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Festa Nacional da Uva 2026 consolida resultado positivo com saldo de quase 100 mil reais

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Balanço final destaca resultado financeiro positivo e 708 mil visitantes.

A Comissão Comunitária da 35ª Festa Nacional da Uva apresentou nesta quinta-feira (18/06), no Centro de Eventos, o balanço final, com os principais números da edição. Realizada de 19 de fevereiro a 8 de março, com o tema “Fruto de um Sonho Imigrante”, a Festa reuniu, em Caxias do Sul, 708 mil visitantes e distribuiu 150 toneladas de uva gratuitamente. Só no estacionamento do Parque de Exposições foram contabilizados 65 mil veículos. E a equipe de receptivo atendeu 442 excursões de turistas, nos 18 dias de Festa. Números que reforçam a relevância da Festa para a movimentação econômica e turística do município.

            O presidente da Comissão Comunitária Fernando Bertotto abriu a coletiva agradecendo o envolvimento de todos que realizaram o evento. Em seguida, o prefeito Adiló Didomenico e o vice-prefeito Édson Nespolo ressaltaram que mais do que resultados financeiros é importante que todos percebam a relevância da Festa na movimentação econômica e turística de Caxias do Sul.

O resultado financeiro foi positivo em R$99.890. As despesas para a realização de um evento do porte da festa da Uva passam dos R$19 milhões, e, para cobrir esse custo são arrecadadas verbas por meio de patrocínio direto, verba da Lei de Incentivo à Cultura Federal, Lei de Incentivo à Cultura Estadual, Convênio com a Prefeitura de Caxias do Sul, venda de espaços para expositores e  bilheteria. O valor de R$ 6 milhões, investido pela Prefeitura de Caxias do Sul na 35ª Festa Nacional da Uva, foi usado da seguinte forma:

Operação UVAS – Compra de 130 toneladas de uva, pagamento da logística de transporte, despesas de armazenagem, embalagem para transporte, embalagem para entrega das Uvas. Pallets para uvas, num total de R$854mil.

Serviços – Instalação de gás, hidráulica e elétrica. Aluguel de rádios comunicadores, aluguel de carrinhos elétricos, serviço de nutricionista, ECAD e PPCI, num total de R$200mil

Locação de Cenários e Montagem Geral do Evento – Projeto, Construção temporária dos estandes, palco, camarins, cenografia e arquibancadas. Aluguel de Banheiros Químicos e Sinalização do Parque, num total de R$3 milhões.

Segurança do Evento – Serviço de Segurança do Evento desempenhado pela Brigada Militar – RS 1.446.000

Serviços de Limpeza e Segurança Privada – Serviços de Segurança e Limpeza desempenhados por empresa privada e compras de insumos para limpeza, num total de R$ 400 mil

Controle de Acessos – Serviços de Bilheteria, controle de acessos e mão de obra para entrega e distribuição de uvas. Credenciamento de Pessoas e insumos para Credenciais. Total de R$100 mil.

Para o presidente da Comissão Comunitária, Fernando Bertotto, o balanço marca uma despedida com a certeza de que seu trabalho voluntário à frente de três edições da Festa valeu a pena. “O que mais importa é que a Festa da Uva 2026 foi um sucesso. Saio com a certeza do dever cumprido. Esta edição encerra com caixa financeiro positivo, aumentamos o público e trouxemos o caxiense de volta para o maior evento comunitário do país”, afirma.

O Total do público ficou em 708 mil visitantes, sendo 94 mil pessoas nos Jogos Coloniais e Calendário Esportivo, público total de 110 mil pessoa nos Desfiles Cênicos e 504 mil visitantes no Parque de Exposições, número impulsionado pela gratuidade nas duas segundas e duas terças-feiras do evento. Nestes dias, a Comissão sugeriu a doação de um quilo de alimento e, no total, foram arrecadados 12.078 quilos. Tudo foi doado ao Banco de Alimentos de Caxias do Sul. 

Nas redes sociais, a Festa chegou a 322 mil seguidores e, somando mídia on e offline, redes sociais e editoriais, registrou 180 milhões de pessoas impactadas.

A edição de 2026 reuniu 424 expositores. A pesquisa de satisfação realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Caxias do Sul (IPES/UCS), entre 22 de fevereiro e 8 de março, ouviu 257 expositores e 1.281 visitantes. Entre os expositores, o grau geral de satisfação passou de 57% em 2024 para 72% em 2026. A percepção sobre volume de vendas também cresceu, de 43% para 71%, enquanto o indicador de potenciais negócios subiu de 56% para 72%. Outro avanço relevante foi a satisfação do público nos finais de semana, que passou de 36% para 74%.

Entre os visitantes, a satisfação geral ficou em 86,3%. A pesquisa apontou avanços em itens ligados à experiência do público, como sinalização externa, que passou de 75,8% para 89,3%; venda de uva, de 77,3% para 90%; sinalização interna, de 76,3% para 86,8%; limpeza dos banheiros, de 84% para 90,3%; e equipe de recepção, de 84,8% para 90,4%. O levantamento também apontou que 70,2% dos visitantes recomendam a Festa da Uva e que a presença do público caxiense no evento aumentou de 45,4% em 2024 para 69,1% em 2026.

A avaliação dos visitantes também destacou índices positivos em pontos estruturais e de atendimento. Segurança registrou 90,5% de satisfação, limpeza dos pavilhões chegou a 90,9%, atendimento nas bilheterias atingiu 90,3% e a qualidade da alimentação ficou em 89,4%. A pesquisa ainda indicou pontos de atenção para as próximas edições, como conforto térmico, preço do ingresso, ventilação, estacionamento, bebedouros e preço das refeições.
            No encerramento, a Rainha Elisa dos Santos Pereira D’Mutti e as Princesas Júlia Dalegrave Scopel e Letícia Comin da Silva se emocionaram ao recordar os 18 dias mais intensos de suas vidas e todo o trabalho desenvolvido, em conjunto com a Comissão Comunitária, de forma voluntária, para a divulgação da Festa.

Com 95 anos de história, a Festa Nacional da Uva encerra a edição de 2026 com resultado financeiro positivo, forte presença de público, incremento turístico, desempenho comercial relevante para os expositores e indicadores que contribuem para o planejamento das próximas edições.

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Secretaria de Trânsito orienta condutores sobre placas veiculares perdidas durante chuva desta segunda

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Placas encontradas podem ser entregues na sede da SMTTM, no bairro Pio X, onde ficam à disposição dos proprietários.

Diversas placas encontradas em vias públicas, muitas pelas equipes da Secretaria Municipal de Obras (SMO), já foram encaminhadas à SMTTM e estão à disposição para retirada pelos proprietários.

A força da água e os alagamentos podem provocar o desprendimento desses acessórios dos veículos. Por isso, quem perceber a ausência do item pode procurar a SMTTM para verificar se a placa foi localizada e entregue por moradores ou pelas equipes do serviço público que atuam nas ruas.

A Secretaria de Trânsito também solicita a colaboração da comunidade. Quem encontrar uma placa veicular em via pública pode entregá-la na sede da SMTTM, permitindo que o proprietário tenha a possibilidade de recuperá-la.

As placas estão sendo recebidas e ficam disponíveis para retirada na SMTTM, na Rua Moreira César, 1666, bairro Pio X. O horário de expediente é das 8h às 16h, sem fechar ao meio-dia.

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PF faz ação para combater entrada clandestina de eletrônicos no Brasil

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A Polícia Federal (PF) está nas ruas na manhã desta quinta-feira (17) com a Operação Conexão Paralela, para combater a entrada clandestina de produtos eletrônicos no país.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Maricá, no Grande Rio. 

O grupo responsável pelo ingresso destes produtos estrangeiros e posterior revenda dentro do Brasil seria comandado por um policial militar, de acordo com a PRF.

Os produtos, especialmente smartphones, eram introduzidos no país sem o pagamento de impostos de importação. A revenda de milhares destes produtos teria movimentado cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e associação criminosa. 

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Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras

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Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos um tipo de violência.

Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido pelo menos um tipo de violência. Quase todas as brasileiras (98%) recorrem a estratégias para reduzir riscos de sofrer violência no dia a dia. A sensação de insegurança que atinge as mulheres faz com que elas mudem comportamentos e limita suas escolhas em relação a lazer, mobilidade, trabalho e estudo.

Os resultados estão na pesquisa de opinião Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber. O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), no painel (In)segurança das Mulheres e Mobilidade, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para a pesquisa, foram ouvidas 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre os dias 22 e 30 de abril de 2026, por meio de entrevistas digitais de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

O medo da violência faz parte da vida cotidiana da maioria dos brasileiros, mas afeta as mulheres de maneira ainda mais intensa, de acordo com os dados. Entre as entrevistadas, 94% afirmam se sentirem inseguras diante da violência no dia a dia, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos pela cidade, 94% das mulheres e 90% dos homens dizem sentir medo da violência.

Para a população em geral, as mulheres são percebidas como mais vulneráveis do que os homens em diversas formas de violência, principalmente doméstica, sexual, psicológica e física. A violência doméstica, por exemplo, é motivo de temor para seis em cada dez brasileiras.

Além disso, os espaços de lazer e o transporte público estão entre os locais em que as mulheres se sentem menos protegidas: 41% não se sentem nada segura em bares, festas e baladas e 42% não se sentem nada segura em pontos de ônibus e estações. Dentro dos transportes públicos, 33% dizem não se sentir nada segura.

“Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira já que, para as mulheres, o acesso aos espaços e às oportunidades é constantemente condicionado pela preocupação com a própria segurança”, mencionou Maíra.

Restrições por medo

O cenário de violência e insegurança leva quase a totalidade das mulheres (98%) a adotar no dia a dia ao menos uma das medidas pesquisadas para reduzir o risco de sofrer violência. Evitar determinados locais é a estratégia mais comum, citada por 90% das entrevistadas.

Outras medidas mostram o grau de vigilância incorporado à rotina: 88% evitam compartilhar informações pessoais ou sua localização nas redes sociais, 84% evitam usar o celular na rua, 83% avisam alguém sobre seus deslocamentos e horários, e 83% evitam sair à noite.

As mulheres também evitam o uso de aplicativos bancários no celular quando estão na rua (80%), compartilham sua localização com pessoas de confiança (77%), mudam trajetos habituais (69%), chamam carro ou moto por aplicativo para não precisar andar pelas ruas (66%) e pedem para alguém acompanhá-las quando saem de casa (66%).

Para evitar situações de violência, 62% das mulheres já mudaram hábitos de lazer, e 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. Mais da metade (56%) já preferiu utilizar algum meio de transporte em vez de ir a pé, mesmo quando o destino era próximo. Além disso, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, e 26% carregam itens de proteção pessoal, como spray de pimenta ou alarme pessoal.

As decisões relacionadas à vida profissional e acadêmica também são afetadas. A pesquisa mostra que 45% das mulheres afirmam já ter deixado de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo por causa do medo da violência. Além disso, 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.

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