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Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias

DISSÍDIO 2022 DOS TRABALHADORES (AS) METALÚRGICOS (AS) DE CAXIAS DO SUL VITÓRIA DA UNIDADE

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Foi através da luta sindical que a vitória no dissídio 2022 foi conquistada. O reajuste de 12% é um dos maiores do país. Segundo a FIPE, 87% dos sindicatos tiveram aumento igual ou abaixo da inflação no acumulado deste ano. Os metalúrgicos de Caxias conquistaram reajuste acima da inflação. Além disso, a convenção coletiva deste ano garantiu a renovação das cláusulas sociais que não são garantidas pela CLT, destaca-se o aumento de 12% no quinquênio, auxílio-creche e piso salarial, mas também a redução do desconto do valor de transporte de 6% para 3,5% e a estabilidade pré-aposentadoria, fazendo do dissídio da categoria metalúrgica de Caxias do Sul e região um dos melhores do país.

Em Caxias do Sul, a conquista dos trabalhadores (as) metalúrgicos (as) representa um ganho para toda a cidade, com o reaquecimento da economia e a geração de empregos e renda em diversos setores. Trabalhadores (as) e sindicato foram vitoriosos e juntos construíram um dissídio exitoso. E isso incomoda os que defendem os interesses dos poderosos. Os defensores da reforma trabalhista -que retirou direitos e não gerou empregos- atacam o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul. São ataques reiterados e panfletários. Atacar o sindicato ou os (as) dirigentes sindicais pela vitória, é atacar indiretamente os direitos dos (as) trabalhadores (as), tão duramente conquistados por anos de lutas em Caxias do Sul. Os (as) metalúrgicos (as) têm direito a um sindicato forte, salário decente e condições dignas de trabalho. Uma categoria unida em um sindicato forte, sustentado pelos (as) próprios (as) trabalhadores (as), tem condições de lutar e vencer os obstáculos da reforma trabalhista e conquistar direitos além dos previstos na CLT. Os (as) trabalhadores (as) metalúrgicos (as) unidos (as) manterão seu sindicato, suas conquistas, e o direito de lutar por melhores salários e condições de trabalho.

Paulo Andrade

Vice presidente no exercício da presidência do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região

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Destaque

Metalúrgicos de Caxias do Sul aprovam reajuste salarial de 6% e piso de R$ 2,5 mil

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Fernando Santos

Aumento no valor básico da remuneração chega a mais de 19%.

A assembleia geral extraordinária do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região aprovou o reajuste salarial da categoria para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 (CCT). 

Os mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras que participaram da plenária, realizada na noite quinta-feira (23), no auditório da Sede Central da entidade, aprovaram, por unanimidade, a contraproposta apresentada pela direção do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) para o dissídio coletivo da categoria, durante reunião pela manhã, com a diretoria executiva do sindicato dos trabalhadores.

A classe metalúrgica vai receber 6% de reajuste salarial, sendo 5,5% retroativos a 1º de junho (data-base) e 0,5%, em dezembro. Deste percentual, 4,42% equivale ao INPC (reposição da inflação) e 1,58% de ganho real. No Estado, o índice é maior que os dissídios de Bento Gonçalves (5,3%) e de Porto Alegre (5,2%).

Também foi aprovado o piso salarial de R$ 2,5 mil, a partir de dezembro. Ele passa para R$ 2,3 mil na data-base e chega ao valor total, no último mês do ano. O novo piso significa um aumento de 19,73% em relação ao atual, que é R$ 2.088.

Outra demanda acordada entre os sindicatos dos trabalhadores e patronal foi a proibição de câmeras nas linhas de produção. Não houve acordo com relação à redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais.

O presidente, Paulo Andrade, destaca a mobilização da categoria.

“Esse dissídio é uma grande conquista para a categoria. A proposta patronal foi aprovada, por unanimidade, e isso demonstra a nossa mobilização. Isso vai ficar na nossa história. Os 6% de aumento, o piso de R$ 2,5 mil e o fim das câmeras de vídeo nas linhas de produção são um avanço para a categoria metalúrgica de Caxias do Sul e região. Mobilizados, sempre vamos conseguir conquistar nossos objetivos. Confiem e se associem no Sindicato. Esse dissídio demonstra que vale a pena”, afirmou.

Já o presidente licenciado, Assis Melo, exaltou a força da classe metalúrgica.

“A proposta é conquista de cada trabalhador e trabalhadora e ninguém vai tirar de nós. Nossa categoria tem que levantar a cabeça. É preciso que se fortaleça a nossa consciência de classe. Está de parabéns a direção do Sindicato e cada homem e mulher que trabalha nessa categoria”, destacou.

A negociação durou mais de dois meses. A pauta havia sido entregue à direção do Simecs, no dia 20 de maio. Posteriormente, ocorreram três reuniões da mesa de negociações.

Enquanto isso, o Sindicato realizou assembleias em portas de várias fábricas, três assembleias gerais extraordinárias e distribuição de panfletos informativos para mobilizar a categoria pelo dissídio coletivo.

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Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias

Audiência de Conciliação no TRT 4 em Porto Alegre termina com nova sugestão do vice-presidente do Tribunal

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A sugestão do Vice-presidente do TRT 4, Ricardo Martins Costa, foi de 6% de reajuste a partir de julho sem retroativo e aumento do piso para R$ 1.900,00 a partir de outubro. Inclui também a compensação das horas de paralisação, metade abonada, metade compensada, ajustada com cada empresa e o compromisso de negociar a extensão do auxílio-creche, em março de 2024, por criança e/ou trabalhadora ou trabalhador além da redução do percentual de transporte.

A proposta será levada para a categoria debater e votar em assembleia a ser realizada no dia 5 de agosto.

Uma nova audiência para analisar essa proposta, aprovada ou não pelos sindicatos, está marcada para o dia 7 de agosto, às 14h, no TRT 4 em Porto Alegre.

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Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias

Trabalhadores e trabalhadoras da Marcopolo aprovam por unanimidade pauta para ser negociada direto com a empresa

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Uma assembleia mobilizou trabalhadores e trabalhadoras da Marcopolo na manhã desta terça-feira, 25 de julho. Após a audiência de mediação no TRT 4, na segunda-feira, ter encerrado sem avanço, sem nova proposta da patronal, o Sindicato iniciou as negociações empresa por empresa.

A pauta original, aprovada em assembleia no dia 3 de junho, reivindica 10% de reajuste salarial e tem ao todo 93 itens, entre eles:

Elevação do Piso Salaria da categoria para R$ 3.500,00
Pagamento do Auxílio-creche para a criança
Transporte gratuito
Adicional de insalubridade em, no mínimo, grau médio
Salário iguais para funções iguais para homens e mulheres
Limitação de 30 minutos para tempo de deslocamento
Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
Pagamento de cesta-básica no valor de R$ 250,00 para trabalhadores e trabalhadoras
Transporte seguro para as mulheres com medida protetiva
Liberdade para atuação sindical
Atestados médicos e odontológicos. Aumento para dez dias o prazo de entrega

Esgotadas as tentativas de acordo com o SIMECS

Na terça-feira, dia 18 de julho, a direção do Sindicato voltou do TRT 4 em Porto Alegre com uma proposta sugerida pelo Desembargador. Proposta esta para ser votada pelos sindicatos dos trabalhadores e o patronal. Na tarde de quinta-feira, 20 de julho, o presidente Assis Melo recebeu a noticia de que o SIMECS recusou a proposta apresentada na mediação. Desta forma, a assembleia convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos para o sábado, 22 de julho, que iria debater e votar essa sugestão, foi cancelada. Uma consulta pública que estava sendo realizada pelas nossas redes sociais sobre a proposta também foi encerrada em função da recusa da patronal. Na segunda-feira, 24 de julho, mais uma audiência de mediação foi realizada sem nova proposta da patronal.

Esgotadas as tentativas de negociação com o SIMECS, o Sindicato dos Metalúrgicos está conversando com a categoria para realizar as negociações de Dissídio direto com as empresas, sem intermediação da entidade patronal.

Mesmo diante da intransigência da patronal, nossa Campanha Salarial tem sido de unidade e muita luta. Desde o dia 3 de junho, quando por unanimidade, foi aprovada pela categoria a pauta com 93 itens, nossas reinvindicações sempre se mostraram justas e necessárias. Comprovamos através de números que o índice e as cláusulas reinvidicadas sempre estiveram dentro da possibilidade das empresas que lucraram muito no período.

O Sindicato dos Metalúrgicos tem mobilizado e levado informação para trabalhadores e trabalhadoras. E vamos continuar, sempre com o objetivo de lutar pela categoria e acabar com o arrocho salarial que faz com que nossos salários sejam os mesmos de 10 anos atrás.

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