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Delvi’s completa 20 anos de tradição

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Delvi’s completa 20 anos de tradição

na produção de pastéis caseiros

São até 5 mil unidades do alimento por dia comercializados no bairro São José, onde a história de empreender teve início e prosperou

Crédito: Regina Lain

A receita caseira ensinada por uma tia paterna e seguida à risca há cerca de 20 anos – usando insumos de fornecedores da região de Caxias do Sul – é mais do que um negócio. É a tradição mantida para clientes que apreciam pastel quentinho com café coado em saco de algodão. A pastelaria Delvi´s, no bairro São José, completou duas décadas de história, sabores e trabalho. E os números são parte dessa trajetória: até 100 mil unidades vendidas por mês e quase uma tonelada de farinha de trigo também mensais, um dos ingredientes mais importantes do preparo.

“Todos os recheios são produzidos e elaborados diariamente no local, o pastel é feito na hora e, durante todo o expediente, fritadeira e demais máquinas não param. O resultado é um pastel sequinho e crocante”, diz o empresário Glademir Ângelo Moschen Lazzarotto, para quem cada etapa da elaboração é importante para que o resultado final seja bem-feito.

O proprietário e fundador, que tem ao lado dele nos negócios a esposa e sócia, a advogada Silvana Dall´Agnol Lazzarotto, saiu do interior para morar em Caxias do Sul aos 12 anos de idade e se formou engenheiro agrônomo. Dedicou-se ao desenvolvimento do cultivo de plantas no sistema de hidroponia (sem solo), foi gerente em empresa de viticultura e vinicultura, vendedor e gerente em empresa de comércio agropecuário, mas a vocação empreendedora sempre falou mais alto.

Concluiu, então, que precisava ter o próprio negócio, mas não sabia o quê. Pensou em abrir uma pastelaria. Não havia tantos recursos para investir e restava outro problema: a inexperiência no ramo. Lembrou da tia, que trabalhou em pastelaria durante mais de 50 anos, e ela o auxiliou. Começava a nascer a Delvi’s Pastelaria, batizada por Glademir com o apelido do pai, Adelvino, que faleceu poucos meses antes da abertura da pastelaria. Foi uma forma de homenageá-lo.

Crédito: Regina Lain

Encomendas e sabores

Na Delvi´s são 11 opções de sabores, sendo oito salgados e três doces, e o campeão de vendas é o de guisado – o que exige mais de meia tonelada de carne moída por mês. Também compõem o cardápio guisado com azeitona, presunto com queijo, calabresa, palmito, palmito com queijo, queijo, frango; e os doces, chocolate, goiabada com queijo e banana com canela, todos nos tamanhos pequeno e médio, que podem ser consumidos no local.

Outra opção é fazer os pedidos para eventos empresariais e solicitar por telefone a entrega. “Muitas vezes depois de fazer seu lanche, o cliente leva pastéis para os amigos, colegas de trabalho ou leva pra sua família consumir em casa”, conta Glademir.

Crédito: Regina Lain

Das nove funcionárias, sete são venezuelanas

No começo, o proprietário é que fazia a massa dos pastéis e contava com dois funcionários. Hoje, na linha de frente da produção e da venda de pastéis na Delvi´s estão nove funcionárias e, destas, sete são mulheres venezuelanas que vieram morar e trabalhar no Brasil, e uma paranaense. A cozinha é 100% venezuelana. “Elas entraram no ritmo brasileiro”, diz Silvana Lazzarotto, que busca apoiá-las em suas rotinas. “É uma forma de retribuir a dedicação delas”, afirma a sócia, responsável pelo acolhimento às colaboradoras.

Marlyn Penaloza começou na pastelaria por indicação de um vizinho do estabelecimento, quatro dias depois de chegar a Caxias do Sul vinda da Venezuela. “São quase três anos, que serão completados em outubro”, diz. Inicialmente, trabalhava na cozinha no preparo dos pastéis e agora faz os atendimentos. A colega Emily Herrera também vai festejar três anos de trabalho na pastelaria em dezembro e há cerca de um ano foi promovida a gerente do estabelecimento. Elas ajudaram a construir a trajetória de 20 anos da Delvi´s.

Crédito: Regina Lain

Cliente de duas décadas que virou amigo

Na história da pastelaria estão histórias de vida e de clientes, como a do projetista de usinagem José de Moraes Daros, de 50 anos, que se tornou amigo da família e que, três vezes na semana, toma café da manhã na pastelaria. Morador do bairro há quase 50 anos, ele seguia para o trabalho quando percebeu que um novo negócio havia aberto as portas na rua, seu trajeto de costume. Isso há duas décadas. “O bairro não tinha tantas opções de comércio, não era tão movimentado quanto é agora”, lembra. “Hoje, a Delvi´s é referência para nós e para a cidade”, afirma o projetista, que costuma, também, convidar clientes para reuniões de trabalho na pastelaria.

Nas inúmeras vezes em que frequenta, o pedido preferido é por pastel de palmito com queijo, mas, sempre que possível, opta pelo de calabresa com queijo, que não consta no cardápio e é preparado para ele.

SERVIÇO:

Pedidos podem ser feitos pelo telefone (54) 3027.2800 ou (54) 9 8414.2482 ou diretamente na pastelaria, que funciona sempre no mesmo endereço, na Rua Frei Pacífico, 296, no bairro São José, de segunda a sábado, das 7h às 20h.

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Eleitor que faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

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Prazo para eleitor regularizar o título vai até 3 de dezembro.

Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas nesse domingo (4), o que representou uma abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no país desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%. Com um segundo turno confirmado para 25 de outubro, esse percentual pode mudar.

De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente. E os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão votar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular.

No entanto, os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e não justificaram a ausência pelo e-título, ainda são obrigados regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno.

O prazo vai até 3 de dezembro e a justificativa pode ser apresentada pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou em um cartório eleitoral, com  apresentação obrigatória de um documento que comprove o motivo, como um atestado médico ou bilhete aéreo.

Eleitores em viagem no exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Caso more em outro país e vote em uma zona eleitoral do exterior, só é necessário justificar ausência em eleições presidenciais.

Caso não justifique no prazo, além de regularizar a situação, o eleitor também terá que pagar multa de R$ 3,51 por turno. O valor poderá ser pago pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), do Pix ou de cartão de crédito.

Até a quitação da pendência, o eleitor permanecerá com o título eleitoral em situação irregular e impedido de emitir ou renovar carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público ou renovar matrícula em instituições de ensino público, receber vencimentos ou proventos em empregos públicos.

O título eleitoral é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.

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Eleições 2026: o que pode e o que não pode no dia da votação

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Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Para garantir um processo eleitoral tranquilo e dentro das regras, confira abaixo as principais orientações sobre o que é permitido e o que é proibido na hora de votar.

Posso levar uma “colinha” em papel para a cabine de votação?

Sim. O eleitor pode levar um papel com os nomes e números de seus candidatos de preferência para consultar no momento do voto, evitando esquecimentos e o uso do celular. 

É permitido entrar com o celular na cabine de votação?

Não. O uso de celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer tipo de equipamento que permita registrar o voto é estritamente proibido dentro da cabine. Caso esteja portando algum desses aparelhos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. A regra visa proteger o sigilo do voto e evitar coações ou a compra de votos por meio de comprovação em foto ou vídeo.

Posso usar camisetas, adesivos ou bandeiras de candidatos no dia da eleição?

Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. O uso de broches, adesivos, camisetas e bandeiras políticas é permitido. O que não pode é haver aglomerações, manifestações coletivas ruidosas, abordagem a outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento (boca de urna).

Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?

No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte sequência:

  • Deputado federal (4 dígitos)
  • Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
  • Senador — primeira vaga (3 dígitos)
  • Senador — segunda vaga (3 dígitos)
  • Governador (2 dígitos)
  • Presidente da República (2 dígitos)

Trabalho no dia da eleição. Tenho direito de sair para votar?

Sim. A legislação garante a todo cidadão o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo estritamente necessário para exercer o voto, sem sofrer nenhum desconto no salário.

Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?

Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre todos os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada. Já pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhadas por uma pessoa de sua livre escolha para auxiliá-las no momento de votar.

Qual documento poso apresentar para votar? 

É necessário apresentar à mesa receptora um documento oficial com foto. 

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:

  • e-Título
  • carteira de identidade
  • identidade social
  • passaporte
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei
  • certificado de reservista
  • carteira de trabalho física
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 

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Sindicato dos Metalúrgicos e Simecs regulamentam proibição do uso de câmeras nas linhas de produção das fábricas

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Desde esta última terça-feira (29), nenhuma indústria do setor, instalada na abrangência do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, poderá instalar novas câmeras de vídeo nas linhas de produção. A medida faz parte de uma regulamentação sobre o videomonitoramento nas fábricas, assinada pelos presidentes da entidade sindical, Paulo Andrade; e das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), Paulo Scopel.

A proibição de câmeras nas linhas de produção foi uma das reivindicações da categoria metalúrgica, na Convenção Coletiva 2026/2027. Conforme o acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e patronal, as empresas têm até 90 dias para se adequarem à normatização.

No período de transição, as câmeras já instaladas poderão ser cadastradas e informadas para a avaliação da Comissão Paritária. Em caso de inconformidade, o grupo de trabalho terá 10 dias para deliberar sobre o caso.

Desta forma, a partir desta data, é vedada a instalação de câmeras e a adoção de quaisquer práticas de monitoramento destinadas ao constrangimento, intimidação, humilhação, discriminação, perseguição, assédio ou exposição indevida de metalúrgicos e metalúrgicas.

Permissões:

  • segurança patrimonial;
  • áreas de expedição e de recebimento;
  • pátios e estacionamentos.

Vedações:

  • linhas de produção, banheiros, vestiários e salas de amamentação;
  • refeitórios;
  • áreas de descanso e lazer ou destinadas à privacidade dos trabalhadores e trabalhadoras.
    OBS.: é nula e inadmissível qualquer consulta, termo individual ou autorização coletiva contra a vedação.

“A direção do Sindicato vai acompanhar de perto o período de transição. Estaremos vigilantes e fiscalizando o andamento do processo de readequação. Contamos com a colaboração da categoria metalúrgica, no sentido de nos ajudar a fiscalizar o cumprimento das novas normas. Em caso de qualquer irregularidade, nos comuniquem que adotaremos as medidas necessárias”, afirma o presidente Paulo Andrade.

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