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Economia de Caxias do Sul cresce 5,2% em junho
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Impulsionada principalmente pela recuperação da atividade industrial, a economia caxiense cresceu 5,2% em junho, na comparação com maio. A indústria avançou 7,9% no mês e o setor de serviços, 3,9%. O comércio seguiu na direção contrária, com retração de 1,1%. Os dados integram o levantamento mensal de desempenho econômico elaborado pela Diretoria de Economia da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) e pela Câmara dos Dirigentes Lojistas, divulgado nesta terça-feira (11).
Na comparação com junho de 2025, a atividade econômica do município apresentou crescimento de 2,6%. Serviços tiveram o melhor resultado, com alta de 6,9%, seguidos pelo comércio, com 2,2%, e pela indústria, com avanço de 0,4%.
Apesar do desempenho positivo de junho, os números do primeiro semestre mostram diferenças importantes entre os setores. De janeiro a junho, a economia caxiense cresceu 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. Serviços avançaram 9,3% e o comércio, 3,6%. A Indústria, que responde pela maior parcela da economia local, acumulou retração de 5,4%.
O cenário fica mais desafiador quando considerado o acumulado dos últimos 12 meses. Nesse intervalo, a economia de Caxias do Sul recuou 1,2%. Serviços mantiveram crescimento de 9,2% e o comércio, de 2,3%, mas a queda de 8% da atividade industrial puxou o resultado geral para o campo negativo. O relatório aponta juros elevados, incertezas econômicas e tensões geopolíticas entre os fatores que seguem afetando investimentos, produção e a dinâmica da atividade econômica.
Para o diretor de Economia da CIC Caxias Tarciano Mélo Cardoso, o resultado positivo de junho deve ser analisado em conjunto com os indicadores de períodos mais longos, especialmente diante do peso da indústria na economia do município. Segundo ele, o setor enfrenta uma combinação de fatores que dificulta uma recuperação mais consistente, como os custos logísticos da Serra Gaúcha, a pressão dos combustíveis sobre o frete, as oscilações cambiais e, principalmente, os juros ainda elevados. “São fatores que pesam sobre a indústria e, por consequência, acabam afetando os outros setores”, avalia. Cardoso observa que serviços têm demonstrado maior resiliência, mas alerta que uma retração industrial mais acentuada pode atingir também as atividades prestadas às empresas. Já o Comércio, segundo ele, permanece praticamente estagnado.
Caxias cria 565 empregos formais em junho
O mercado de trabalho encerrou junho com saldo positivo de 565 empregos formais em Caxias do Sul, resultado de 8.298 admissões e 7.733 desligamentos. O município chegou a um estoque de 172.447 vínculos formais.
Serviços responderam pela geração de 736 vagas, enquanto a indústria teve saldo positivo de 11 postos. O comércio fechou 67 vagas, a agropecuária perdeu 115 e a construção civil terminou o mês com saldo zero. Apesar da desaceleração no ritmo de abertura de postos, o estoque atual de empregos formais é o maior registrado em Caxias do Sul desde 2015.
Exportações chegam a US$ 76 milhões
O comércio exterior também apresentou melhora em junho. Caxias do Sul exportou US$ 76 milhões e importou US$ 43 milhões, encerrando o mês com superávit de US$ 33 milhões na balança comercial.
Na comparação com maio, as exportações cresceram 19,1% e as importações, 12,4%. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas externas avançam 7,3%, enquanto as importações registram queda de 8,8%. O saldo da balança comercial apresenta expansão de 42,2% no período, embora tenha perdido ritmo em relação ao forte crescimento observado ao longo de 2025.
Em 2026, a Argentina permanece como principal destino das exportações caxienses, com 17% do total, seguida por Chile, com 13%, Estados Unidos, com 12%, e México, com 11%. Nas importações, a China responde por 47% dos produtos adquiridos no exterior.
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Prevenção ao suicídio: profissionais de saúde destacam riscos com bets
Publicado em
7 horas atrásem
10/09/2026
Especialistas defendem que tema deve ser tratado sem tabus.
Nesta quinta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, especialistas afirmam que é necessário conversar abertamente sobre o tema durante os tratamentos. Para profissionais ouvidos pela Agência Brasil, há sinais de risco que devem deixar pacientes, familiares e amigos atentos.
Esses sinais incluem desesperança, sensação de estar sem saída, afastamento das pessoas, aumento do uso de álcool ou mudanças importantes de comportamento. Falas relacionadas à morte ou a não querer mais viver devem ser motivo de atenção e procura de ajuda.
“A ideação suicida deve ser tratada de forma mais aberta tanto no consultório quanto nos grupos terapêuticos. Com manejo adequado, podemos reduzir o risco e tentar ajudar os pacientes”, afirma a psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno de controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Ela lembra que os pacientes, quando buscam ajuda por causa da ludopatia (condição médica caracterizada pelo desejo incontrolável de continuar jogando.), na maioria das vezes já chegam com o humor deprimido. “Estão extremamente ansiosos em virtude dos prejuízos que têm por causa dos jogos. Há quem tenha pensamentos de morte e, no caso, os mais graves já com a ideação suicida em virtude dos prejuízos financeiros que têm”, explica.
“Recompensa” perigosa
O neurocirurgião Orlando Maia, que atua no Rio de Janeiro (RJ), explica que o mecanismo de dependência envolve condições orgânicas. Isso porque quando uma pessoa aposta, o cérebro pode liberar dopamina, diante da expectativa de ganhar, que seria uma recompensa.
Essa situação gera influência sobre regiões envolvidas no controle das decisões e do comportamento. O cérebro ficaria, então, estimulado por esse reforço intermitente.
“O sistema de recompensa pode começar a falar mais alto do que os mecanismos de controle das decisões”, diz o médico que trabalha no Hospital Quali Ipanema
O especialista alerta que a ideia suicida ocorre nos aprofundamentos de quadros depressivos e que levam a uma “frustração contínua”. Por isso, ele considera fundamental que, durante as campanhas por cuidados com a saúde mental, no “Setembro Amarelo”, se repita o papel do cuidado, inclusive a serviços como o Centro de Valorização da Vida (CVV).
“Os mecanismos de tratamento desse ato de estímulo contínuo das apostas e das frustrações envolvem um processo”. Esse processo faria parte de estratégias de diferentes campos de saberes, como a medicina, a psicologia, e a atividade física. “Envolve uma série de situações associadas para o processo de melhora contínua da saída desse quadro”.
Ajuda
O neurocirurgião Orlando Maia afirma que a pessoa com essa dependência tem a sensação de que a aposta faz parte do dia a dia. Ele explica que, muitas vezes, as pessoas não reconhecem o problema por si mesmas. “Precisam de pessoas da família ou de amigos que possam ajudar”.
Os familiares testemunham o adoecimento e também o endividamento em cascata: pessoas que perdem tudo e passam a ter agravamento de sintomas como depressão, ansiedade e ação suicida. “São transtornos ligados à saúde mental que aumentam muito em consequência disso. É algo que realmente nos preocupa”, diz a psiquiatra Kátia Branco.
Socorro
A psicóloga Claudia Feres, que atua em Centro de Apoio Psicossocial (Caps) no Distrito Federal, recomenda que pacientes dependentes e suas famílias procurem ajuda profissional o quanto antes. “Eu trabalho em Caps. Chegam para nós pessoas que tiveram pensamentos e fizeram, por exemplo, tentativa de autoextermínio. É um pedido de socorro desesperado, como se falasse que precisa se ausentar da vida naquele momento”.
Para ela, não significa que quer morrer, mas está perdida naquele momento. “A gente faz o acolhimento e pede para trazer a família junto. Pensar em estratégias que façam sentido para todos”.
A especialista entende que é necessário compreender que o problema é muito maior do que a questão de um indivíduo e do celular dele. ”A solução tem que ser no âmbito coletivo também”.
O caminho do risco
A psiquiatra Giovanna Quinet, que trabalha no Rio de Janeiro, destaca que não se pode dizer que apostar vai necessariamente causar depressão ou que toda pessoa que aposta terá pensamentos suicidas.
“O problema está principalmente quando o jogo deixa de ser uma atividade eventual e passa a ocupar espaço central na vida da pessoa, com perda de controle e consequências negativas”, afirma a profissional que atua na Clínica Revitalis, na cidade do Rio
O problema, segundo os especialistas, é que as apostas online trazem uma característica nova: elas estão no bolso da pessoa, disponíveis praticamente 24 horas por dia. “Existe uma exposição muito grande, inclusive associada ao esporte, à publicidade e às redes sociais”, alerta.
Essa circunstância facilitaria a normalização do comportamento e também dificultaria que a pessoa perceba quando ultrapassou o limite entre uma atividade recreativa e um comportamento problemático. Um ciclo que precisa ser observado é que a pessoa começa apostando em busca de entretenimento ou até de uma possibilidade de ganho.
“Em determinado momento, pode começar a perder mais dinheiro, aumentar as apostas na tentativa de recuperar o que perdeu e esconder da família o tamanho do problema”, afirma Giovanna Quinet. Seguem dívidas, conflitos familiares, prejuízo no trabalho, insônia, ansiedade, culpa, vergonha e isolamento.
“Esse estado de desesperança pode estar associado à depressão e aumentar o risco de pensamentos e comportamentos suicidas”, diz a especialista. Para os estudiosos, é necessário não esperar que a pessoa chegue ao fundo do poço para procurar ajuda.
Os profissionais entendem que o tratamento psiquiátrico e o uso de medicação podem ser necessários. “Perguntar não significa induzir o suicídio. Pelo contrário, pode abrir uma oportunidade para que aquela pessoa fale sobre algo que estava vivendo em silêncio”, acrescenta a psiquiatra.
Para os pesquisadores, falar de prevenção ao suicídio é tratar de tudo o que pode levar uma pessoa a um estado de sofrimento e desesperança. “Hoje, precisamos olhar com atenção para o jogo problemático, porque as consequências podem ultrapassar muito a questão financeira”.
“Atuação coordenada”
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) considera muito importante reconhecer a importância do debate sobre a prevenção ao jogo problemático e à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.
A entidade pondera que, desde o início do mercado federal regulado, em janeiro de 2025, as empresas autorizadas passaram a operar sob um conjunto de regras e controles específicos de proteção ao consumidor e jogo responsável.
“A entidade entende que o jogo problemático é uma questão séria e seu enfrentamento exige atuação coordenada entre poder público, reguladores, empresas, entidades e sociedade”.
Em relação à publicidade, o setor ressalta que, com a regulamentação, as ações de comunicação passaram a estar submetidas a regras específicas e rigorosas.
Serviços
Os profissionais indicam que, se houver risco de suicídio, essa pessoa não deve ficar sozinha.
O atendimento de urgência ou Samu atende pelo telefone 192.
Para quem está em sofrimento emocional e precisa conversar, o CVV oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Rede de atenção Psicossocial do SUS – Saiba onde encontrar um Caps
A economia de Caxias do Sul cresceu 3,5% em julho na comparação com junho, com resultado positivo nos três principais setores. O setor de serviços liderou o desempenho, com alta de 5,9%, seguido pela indústria, que avançou 2,9%, e pelo comércio, com crescimento de 1,3%. Os dados integram o relatório de Desempenho Econômico divulgado pela CIC Caxias e CDL Caxias nesta quarta-feira (9).
Na comparação com julho de 2025, a atividade econômica do município apresentou crescimento de 3,3%. Novamente, os serviços tiveram o melhor resultado, com expansão de 10,8%, enquanto o comércio avançou 4,9%. A indústria seguiu na direção contrária, com retração de 1,5%.
O resultado, porém, revela comportamentos distintos entre os setores. Os serviços acumulam expansão de 9,5% no ano e comércio, de 5%, enquanto a indústria registra queda de 5%. No acumulado de 12 meses, a economia de Caxias do Sul ainda apresenta retração de 0,5%, influenciada principalmente pelo recuo de 7,6% da atividade industrial. O setor de serviços cresce 9,3% e comércio, 4,9% no período.
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Laudo técnico aponta risco de colapso total do telhado do bloco 1 da Maesa
Publicado em
2 dias atrásem
08/09/2026
Seplan apresenta ao Compahc projeto de reforço da estrutura e cobertura; verba para intervenção emergencial está garantida.
A Secretaria Municipal de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seplan), apresenta ao Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc), em reunião nesta quarta-feira (9/9), o projeto de intervenção para estabilizar a estrutura e refazer telhado do bloco 1 do Complexo da Maesa. Laudos técnicos apontam risco de colapso total da estrutura com risco de desabamento. A Seplan já possui projeto e recursos para o conserto.
O secretário de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Antonio Feldmann, explica a importância imediata da deliberação pelos membros do Conselho para que se possa encaminhar o processo de licitação o mais rápido possível. “A hora agora é de apresentar, encaminhar soluções práticas, efetivas, para dar início, de fato, ao processo todo de reformulação, revitalização, requalificação do Complexo Maesa. Então, partindo pelo Bloco 1, onde vai ser, futuramente, o Museu do Trabalho e da Indústria, onde temos no processo o laudo de técnicos especializados, que apontam para um risco de colapso total daquela estrutura de queda, inclusive o risco de vida. Nós não podemos mais segurar essa situação e nós precisamos com urgência. Temos um recurso, que é de uma emenda parlamentar federal, de quase R$ 900 mil. Nesta quarta-feira, dia 9, reunião do Compahc onde nós vamos defender a imediata aprovação e encaminhamento para a licitação desse processo, para a contratação de empresa e início de obras, que é, na verdade, as obras de reforço da estrutura. Isso é urgente, é uma medida que nós sabemos da urgência, e assim nós estamos dispostos a trabalhar e dar essa resposta para a sociedade, porque é uma situação gravíssima e que exige, sem dúvida, uma ação imediata do poder público. E assim nós vamos fazer”, explica.
Na última semana, a Seplan apresentou o projeto à Comissão Especial para Acompanhamento da Maesa, que é formada pela Secretaria da Cultura, Câmara de Vereadores, Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Advocacia Geral do Município, Universidade de Caxias do Sul, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, SEAAQ, Conselho de Arquitetura e Urbanismo, União das Associações de Bairros, Faculdade da Serra Gaúcha, OAB. Mobi Caxias, Sindiserv e Movimento Vivacidade.
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