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Protagonismo da mulher negra ganha destaque com parceria da Secretaria Municipal de Educação (SMED)

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Núcleo Qualificar a Educação para as Relações Étnico-Raciais (Querer) e Instituto Quindim promovem o Movimento de saberes – mulheres negras e suas potências neste sábado (5), das 14h às 17h

Neste sábado (5), das 14h às 17h, a Secretaria Municipal de Educação (SMED), por meio do Núcleo Qualificar a Educação para as Relações Étnico-Raciais (QuERER) leva múltiplos tons de visibilidade do cotidiano para o Instituto Quindim (Rua Sinimbu, 1670 – 6º andar – Pátio Eberle). Em sequência a uma parceria que teve o primeiro capítulo há cerca de um mês, com a exposição fotográfica PELE, que agora terá seu encerramento, chegou a vez do Movimento de saberes – mulheres negras e suas potências, uma grande vitrine de talentos e trajetórias humanas.

“O evento tem como objetivo conhecer e reconhecer histórias de mulheres negras na perspectiva do compartilhamento dos seus saberes e vivências. Teremos uma roda de conversa que propõe, além de compartilhar histórias, fortalecer as mulheres negras por meio de um coletivo permanente”, revela a pesquisadora e assessora do QuERER, Cláudia Fin, que será uma das mediadoras do encontro.

Ao lado dela estará outra integrante do grupo, mestra e doutoranda em educação, pesquisadora na área de arte, literatura e formação docente, a assessora pedagógica, Lucila Guedes de Oliveira.

Confira abaixo os perfis de algumas das participantes do evento:

ANGELA MARTINS

Negra, 63 anos, portadora de lesão permanente na perna direita. Artesã, poetiza, aprendiz no grupo feminino Jurema, integrante do Grupo Samba do Feitiço, guardiã do 9º Aldeia SESC Caxias do Sul, soberana master Bloco da Ovelha Caxias do Sul, aprendiz de percussão e violão.

BRUNA LETÍCIA DE OLIVEIRA DOS SANTOS

Graduada em História pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Mestra e doutoranda da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Professora da rede municipal de Caxias do Sul. Tem pesquisa desenvolvida sobre os significados de ser mulher negra durante o século XIX, a partir das relações entre gênero e raça, significados sociais e subjetivos de maternidades negras em situação de escravização e da problemática de mulher negra como categoria de análise histórica. Atualmente desenvolve projeto de pesquisa sobre os significados de trabalho para famílias negras a partir da década de 1940 em Caxias do Sul, a partir das relações entre gênero, raça e memória.

HAYLIM MARQUES

Nascida em Caçapava do Sul, moradora de Caxias do Sul há 18 anos, mulher negra, 25 anos. É empreendedora, mãe, modelo fotográfica e proprietária do Studio GLams beleza e bem estar. Atua como designer de sobrancelhas e maquiadora (especialista em peles negras).

JACIRA TERESINHA DE SOUSA

Yalorixá, mãe Jacira da Oya, vice-presidente da ONG Centro de Auxílio às Pessoas com Câncer , casada, mãe de quatro filhos.

JOSIELE BRAZ MARTINS

Graduada em ciências contábeis pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e pós-graduada em controladoria e finanças pela Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS). Tem formação pedagógica. Atua na área contábil há aproximadamente 10 anos.

MÁRCIA ROSA DA SILVA

Graduada em História e em Geografia pela Universidade de Caxias do Sul, pós-graduada em inclusão pela (FACSM) e cultura afroindígena brasileira (UNINTER). Atua como professora na rede municipal de ensino de Caxias do Sul. É modelo fotográfico e participa de campanhas publicitárias e eventos de alcance regional e nacional.

MARIA EDUARDA RIBEIRO

Pesquisadora, graduada em pedagogia, especialista em gestão escolar e direito educacional. Mestra e doutoranda em Educação pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Integrante do NEABI-IFRS (Campus de Farroupilha), palestrante, poetisa, cantora e professora da rede pública de Caxias do Sul.

MARIA MC

Maria Eduarda, conhecida como Maria MC, 18 anos, poetisa de rua, escritora de versos e letras desde os 14 anos. Moradora do Loteamento Campos da Serra.

MAYARA MACHADO DE LIMA

Mulher negra, mãe, 33 anos, empreendedora. Trabalha com moda sustentável, curadoria e customização de peças desde 2018, na cidade de Caxias do Sul. É proprietária do Belas e Formosas Brechós.

PAULINA DA ROSA GUIMARÃES

Mãe, artista-empreendedora desde 2019, poetisa, educadora social. Idealizadora e instrutora do Projeto de Oficinas Poesia na Bolsa, de arte-educação.

ROSE MARTINS DOS SANTOS

Funcionária pública lotada na Secretaria Municipal de Habitação (SMH). Já atuou anteriormente na Secretaria da Receita Municipal (SRM) e no Gabinete do Prefeito. Nascida em Caxias do Sul, em uma família com 12 irmãos, sonha em terminar a graduação em Letras. Já participou do movimento negro, da Juventude operária católica e da Pastoral da juventude.

SABRINA MOREIRA

33 anos, graduada em administração, modelo plus size, fotógrafa, assistente fotográfica, microempreendedora e ativista social. Assistente fotográfica e modelo no projeto Raízes.

SOLANA CORRÊA

Psicopedagoga, educadora, social, especialista em História e Cultura afro-brasileira e indígena, idealizadora e coordenadora do Movimento Negro Raízes. Reconhecida pela Secretaria de Estado da Cultura com o prêmio Trajetória Cultural em 2021, como ativista social Negra e integrante do Fórum Permanente de Educação para as relações Étnico-raciais do Rio Grande do Sul

THAYSE DE OLIVEIRA CABRAL

Modelo, embaixatriz da Festa da Uva 2024, 18 anos, estudante de direito.

VALQUÍRIA SANTOS

Nascida e criada na periferia de Caxias do Sul. É MC, poetisa, modelo e produtora cultural. É estudante de Serviço Social na Universidade de Caxias do Sul tem a arte e o hip hop como paixão, trabalho e meio de transformação social.

Fotos: Franciele de Oliveira, divulgação

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Eleitor que faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

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Prazo para eleitor regularizar o título vai até 3 de dezembro.

Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas nesse domingo (4), o que representou uma abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no país desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%. Com um segundo turno confirmado para 25 de outubro, esse percentual pode mudar.

De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente. E os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão votar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular.

No entanto, os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e não justificaram a ausência pelo e-título, ainda são obrigados regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno.

O prazo vai até 3 de dezembro e a justificativa pode ser apresentada pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou em um cartório eleitoral, com  apresentação obrigatória de um documento que comprove o motivo, como um atestado médico ou bilhete aéreo.

Eleitores em viagem no exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Caso more em outro país e vote em uma zona eleitoral do exterior, só é necessário justificar ausência em eleições presidenciais.

Caso não justifique no prazo, além de regularizar a situação, o eleitor também terá que pagar multa de R$ 3,51 por turno. O valor poderá ser pago pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), do Pix ou de cartão de crédito.

Até a quitação da pendência, o eleitor permanecerá com o título eleitoral em situação irregular e impedido de emitir ou renovar carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público ou renovar matrícula em instituições de ensino público, receber vencimentos ou proventos em empregos públicos.

O título eleitoral é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.

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Eleições 2026: o que pode e o que não pode no dia da votação

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Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Para garantir um processo eleitoral tranquilo e dentro das regras, confira abaixo as principais orientações sobre o que é permitido e o que é proibido na hora de votar.

Posso levar uma “colinha” em papel para a cabine de votação?

Sim. O eleitor pode levar um papel com os nomes e números de seus candidatos de preferência para consultar no momento do voto, evitando esquecimentos e o uso do celular. 

É permitido entrar com o celular na cabine de votação?

Não. O uso de celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer tipo de equipamento que permita registrar o voto é estritamente proibido dentro da cabine. Caso esteja portando algum desses aparelhos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. A regra visa proteger o sigilo do voto e evitar coações ou a compra de votos por meio de comprovação em foto ou vídeo.

Posso usar camisetas, adesivos ou bandeiras de candidatos no dia da eleição?

Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. O uso de broches, adesivos, camisetas e bandeiras políticas é permitido. O que não pode é haver aglomerações, manifestações coletivas ruidosas, abordagem a outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento (boca de urna).

Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?

No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte sequência:

  • Deputado federal (4 dígitos)
  • Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
  • Senador — primeira vaga (3 dígitos)
  • Senador — segunda vaga (3 dígitos)
  • Governador (2 dígitos)
  • Presidente da República (2 dígitos)

Trabalho no dia da eleição. Tenho direito de sair para votar?

Sim. A legislação garante a todo cidadão o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo estritamente necessário para exercer o voto, sem sofrer nenhum desconto no salário.

Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?

Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre todos os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada. Já pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhadas por uma pessoa de sua livre escolha para auxiliá-las no momento de votar.

Qual documento poso apresentar para votar? 

É necessário apresentar à mesa receptora um documento oficial com foto. 

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:

  • e-Título
  • carteira de identidade
  • identidade social
  • passaporte
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei
  • certificado de reservista
  • carteira de trabalho física
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 

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Sindicato dos Metalúrgicos e Simecs regulamentam proibição do uso de câmeras nas linhas de produção das fábricas

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Desde esta última terça-feira (29), nenhuma indústria do setor, instalada na abrangência do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, poderá instalar novas câmeras de vídeo nas linhas de produção. A medida faz parte de uma regulamentação sobre o videomonitoramento nas fábricas, assinada pelos presidentes da entidade sindical, Paulo Andrade; e das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), Paulo Scopel.

A proibição de câmeras nas linhas de produção foi uma das reivindicações da categoria metalúrgica, na Convenção Coletiva 2026/2027. Conforme o acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e patronal, as empresas têm até 90 dias para se adequarem à normatização.

No período de transição, as câmeras já instaladas poderão ser cadastradas e informadas para a avaliação da Comissão Paritária. Em caso de inconformidade, o grupo de trabalho terá 10 dias para deliberar sobre o caso.

Desta forma, a partir desta data, é vedada a instalação de câmeras e a adoção de quaisquer práticas de monitoramento destinadas ao constrangimento, intimidação, humilhação, discriminação, perseguição, assédio ou exposição indevida de metalúrgicos e metalúrgicas.

Permissões:

  • segurança patrimonial;
  • áreas de expedição e de recebimento;
  • pátios e estacionamentos.

Vedações:

  • linhas de produção, banheiros, vestiários e salas de amamentação;
  • refeitórios;
  • áreas de descanso e lazer ou destinadas à privacidade dos trabalhadores e trabalhadoras.
    OBS.: é nula e inadmissível qualquer consulta, termo individual ou autorização coletiva contra a vedação.

“A direção do Sindicato vai acompanhar de perto o período de transição. Estaremos vigilantes e fiscalizando o andamento do processo de readequação. Contamos com a colaboração da categoria metalúrgica, no sentido de nos ajudar a fiscalizar o cumprimento das novas normas. Em caso de qualquer irregularidade, nos comuniquem que adotaremos as medidas necessárias”, afirma o presidente Paulo Andrade.

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