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Deputada Federal Denise Pessôa avalia positivamente visita do MEC ao Campus 8 como possível sede para receber extensão da UFRGS na Serra

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Depois da inspeção ao prédio, Denise e o deputado estadual Pepe Vargas (PT) promoveram uma conversa entre representantes do Ministério da Educação, da Universidade Federal, entidades e lideranças

A deputada federal Denise Pessôa (PT/RS) e o deputado estadual Pepe Vargas (PT) acompanharam a visita do Ministério da Educação (MEC) ao Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS), nesta segunda-feira (29). A comitiva era formada pelo Secretário-Executivo do MEC, Gregório Durlo Grisa, e Amilton de Moura Figueiredo, representante do MEC no RS em razão das enchentes, e pelo vice-reitor eleito pela UFRGS, Pedro de Almeida Costa, representando a reitora eleita, Márcia Barbosa. A equipe foi recebida pelo reitor da UCS Gelson Rech, pelo procurador da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), Maurício Gravina e pela diretora do Campus 8, Doris Baldissera. Rech foi quem conduziu a visita. 

O objetivo foi avaliar a viabilidade do local para sediar a extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na região. A visita começou pela sala da direção, seguiu pelo Ateliê de Artes, salas de aula e espaço de convivência, lanchonete e em seguida ao diretório acadêmico e ao auditório. Na sequência, a comitiva foi até os dormitórios no andar superior e ao Instituto Bruno Segalla, encerrando na biblioteca.

“A gente ficou muito feliz com a visita porque é mais um avanço para colocar a nossa universidade federal de pé. A estrutura do Campus 8 já está pronta e é adequada. Eu acredito que, para o início, comportaria muito bem, até porque também tem a possibilidade de ampliação de área construtiva. Hoje tem em torno de 12 mil metros construídos e ainda tem um projeto para a ampliação de quase 9 mil metros, então ele pode ainda comportar mais uma ampliação de área para receber um número ainda maior de alunos”, afirma a deputada Denise.

Pepe relembrou toda a luta de diversas lideranças da Serra para tirar esse sonho do papel até a confirmação da instalação da universidade, anunciada pelo governo Lula, em 10 de junho. Ele lembrou que, no ano passado, a população do Nordeste Gaúcho participou do Plano Plurianual Participativo do Governo Federal, com a proposta de implantação de uma Universidade Federal na região. 

“Essa é mais uma etapa desse projeto construído a muitas mãos, uma luta coletiva. Estamos ansiosos para ver os estudantes realmente com acesso à educação de qualidade e gratuita, e visando o avanço do ensino superior em Caxias e na nossa região”, defende ele. 

Grisa, por sua vez, explica que a parte técnica será avaliada pela nova gestão da UFRGS, eleita recentemente.

“Do ponto de vista pessoal, a minha impressão é muito positiva. Trata-se de um espaço excelente, consolidado, que está numa região que congrega inclusive outros municípios, além de Caxias do Sul. Parece ser um espaço muito adequado para dar o start, vamos dizer assim, para a implantação de um campus da Federal do Rio Grande do Sul”, explica o secretário-executivo. 

Ele também reforça que, com uma eventual aquisição, é evidente que “a tendência é que a Universidade Federal comece a funcionar mais rápido que uma eventual construção do zero. A aquisição de prédios em bom estado e com boa condição é uma prioridade, porque a gente olha para o estudante e isso faz com que a matrícula seja mais rápida. Então, o nosso foco é garantir a educação pública gratuita de qualidade e com cursos com boa capacidade de empregabilidade”, complementa ele.

Já o vice-reitor eleito pela UFRGS, Pedro de Almeida Costa, ressalta que “a nossa presença na visita é uma sinalização da nova administração e uma acolhida a essa demanda da região da Serra. É um compromisso da Universidade Federal ser parceira do MEC e da comunidade serrana no sentido de retomar essa proposta de implantação e, com o PAC, torna viável ser uma extensão da UFRGS. A gente sai com uma impressão muito boa da acolhida, do espaço e, especialmente, da mobilização da comunidade que comprou essa ideia”. 

Também acompanharam a visita a vereadora Rose Frigeri, presidente da Frente Parlamentar sobre a universidade na Câmara de Caxias, o vereador de Nova Prata, Gilmar Peruzzo, que preside o Parlamento Regional, e o vereador Juliano Baumgarten, representante do Comitê Pró-Universidade, de Farroupilha, além de outras autoridades da UCS. Depois da inspeção ao prédio, Denise e Pepe promoveram uma conversa entre os representantes do MEC e da UFRGS com entidades representativas dos estudantes e lideranças da Serra.

Créditos: Mariana Ávila 

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Revisão do Plano Diretor terá palestra sobre a transformação de Medellín

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Encontro aberto à comunidade será realizado no dia 4 de novembro, na Fundação Marcopolo.

A Comissão Organizadora da Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) de Caxias do Sul, em parceria com a Fundação Marcopolo, promove no próximo dia 4 de novembro, às 8h30, um encontro sobre a experiência de transformação urbana de Medellín, na Colômbia.

A palestra “A transformação de Medellín: inovação social, resiliência, mobilidade e planejamento urbano” será conduzida por Santiago Uribe Rocha e Jean‑Edouard Tromme. Eles compartilharão aprendizados sobre planejamento territorial, mobilidade urbana, inclusão social, inovação e resiliência.

A experiência de Medellín oferece referências para o debate sobre o futuro das cidades e contribui para as discussões da revisão do Plano Diretor de Caxias do Sul.

O encontro será na Biblioteca Parque da Fundação Marcopolo, na Rua Pinheiro Machado, 410, bairro Nossa Senhora de Lourdes. É aberto à comunidade e não exige inscrição prévia.

Este é o quatro encontro sobre a Revisão do PDDI. O primeiro foi realizado na Câmara Municipal, o segundo no Ministério Público e o terceiro na OAB Caxias. Já foram explanadas experiências de Curitiba/PR, de Porto Alegre/RS e  sobre Instrumentos Jurídico-Urbanísticos.

A Comissão Organizadora é composta pela Prefeitura de Caxias do Sul, Câmara de Vereadores, CIC, Sinduscon, Seaaq, OAB, UAB e Conseplan.

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Sala Lilás reforça rede de proteção e acolhimento a mulheres vítimas de violência

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Atendimentos na defesa dos direitos são realizados visando ao acolhimento e ao encaminhamento às políticas públicas.

A Sala Lilás, inaugurada há cinco meses no Centro Especializado de Saúde (CES), segue com os atendimentos encaminhando as mulheres para os serviços de saúde. O local foi inaugurado em 18 de maio de 2026, integrando o Ambulatório da Mulher Justina Onzi com uma estratégia de saúde para o atendimento de mulheres vítimas de violência, focando o cuidado de profissionais na área de psicologia e assistência social. O objetivo é garantir o acesso à política de saúde, em especial, à psicoterapia, com maior agilidade e discrição, priorizando as demandas em saúde e evitando a revitimização das usuárias.

Conforme ajuste inicial feito entre os responsáveis pela Rede de Proteção da Mulher do Município, o fluxo de atendimento na Sala Lilás iniciou com o encaminhamento de 39 usuárias referenciadas ao Centro de Referência da Mulher (CRM). Destas, 14 já estão recebendo o atendimento psicoterápico individual e outras 16 estão sendo atendidas pela assistente social. A ideia agora é, a partir do levantamento de demandas e estudo pormenorizado de cada caso, implementar um plano de cuidado individual em saúde contando com o suporte de serviços de Atenção Primária (UBS e e-Multi), Odontologia (CEO), Saúde Mental (CAIS Mental e CAPS), conforme a necessidade de cada uma.

Há também a ideia de formar, na Sala Lilás, Grupos de Apoio Mútuo e/ou Grupos Psicoeducativos e Informativos, abordando temas como ciclo da violência, autonomia, saúde da mulher e autocuidado.

“A relevância deste trabalho é reforçada por dados da rede de proteção local. Informações colhidas após recentes episódios de feminicídios no Município indicavam que, muitas vezes, as vítimas não haviam passado por serviços de suporte ou saúde antes dos eventos fatais. Este dado corrobora a importância da Sala Lilás: estratégias de amparo e intervenção precoce são, comprovadamente, ferramentas capazes de salvar vidas”, ressalta a médica Vanusa Prestes Perini, coordenadora-técnica do local.

O que é: a Sala Lilás é um espaço físico humanizado, reservado e seguro implantado em delegacias, institutos médico-legais (IMLs), defensorias públicas, unidades de saúde do SUS e órgãos de justiça, com o objetivo de acolher, orientar e proteger mulheres e meninas em situação de violência de gênero. Integra a politica do Ministério da Saúde desde 2024, como parte do Programa Mínimo das necessidades das UBSs e Atenção Especializada.

Encaminhamento pela Atenção Primária: a mulher que necessita do atendimento especializado deve passar inicialmente por uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Caxias do Sul. Os profissionais das UBSs realizam a identificação ou o primeiro acolhimento e fazem o encaminhamento oficial para o serviço especializado.

Ambiente reservado e protegido: ao chegar ao Ambulatório, a paciente é direcionada à Sala Lilás, um local planejado para garantir que ela não fique exposta em saguões ou corredores comuns.

Atendimento multiprofissional: a estrutura conta com uma equipe qualificada com médicos ginecologistas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais para prestar suporte físico e emocional em momentos de extrema vulnerabilidade.

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Sindicato dos Metalúrgicos celebra primeira redução total de jornada em fábrica de Caxias do Sul

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A direção do Sindicato dos Metalúrgicos participou, na tarde desta terça-feira (20), de um momento histórico na garantia dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da metalurgia de Caxias do Sul. A Pana (antiga Panatlântica) é a pioneira no cumprimento antecipado da integralidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, no setor na cidade.

O presidente do Sindicato, Paulo Andrade; e o diretor de Imprensa e Divulgação, Júnior Almeida, estiveram presentes à apresentação e votação da proposta pelos funcionários. A reunião ocorreu após contato da direção da empresa com a entidade sindical, propondo a adequação total imediata da jornada de trabalho.

Com a aprovação da maioria dos metalúrgicos e metalúrgicas da empresa, a partir do dia 03 de novembro, a nova jornada diurna que, atualmente, é das 07h30 às 17h18 vai encerrar às 16h20. Já a noturna, que vai das 17h18 às 02h33, passará para o período 16h20 às 0h45. Também foi aprovada a redução do intervalo de 1h para 50min.

Assim como estabelece a nova lei, a adequação não vai acarretar a redução dos salários dos funcionários. A direção do Sindicato celebra a iniciativa pioneira da direção da Pana. 

“Quando falamos na redução da jornada de trabalho, havia uma espécie de manipulação até mesmo pela mídia (fake news) de que a PEC traria prejuízo aos trabalhadores, principalmente, que haveria a redução dos salários. Entretanto, a lei foi aprovada e a Pana é a primeira empresa a cumprir a legislação sem reduzir os salários dos trabalhadores e trabalhadoras. Que o exemplo da Pana se estenda às demais metalúrgicas. O Sindicato dos Metalúrgicos, mais uma vez, fazendo história na luta pelos direitos da nossa categoria”, afirma Paulo Andrade.

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