvedere passa para terça/quinta/sábado à noite.

BAIRROS QUE NÃO TERÃO ALTERAÇÃO NA COLETA ORGÂNICA:
Parte com contêineres – Bela Vista, Centro, Cinquentenário, Colina Sorriso, Cristo Redentor, Cruzeiro, Exposição, Jardelino Ramos, Jardim América, Madureira, Marechal Floriano, Medianeira, Nossa Senhora de Lourdes, Panazzolo, Petrópolis, Pio X, Presidente Vargas, Rio Branco, Sagrada Família, São Pelegrino, Universitário e Vinhedos.
Coleta manual – Ana Rech, Belo Horizonte, Brandalise, Centenário, Colina Sorriso, Desvio Rizzo (loteamento Tomé), Floresta, Forqueta, Galópolis, Jardim das Hortênsias, Linha 40, Maestra, Medianeira. Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora das Graças, Parada Cristal, Pedancino, Pioneiro, Por do Sol, Reolon, Samuara, Santa Corona, Santa Fé, Santa Lúcia, Sanvitto, São Ciro (Avenida Mariland e Travessa Cavaliere Ambrogio Cipola, até BR-116), São Cristóvão, São José (loteamento Horn), São Victor/Cohab (Rua João Orestes Faoro), Século XX (ruas Aquilino Ricardo Lenzi e Atilio Andreazza, RSC-453 até Jardim Botânico), Tijuca (onde a coleta é manhã não haverá alteração), Vila Lobos, Vila Verde (exceto loteamento Belvedere) e Vinhedos.

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