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Saúde

Família de criança de Caxias do Sul diagnosticada com Nocardiose Pulmonar realiza vakinha para custear o tratamento

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Davi Umpierres, de 2 anos e 8 meses convive com a doença desde 2021 e realiza tratamento diário

Crédito: Divulgação

Mais uma família de Caxias do Sul luta para custear o tratamento de criança diagnosticada com Nocardiose Pulmonar. Desta vez, a ação é realizada por Sandy da Luz Rodrigues e Alex Umpierres, pais de Davi Umpierres, de 2 anos e 8 meses. Desde dezembro de 2021, antes mesmo de completar seu primeiro ano de vida, ele começou apresentar problemas de saúde. Em dezembro de 2021 começou ter febre e sintomas gripais, foi internado com bronquiolite e entubado para não ir a óbito. Após passar por vários médicos, Davi foi diagnosticado com Nocardiose Pulmonar. Essa doença é causada por uma bactéria (chamada Nocardia) e provoca infecção nos pulmões, podendo se alastrar para outras partes do corpo como pele, rins, coração e sistema nervoso central. Essa bactéria afeta raramente pessoas com câncer ou transplantados.

Após o diagnóstico, ele passou a ser acompanhado em Santa Cruz do Sul, local onde foi morar com a mãe, deixando em Caxias do Sul seu pai e sua irmã Laura. Neste período, quase todos os meses Davi precisou ir a Campinas para fazer a aplicação intravenosa de um remédio importado, realizando nove ciclos desse medicamento. Desses nove ciclos, dois apenas a justiça liberou de forma gratuita e nos outros sete, o remédio foi conseguido através ajuda da comunidade.

Neste ano, a bactéria havia sido eliminada dos pulmões, no entanto, atingiu sua pele e rins, que foram acometidos pela Sindrome Nefroica em função da quantidade de medicamentos fortes que ele teve que tomar. Depois da doença se espalhar, ele vem apresentando muita coceira e dor, feridas em todo o corpo e dificuldade de urinar. Recentemente, Davi fez duas cirurgias para desobstrução de artéria renal, entre outros exames e procedimentos extremamente invasivos, o que fez com que ele se tornasse uma criança traumatizada em todos ambientes que frequenta.

Judicialmente a família conseguiu remédios gratuitos para três meses de tratamento para os rins, até o mês de dezembro. Além disso, a família conquistou através de campanhas o remédio para o pulmão (Nintedanib) mas que não será suficiente para realizar todo o tratamento. A família precisa de recursos financeiros para essas diversas despesas que são imprevisíveis. Por isso, pedem a ajuda da população para reunir um valor significativo que irá ajudar nos custos do tratamento e fazer com que o pequeno Davi possa viver uma vida tranquila e sem dores.

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Link da vakinha para contribuir

O pix para doações espontâneas é o celular: 54 99203-1383

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Médica-neurologista alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

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No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.

O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.

Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.

“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.

A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.

“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.

Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta

Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.

Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.

A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.

“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.

Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.

“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.

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UCS e Liga de Combate ao Câncer firmam parceria para criar espaço no Campus-Sede

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Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.

Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.

O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).

As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.

Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.

A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.

Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.

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Nova vacina contra pneumonia e meningite começa a ser aplicada na rede pública de Caxias do Sul

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Pneumocócica 20-valente protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo e substituirá, gradativamente, as versões anteriores disponibilizadas pelo SUS.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Caxias do Sul disponibilizarão, a partir desta quarta-feira (01/07), a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), para crianças de até cinco anos e pessoas em condições clínicas inseridas no sistema do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O imunizante amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, meningite, otite e infecções no sangue. No momento, as unidades do interior ainda não estão disponibilizando o imunizante. De acordo com a Secretaria da Saúde (SMS), a previsão é que todas as unidades do Município sejam abastecidas até a próxima semana, conforme a chegada das doses.

A atual vacina, que protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, substituirá gradativamente as vacinas pneumocócicas 10, 13 e 23, até então utilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Além das formas mais invasivas da doença, como meningite e infecções generalizadas (Sepse), a imunização também protege contra casos de otite média, infecção comum na infância e que, em situações graves, pode causar complicações auditivas.

“Essa alteração se deve a uma análise do cenário epidemiológico e se comprovou a necessidade de atualizar a vacina frente aos casos de pneumococo que tínhamos no nosso cenário do Rio Grande do Sul e Brasil, em que houve um apontamento de uma alteração da cepa vacinal para que a gente pudesse proteger crianças, idosos e a população em geral de casos graves de pneumococo associados à meningite, pneumonia etc. Recebemos um quantitativo pequeno de doses para dar início a essa transição e aguardamos novas doses junto ao Estado. Cada criança terá a avaliação do seu cartão vacinal e a orientação técnica por parte do Ministério da Saúde e as pessoas com comorbidades ou doenças crônicas que se enquadrem nas patologias do CRIE. A gente orienta que procurem sua unidade básica de referência, levando o pedido do médico e, se necessário, exames que comprovem a doença para solicitação dessa vacina dentro do cenário das vacinas especiais”, pontua a diretora da Vigilância em Saúde da SMS, Magda Beatris Teles.

Nesta primeira etapa, a vacina Pneumo 20 será ofertada para crianças menores de cinco anos. Além disso, em situações específicas, também será indicada para:

– Idosos acamados ou institucionalizados;

– Pessoas com condições clínicas especiais atendidas no sistema CRIE;

– Povos indígenas em situações previstas pelo Ministério da Saúde.

O que é necessário para tomar a vacina:

Se fizer parte dos grupos elegíveis, procure sua UBS de referência. Leve documento com CPF e, se houver, a caderneta de vacinação da criança. Os profissionais da saúde avaliarão o histórico vacinal e indicarão o esquema vacinal adequado.

UBSs seguem atendendo em horário estendido

Durante a semana, cinco UBSs com horário estendido (Cruzeiro, Esplanada, Eldorado, Desvio Rizzo e Cinquentenário) também estão realizando a aplicação das vacinas de rotina, com atendimento até as 19h. As UBSs de horário estendido Vila Ipê e Reolon ainda não fazem parte deste cronograma.

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