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Moradores da região Esplanada pedem melhorias no trânsito, na limpeza e na saúde

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Na primeira edição do projeto Câmara Vai aos Bairros de 2022, conduzida pela presidenta Denise Pessôa/PT, o transporte coletivo urbano também esteve entre as principais demandas

Os moradores da região do Esplanada se mobilizaram na primeira edição do projeto Câmara Vai aos Bairros deste ano, nesta quinta-feira (28/04), para pedir melhorias no trânsito, na limpeza, na saúde e no transporte público. Cerca de 100 pessoas participaram do encontro promovido na Igreja Santo Antônio, no bairro Esplanada, sob a coordenação da presidenta do Parlamento caxiense, vereadora Denise Pessôa/PT. A iniciativa busca aproximar ainda mais os vereadores da comunidade e ouvir a população sobre suas demandas. Nesse sentido, a equipe da Câmara recebeu 33 registros com reivindicações referentes a diversas áreas, sendo 18 formulários entregues durante o encontro e 15 encaminhados de forma on-line. Todas as solicitações serão remetidas aos órgãos competentes e caberá a eles providenciar ou não as soluções.

“Peço aos vereadores que ajudem o poder Executivo a resolver o grande problema de Caxias do Sul hoje: o trânsito. A gente não consegue andar (de carro) em Caxias. O nosso trânsito não flui. Está trancado”, reclamou o presidente da União das Associações de Bairros (UAB), Valdir Walter, abrindo a lista de reivindicações.

Ainda na parte de trafegabilidade, a falta de sinalização pelas ruas foi mencionada por líderes de pelo menos três bairros: Caravaggio, São Caetano e Aeroporto. “Tenho protocolo de pedido de sinalização (na prefeitura) desde 2018”, afirmou Nair de Lima, presidente da Associação de Moradores (Amob) do Bairro Caravaggio, lamentando porque até agora não teve a solicitação atendida. “Em alguns pontos das vias há sinalização, mas, em outros não existe nada e o risco de acidentes é grande”, queixou-se Maicon Fernando da Silva, presidente da Amob São Caetano, onde, segundo ele, as ruas João da Costa e Marcelino Ramos precisam de melhorias. O dirigente também avalia que o transporte coletivo urbano deveria ser incrementado no bairro principalmente nos finais de semana e feriados.

À frente da Amob Aeroporto, Sara Scarsi relatou que a sinaleira próxima à escola do bairro geralmente não funciona e que são necessários mais horários de ônibus. Sara também foi porta-voz de uma demanda do bairro Esplanada: ampliação da estrutura funcional na Unidade Básica de Saúde (UBS) Esplanada, pois pessoas idosas acabam indo por volta das 5h da manhã na fila e nem sempre conseguem ser atendidas, informou a líder comunitária, que também coordena o Departamento Feminino da UAB.

Conselheira do Sistema Único de Saúde (SUS), Rosalina Lima fez a mesma reclamação de demora no atendimento médico na UBS. Além disso, pediu corte da vegetação no entorno da unidade e mais educação das pessoas em relação à limpeza da cidade. Ainda na parte de saúde, a presidente do Conselho Local, Vanessa Bonetto, quer a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul. “Quem tem poder aquisitivo baixo não tem condições de ir até a Zona Norte para ser atendido na UPA. E é preciso mais profissionais, pois há somente uma psicóloga e uma assistente social para atender cinco Unidades Básicas de Saúde em nossa região”, exemplificou a dirigente.

Durante as manifestações, o público elogiou a volta do projeto Câmara Vai aos Bairros, que ficou parado em 2020 e 2021 por causa da pandemia da covid-19. Na opinião da presidenta Denise, é uma iniciativa que dialoga com a sociedade e aproxima os vereadores das demandas mais cotidianas e urgentes. “Faço uma avaliação bastante positiva deste nosso primeiro encontro de 2022, pois os moradores trouxeram uma amostragem do que mais precisam, como melhorias no trânsito e na saúde”, frisou Denise.

Além da presidenta, participaram desta primeira edição do Câmara Vai aos Bairros 2022 os demais integrantes da Mesa Diretora: Tatiane Frizzo/PSDB (1ª vice), Velocino Uez (2º vice), Zé Dambros/PSB (1º secretário) e Clovis de Oliveira/PTB/Xuxa (2º secretário); e os vereadores Adriano Bressan/PTB, Alexandre Bortoluz/PP, Marisol Santos/PSDB, Maurício Scalco/NOVO, Olmir Cadore/PSDB, Renato Oliveira/PCdoB, Ricardo Daneluz/PDT, Rose Frigeri/PT e Wagner Petrini/PSB. O parlamentar Felipe Gremelmaier/MDB estava em representação. Pelo Executivo municipal, compareceu o coordenador do Orçamento Comunitário, José Oltramari.

O projeto Câmara Vai aos Bairros é realizado pelo Legislativo caxiense em conjunto com a União das Associações de Bairros (UAB). Para 2022, ficaram definidas nove edições, sempre às quintas-feiras, das 19h às 21h. A próximas estão previstas para: 02/06, 30/06, 28/07, 11/08, 25/08, 06/10, 17/11 e 1º/12. Serão contempladas as regiões Norte, Leste, Sul, Oeste, Centro e Rural.

A iniciativa existe desde 2010, por iniciativa do ex-vereador-presidente Harty Moisés Paese. Em 2017, na presidência do vereador Felipe Gremelmaier, a medida foi oficializada por meio da Resolução 253/A-2017. A proposta também ajuda a esclarecer à sociedade as funções de um parlamentar, além das diferenças e das responsabilidades de cada poder constituído.

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Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período

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Rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.726.

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. 

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Rendimento

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.

Informalidade

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

Contribuição para a previdência

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

Marcos históricos

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

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Cultura

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Após os lançamentos realizados em Nova Petrópolis e Porto Alegre, a autora Vanessa Canever promove em Caxias do Sul neste sábado (27), a apresentação do livro Potenciologia – Consciência, Escolhas, Potência. O evento será das 15h às 17h30, na Biblioteca Parque da Fundação Marcopolo (Júlio de Castilhos, 441).

            A obra é resultado de quase duas décadas de estudos e experiências de Vanessa na área do desenvolvimento humano e propõe uma reflexão sobre o protagonismo de cada pessoa na construção da própria trajetória. O livro convida a observar os padrões que influenciam suas decisões diárias, ampliar a consciência sobre as escolhas e reconhecer potenciais que muitas vezes permanecem ocultos pela rotina.

Mestre em Educação, com pós-graduações em Gestão de Pessoas, Pedagogia Empresarial, Dinâmica de Grupos e Educação a Distância, Vanessa é especialista em Inteligência Emocional e Métodos Ágeis. Em 2018, fundou a Avaloki Desenvolvimento Humano, organização dedicada à formação de líderes e à facilitação de processos de autoconhecimento, transformação pessoal e organizacional.

            Dividido em três partes — O Jogo da Vida, Virando o Jogo e No Comando do Jogo —, o livro apresenta conceitos, reflexões e exercícios que transformam a leitura em uma experiência participativa. A proposta é estimular cada pessoa a reconhecer recursos internos já existentes e utilizá-los de forma mais consciente na vida pessoal, profissional e social.

A narrativa combina conceitos, questionamentos e exercícios que transformam a leitura em uma experiência participativa, permitindo que cada pessoa estabeleça suas próprias conexões com os temas abordados. Além de desafiar o leitor a refletir sobre quantas de suas escolhas diárias são realmente conscientes.

            Segundo a autora, muitas pessoas passam anos reagindo às circunstâncias sem perceber que possuem recursos internos para construir caminhos mais alinhados aos seus valores e propósitos. É justamente nesse ponto que a Potenciologia se insere: como um convite para ampliar a consciência, qualificar as escolhas e acessar potenciais que já existem, mas nem sempre são percebidos. “Não se trata de tornar-se alguém diferente, mas de reconhecer e aprimorar aquilo que já existe em cada pessoa”, resume Vanessa.

            Entre os leitores dos originais, o médico especialista em Neurociência Comportamental Arnoni Caldart, autor do best-seller Ative Sua Mente, definiu o livro como um convite ao despertar da consciência e à escolha de caminhos mais leves e virtuosos. “Uma mensagem para assumirmos o protagonismo no cotidiano e percebermos que o mundo se transforma a partir de nossas escolhas”.

            Além da sessão de autógrafos, o evento de lançamento em Caxias do Sul vai proporcionar experiências interativas para os participantes e terá a presença confirmada de Isamar Ordovás Sartori, presidente da Casa Anjos Voluntários, instituição que será beneficiada com 10% do valor arrecadado com a venda do livro no local. A Casa Anjos Voluntários, desenvolve trabalho voltado ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.             O livro também está em pré-venda no site  www.potenciologia.com.br/livro

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Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

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Supostas fraudes estão estimadas em R$ 54 bilhões.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

“Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

Ainda de acordo com a nota, as apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Entenda

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em junho de 2024, quando policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa Americanas. Também foram cumpridos o sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões.

À época, a PF informou que as investigações tiveram a colaboração da atual diretoria da empresa. Os policiais apuraram que os então diretores da Americanas praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos.

As investigações também constataram “fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a corporação.

Ainda em 2024, as notícias envolvendo a operação que mirou a antiga cúpula do Grupo Americanas trouxeram à tona desafios e limites da regulamentação do mercado financeiro no país, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil e do próprio órgão regulador estatal, que reconhecem fatores que impedem o melhor acompanhamento de balanços contábeis e governanças de grandes companhias.

Entre os aspectos apontados pelos entrevistados estão a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação estatal e do próprio mercado; conflitos de interesses que minam a autorregulação; sofisticação de fraudes empresariais, com um “time” estruturado para manipular dados; e orçamento inadequado e falta de pessoal no quadro de funcionários do órgão regulador estatal.

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