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Cultura

Festa da Uva 2024 anuncia shows nacionais

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A primeira atração será a cantora Ana Castela, que se apresentará no dia 17 de fevereiro

Os principais shows da Festa Nacional da Uva 2024, que ocorrerão no Palco Principal (Arena), foram anunciados nesta segunda-feira (2/10). Serão sete atrações em três sábados, com realização da AM9 Produções Gestão de Eventos.

No sábado, dia 17 de fevereiro, a cantora Ana Castela, sensação do agronejo, “A Boiadeira”, estará no palco principal da Festa, com sucessos como “Pipoco”, “Nosso Quadro” e “Solteiro Forçado”. No sábado, dia 24 de fevereiro, é a vez da Festa receber o maior festival de trap da Serra Gaúcha, com quatro shows na mesma noite. Haverá apresentações de Filipe Ret, MC Cabelinho, Orochi e Chefin. O trap é um ritmo subgênero do rap, trazendo mais musicalidade e elementos eletrônicos, como sintetizadores e batidas bem marcadas a temas e rimas que retratam realidades sociais.

Para encerrar os shows nacionais, a apresentação do sábado, dia 2 de março, unirá dois grandes nomes da música brasileira. O Raça Negra traz seu pagode com mais de 40 anos de história e sucessos, como “Ciúme de você”, “Cheia de manias” e “Cigana”, entre muitos outros. Já o sertanejo da dupla Bruno & Marrone é responsável por canções como “Dormi na praça”, “Choram as rosas”, “Boate Azul” e inúmeros sucessos em mais de 37 anos de carreira.

Os ingressos custarão a partir de R$ 60 e começarão a ser vendidos exclusivamente no site da Festa da Uva a partir do dia 6/10. A arena de shows está dividida em setores que trarão diferentes experiências ao público. O setor On Stage é composto pelo pátio e espaço open bar e open food; o Camarote conta com pátio, além de espaço coletivo e box; as seções Ouro, Prata e Bronze com mesas bistrô; a Área Vip – Copo Cheio; a Arena; o Espaço PCD, ao lado do palco, e o setor reservado a convidados dos patrocinadores.

Pessoas com deficiência (PcDs) têm entrada gratuita garantida na Festa da Uva e nos shows, com espaço especial junto ao Pátio do setor Camarote Coletivo para acompanhar os shows de seus artistas preferidos. Acompanhantes pagam o valor do ingresso referente ao Espaço Arena. Uma área ao lado palco é destinada exclusivamente para esse público e seus acompanhantes. O acesso dos PcDs se dará pelo Camarote Coletivo ou pelo Portão 4, mediante apresentação do ingresso do acompanhante.

Além do palco principal, com atrações anunciadas hoje, a 34ª Festa da Uva contará ainda com intensa programação cultural durante todos os dias do evento e dois grandes palcos dentro dos Pavilhões. A programação completa será divulgada mais próximo à data de abertura do evento. A Festa Nacional da Uva 2024 será realizada entre os dias 15 de fevereiro e 3 de março, tendo como tema “Caminhos e Lugares”. Os ingressos para prestigiar a Festa custarão R$ 20 de terça-feira a domingo, e serão gratuitos nas segundas-feiras. Os ingressos para as arquibancadas dos desfiles custarão R$ 40.

SOBRE OS ARTISTAS:

Ana Castela

Ana Flávia Castela, também conhecida por Boiadeira, é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Tornou-se conhecida pelas canções “Boiadeira”, lançada em 2021 e que deu início à sua carreira, e pela música “Pipoco”, lançada em parceria com a também cantora Melody e o músico DJ Chris no Beat. Nascida em Amambai e criada em Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai, Ana Flávia frequentemente visitava a fazenda de seus avós, no país vizinho, e foi lá onde gravou o vídeo cantando “Vaqueiro Apaixonado”, do cantor Loubet, que viralizou e a fez seguir carreira artística. Desde então, a cantora vem lançando singles em parceria com outros músicos, no gênero agronejo. Entre 2021 e 2023, lançou canções como “Neon” e “As Menina da Pecuária”, entre outras. Em maio de 2023, a cantora gravou, ao vivo, seu primeiro álbum, “Boiadeira Internacional”.

Raça Negra

Formada há 40 anos, a banda Raça Negra, comandada por Luiz Carlos, é responsável por inspirar gerações. O primeiro grande sucesso veio com a música “Caroline”, hit do primeiro CD, “Raça Negra – Vol. 01”, lançado em 1991. “Raça Negra & Amigos”, lançado em 2012, contou com diversas participações especiais como Alexandre Pires, e Michel Teló. Após o sucesso do álbum “O Rei do Baile”, de 2015, que contém releituras das mais famosas músicas brasileiras, a banda resolveu repetir a dose de 2012 e presentear seus fãs de todas as gerações lançando o quinto DVD da carreira, o “Raça Negra & Amigos II” em 2018. Com a presença de Wesley Safadão, Thiaguinho, Leonardo e outros, o grupo conduz um show de muita interação e nostalgia, cantando seus maiores sucessos, além de também receber no palco os hits memoráveis de seus convidados. “O Mundo Canta Raça Negra”, gravado em março de 2022, contou com canções inéditas e regravações de grandes hits da banda. Teve a participação da dupla Jorge e Mateus, os cantores Dilsinho e Tierry e as atrações internacionais Anselmo Ralph e Joey Montana e, como convidada especial, a atriz Juliana Paes. O repertório viajou pelos 40 anos do Raça Negra e contou com diversos momentos especiais e faixas inéditas.

Bruno & Marrone

Bruno & Marrone é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos cantores Vinícius Félix de Miranda, conhecido como Bruno, e José Roberto Ferreira, o Marrone. Em 2023, Bruno & Marrone completaram 37 anos de carreira. Sua trajetória começou em 1986, quando foram apresentados um ao outro pelo cantor Leonardo. Porém, a dupla ganhou projeção nacional em 2001, com o mega hit “Dormi Na Praça”. Na discografia, que vai do vinil ao digital, contabilizam 24 CDs e 10 DVDs, sem contar os singles, como o recém-lançado com a dupla Henrique e Juliano, “Deixa ela em paz”. Ainda, tiveram a honra de dividir o palco com Chitãozinho & Xororó no projeto “Clássicos”. Além deste, também estão juntos com Leonardo no consagrado “Cabaré”. São muitas histórias para contar e muitas canções que servem de trilha sonora na vida real.

Filipe Ret

Filipe Ret iniciou a sua carreira musical em batalhas de MCs na Lapa, no Rio de Janeiro (RJ), em 2003. Em meio a sua história com a música, Ret também se formou em jornalismo na faculdade FACHA. Em 2009, Ret lançou o álbum “Numa Margem Distante”. Em 2012, com o lançamento do álbum “Vivaz”, o single “Neurótico de Guerra” fez bastante sucesso, levando Ret a ter destaque em programas da MTV e do Multishow. Em setembro de 2015, lançou seu terceiro álbum, chamado “Revel”, com o qual atingiu mais de 3 milhões exemplares vendidos e milhares de downloads por todo o país. O quarto álbum, “Ajudaz”, foi lançado em 2018 e dele destaca-se o single “A Libertina”. Em 2021, o álbum “Imaterial” foi lançado e conta com participações de outros grandes nomes do gênero, como L7NNON e Orochi. Porém, o que realmente chamou a atenção, foi o estrondoso sucesso “LUME”, o sexto álbum do rapper. Ret se tornou o primeiro artista nacional a lançar um Enhanced Álbum no Spotify. Com esse formato, os fãs conseguem acompanhar comentários do próprio cantor e vídeos sobre cada uma das faixas. O disco também não desapontou quando se fala de parcerias. Nele você encontra Anitta, MC Poze do Rodo, Caio Luccas, Kayuá, MC Maneirinho, MC Cabelinho, L7NNON e Mc Hariel. Ret é considerado hoje um dos maiores rappers do Brasil.

MC Cabelinho

Criado na Zona Sul do Rio de Janeiro, mais especificamente das comunidades do Pavão-Pavãozinho e Canta Galo, Victor Hugo Oliveira do Nascimento iniciou sua luta em 2011, criando funk para os bondes desses locais. Seu nome artístico, Cabelinho, só foi criado em 2012 com a ajuda de um amigo DJ. Junto com seu nome novo, também a certeza do que queria fazer. “Geral me conhecia de Vitinho, e daí virei o MC Vitinho. Em 2012, decidi que queria viver de música e caí pra dentro. Conversando com um amigo DJ, ele me disse que tinha que trocar de nome, porque já tinha um MC Vitinho na pista. Eu tinha cabelo arrepiado, usava bastante gel e daí acabou ficando Cabelinho”. O ano de 2016 foi o ano da virada para o MC Cabelinho. Seu primeiro estouro foi “Morrão tá Lindo” que retrata o cotidiano da quebrada. Aliás, foi com essa temática que o MC Cabelinho criou sua marca. Depois, ele lançou “Toda Hora” e “Voz do Coração”. Em seguida veio “Zona Sul”, com a produção da KondZilla do seu clipe, contando com mais de 10 milhões de visualizações. Cabelinho é cantor e compositor, e sempre cita em suas músicas a rotina da quebrada, até mesmo quando suas canções têm uma pegada romântica.

MC Cabelinho também á ator e participou da última novela das 19h na Globo, como Hugo, em Vai na Fé.

Orochi

O cantor, que começou aos 14 anos a percorrer o circuito de batalhas de rap, fez seu nome organicamente nas rodas culturais. Atualmente, conta com 4,5 milhões de seguidores no Instagram e mais de 1 bilhão de visualizações em suas músicas no YouTube. Natural de São Gonçalo (RJ), ficou conhecido na batalha do tanque, perto de onde morava. O jovem acumulou 21 vitórias consecutivas naquele espaço. Em 2015, defendendo sua cidade, conquistou o título máximo do freestyle no Campeonato Nacional, que aconteceu em Belo Horizonte (MG). Nessa época, Orochi também era integrante do grupo de rap Modéstia Parte. Emplacou hits como “Te encontrar”, “Cálices” e “Goles perdidos”, somando mais de 100 milhões de visualizações no YouTube. Em 2018 lançou o EP Trip, em 2020, seu primeiro álbum, “Celebridade”, em 2022 o álbum “Lobo” e, em 2023, o álbum “VidaC Cara”. Com sua produtora Mainstreet Records, fundada em 2020, ele consegue tornar o sonho de outros jovens negros da periferia possível na cena do rap.

Chefin

Nascido e criado na favela da Vila Kenedy, do Rio de Janeiro (RJ), Chefin despontou na cena do trap nacional em 2021 com o lançamento do projeto “Invejoso”, do Distrito 20. Com apenas 18 anos, o jovem rapper se tornou sensação das mídias sociais em sua estreia pela Mainstreet Records com o hit “212”, que alcançou o quarto lugar da Billboard Brasil. O músico é um artista versátil, que traz em suas letras temas como ostentação, festas e vivências nas comunidades do RJ. Chefin já sonhava em ser cantor desde muito novo, considerando Orochi, Djonga e Filipe Ret suas grandes inspirações. Construiu sua carreira sem grandes investimentos, sendo abraçado pelas redes sociais e criando uma forte conexão com seus fãs. Outros de seus trabalhos conhecidos são a música “Deus é o Meu Guia”, “Historinha” e “2step”, com Ed Sheeran. Em 2022, o rapper lançou seu álbum de estreia, “Nova Era” e foi vencedor do prêmio MTV Millennial Awards 2022 na categoria “Trap na cena”.

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Cultura

O Grande Espetáculo de Natal celebra 10 anos 

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Créditos: Leandro Araújo

Com o tema “A luz que atravessa o tempo”, edição comemorativa fala sobre a memória e os vínculos entre gerações.

A 10ª edição de O Grande Espetáculo de Natal será realizada nos dias 28 e 29 de novembro, sábado e domingo, às 20h, na Praça Dante Alighieri, junto à Casa Magnabosco, em Caxias do Sul (RS). Gratuito e aberto à comunidade, o espetáculo celebra uma década de trajetória com uma nova produção artística que propõe uma reflexão sobre o tempo, a memória e os vínculos construídos entre gerações.

Com o tema “A Luz que Atravessa o Tempo”, a edição de 2026 apresenta uma narrativa que tem como ponto de partida a relação entre um avô e sua neta. Em meio aos preparativos de Natal, um poema escrito pelo avô conduz a jovem por uma jornada de descobertas, na qual diferentes experiências revelam a importância de perceber o mundo com sensibilidade, reconhecer a passagem do tempo, preservar as lembranças, encontrar coragem e compartilhar.

A história ganha forma por meio da integração entre música, dança, circo e poesia, em uma construção cênica que alterna grandes composições visuais e momentos de introspecção. Ao estabelecer conexões entre passado e presente, o espetáculo convida o público a reconhecer aquilo que permanece nas relações humanas e nas memórias que atravessam gerações.

Memória, encontro e esperança

Ao completar dez anos, O Grande Espetáculo de Natal reafirma sua relação com a comunidade de Caxias do Sul e as diferentes gerações que acompanharam sua trajetória. Desde sua criação, o projeto reúne artistas, profissionais da cultura, instituições, empresas e público em uma celebração coletiva que ocupa o espaço urbano e contribui para a construção de memórias afetivas associadas ao Natal.

Para Pedro Horn Sehbe, CEO, idealizador e diretor geral de O Grande Espetáculo de Natal, a celebração dos dez anos representa a consolidação de um projeto que nasceu com o propósito de reunir a comunidade em torno da arte e que, ao longo de sua trajetória, conquistou um lugar de destaque no calendário cultural da Serra Gaúcha. “Chegar à décima edição é a confirmação de que construímos algo que pertence à nossa cidade. O Grande Espetáculo de Natal nasceu de uma visão, cresceu com o envolvimento de muitas pessoas e hoje representa a força de uma comunidade que acredita na cultura e na capacidade da arte de transformar espaços, aproximar gerações e construir legados. São dez anos de trabalho, de investimentos e de compromisso com a entrega de um espetáculo de excelência, gratuito e acessível à população. Nessa edição, queremos celebrar essa conquista olhando também para o futuro, porque a luz que atravessa o tempo é aquela que conseguimos manter viva e transmitir às próximas gerações”, destaca.

Na dramaturgia, essa relação entre passado e presente se manifesta especialmente no encontro entre o avô e a neta. De gerações distintas, os personagens estabelecem um diálogo que aproxima experiências, percepções e maneiras de compreender o mundo. A figura do avô poeta conduz a narrativa a partir de um olhar sensível sobre os acontecimentos cotidianos, revelando como gestos, lembranças e experiências aparentemente simples podem adquirir novos significados ao longo da vida.

A poesia assume papel central nessa construção, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e conduzindo o público por uma história que encontra significado nas relações familiares e nas lembranças que permanecem ao longo do tempo. A proposta dialoga com a sensibilidade presente na obra de Mário Quintana, especialmente em sua atenção aos pequenos acontecimentos e à capacidade de reconhecer a beleza nas experiências cotidianas.

A narrativa também preserva elementos da tradição cristã do Natal, reconhecendo sua presença na formação das memórias e das celebrações familiares. Essa dimensão se integra à proposta artística de um espetáculo comunitário, que valoriza o encontro entre gerações, a convivência e o compartilhamento de experiências. Ao abordar sentimentos como amor, fé, esperança e solidariedade, a produção propõe uma reflexão sobre valores que permanecem significativos mesmo diante das transformações da sociedade.

Com direção executiva de Cali Troian, a décima edição também marca o fortalecimento institucional de O Grande Espetáculo de Natal, que vem ampliando sua dimensão artística, sua capacidade de mobilização e sua presença entre os atrativos natalinos da Serra Gaúcha. A articulação entre iniciativa privada, poder público e profissionais da cultura contribui para a continuidade do projeto e para o posicionamento de Caxias do Sul no calendário cultural e turístico do Rio Grande do Sul. 

Novidades cênicas

Para marcar a décima edição, O Grande Espetáculo de Natal apresenta uma concepção artística que amplia as possibilidades de integração entre dramaturgia, música, dança, circo e recursos visuais. Figurinos, iluminação, efeitos especiais e elementos cenográficos participam da construção narrativa, contribuindo para representar as experiências e transformações vividas pelas personagens.

Com duração aproximada de uma hora, a apresentação será organizada em quadros cênicos que alternam momentos de impacto visual com passagens intimistas e contemplativas. A montagem contará com a participação do Coro Unimed, dos artistas do Grupo Tholl e da Cia. Matheus Brusa, reunindo diferentes linguagens artísticas em uma experiência concebida para o espaço urbano.

A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Ivan Montanha, reúne canções natalinas que atravessam gerações e permanecem presentes na memória afetiva do público. Interpretado por mais de 60 vozes adultas e juvenis, o repertório acompanha o desenvolvimento da narrativa, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e contribuindo para a atmosfera de emoção e celebração que caracteriza O Grande Espetáculo de Natal.

Com roteiro assinado por Marcelo Andrighetti, em parceria com os diretores do espetáculo, a narrativa percorre diferentes universos cênicos, enquanto as coreografias de Matheus Brusa traduzem em movimento os sentimentos, as lembranças e as transformações vividas pelas personagens. A integração entre a dança, o circo do Grupo Tholl e a música do Coro Unimed dá forma a uma encenação que explora o contraste entre movimento e pausa, passado e presente, realidade e imaginação.

A abertura terá como referência o ambiente familiar dos preparativos de Natal, dando início à relação entre os personagens e ao percurso que conduz a jovem por diferentes experiências. Ao longo da apresentação, a combinação entre música, dança, acrobacias e elementos simbólicos permitirá ao público acompanhar uma história sobre o tempo, a memória e a descoberta de novos sentidos para a celebração natalina.

Ao reunir diferentes expressões artísticas em uma produção concebida para o espaço público, O Grande Espetáculo de Natal comprova sua proposta de aproximar a comunidade da experiência cultural. A celebração dos dez anos reconhece tanto a trajetória do projeto quanto o papel da arte na formação de público, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na construção de referências culturais compartilhadas.

As duas apresentações são gratuitas e contarão com áreas destinadas à acessibilidade, demonstrando o compromisso do projeto com o acesso à cultura e a participação da comunidade.

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Cultura

Feira do Livro encerrou neste domingo com público de 140 mil pessoas

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Com mais de 350 ações realizadas entre os dias 02 e 18 de outubro, a 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul contabilizou um público de 140 mil pessoas, registrando a venda de 33.725 livros no período. A solenidade de encerramento foi neste domingo, depois do show da dupla Tita e Rafa. Com o toque da sineta feito pela patrona, Adriana Antunes, houve também a tradicional entrega de rosas aos livreiros das 24 bancas que atuaram nesta edição.

O fim de semana contou também com o concorrido bate-papo com os novos aurores, realizado sábado à tarde, na Galeria Gerd Bornheim, reunindo os escritores caxienses Gustavo Tamagno Martins, Jorge Possamai, Josiane Scapin, Lilian Lima e Simone Müller Cardoso. No mesmo espaço, na sequência, foi realizado o “Vivências dissoantes – Poetas LGBT+” reunindo Jaque Pivotto, Roberta Saldanha, Felipe Zobaran e Ceci Favero. A Patrona Adriana Antunes seguiu no pique coordenando mais um “Venha Ler Com a Patrona”, esta vez numa roda de leitura batizada de “Conversas Clariceanas: lendo contos de Clarice Lispector”.

Ainda no sábado à tarde, no Palco Principal, durante conversa mediada pela jornalista Tríssia Ordovás Sartori, o escritor e especialista em felicidade, Gustavo Arns, falou de como pensamos nela como algo que já passou:

“Às vezes depositamos a felicidade no passado, com expressões como ‘eu era feliz e não sabia’. Há uma dificuldade de conseguir exercitar a musculatura da presença”, disse Arns, destacando que é preciso treinar o exercício da presença em nosso cotidiano.

Ele também lembrou que foi em Caxias do Sul que conheceu a Monja Coen, de quem ficou amigo e, juntos, lançaram livros e criaram o Centro de Estudos de Felicidade.

“Ela estava jantando uma costela suína. Pensei que fosse vegetariana. Aí ela me olhou perguntado ‘qual o problema de uma monja comer uma costela’, recordou-se Arns.

Com a Praça Dante Alighieri lotada na tarde de sábado, os jornalistas e podcasters Ivan Mizanzuk e Chico Felitti deram um show de simpatia e inteligência, sendo ovacionados pelo público que, também, enfrentou longa fila de espera para obter um autógrafo e uma selfie.

Na conversa, Felitti citou Dráuzio Varela e Eliane Brum como referências para a sua determinação para se profissionalizar contando histórias em áudio:

“Descobri que contar histórias era uma profissão. O que me atrai é o que está fora do centro. Amo bater na porta, amo o constrangimento e o confronto. Me alimento disso”, disse Felitti, antecipando um dos seus próximos podcast: “Fui acusado de um crime aos 13 anos, uma fofoca dizendo que tínhamos espancado um amigo que morreu. Nunca lidei com isso, tinha esquecido. Mas estou rodando o mundo para encontrar estes amigos e investigar essa morte.”

Pioneiro no mundo dos podcasts, referência afirmada de Felitti durante a conversa, Ivan Mizanzuk disse que, no dia a dia, gosta de quebrar a cabeça para encontrar as histórias, mas não muito de escrever os roteiros.

“Já é um esforço grande falar com pessoas estranhas, então prefiro terceirizar o roteiro”, explicou, também falando de seu próximo trabalho, abordando o caso da morte de PC Farias, que foi assessor do ex-presidente Fernando Collor: “Minha intenção é solucionar o caso PC Farias”.

A tarde de domingo reuniu o público para assistir ao show de mágicas do mágico Mateus Di Macedo, além do show de encerramento da dupla Tita e Rafa que, acompanhados de banca, repassaram hits do rock brasileiro dos anos 1980, botando o público para cantar e dançar.

A solenidade de encerramento teve fala da presidente da Associação dos Livreiros Caxienses – Alca – , Maria Helena Lacava. Ela festejou mais uma edição da Feira na Praça Dante e conclamou:

“Vamos ter empatia, amor e consciência. Tudo isso faz a diferença na vida. Saber que a leitura ajuda na compreensão do texto e do contexto nacional que estamos vivendo é fundamental”, disse.

A Amiga do Livro, Alexandra Faccio, Teca, falou com emoção deste grande momento de sua vida:

“Que jornada foi para mim esta para mim! Uma linda festa literária. Este foi o meu momento em que pude trilhar entre palavras. Não consigo mais ordenar minhas lágrimas”, disse Teca, entre… lágrimas.

A Secretária da Cultura, Tatiane Frizzo, destacou o empenho de todos os envolvidos na realização da Feira, dizendo que foram dias felizes, saudando a próxima Feira, para 2027:

“A 43ª Feira vai ser muito especial”, afirmou.        

Em seu discurso de encerramento, a Patrona Adriana Antunes falou de caminhadas – físicas e metafóricas:

“Caminhei muito por esta praça nestes 18 dias de feira, foram 32 quilômetros, registrados no aplicativo. Mas, somos todos feitos de fins. E, em algum momento ele chega. E se eles existem é porque houve um começo. E no começo eu era bem pequena. Do jardim da minha casa, meu pai apontava para o centro e dizia: um dia você vai chegar lá. Não sei se cheguei aonde ele imaginava, mas hoje, neste momento estou aqui e para a garota de onde eu vim, já é bem longe”, disse Adriana, convocando o público dar as mãos e, se quisessem, se abraçar:

“Que nossas mãos troquem a ameaça, a agressão, a arma, por ternura. Carecemos de amor, de respeito, de mãos que saibam acolher. Encerro esta feira com o sentimento de que, por alguns dias, fomos mais leitores, mais apaixonados por livros, pela cultura, pela arte, mais ternos e potencialmente mais humanos. Compreendendo que tudo passa. E, eles também passarão. Não tenho nenhuma pretensão ao chegar ao fim. Desejo apenas que sejamos pessoas que saibam mais amar do que odiar” falou a Patrona.

Para o Coordenador Geral, Cássio Felipe Immig, a 42ª edição da Feira do Livro de Caxias cumpriu sua tarefa de dinamizar a cena cultural da cidade com ações pontuais e significativas na área do Livro, Literatura e Leitura:

“Minha avaliação da Feira do Livro de 2026 é, em linhas gerais, positiva. Apesar do clima ter sido predominantemente frio e úmido, com alguma chuva em quase todos os dias, o público compareceu. Tivemos vários momentos de praça lotada, mesmo fora do fim de semana. Também acredito que o cuidado maior com o público PCD e o Espaço da Acessibilidade foram um acerto e um passo a mais em direção ao nosso principal objetivo que a democratização do acesso à leitura e ao livro. Os retornos recebidos do público em geral e dos escritores foi elogioso, destacando a qualidade e variedade da programação e a beleza da praça durante o evento. Com tudo isso, entendo que conseguimos entregar mais uma grande Feira do Livro para a comunidade de Caxias do Sul.”

Na relação dos dez livros mais vendidos, contabilizados até sábado, destacam-se livros de autores locais nas primeiras posições, sendo “Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul”, de Claudia Velho, editora EDUCS, o destaque entre os adultos e “Saudade cabe na mochila?, de Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, com ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS, o segundo mais vendido entre os infanto-juvenis (lista completa abaixo).

A realização da 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul é da Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com patrocínio de Supermercados Andreazza, Sorvetes Urca, Sulgás, Randoncorp e Racon Consórcios. O Patrocínio Institucional é da e Unimed Serra Gaúcha. O Apoio Cultural é do Instituto Elisabetha Randon, Câmara de Vereadores, Infront, Gráfica Cromo e Unifique A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul. Financiamento Pró-Cultura – Governo do Estado.

42ª Feira do Livro – Livros mais vendidos até sábado (17)

Adultos
1 – Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul, Claudia Velho, editora EDUCS
2 – A estranha na cama, Raphael Montes, editora Companhia das Letras
3 – Resgatando mulheres, reconstruindo vidas, organizadores Isabela Bressan Prux e Maria Marlene da Silva Faria, editora Desdobra
4 – Educs: meio século de histórias, organizadora Simone Côrte Real Barbieri, editora EDUCS
5 – Quando, Carla Madeira, editora Record
6 – Verity, Colleen Hoover, editora Galera Record
7 – Vida de médico, Francisco Michielin, editora Lettere & Parole
8 – Ela, Lisana Bertussi, editora São Miguel
9 – Rádio Caxias: há 80 anos a voz da cidade, Marcos Kirst, editora São Miguel
10 – O massacre da família Hope, Riley Sager, editora Intrínseca

Infanto-juvenis
1 – Eu duvido vocês terminar este livro, Giuliana Mafra, editora Outro Planeta
2 – Saudade cabe na mochila?, Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS
3 – Olhinhos curiosos (série), vários autores
4 – Diário de uma princesa desastrada, de Maidy Lacerda, editora Outro Planeta
5 – Pense rápido (série), de Paloma Blanca Alves Barbieri, editora Ciranda Cultural
6 – O Homem-cão (série), Dev Pilkey, editora Companhia das Letrinhas
7 – Minecraft (série), vários autores, editora Ciranda Cultural
8 – O pequeno príncipe, Antoine de Saint Exupéry, várias editoras
9 – Diário de um Banana (série), Jeff Kinney, editora VR
10 – O cara que estou a fim não é um cara?!, Sumiko Arai, editora New Pop

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Cultura

Sonora Brasil traz Suraras do Tapajós ao palco do Sesc Caxias do Sul 

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Grupo paraense formado por mulheres indígenas apresenta repertório autoral e tradicional no dia 12/10 .

O Teatro do Sesc Caxias do Sul recebe, no dia 12 de outubro, às 20h, o show Suraras do Tapajós, atração do projeto Sonora Brasil. Formado por mulheres indígenas, o grupo paraense apresenta canções autorais e repertórios da música do Pará, combinando carimbó, dança e elementos visuais ligados à cultura de seus territórios. Os ingressos estão disponíveis no SAC da unidade e pelo site www.sesc-rs.com.br/espetaculosculturais, a partir de R$15. 

Considerado o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas no Brasil, o coletivo utiliza a música para valorizar a natureza, a força feminina e a ancestralidade de seu povo. A presença das artistas também amplia a participação das mulheres indígenas em um gênero tradicionalmente marcado pela presença masculina. 

Com uma trajetória que inclui apresentações em importantes festivais nacionais, como Rock in Rio 2024, Coala Festival e Rec-Beat, as Suraras do Tapajós levam ao palco uma experiência que reúne música, dança e elementos visuais tradicionais. O trabalho do grupo reforça a presença da cultura indígena contemporânea e mantém vivas expressões relacionadas à identidade, resistência e celebração do território. 

Os ingressos custam R$15 para trabalhadores do comércio e serviços, R$18 para empresários, R$20 para meia-entrada e R$40 para o público geral. Também há a opção de ingresso solidário por R$30, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue no evento. 

Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País.  Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras. 

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