Cultura
Festa da Uva 2024 anuncia shows nacionais
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A primeira atração será a cantora Ana Castela, que se apresentará no dia 17 de fevereiro
Os principais shows da Festa Nacional da Uva 2024, que ocorrerão no Palco Principal (Arena), foram anunciados nesta segunda-feira (2/10). Serão sete atrações em três sábados, com realização da AM9 Produções Gestão de Eventos.
No sábado, dia 17 de fevereiro, a cantora Ana Castela, sensação do agronejo, “A Boiadeira”, estará no palco principal da Festa, com sucessos como “Pipoco”, “Nosso Quadro” e “Solteiro Forçado”. No sábado, dia 24 de fevereiro, é a vez da Festa receber o maior festival de trap da Serra Gaúcha, com quatro shows na mesma noite. Haverá apresentações de Filipe Ret, MC Cabelinho, Orochi e Chefin. O trap é um ritmo subgênero do rap, trazendo mais musicalidade e elementos eletrônicos, como sintetizadores e batidas bem marcadas a temas e rimas que retratam realidades sociais.
Para encerrar os shows nacionais, a apresentação do sábado, dia 2 de março, unirá dois grandes nomes da música brasileira. O Raça Negra traz seu pagode com mais de 40 anos de história e sucessos, como “Ciúme de você”, “Cheia de manias” e “Cigana”, entre muitos outros. Já o sertanejo da dupla Bruno & Marrone é responsável por canções como “Dormi na praça”, “Choram as rosas”, “Boate Azul” e inúmeros sucessos em mais de 37 anos de carreira.
Os ingressos custarão a partir de R$ 60 e começarão a ser vendidos exclusivamente no site da Festa da Uva a partir do dia 6/10. A arena de shows está dividida em setores que trarão diferentes experiências ao público. O setor On Stage é composto pelo pátio e espaço open bar e open food; o Camarote conta com pátio, além de espaço coletivo e box; as seções Ouro, Prata e Bronze com mesas bistrô; a Área Vip – Copo Cheio; a Arena; o Espaço PCD, ao lado do palco, e o setor reservado a convidados dos patrocinadores.
Pessoas com deficiência (PcDs) têm entrada gratuita garantida na Festa da Uva e nos shows, com espaço especial junto ao Pátio do setor Camarote Coletivo para acompanhar os shows de seus artistas preferidos. Acompanhantes pagam o valor do ingresso referente ao Espaço Arena. Uma área ao lado palco é destinada exclusivamente para esse público e seus acompanhantes. O acesso dos PcDs se dará pelo Camarote Coletivo ou pelo Portão 4, mediante apresentação do ingresso do acompanhante.
Além do palco principal, com atrações anunciadas hoje, a 34ª Festa da Uva contará ainda com intensa programação cultural durante todos os dias do evento e dois grandes palcos dentro dos Pavilhões. A programação completa será divulgada mais próximo à data de abertura do evento. A Festa Nacional da Uva 2024 será realizada entre os dias 15 de fevereiro e 3 de março, tendo como tema “Caminhos e Lugares”. Os ingressos para prestigiar a Festa custarão R$ 20 de terça-feira a domingo, e serão gratuitos nas segundas-feiras. Os ingressos para as arquibancadas dos desfiles custarão R$ 40.
SOBRE OS ARTISTAS:
Ana Castela
Ana Flávia Castela, também conhecida por Boiadeira, é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Tornou-se conhecida pelas canções “Boiadeira”, lançada em 2021 e que deu início à sua carreira, e pela música “Pipoco”, lançada em parceria com a também cantora Melody e o músico DJ Chris no Beat. Nascida em Amambai e criada em Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai, Ana Flávia frequentemente visitava a fazenda de seus avós, no país vizinho, e foi lá onde gravou o vídeo cantando “Vaqueiro Apaixonado”, do cantor Loubet, que viralizou e a fez seguir carreira artística. Desde então, a cantora vem lançando singles em parceria com outros músicos, no gênero agronejo. Entre 2021 e 2023, lançou canções como “Neon” e “As Menina da Pecuária”, entre outras. Em maio de 2023, a cantora gravou, ao vivo, seu primeiro álbum, “Boiadeira Internacional”.
Raça Negra
Formada há 40 anos, a banda Raça Negra, comandada por Luiz Carlos, é responsável por inspirar gerações. O primeiro grande sucesso veio com a música “Caroline”, hit do primeiro CD, “Raça Negra – Vol. 01”, lançado em 1991. “Raça Negra & Amigos”, lançado em 2012, contou com diversas participações especiais como Alexandre Pires, e Michel Teló. Após o sucesso do álbum “O Rei do Baile”, de 2015, que contém releituras das mais famosas músicas brasileiras, a banda resolveu repetir a dose de 2012 e presentear seus fãs de todas as gerações lançando o quinto DVD da carreira, o “Raça Negra & Amigos II” em 2018. Com a presença de Wesley Safadão, Thiaguinho, Leonardo e outros, o grupo conduz um show de muita interação e nostalgia, cantando seus maiores sucessos, além de também receber no palco os hits memoráveis de seus convidados. “O Mundo Canta Raça Negra”, gravado em março de 2022, contou com canções inéditas e regravações de grandes hits da banda. Teve a participação da dupla Jorge e Mateus, os cantores Dilsinho e Tierry e as atrações internacionais Anselmo Ralph e Joey Montana e, como convidada especial, a atriz Juliana Paes. O repertório viajou pelos 40 anos do Raça Negra e contou com diversos momentos especiais e faixas inéditas.
Bruno & Marrone
Bruno & Marrone é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos cantores Vinícius Félix de Miranda, conhecido como Bruno, e José Roberto Ferreira, o Marrone. Em 2023, Bruno & Marrone completaram 37 anos de carreira. Sua trajetória começou em 1986, quando foram apresentados um ao outro pelo cantor Leonardo. Porém, a dupla ganhou projeção nacional em 2001, com o mega hit “Dormi Na Praça”. Na discografia, que vai do vinil ao digital, contabilizam 24 CDs e 10 DVDs, sem contar os singles, como o recém-lançado com a dupla Henrique e Juliano, “Deixa ela em paz”. Ainda, tiveram a honra de dividir o palco com Chitãozinho & Xororó no projeto “Clássicos”. Além deste, também estão juntos com Leonardo no consagrado “Cabaré”. São muitas histórias para contar e muitas canções que servem de trilha sonora na vida real.
Filipe Ret
Filipe Ret iniciou a sua carreira musical em batalhas de MCs na Lapa, no Rio de Janeiro (RJ), em 2003. Em meio a sua história com a música, Ret também se formou em jornalismo na faculdade FACHA. Em 2009, Ret lançou o álbum “Numa Margem Distante”. Em 2012, com o lançamento do álbum “Vivaz”, o single “Neurótico de Guerra” fez bastante sucesso, levando Ret a ter destaque em programas da MTV e do Multishow. Em setembro de 2015, lançou seu terceiro álbum, chamado “Revel”, com o qual atingiu mais de 3 milhões exemplares vendidos e milhares de downloads por todo o país. O quarto álbum, “Ajudaz”, foi lançado em 2018 e dele destaca-se o single “A Libertina”. Em 2021, o álbum “Imaterial” foi lançado e conta com participações de outros grandes nomes do gênero, como L7NNON e Orochi. Porém, o que realmente chamou a atenção, foi o estrondoso sucesso “LUME”, o sexto álbum do rapper. Ret se tornou o primeiro artista nacional a lançar um Enhanced Álbum no Spotify. Com esse formato, os fãs conseguem acompanhar comentários do próprio cantor e vídeos sobre cada uma das faixas. O disco também não desapontou quando se fala de parcerias. Nele você encontra Anitta, MC Poze do Rodo, Caio Luccas, Kayuá, MC Maneirinho, MC Cabelinho, L7NNON e Mc Hariel. Ret é considerado hoje um dos maiores rappers do Brasil.
MC Cabelinho
Criado na Zona Sul do Rio de Janeiro, mais especificamente das comunidades do Pavão-Pavãozinho e Canta Galo, Victor Hugo Oliveira do Nascimento iniciou sua luta em 2011, criando funk para os bondes desses locais. Seu nome artístico, Cabelinho, só foi criado em 2012 com a ajuda de um amigo DJ. Junto com seu nome novo, também a certeza do que queria fazer. “Geral me conhecia de Vitinho, e daí virei o MC Vitinho. Em 2012, decidi que queria viver de música e caí pra dentro. Conversando com um amigo DJ, ele me disse que tinha que trocar de nome, porque já tinha um MC Vitinho na pista. Eu tinha cabelo arrepiado, usava bastante gel e daí acabou ficando Cabelinho”. O ano de 2016 foi o ano da virada para o MC Cabelinho. Seu primeiro estouro foi “Morrão tá Lindo” que retrata o cotidiano da quebrada. Aliás, foi com essa temática que o MC Cabelinho criou sua marca. Depois, ele lançou “Toda Hora” e “Voz do Coração”. Em seguida veio “Zona Sul”, com a produção da KondZilla do seu clipe, contando com mais de 10 milhões de visualizações. Cabelinho é cantor e compositor, e sempre cita em suas músicas a rotina da quebrada, até mesmo quando suas canções têm uma pegada romântica.
MC Cabelinho também á ator e participou da última novela das 19h na Globo, como Hugo, em Vai na Fé.
Orochi
O cantor, que começou aos 14 anos a percorrer o circuito de batalhas de rap, fez seu nome organicamente nas rodas culturais. Atualmente, conta com 4,5 milhões de seguidores no Instagram e mais de 1 bilhão de visualizações em suas músicas no YouTube. Natural de São Gonçalo (RJ), ficou conhecido na batalha do tanque, perto de onde morava. O jovem acumulou 21 vitórias consecutivas naquele espaço. Em 2015, defendendo sua cidade, conquistou o título máximo do freestyle no Campeonato Nacional, que aconteceu em Belo Horizonte (MG). Nessa época, Orochi também era integrante do grupo de rap Modéstia Parte. Emplacou hits como “Te encontrar”, “Cálices” e “Goles perdidos”, somando mais de 100 milhões de visualizações no YouTube. Em 2018 lançou o EP Trip, em 2020, seu primeiro álbum, “Celebridade”, em 2022 o álbum “Lobo” e, em 2023, o álbum “VidaC Cara”. Com sua produtora Mainstreet Records, fundada em 2020, ele consegue tornar o sonho de outros jovens negros da periferia possível na cena do rap.
Chefin
Nascido e criado na favela da Vila Kenedy, do Rio de Janeiro (RJ), Chefin despontou na cena do trap nacional em 2021 com o lançamento do projeto “Invejoso”, do Distrito 20. Com apenas 18 anos, o jovem rapper se tornou sensação das mídias sociais em sua estreia pela Mainstreet Records com o hit “212”, que alcançou o quarto lugar da Billboard Brasil. O músico é um artista versátil, que traz em suas letras temas como ostentação, festas e vivências nas comunidades do RJ. Chefin já sonhava em ser cantor desde muito novo, considerando Orochi, Djonga e Filipe Ret suas grandes inspirações. Construiu sua carreira sem grandes investimentos, sendo abraçado pelas redes sociais e criando uma forte conexão com seus fãs. Outros de seus trabalhos conhecidos são a música “Deus é o Meu Guia”, “Historinha” e “2step”, com Ed Sheeran. Em 2022, o rapper lançou seu álbum de estreia, “Nova Era” e foi vencedor do prêmio MTV Millennial Awards 2022 na categoria “Trap na cena”.
Cultura
Centro de Cultura Ordovás celebra 25 anos com semana de programação cultural
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14 horas atrásem
06/10/2026
De 6 a 10 de outubro, atividades gratuitas marcam o aniversário do espaço com cinema, exposições, música, oficinas, performances e feira.
O Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho completa 25 anos e celebra a data com uma programação especial de 6 a 10 de outubro. Durante cinco dias, diferentes espaços do Ordovás recebem atividades de cinema, artes visuais, literatura, música, oficinas e performances, além da Feira de Primavera. A programação é gratuita e reúne atrações que ajudam a contar a história do Centro de Cultura e mostram a diversidade artística que ocupa o espaço atualmente.
A programação começa nesta terça-feira (06/10), às 19h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia, com a exibição de documentários, entre eles Lanceiros Negros. Na sequência, haverá um bate-papo com Claudia Fin, Lucila Guedes de Oliveira e Cléver dos Santos, com mediação de Diego Lunelli.
Na quarta-feira (07/10), três exposições entram em cartaz: “FENDA: um manifesto polifônico”, do coletivo FENDA; “Território Comum”, com obras do AMARP; e “Cores, Luzes, Fantasmas”, de Isabelle Baiocco. A programação também inclui uma oficina de mixagem do LABMAIS SESC, a partir das 18h, com vagas para os 15 primeiros inscritos. Às 19h, o palco do Zarabatana recebe uma edição do Nosso Sarau.
Na quinta-feira (08/10), o AMARP de Portas Abertas possibilita ao público conhecer o acervo, com visitação gratuita e vagas limitadas por horário, mediante inscrição prévia. À noite, a música ganha espaço com a Noite dos Coros, às 18h30, na Sala de Teatro Valentim Lazzarotto, reunindo o Coro Infanto-Juvenil, Coro Municipal, Coro Sênior e Ordovás (En)canto. Às 20h30, a Banda Merlot se apresenta no palco do Zarabatana.
Aniversário de 25 anos
A sexta-feira (09/10), data que marca os 25 anos da inauguração do Centro de Cultura, concentra parte da programação comemorativa. As atividades começam às 17h30, no palco do Zarabatana, com o protocolo de aniversário, momento de parabéns e apresentação da Escola Preparatória de Dança (EPD).
Às 18h começa o bate-papo “Memórias em movimento”, um encontro dedicado às histórias e experiências que atravessaram o Ordovás ao longo desses 25 anos. Participam Maysa Stedile, Natália Bianchi, Tadiane Tronca, Marcelo Mugnol e Rodrigo Lopes, trazendo diferentes olhares e momentos da trajetória do espaço. Às 20h a Oficina de Choro da Serra Gaúcha encerra a programação da noite.
Também na sexta-feira ocorre a oficina “Na borda do imaginário feminino: colagem e bordado expandido”. As inscrições seguem até 8 de outubro pelo site artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Sábado de Feira de Primavera e música
A programação de aniversário continua no sábado (10/10) com a Feira de Primavera, das 14h às 19h, no pátio do Centro de Cultura. Às 16h a Desorkestra Montanhosa se apresenta acompanhada de uma intervenção circense com aéreos do Grupo GentEncena, coordenado por Roberty Flores. Às 16h30 a Fluência Casa Hip Hop apresenta Breaking com Vitória França Rodrigues e Leonardo Britto. Na sequência, às 17h30, sobem ao palco Os Guri da Catequese. A semana comemorativa termina às 20h, no palco do Zarabatana, com o show da Banda Kelvin – Especial 10 Anos.
Com 25 anos de história, o Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho segue como ponto de encontro de artistas, produtores, coletivos e público. A programação comemorativa revisita essa trajetória e reúne diferentes gerações e linguagens que fizeram e continuam fazendo parte da vida do espaço.
A programação comemorativa dos 25 anos do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho conta com o apoio de Altus Dog Carol, Viking Gastronomia para Eventos, Vagão do Monge, Brechó e Lojinha Gaia, Sesc, Vinícola Pagliosa, Sicredi e Doceria Schmidt.
Inscrições:
Oficina de mixagem LABMAIS SESC: vagas limitadas a 15 inscritos. Formulário: forms.gle/SJ7oz5NBF1HxaB2w7
AMARP de Portas Abertas: vagas limitadas por horário. Inscrições até 7 de outubro em artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Oficina “Na borda do imaginário feminino: colagem e bordado expandido”: inscrições até 8 de outubro em artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Cultura
Primeiro fim de semana da Feira vende 7.124 livros e teve público de 29 mil pessoas
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2 dias atrásem
05/10/2026
O primeiro fim de semana da 42ª Feira do Livro começou bem. 7.124 livros vendidos no primeiro final de semana da Feira do Livro de Caxias do Sul, que registrou um ótimo movimento na Praça Dante Alighieri com o registro da venda de 7.124 livros e um público circulante de 29 mil pessoas segundo a organização. A programação mobilizou o público a participar das atividades sexta-sábado e domingo.
Depois da abertura oficial na sexta, incluindo show da dupla Kleiton e Kledir com a Orquestra municipal de Sopros, no sábado teve muitas apresentações de dança, atrações musicais, contações de e, no final da tarde, o bate-papo Praça em Prosa e Verso, com a poeta Angélica Freitas e a Patrona Adriane Antunes. O dia foi marcado pela realização da oficina de confecções de cartões da paz com a Amiga do Livro Alexandra Faccio, a Teca. Também foram lançados livros em Talian e filó na língua. Na Rua Montaury, teve apresentação do Grupo Ueba, com o espetáculo “O Cavaleiro e o Dragão”.
Já o domingo reservou dois bate-papos importantes como o “A arte de inventar histórias, com os escritores Jonas Picoli e Guilherme Karsten. Mas, antes disso, o público lotou a Praça Date para assistir às apresentações do Dança na Feira com o Conjunto de Projeções Folclóricas Tio Xico, que teve audiodescrição. O Palco Principal voltou a ser atração com a realização do bate-papo “A leitura como poética de uma revolução interior, com o escritor Jéferson Tenório, mediado pela escritora Lilian Rocha, com linguagens de Libras.
Tenório destacou, dentre tantas reflexões, que precisamos acreditar na cultura, no livro e na ciência, que “foi isso que nos fez chegar até aqui”. Para as novas gerações, destacou que “se você tem 20 e poucos anos e chega no livro com essa perspectiva de aprender algo importante sobre a vida seria o ideal, mas que pena que a gente só se conta disso quando já passou a juventude e a isso você chega nos livros querendo algo”. A escritora Lilian Rocha destacou que “é importante ter uma preparação para a leitura nas idades dos sete aos dez anos feita nas escolas”. Mas depois na fase de adolescência, tem tantas outras mídias que encantad oras que atraem esses possíveis leitores.
Ela provocou Jeferson, que também é professor, a dar sugestões sobre a questão: “Eu tive a oportunidade de acompanhar duas turmas em oitos anos de professor, da terceira série até o Ensino Médio e fui vendo as transformações que foram acontecendo. Até o nono ano era uma maravilha. Trabalharam Livro, Literatura. Quando chegava o nono ano, não sei o que acontecia com eles, que pareciam outras pessoas. E eu até brincava, a partir da Metáfora da Caverna, do Platão, no primeiro ano eles estavam na Caverna, sem enxergar nada, que no segundo, eles começam a ver que tem algo ali, e no Terceiro, é quando saem da Caverna e, no Terceiro Ano, começam a pe rceber que tem algo diferente. É bastante desafiador, pra essa faixa etária, vai de Mangá a Dostoievski. O conselho que daria é que não ter fórmula para gostar de ler, mas você pode e deve dizer que os livros estão à disposição e a escola tem o dever de fazer isso. A luta com o livro digital é também um desafio pois, e fato, há um roubo de atenção dos adolescentes e nossa também. O livro pressupõe outras habilidades, que não é passiva, ela precisa da imaginação para que o mundo funcione. E tenho a impressão é de que estamos imaginando cada vez menos”.
Com o tema “Praça em Prosa e Verso”, homenageando os 120 anos de Mario Quintana, a Feira do Livro vai até 18 de outubro. Nesta edição, o público encontra 24 bancas, sendo 18 do setor geral e seis infanto-juvenis. O público poderá comprar livros contando com o tradicional desconto de 20% sobre o valor.
Cultura
Exposição “Marcas: nossas vozes contam histórias” leva grafite de adolescentes do Centro Educativo Murialdo ao Museu Municipal de Caxias doSul
Publicado em
1 semana atrásem
29/09/2026
Mostra reúne obras produzidas por 11 adolescentes e busca transformar experiências,
sentimentos e histórias em arte.
Uma parede pode ser apenas uma parede, até que alguém encontre nela espaço para dizer
aquilo que, por muito tempo, não pôde ser dito. É a partir dessa perspectiva que nasce a
exposição “Marcas: nossas vozes contam histórias”, que será aberta no dia 9 de outubro, no
Museu Municipal de Caxias do Sul. Com entrada gratuita e aberta ao público de 13 de
outubro a 13 de novembro, a mostra reúne obras produzidas por 11 adolescentes, com
idades entre 12 e 15 anos, atendidos pelo Centro Educativo Murialdo (CEM).
Com curadoria de Amanda Lopes, educadora social do CEM, professora de dança e grafite, a
exposição apresenta trabalhos desenvolvidos pelos adolescentes ao longo de um projeto
que utiliza a arte como ferramenta de expressão, diálogo e protagonismo. Por meio de telas,
desenhos, latas e diferentes possibilidades do grafite, os jovens são convidados a
transformar vivências e sentimentos em criação artística.
Para a educanda Manuela Bachin de Quadros, 15 anos, a experiência já traz aprendizados
que ultrapassam o desenvolvimento das obras.
“Essa exposição de grafite está me ajudando a trabalhar mais em equipe,
desenvolvendo várias coisas, e eu consigo demonstrar sentimentos e dores
através de telas, desenhos, latas.”
Manuela conta que nunca havia participado de um projeto semelhante e que a proposta
apresentada pela educadora Amanda despertou seu interesse desde o início. Ao longo do
processo, ela também percebeu algo novo sobre si mesma. “Eu descobri que, se eu me
esforço muito, eu sou capaz de fazer tudo que eu quero. Tipo, tudo mesmo!”, enfatiza
Manuela.
Segundo Amanda, o envolvimento dos adolescentes com a proposta foi imediato. Mais do
que produzir as obras, eles passaram a encontrar na arte uma forma de compartilhar
sentimentos e aspectos de suas histórias que nem sempre conseguem expressar por meio
das palavras.
“Eles amaram! Eu nunca vi eles tão animados para fazer algo assim. Eles se
envolveram demais, se ajudam quando precisa, e a gente conseguiu tirar muita
coisa deles, coisas que às vezes a gente nem sabe. A exposição vai falar sobre essas dores deles também, e coisas que às vezes eles não conseguem falar.
Então, através da arte, eles conseguem se expressar muito”, relata a educadora.
Ela também destaca que o projeto contribui para que os adolescentes reconheçam seus
próprios talentos e percebam a arte como uma possibilidade para o futuro.
“Eu friso muito para eles que eles são o futuro. O que eles plantarem agora é a
oportunidade deles amanhã. A arte também é uma oportunidade e, quando
eles se envolvem mais, percebem que isso pode ser um futuro para eles.”
Arte que deixa marcas
O conceito da exposição parte justamente da ideia de que uma marca é muito mais do que
tinta, traço, cor ou grafite. É presença, identidade, memória e voz.
Cada obra nasce de uma vivência, de um olhar e de uma história que merece ser vista e
escutada. Nas cores e nos traços, os adolescentes transformam sentimentos em arte,
experiências em expressão e silêncios em palavras.
Assim, o grafite ultrapassa os muros e ocupa novos espaços, afirmando a presença de quem
cria, questiona, sonha e encontra na arte uma forma de existir, resistir e deixar sua marca no
mundo.
A exposição também representa uma oportunidade de dar visibilidade às vozes dos
adolescentes e reconhecê-los como protagonistas de suas próprias histórias.
“Marcas: nossas vozes contam histórias” foi realizada pelo Centro Educativo Murialdo e
contou com parcerias da Uniftec, do Projeto Favelar e apoio da Secretaria Municipal da
Cultura. O Projeto Favelar participou da produção e orientação de uma das obras da
exposição, incluindo o letreiro que dá nome à mostra. Já a Uniftec, por meio dos estudantes
do curso de Gastronomia, será responsável pelo coquetel da abertura, que reunirá
convidados, familiares e os jovens artistas.
A abertura da exposição ocorre no dia 9 de outubro, no Museu Municipal de Caxias do Sul,
em evento para convidados. A partir da abertura, a mostra será gratuita e aberta ao público.
Sobre o Centro Educativo Murialdo
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Centro Educativo Murialdo
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é uma importante ação da
Política de Assistência Social que busca promover o desenvolvimento integral de crianças e
adolescentes por meio de atividades socioeducativas, culturais, esportivas e de convivência.
No Centro Educativo Murialdo, o trabalho desenvolvido vai muito além das oficinas. Nossa
equipe é composta por profissionais comprometidos com o acolhimento, a escuta, a
proteção e o desenvolvimento das potencialidades de cada participante. Por meio de um
acompanhamento contínuo, são promovidas ações que fortalecem os vínculos familiares e
comunitários, incentivam a participação social e contribuem para a construção de projetos
de vida.
As atividades são planejadas de acordo com as faixas etárias e com as necessidades
observadas nos grupos, abordando temas como convivência, cidadania, direitos humanos,
cultura, educação, saúde, meio ambiente, mundo do trabalho, protagonismo juvenil e
desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Através de rodas de conversa, projetos temáticos, oficinas, passeios educativos, momentos
de acolhida e ações comunitárias, buscamos proporcionar experiências significativas que
favoreçam o respeito, a cooperação, a autonomia, a responsabilidade e a valorização das
diferenças.
Nosso objetivo é oferecer um espaço seguro, acolhedor e estimulante, onde crianças e
adolescentes possam aprender, conviver, desenvolver seus talentos e fortalecer sua
confiança para enfrentar os desafios da vida, sempre em parceria com suas famílias e com a
comunidade.
Acreditamos que cada criança e adolescente possui potencialidades únicas e que, por meio
do cuidado, da convivência e das oportunidades oferecidas, é possível construir trajetórias
mais saudáveis, participativas e cheias de possibilidades para o futuro.
Sindicato dos Metalúrgicos e Simecs regulamentam proibição do uso de câmeras nas linhas de produção das fábricas
Eleições 2026: o que pode e o que não pode no dia da votação
Garantida a construção do novo telhado do Hemocentro Regional
Linha T2 do transporte coletivo inicia na segunda-feira
Primeiro fim de semana da Feira vende 7.124 livros e teve público de 29 mil pessoas
Centro de Cultura Ordovás celebra 25 anos com semana de programação cultural
Caxias do Sul migrará para o Ambiente Nacional de Emissão da NFS-e
Primeiro fim de semana da Feira vende 7.124 livros e teve público de 29 mil pessoas
Eleitor que faltou ao primeiro turno pode votar no segundo
