Educação
Lançamento do programa Prato Saudável recepciona estudantes da rede municipal com polenta e molho de frango
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3 anos atrásem
Prefeito Adiló Didomenico e secretária municipal de Educação, Sandra Negrini, almoçaram com alunos e professores da EMEF Dolaimes Stédile Angeli no primeiro dia do novo benefício
Um clássico da gastronomia afetiva foi o escolhido para a arrancada do programa Prato Saudável, que desde esta quarta-feira (1º) passa a servir duas refeições por turno a estudantes da rede municipal de Caxias do Sul. A imbatível combinação de polenta cremosa com molho caseiro de frango foi saboreada no almoço pelas turmas de pré ao 9º ano do Ensino Fundamental, professores e funcionários das instituições. E até pela secretária municipal de Educação, Sandra Negrini, e o prefeito Adiló Didomenico, que se juntaram à fila do bandejão na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dolaimes Stédile Angeli, o CAIC.
Com aproximadamente 700 estudantes e três turnos de atividade, em função da turma noturna da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a unidade de ensino do Bairro Centenário tem agora a cozinha funcionando, considerando o tempo de preparativos e limpeza, das 6h45 às 19h50. No dia de estreia do novo programa de alimentação desenvolvido pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Educação (SMED), foram servidos café-da-manhã, dois almoços (sim, dois: um por volta de 11h30 e o outro, pelas 13h15), lanche e jantar.
“A comida é muito boa. E também ajuda porque a gente já chega em casa almoçado”, comenta o estudante do 9º ano matutino, Luís Rogério Boff Duarte, 14 anos, na vertiginosa dispersão do grupo de colegas que liquida o serviço em não mais do que 20 minutos.
Para a turma do vespertino, a vantagem é a mesma, só que de sinal invertido.
“Está muito bom. Vou almoçar aqui sempre”, avisa o aluno do 2º ano Isaac Xavier Ferreira, que do alto de seus sete anos abriu os trabalhos com uma banana e depois, à exceção de praticamente todos os colegas no recinto, incluiu uma salada de repolho no prato cheio de polenta. “Vou comer tudo, sim”, promete – e cumpre.
Logo ao lado, Lucas Teles Ribeiro, sete anos, também quebra uma regra não escrita dos demais amigos que parecem preferir o amarelo monocromático no prato, com uma farta concha de molho de frango na composição.
“Tá bom. Tô gostando”, avalia, sem perder tempo entre uma garfada e outra.
Vizinha da dupla está Maria Luíza Andrade Paim, também sete anos, olhos coloridos na maquiagem, e aluna do 2º ano da tarde. Embora já tenha almoçado em casa, aproveita para socializar com a turma, enquanto degusta uma bananinha – a fruta do dia é um sucesso de público e crítica.
Quem termina antes, desce do banco e vai sorrindo jogar a casca de banana na lata de lixo orgânico é Cecília de Paiva Gasparin – uma estreante do Pré 2, quatro anos de idade. Perguntada se estava boa a comida, ela responde:
“Eu tô começando hoje”.
Equipe afinada na cozinha
Pelo entrosamento na condução da sinfonia de panelas, pratos e talheres, parece que o conjunto se conhece há muito tempo. Mas a verdade é que o quarteto à frente da cozinha da EMEF Dolaimes Stédile Angeli é tão estreante como grupo quanto o programa Prato Saudável.
Almeri Drum, Rosane Dewes, Rozane Fátima Soares e Terezinha Aparecida Batista Ribas estão se conhecendo neste início de ano letivo, enquanto formam a escala de trabalho no refeitório do CAIC. As quatro compõem o efetivo de quase 450 profissionais responsáveis pela merenda com que a CODECA atenderá a rede municipal de ensino em 2023. Para dar conta da nova demanda gerada pelo Prato Sustentável, oito novos postos de trabalho foram criados.
“Já deixamos tudo do café preparado no dia anterior. A manhã é bem pegada”, revela Rosane.
Só no primeiro turno de quarta-feira (1º), foram servidos cerca de 90 porções de café-da-manhã e 439 almoços – as repetições são contadas como porções individuais. E não foram poucos os estudantes que passaram duas vezes na fila do buffet.
Investimento de mais R$ 1,4 milhão e aporte 11% maior na alimentação dos estudantes
Para implementar o programa Prato Saudável, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) fará um investimento extraordinário anual estimado em mais de R$ 1,4 milhão em alimentos. Com ampliação superior a 11%, o aporte do Município em alimentação escolar por meio do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) chegará a aproximadamente R$ 13,5 milhões por ano.
“É mais uma das ações da SMED em busca da equidade. O programa atende 16 escolas, beneficiando mais de 5,5 mil estudantes, na perspectiva de duas refeições por aluno por turno”, revela a secretária municipal de Educação, Sandra Negrini.
Para direcionar o atendimento, foram usados como critérios o percentual de estudantes de famílias inseridas no Cadastro Único (30% ou mais); a estrutura física e a disponibilidade de espaço na escola – cozinha e refeitório em condições de atender o número de estudantes – de modo a comportar as duas refeições por turno; e os recursos financeiros disponíveis no orçamento – mais alimentos e pessoal para o preparo.
Todos os dias, a rede municipal de ensino de Caxias do Sul serve uma média de 51 mil refeições. Agora haverá um aumento de 20% para 30% no suprimento das necessidades diárias de energia e macronutrientes com as duas refeições fornecidas a crianças e estudantes.
Em 2022, quase R$ 4 milhões do FNDE e mais de R$ 8 milhões de recursos do Município foram investidos na compra de alimentos. A Prefeitura optou por destinar a maior parte do recurso federal para ingredientes produzidos pela agricultura familiar. Resultado: cerca de 60% do cardápio servido a crianças e estudantes da rede de ensino de Caxias do Sul têm origem nesta forma de cultivo.
O Prato Saudável atenderá inicialmente as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) Governador Leonel Brizola, Machado de Assis, Atiliano Pinguelo, Paulo Freire, Ruben Bento Alves, Basílio Tcacenco, São Vicente, Villa Lobos, Dolaimes Stédile Angeli, Guerino Zugno, Américo Ribeiro Mendes, Zélia Rodrigues Furtado, Senador Teotônio Vilela, Vereador Marcial Pisoni, Afonso Secco e Dezenove de Abril.
“Nem sempre conseguimos atender todas as demandas da comunidade, mas a educação tem sido prioridade permanente. Esta é mais uma ação para melhorar e qualificar o nosso ensino. Porque a criança bem alimentada é saudável e tem condições de aprendizado seguramente muito melhores”, definiu o prefeito Adiló Didomenico.
Fotos: Elisabete Bianchi

MAIS DESTAQUES
Destaque
Projeto Rosas assume caráter de extensão para estudos sobre casos de violência de gênero
Publicado em
3 meses atrásem
13/03/2026
Área do Conhecimento de Ciências Jurídicas da UCS, promove oito encontros no Campus-Sede. O primeiro ocorre nesta segunda-feira, dia 16.
Com base em dados coletados entre 2025 e o início de 2026, o cenário sobre a violência de gênero no Brasil se mostra desafiador. No ano passado, de acordo com o Ministério da Justiça, o país registrou um recorde de feminicídios, com mais de 1,5 mil vítimas, consolidando um aumento de 4% em relação a 2024. Numa realidade mais próxima – entre 49 municípios da Serra Gaúcha – foram contabilizados três crimes de violência de gênero somente em fevereiro deste ano, sendo dois deles feminicídios. O número dobrou no comparativo a janeiro, que teve um caso na cidade de Muitos Capões. Os dados foram divulgados recentemente pelo Observatório Estadual de Segurança Pública.
Para fomentar o debate e a reflexão sobre as diversas formas de violência de gênero e apresentar possíveis caminhos jurídicos e sociais para evitá-las, destacando o panorama de Caxias do Sul e região, a Área do Conhecimento de Ciências Jurídicas da Universidade de Caxias do Sul promove o Projeto Rosas: Rodas de Estudo sobre Violências de Gênero, que neste ano passa a ter caráter de extensão, destinado a estudantes dos cursos de Direito, Psicologia e Serviço Social, profissionais que atuam na rede de proteção e enfrentamento à violência de gênero, bem como aos demais públicos interessados. “Não se trata de um grupo fechado, mas com o propósito de ser permanente a fim de viabilizar estudos e outras ações em torno do tema, a exemplo de palestras em escolas”, explica a coordenadora do curso de Direito da UCS, professora Raquel Cristina Pereira Duarte. Estão programados oito encontros presenciais na sala 410B do Bloco 58, no Campus-Sede. O primeiro ocorre nesta segunda-feira, 16 de março, às 18h30min, e vai abordar o Estudo do Pacto Nacional contra os Feminicídios.
Os temas serão conduzidos pelos professores Alexandre Cortez Fernandes, Glenda Biotto, Raquel Pereira Duarte e pela assistente social Andrea Pimentel Dandolini. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 16 de março pelo link. As vagas são limitadas e a carga horária é válida como atividade complementar.
Encontros programados
Até o mês de junho, mais sete encontros estão agendados, sempre às 18h30min. Confira os temas e as datas correspondentes:
2 de abril, quinta-feira
Estudo do Pacto Nacional contra os Feminicídios
13 de abril, segunda-feira
Estudo sobre as diversas formas de violência contra as mulheres
30 de abril, quinta-feira
Estudo sobre as diversas formas de violência contra as mulheres
11 de maio, segunda-feira
Estudo sobre as diversas formas de violência contra as mulheres
28 de maio, quinta-feira
Estudo sobre as medidas e mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica
8 de junho, segunda-feira
Estudo sobre as medidas e mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica
25 de junho, quinta-feiraEncontro de encerramento e proposições para o próximo semestre
O início do projeto
O Projeto Rosas começou a partir de uma proposta espontânea do acadêmico em Direito Willian Bussolotto Bocalon. Durante uma conversa com a professora Rosecler Gilioli, diretora do campus universitário de Nova Prata, após acompanhar notícias recorrentes nos casos de violência doméstica, ele sugeriu a necessidade de mobilização para amparar as vítimas, com o apoio do Serviço de Assistência Jurídica Gratuita da UCS (SAJU), naquele município, e a possibilidade de atendimentos na área de psicologia. A partir de então, novas ideias começaram a ser avaliadas, junto à coordenadora do curso de Direito no CPRA, professora Jussara Machado Polesel, e o professor Carlos Büttenbender, do SAJU.
Destinado a capacitar cidadãos para atuarem como multiplicadores de conscientização e auxílio nas comunidades onde vivem, o Projeto Rosas foi assim denominado em analogia aos espinhos da flor com as dificuldades enfrentadas pelas mulheres, além de prestar uma homenagem à bisavó de Willian. Nos últimos anos, a iniciativa consolidou-se e se estendeu a outros campus da UCS, como no Vale do Caí, atendendo a ações específicas para cada comunidade.
Destaque
Saiba as orientações do Procon para a compra do material escolar e o alerta para itens proibidos
Publicado em
5 meses atrásem
08/01/2026
O foco principal é coibir a cobrança de itens de uso coletivo, prática proibida por lei.
Com a proximidade do início do ano letivo, o Procon Caxias do Sul emite um alerta fundamental para pais e responsáveis sobre as normas que regem a lista de material escolar. O foco principal é coibir a cobrança de itens de uso coletivo, prática proibida pela Lei Federal nº 12.886/2013, que determina que as instituições de ensino só podem requisitar objetos de uso individual e com finalidade pedagógica específica.
Segundo o coordenador do Procon Caxias, Jair Zauza, as escolas não possuem respaldo legal para determinar marcas de produtos ou especificar livrarias exclusivas para a compra. Além disso, é proibida a venda casada, onde se força a aquisição de livros e cadernos na própria instituição, exceto em casos de materiais exclusivos que não são comercializados em outros estabelecimentos.
Zauza lembra ainda outro ponto de atenção refere-se aos alunos em débito financeiro. “Esclaremos que, embora a escola possa negar a rematrícula do aluno inadimplente na própria instituição, é estritamente proibido reter a transferência do estudante para outra escola de sua escolha”, alerta.
Itens Proibidos e Limitações
A lista de materiais que não podem ser exigidos pelas escolas é extensa e inclui produtos de limpeza, higiene e escritório de uso comum. Entre os itens estão:
• Produtos de limpeza: álcool, desinfetante, sabão em barra e flanela.
• Itens de escritório/coletivos: papel higiênico, copos descartáveis, cartuchos de tinta/tonner, grampeador e fita adesiva.
• Materiais de artesanato: argila, balões, lã, purpurina e massas de modelar.
• Papel ofício: a escola só pode solicitar, no máximo, uma pacote por aluno (500 folhas). Quantidades superiores são consideradas abusivas.
Dicas de Economia
Para economizar, o Procon recomenda:
1. Reutilizar materiais do ano anterior que estejam em bom estado.
2. Pesquisar livros em sebos, inclusive pela internet, para encontrar valores mais acessíveis.
3. Organizar compras em grupo ou no atacado para obter descontos.
4. Verificar se as embalagens contêm informações claras em português sobre o fabricante e segurança.
5. Evitar o comércio informal, que dificulta trocas ou assistência técnica.
Serviço e Atendimento
Consumidores que desejarem tirar dúvidas, fazer denúncias ou registrar reclamações podem utilizar os seguintes canais do Procon Caxias do Sul:
• Portal: www.caxias.rs.gov.br/procon/
• Telefone: 151
• WhatsApp: (54) 9 9929-8190 (apenas mensagens)
• Atendimento presencial: Avenida Itália, 109, bairro São Pelegrino, de segunda a sexta, das 10h às 15h.
Educação
Inicia a obra da EMEF Leonel Brizola, no Campos da Serra
Publicado em
1 ano atrásem
23/05/2025
Comunidade do loteamento aguarda há 10 anos pela sede da escola.
A Prefeitura de Caxias informa que a empresa Earqui Serviços de Arquitetura e Construções, vencedora da licitação, iniciou nesta quinta-feira (22/05) os serviços no terreno para a construção do prédio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Governador Leonel Brizola. A comunidade do Loteamento Campos da Serra aguarda pela sede da escola há 10 anos. A expectativa é que a escola esteja pronta para o ano letivo de 2026.
O contrato com a Caixa foi assinado no final do mês de março e a empresa aguardava os trâmites de cartório, solicitados pelo banco, para dar início aos trabalhos. A Caixa Federal é o agente financeiro e representante do FAR – Fundo de Arrendamento Residencial, responsável pela contratação, acompanhamento da obra e desembolso dos R$ 4.665.625,24 do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A contrapartida do município para obra é de R$ 5.296.646,93. Esta verba foi um dos motivos da viagem do Prefeito Adiló Didomenico a Brasília em novembro passado.
O novo prédio, que será erguido na rua Joaquim Longo no Loteamento Campos da Serra (ao lado da EEI Suzel Serafini), terá 2.551,64 m² com 14 salas de aula, biblioteca, sala de artes, laboratório e auditório com capacidade para atender cerca de 500 alunos por turno, em todos os anos do ensino fundamental. A construção se assemelha a da EMEF San Gennaro, inaugurada no bairro Reolon em 2020.
A EMEF Governador Leonel Brizola foi instituída em agosto de 2014 e desde então ocupou espaços alugados ou emprestados. Desde 2019, a escola funciona junto à Escola Estadual Ivanyr Marchioro, no bairro Jardelino Ramos, atendendo 145 alunos nos anos finais (6º, 7º, 8º e 9º ano). As demais crianças do loteamento estão em outras escolas da rede municipal. Esta semana, das 82 EMEFs, a Leonel Brizola foi a única escola a não aderir à paralisação do funcionalismo.
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