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Cultura

Caxias Soul Duetos 2024 traz shows inéditos e gratuitos, de quinta a domingo em Caxias

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Shows ocorrem na Praça Dante Alighieri

A quarta edição do Caxias Soul Duetos, circuito de arte e música, é marcada por shows, atividades de capacitação em diversas áreas e a inclusão das artes cênicas na programação como novidade. Com alguns eventos já realizados em outubro seguindo até 28 de novembro, a ação é referência no cenário cultural da cidade por reunir artistas locais e nacionais em uma programação que busca descentralizar a música e ocupá-la em novos espaços.

Entre as principais atrações estão shows gratuitos de bandas e músicos com diferentes estilos mostrando suas músicas autorais e também, ao final, promovendo encontros inéditos entre si com jam sessions. As próximas atrações ocorrerão a partir do dia 14 de novembro, sempre a partir das 19h30, na Praça Dante Alighieri, no coração de Caxias do Sul (RS).

Na quinta-feira, dia 14 de novembro, as apresentações serão das cantoras Tatiéli Bueno, com sua música regional gaúcha urbana, trazendo influências da música latino-americana e MPB, e da porto-alegrense Tati Portella, ex-vocalista da Chimarruts, com canções de reggae. A noite terá abertura com o esquete teatral “O Circo da Rarley”, com a atriz Odelta Simonetti, complementando o line-up exclusivamente feminino.

Na sexta-feira, dia 15, após abertura com o bonequeiro Nelson Haas com o espetáculo “Gaúchos”, será a vez das apresentações de Yangos, referência na música instrumental sul-brasileira com presença de ritmos como milonga e chamamé, e Poetas e Boêmios, trazendo seu pop rock diretamente da cidade de Vacaria (RS).

No sábado, dia 16, Os Bardos da Pangeia, de Bento Gonçalves (RS), com seu rock “sem rótulos, de pés firmemente plantados nas nuvens”, dividirá o palco com o show UltraKids, projeto especial da banda Ultramen para crianças, com clássicos da discografia da banda e releituras de conhecidas canções infantis.

O último dia de apresentações, domingo, 17 de novembro, contará com o rock alternativo misturado às influências do folk brasileiro da Bob ShuT, de Caxias do Sul, e DeFalla, clássica e visionária banda do rock gaúcho, formada em 1985 em Porto Alegre, com influências do pós-punk, porém transitando por diversos estilos durante a carreira.

Durante os shows, a Praça Dante também receberá uma feira econômica criativa com expositores da região e praça de alimentação. Ainda, no dia 14 de novembro, o artista visual Gustavo Gomes estará customizando peças para distribuição gratuita de lembranças ao público, deixando um legado para as próximas edições.

Contrapartidas para a comunidade

Entre as atrações gratuitas voltadas para capacitação, estão workshops, cursos e palestras ministrados por diversos profissionais sobre suas áreas de atuação. Um deles será na quarta-feira, dia 13 de novembro, no Sesc Caxias do Sul, com o guitarrista caxiense Sasha Z e Márcio Petracco, multi-instrumentista, cantor e compositor de Porto Alegre, que fez parte de bandas como TNT e Cowboys Espirituais. Atualmente, toca no Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense, Tenente Cascavel e Graxelos.

Ainda, serão realizadas uma palestra com Sandro Roncatto, que possui mais de 20 anos de atuação no mercado de produção musical e executiva, na terça-feira, dia 19 de novembro; curso com o visagista, produtor e diretor criativo Pepe Pessoa nos dias 20 e 21 de novembro (quarta-feira e quinta-feira); palestra com o advogado e pesquisados Mousés Stumpf na terça-feira, dia 26 de novembro; palestra com Ilton Carangacci, que atua na área de agenciamento de carreiras artísticas e produção de eventos, na quarta-feira, dia 27 de novembro; e workshop com Zé Natálio, produtor musical e baixista da banda Papas da Língua, na quinta-feira, dia 28 de novembro.

4º Caxias Soul Duetos

Criado em 2014, com edições também em 2015 e 2017, o projeto busca apresentar a renovação do circuito musical por meio da ocupação de espaços públicos, da formação de novas plateias e da promoção de parcerias entre músicos locais e nacionais. O “Soul” do título remete ao encontro da música com a alma, tendo o palco como ponto de convergência.

A edição de 2024 teve novidades. Entre as ações já realizadas em outubro, estão uma oficina de iluminação cênica, com o designer Osvaldo Perrenoud, que reuniu cerca de 50 pessoas em duas turmas com lotação esgotada. Outra foi uma apresentação teatral que juntou os trabalhos da atriz Odelta Simonetti, com sua palhaça na peça “O Circo da Rarley”, e do bonequeiro, ator e diretor Nelson Haas, que criou especialmente para a ocasião o “Soul Bonecos da Montanha”, com esquetes utilizando diversas técnicas de manipulação e variados estilos musicais. Os artistas entrelaçaram suas habilidades e talentos, proporcionando um momento singular de diálogo entre eles.

Para o idealizador do Caxias Soul Duetos, Jorge de Jesus, esse modelo de circuito musical promove a divulgação da expressão artística local, com a curadoria sempre atenta a novidades e sugestões atrativas para as parcerias nos duetos. “A ideia é oferecer uma agenda diversificada, variada e inédita, com atrações especiais. Repaginamos o evento para ampliar, consolidar e aprimorar o diálogo entre diferentes áreas culturais, gerando trabalho e renda para a classe artística, além de proporcionar experiências estéticas e artísticas”, afirma. Para ele, isso possibilita o surgimento de impacto econômico positivo na cadeia cultural, atingindo um grande número de profissionais e colaboradores. O projeto terá uma segunda fase em 2025, com workshops e outras atividades.

O Caxias Soul Duetos é realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, com financiamento do Pró-Cultura RS do Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Secretaria da Cultura e Lei Paulo Gustavo do Ministério da Cultura. O Apoio Cultural é da Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, e Fecomércio RS – SESC. Realização: Volume Um Produtora. Apoio: Hotel Swan Caxias do Sul.

De Falla será atração no Caxias Soul Duetos. Crédito: Fernanda Chemale/ Divulgação

Confira a programação:

Dia 13/11: Workshop com Sasha Z e Márcio Petracco, às 19h30, no Sesc Caxias do Sul

Dia 14/11: Shows de Tatiéli Bueno + Tati Portella, a partir das 19h30, na Praça Dante Alighieri

Dia 15/11: Shows de Yangos + Poetas e Boêmios, a partir das 19h30, na Praça Dante Alighieri

Dia 16/11: Shows de Os Bardos da Pangeia + UltraKids, a partir das 19h30, na Praça Dante Alighieri

Dia 17/11: Shows de Bob ShuT + DeFalla, a partir das 19h30, na Praça Dante Alighieri

Dia 19/11: Palestra com Sandro Roncatto, às 19h30, na FSG

Dias 20 e 21/11: Curso com Pepe Pessoa, às 19h30, no Sesc Caxias do Sul

Dia 26/11: Palestra com Mousés Stumpf, às 20h, na FSG

Dia 27/11: Palestra com Ilton Carangacci, às 20h, na FSG

Dia 28/11: Workshop com Zé Natálio, às 19h30, na Escola de Música da UCS, em Caxias do Sul

Saiba mais sobre os artistas:

Bob ShuT

Formada na cidade de Caxias do Sul (RS), nas frias montanhas da serra gaúcha, a Bob ShuT se mantém aquecida desde 2005, colecionando críticas positivas com seus álbuns e shows. Atualmente, com sua formação original com Douglas Trancoso (Voz e baixo), Juliano Mengatto (voz e bateria) e Leonardo Vivan (guitarra), contam com dois álbuns de estúdio: Bob ShuT (2009) e II (2013), totalmente independentes e financiados pelo Financiarte (Financiamento da Arte e Cultura de Caxias do Sul).

Inspirados no rock alternativo dos anos 90, misturado às influências do folk brasileiro, a Bob ShuT apresenta letras positivas, existencialismo e um som interiorano atípico para bandas de Rock. A banda já promoveu turnês passando pelo Norte, Nordeste e Sul do Brasil, além de apresentações em festivais como Las Palmeras Fiesta del Sonido (Uruguai), El Mapa de Todos, Noite Senhor F, Grito Rock, TOME (Tocantins Música Expressa), Tendencies Rock Festival (TO), Festival Brasileiro de Música de Rua, entre outros.

DeFalla

Influente e cultuada banda brasileira de rock, formou-se em Porto Alegre (RS) em 1985, sob influências do pós-punk, mas durante sua longa carreira transitou por diversos estilos, como hard rock, hip-hop, heavy metal, rap, eletrônica, funk, hardcore, glam rock, mpb, samba e jazz, entre outros. Considerado muito à frente de seu tempo, o DeFalla quebrou paradigmas e abriu espaço para toda uma geração de músicos e bandas, como Raimundos, Chico Science&Nação Zumbi, Pavilhão 9, Ultramen, Charlie Brown Jr, Pato Fu e Planet Hemp.

Aclamada por público e crítica, nacional e internacional, a formação clássica conta com Edu K nos vocais, Flu no baixo, Biba Meira na bateria e Castor Daudt na guitarra. Escolhida pelo jornal New York Times como uma “banda brasileira essencial”, ficou reconhecido pelas irreverentes mudanças em suas formações e estilos musicais e pela apresentação estética.

Musicalmente costurado por influências diversas, o DeFalla é um “monstro” no sentido “Frankenstein” da história. Impactado por todo o tipo de expressão humana artística, o grupo não se encaixa em nenhum padrão imposto pelo mercado: é tudo junto e misturado. Fugir dos rótulos e ver a arte como algo abrangente, que não pode ser limitado, são as características principais da banda, que trouxe ao cenário musical brasileiro referências inéditas em uma era pré-internet, e continua trazendo até hoje.

A banda fez uma de suas apresentações mais famosas no Festival Hollywood Rock, em 1993, ao lado de Nirvana e Red Hot Chili Peppers.

Os Bardos da Pangeia

Banda radicada em Bento Gonçalves e criada por Ernani Cousandier, um dos precursores da música autoral na Serra Gaúcha. No começo de 2019, a banda lança o álbum “A Máquina está Grávida” com uma edição em LP (vinil), além de participar dos principais Festivais do Rio Grande do Sul como Morrostock (Santa Maria), Pira Rural (Ibarama), Festival Brasileiro de Música de Rua (Caxias e Garibaldi), Guaporock (Guaporé) e Green Sessions (São Sebastião do Caí), entre outros.

Agora, Os Bardos da Pangeia vêm com o projeto chamado POLINIZASOM, três músicas novas inaugurando uma nova fase da banda: Todos são para o que nascem, Amor & Luta e Cambalhota, todas lançadas em setembro de 2014. O projeto é financiado pelo Fundo de Cultura de Bento Gonçalves e teve como objetivo captar áudio e vídeo simultaneamente, com todos os músicos tocando juntos, fazendo a banda soar orgânica, visceral e rock’n’roll.

Além de Ernani Cousandier que faz a voz e as letras, a banda conta com Marcos Trubian na guitarra, Will Monteiro no Baixo, Rafael Teclas na flauta e teclados, Gui Machado na bateria e DJ Zonatão no toca-discos.

Poetas e Boêmios

Banda radicada na cidade de Vacaria (RS), formada em 1999, é composta por Cassiano Paim, Claudio Rafael Varaschin, Ederson Gerlach, Giuliano Hoffmann, Gleidson Dondoni e Felipe Camello. Iniciou suas atividades com o nome Jady Ohana, passando por algumas mudanças na formação dos integrantes, mas sempre mantendo o foco no trabalho autoral.

Gravou seu primeiro CD promocional em 2000, intitulado “Poetas e Boêmios”, contendo seis músicas. Em 2001, foi vencedora no Festival do Sesi Descobrindo Talentos – Etapa Regional realizada em Farroupilha (RS), com a canção “Aldeia”. A música foi incluída na coletânea do Festival. Em 2002, a canção “Caminhos’’ foi vencedora do Circuito de Rock da Serra Gaúcha realizado pela RBS TV Caxias. Participou de eventos como “Good Music Rock Festival”, realizado pelo músico gaúcho Nei Van Sória e “Festival Rock Gaúcho Independência”, que teve participações de bandas consagradas do cenário nacional, entre outros.

Tatiéli Bueno

A cantora dedica sua carreira à música regional gaúcha urbana, com influências marcantes da música latino-americana e da música popular brasileira em seus trabalhos.” Com 17 anos de atuação profissional e reconhecimento no cenário musical, conquista o público e a crítica por onde passa com sua autenticidade. Além de cantora, também é preparadora vocal, com formação acadêmica em Relações Públicas e pós-graduação em Cantoterapia.

Em suas produções, destacam-se pelo “Tributo a Mercedes Sosa” (2014), com interpretações de clássicos do repertório da cantora argentina; “Show Sul-americano” (2019); Especial de Natal “Boas Novas” (2021), lançado em parceira com a cantora Fran Duarte; e “Especial Social” (2020), entre outros.

Participou de eventos culturais e registros musicais com grandes nomes da música do Rio Grande do Sul com performances nos palcos de vários Estados, como Santa Catarina, Paraná, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e em países como Uruguai, Argentina, Chile e Espanha.

Tati Portella

Ficou nacionalmente conhecida como vocalista da Chimarruts. A banda surgiu em 2000, já emplacando músicas que falavam de paz e amor, com quem gravou cinco álbuns e um DVD ao vivo. Participou de grandes programas de TV e teve suas músicas veiculadas em trilhas sonoras de novelas. A banda fez shows em todo o Brasil e, em 2011, participou do Pop Music Festival, ao lado de Ziggy Marley e Shakira.

Em 2016, paralelo o trabalho da Chimarruts, Tati Portella inicia sua carreira solo, tendo o lançamento oficial em 2017, na abertura do show do Coldplay, em Porto Alegre.

Em 2019 lança seu primeiro disco solo, chamado “Impermanência”. Junto à carreira de artista, cantora e compositora, também está envolvida em trabalhos sociais e com instituições de caridade. Recentemente, Tati foi uma das juradas do programa Canta Comigo, exibido nacionalmente pela Rede Record.

Ultramen

Banda formada em Porto Alegre em 1991, mistura vários ritmos como rock, funk, rap, samba-rock, soul e reggae de maneira única, em um estilo particular e difícil de rotular. Sua formação atual conta com Tonho Crocco (vocal), Chico Paixão (guitarra), Pedro Porto (baixo), Zé Darcy (bateria), Malásia (percussão), DJ Anderson (toca-discos), e Leonardo Boff (teclados).

Atualmente, mantém um projeto paralelo chamado UltraKids, voltado para crianças, com clássicos de sua discografia e releituras de conhecidas canções infantis. Nesse show, são realizadas brincadeiras apresentando os sons de cada instrumento e explicando alguns estilos musicais, entre outras lições para a criançada. Serão apresentadas versões reggae de “Borboletinha”, “Baby Shark” misturada com “Tubarãozinho”, “Pintinho Amarelinho” e “Fazendinha” (do Mundo Bita), além de sucessos da banda, como “Coisa Boa”, “Preserve”, “Grama Verde”, “Peleia” e “Esse é o meu compromisso”, entre outros.

Yangos

Formada pelos músicos César Casara (piano), Cristiano Klein (percussão), Rafael Scopel (acordeon) e Tomás Savaris (violão), a banda instrumental traz uma mistura de ritmos como jazz, milongas, chamamés e chacareras. Formada em 2005, na Serra Gaúcha, segue com mesma formação e atuação ininterrupta nos mais de 15 anos de carreira, período em que já soma sete álbuns e um DVD. O quarto álbum, lançado em 2017, foi indicado ao mais importante prêmio da música latina, o Grammy Latino. Além das mais variadas regiões do Brasil, Yangos já levou sua música através de shows para diversos países do mundo, como México e Rússia.

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Cultura

O Grande Espetáculo de Natal celebra 10 anos 

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Créditos: Leandro Araújo

Com o tema “A luz que atravessa o tempo”, edição comemorativa fala sobre a memória e os vínculos entre gerações.

A 10ª edição de O Grande Espetáculo de Natal será realizada nos dias 28 e 29 de novembro, sábado e domingo, às 20h, na Praça Dante Alighieri, junto à Casa Magnabosco, em Caxias do Sul (RS). Gratuito e aberto à comunidade, o espetáculo celebra uma década de trajetória com uma nova produção artística que propõe uma reflexão sobre o tempo, a memória e os vínculos construídos entre gerações.

Com o tema “A Luz que Atravessa o Tempo”, a edição de 2026 apresenta uma narrativa que tem como ponto de partida a relação entre um avô e sua neta. Em meio aos preparativos de Natal, um poema escrito pelo avô conduz a jovem por uma jornada de descobertas, na qual diferentes experiências revelam a importância de perceber o mundo com sensibilidade, reconhecer a passagem do tempo, preservar as lembranças, encontrar coragem e compartilhar.

A história ganha forma por meio da integração entre música, dança, circo e poesia, em uma construção cênica que alterna grandes composições visuais e momentos de introspecção. Ao estabelecer conexões entre passado e presente, o espetáculo convida o público a reconhecer aquilo que permanece nas relações humanas e nas memórias que atravessam gerações.

Memória, encontro e esperança

Ao completar dez anos, O Grande Espetáculo de Natal reafirma sua relação com a comunidade de Caxias do Sul e as diferentes gerações que acompanharam sua trajetória. Desde sua criação, o projeto reúne artistas, profissionais da cultura, instituições, empresas e público em uma celebração coletiva que ocupa o espaço urbano e contribui para a construção de memórias afetivas associadas ao Natal.

Para Pedro Horn Sehbe, CEO, idealizador e diretor geral de O Grande Espetáculo de Natal, a celebração dos dez anos representa a consolidação de um projeto que nasceu com o propósito de reunir a comunidade em torno da arte e que, ao longo de sua trajetória, conquistou um lugar de destaque no calendário cultural da Serra Gaúcha. “Chegar à décima edição é a confirmação de que construímos algo que pertence à nossa cidade. O Grande Espetáculo de Natal nasceu de uma visão, cresceu com o envolvimento de muitas pessoas e hoje representa a força de uma comunidade que acredita na cultura e na capacidade da arte de transformar espaços, aproximar gerações e construir legados. São dez anos de trabalho, de investimentos e de compromisso com a entrega de um espetáculo de excelência, gratuito e acessível à população. Nessa edição, queremos celebrar essa conquista olhando também para o futuro, porque a luz que atravessa o tempo é aquela que conseguimos manter viva e transmitir às próximas gerações”, destaca.

Na dramaturgia, essa relação entre passado e presente se manifesta especialmente no encontro entre o avô e a neta. De gerações distintas, os personagens estabelecem um diálogo que aproxima experiências, percepções e maneiras de compreender o mundo. A figura do avô poeta conduz a narrativa a partir de um olhar sensível sobre os acontecimentos cotidianos, revelando como gestos, lembranças e experiências aparentemente simples podem adquirir novos significados ao longo da vida.

A poesia assume papel central nessa construção, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e conduzindo o público por uma história que encontra significado nas relações familiares e nas lembranças que permanecem ao longo do tempo. A proposta dialoga com a sensibilidade presente na obra de Mário Quintana, especialmente em sua atenção aos pequenos acontecimentos e à capacidade de reconhecer a beleza nas experiências cotidianas.

A narrativa também preserva elementos da tradição cristã do Natal, reconhecendo sua presença na formação das memórias e das celebrações familiares. Essa dimensão se integra à proposta artística de um espetáculo comunitário, que valoriza o encontro entre gerações, a convivência e o compartilhamento de experiências. Ao abordar sentimentos como amor, fé, esperança e solidariedade, a produção propõe uma reflexão sobre valores que permanecem significativos mesmo diante das transformações da sociedade.

Com direção executiva de Cali Troian, a décima edição também marca o fortalecimento institucional de O Grande Espetáculo de Natal, que vem ampliando sua dimensão artística, sua capacidade de mobilização e sua presença entre os atrativos natalinos da Serra Gaúcha. A articulação entre iniciativa privada, poder público e profissionais da cultura contribui para a continuidade do projeto e para o posicionamento de Caxias do Sul no calendário cultural e turístico do Rio Grande do Sul. 

Novidades cênicas

Para marcar a décima edição, O Grande Espetáculo de Natal apresenta uma concepção artística que amplia as possibilidades de integração entre dramaturgia, música, dança, circo e recursos visuais. Figurinos, iluminação, efeitos especiais e elementos cenográficos participam da construção narrativa, contribuindo para representar as experiências e transformações vividas pelas personagens.

Com duração aproximada de uma hora, a apresentação será organizada em quadros cênicos que alternam momentos de impacto visual com passagens intimistas e contemplativas. A montagem contará com a participação do Coro Unimed, dos artistas do Grupo Tholl e da Cia. Matheus Brusa, reunindo diferentes linguagens artísticas em uma experiência concebida para o espaço urbano.

A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Ivan Montanha, reúne canções natalinas que atravessam gerações e permanecem presentes na memória afetiva do público. Interpretado por mais de 60 vozes adultas e juvenis, o repertório acompanha o desenvolvimento da narrativa, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e contribuindo para a atmosfera de emoção e celebração que caracteriza O Grande Espetáculo de Natal.

Com roteiro assinado por Marcelo Andrighetti, em parceria com os diretores do espetáculo, a narrativa percorre diferentes universos cênicos, enquanto as coreografias de Matheus Brusa traduzem em movimento os sentimentos, as lembranças e as transformações vividas pelas personagens. A integração entre a dança, o circo do Grupo Tholl e a música do Coro Unimed dá forma a uma encenação que explora o contraste entre movimento e pausa, passado e presente, realidade e imaginação.

A abertura terá como referência o ambiente familiar dos preparativos de Natal, dando início à relação entre os personagens e ao percurso que conduz a jovem por diferentes experiências. Ao longo da apresentação, a combinação entre música, dança, acrobacias e elementos simbólicos permitirá ao público acompanhar uma história sobre o tempo, a memória e a descoberta de novos sentidos para a celebração natalina.

Ao reunir diferentes expressões artísticas em uma produção concebida para o espaço público, O Grande Espetáculo de Natal comprova sua proposta de aproximar a comunidade da experiência cultural. A celebração dos dez anos reconhece tanto a trajetória do projeto quanto o papel da arte na formação de público, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na construção de referências culturais compartilhadas.

As duas apresentações são gratuitas e contarão com áreas destinadas à acessibilidade, demonstrando o compromisso do projeto com o acesso à cultura e a participação da comunidade.

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Cultura

Feira do Livro encerrou neste domingo com público de 140 mil pessoas

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Com mais de 350 ações realizadas entre os dias 02 e 18 de outubro, a 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul contabilizou um público de 140 mil pessoas, registrando a venda de 33.725 livros no período. A solenidade de encerramento foi neste domingo, depois do show da dupla Tita e Rafa. Com o toque da sineta feito pela patrona, Adriana Antunes, houve também a tradicional entrega de rosas aos livreiros das 24 bancas que atuaram nesta edição.

O fim de semana contou também com o concorrido bate-papo com os novos aurores, realizado sábado à tarde, na Galeria Gerd Bornheim, reunindo os escritores caxienses Gustavo Tamagno Martins, Jorge Possamai, Josiane Scapin, Lilian Lima e Simone Müller Cardoso. No mesmo espaço, na sequência, foi realizado o “Vivências dissoantes – Poetas LGBT+” reunindo Jaque Pivotto, Roberta Saldanha, Felipe Zobaran e Ceci Favero. A Patrona Adriana Antunes seguiu no pique coordenando mais um “Venha Ler Com a Patrona”, esta vez numa roda de leitura batizada de “Conversas Clariceanas: lendo contos de Clarice Lispector”.

Ainda no sábado à tarde, no Palco Principal, durante conversa mediada pela jornalista Tríssia Ordovás Sartori, o escritor e especialista em felicidade, Gustavo Arns, falou de como pensamos nela como algo que já passou:

“Às vezes depositamos a felicidade no passado, com expressões como ‘eu era feliz e não sabia’. Há uma dificuldade de conseguir exercitar a musculatura da presença”, disse Arns, destacando que é preciso treinar o exercício da presença em nosso cotidiano.

Ele também lembrou que foi em Caxias do Sul que conheceu a Monja Coen, de quem ficou amigo e, juntos, lançaram livros e criaram o Centro de Estudos de Felicidade.

“Ela estava jantando uma costela suína. Pensei que fosse vegetariana. Aí ela me olhou perguntado ‘qual o problema de uma monja comer uma costela’, recordou-se Arns.

Com a Praça Dante Alighieri lotada na tarde de sábado, os jornalistas e podcasters Ivan Mizanzuk e Chico Felitti deram um show de simpatia e inteligência, sendo ovacionados pelo público que, também, enfrentou longa fila de espera para obter um autógrafo e uma selfie.

Na conversa, Felitti citou Dráuzio Varela e Eliane Brum como referências para a sua determinação para se profissionalizar contando histórias em áudio:

“Descobri que contar histórias era uma profissão. O que me atrai é o que está fora do centro. Amo bater na porta, amo o constrangimento e o confronto. Me alimento disso”, disse Felitti, antecipando um dos seus próximos podcast: “Fui acusado de um crime aos 13 anos, uma fofoca dizendo que tínhamos espancado um amigo que morreu. Nunca lidei com isso, tinha esquecido. Mas estou rodando o mundo para encontrar estes amigos e investigar essa morte.”

Pioneiro no mundo dos podcasts, referência afirmada de Felitti durante a conversa, Ivan Mizanzuk disse que, no dia a dia, gosta de quebrar a cabeça para encontrar as histórias, mas não muito de escrever os roteiros.

“Já é um esforço grande falar com pessoas estranhas, então prefiro terceirizar o roteiro”, explicou, também falando de seu próximo trabalho, abordando o caso da morte de PC Farias, que foi assessor do ex-presidente Fernando Collor: “Minha intenção é solucionar o caso PC Farias”.

A tarde de domingo reuniu o público para assistir ao show de mágicas do mágico Mateus Di Macedo, além do show de encerramento da dupla Tita e Rafa que, acompanhados de banca, repassaram hits do rock brasileiro dos anos 1980, botando o público para cantar e dançar.

A solenidade de encerramento teve fala da presidente da Associação dos Livreiros Caxienses – Alca – , Maria Helena Lacava. Ela festejou mais uma edição da Feira na Praça Dante e conclamou:

“Vamos ter empatia, amor e consciência. Tudo isso faz a diferença na vida. Saber que a leitura ajuda na compreensão do texto e do contexto nacional que estamos vivendo é fundamental”, disse.

A Amiga do Livro, Alexandra Faccio, Teca, falou com emoção deste grande momento de sua vida:

“Que jornada foi para mim esta para mim! Uma linda festa literária. Este foi o meu momento em que pude trilhar entre palavras. Não consigo mais ordenar minhas lágrimas”, disse Teca, entre… lágrimas.

A Secretária da Cultura, Tatiane Frizzo, destacou o empenho de todos os envolvidos na realização da Feira, dizendo que foram dias felizes, saudando a próxima Feira, para 2027:

“A 43ª Feira vai ser muito especial”, afirmou.        

Em seu discurso de encerramento, a Patrona Adriana Antunes falou de caminhadas – físicas e metafóricas:

“Caminhei muito por esta praça nestes 18 dias de feira, foram 32 quilômetros, registrados no aplicativo. Mas, somos todos feitos de fins. E, em algum momento ele chega. E se eles existem é porque houve um começo. E no começo eu era bem pequena. Do jardim da minha casa, meu pai apontava para o centro e dizia: um dia você vai chegar lá. Não sei se cheguei aonde ele imaginava, mas hoje, neste momento estou aqui e para a garota de onde eu vim, já é bem longe”, disse Adriana, convocando o público dar as mãos e, se quisessem, se abraçar:

“Que nossas mãos troquem a ameaça, a agressão, a arma, por ternura. Carecemos de amor, de respeito, de mãos que saibam acolher. Encerro esta feira com o sentimento de que, por alguns dias, fomos mais leitores, mais apaixonados por livros, pela cultura, pela arte, mais ternos e potencialmente mais humanos. Compreendendo que tudo passa. E, eles também passarão. Não tenho nenhuma pretensão ao chegar ao fim. Desejo apenas que sejamos pessoas que saibam mais amar do que odiar” falou a Patrona.

Para o Coordenador Geral, Cássio Felipe Immig, a 42ª edição da Feira do Livro de Caxias cumpriu sua tarefa de dinamizar a cena cultural da cidade com ações pontuais e significativas na área do Livro, Literatura e Leitura:

“Minha avaliação da Feira do Livro de 2026 é, em linhas gerais, positiva. Apesar do clima ter sido predominantemente frio e úmido, com alguma chuva em quase todos os dias, o público compareceu. Tivemos vários momentos de praça lotada, mesmo fora do fim de semana. Também acredito que o cuidado maior com o público PCD e o Espaço da Acessibilidade foram um acerto e um passo a mais em direção ao nosso principal objetivo que a democratização do acesso à leitura e ao livro. Os retornos recebidos do público em geral e dos escritores foi elogioso, destacando a qualidade e variedade da programação e a beleza da praça durante o evento. Com tudo isso, entendo que conseguimos entregar mais uma grande Feira do Livro para a comunidade de Caxias do Sul.”

Na relação dos dez livros mais vendidos, contabilizados até sábado, destacam-se livros de autores locais nas primeiras posições, sendo “Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul”, de Claudia Velho, editora EDUCS, o destaque entre os adultos e “Saudade cabe na mochila?, de Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, com ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS, o segundo mais vendido entre os infanto-juvenis (lista completa abaixo).

A realização da 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul é da Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com patrocínio de Supermercados Andreazza, Sorvetes Urca, Sulgás, Randoncorp e Racon Consórcios. O Patrocínio Institucional é da e Unimed Serra Gaúcha. O Apoio Cultural é do Instituto Elisabetha Randon, Câmara de Vereadores, Infront, Gráfica Cromo e Unifique A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul. Financiamento Pró-Cultura – Governo do Estado.

42ª Feira do Livro – Livros mais vendidos até sábado (17)

Adultos
1 – Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul, Claudia Velho, editora EDUCS
2 – A estranha na cama, Raphael Montes, editora Companhia das Letras
3 – Resgatando mulheres, reconstruindo vidas, organizadores Isabela Bressan Prux e Maria Marlene da Silva Faria, editora Desdobra
4 – Educs: meio século de histórias, organizadora Simone Côrte Real Barbieri, editora EDUCS
5 – Quando, Carla Madeira, editora Record
6 – Verity, Colleen Hoover, editora Galera Record
7 – Vida de médico, Francisco Michielin, editora Lettere & Parole
8 – Ela, Lisana Bertussi, editora São Miguel
9 – Rádio Caxias: há 80 anos a voz da cidade, Marcos Kirst, editora São Miguel
10 – O massacre da família Hope, Riley Sager, editora Intrínseca

Infanto-juvenis
1 – Eu duvido vocês terminar este livro, Giuliana Mafra, editora Outro Planeta
2 – Saudade cabe na mochila?, Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS
3 – Olhinhos curiosos (série), vários autores
4 – Diário de uma princesa desastrada, de Maidy Lacerda, editora Outro Planeta
5 – Pense rápido (série), de Paloma Blanca Alves Barbieri, editora Ciranda Cultural
6 – O Homem-cão (série), Dev Pilkey, editora Companhia das Letrinhas
7 – Minecraft (série), vários autores, editora Ciranda Cultural
8 – O pequeno príncipe, Antoine de Saint Exupéry, várias editoras
9 – Diário de um Banana (série), Jeff Kinney, editora VR
10 – O cara que estou a fim não é um cara?!, Sumiko Arai, editora New Pop

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Cultura

Sonora Brasil traz Suraras do Tapajós ao palco do Sesc Caxias do Sul 

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Grupo paraense formado por mulheres indígenas apresenta repertório autoral e tradicional no dia 12/10 .

O Teatro do Sesc Caxias do Sul recebe, no dia 12 de outubro, às 20h, o show Suraras do Tapajós, atração do projeto Sonora Brasil. Formado por mulheres indígenas, o grupo paraense apresenta canções autorais e repertórios da música do Pará, combinando carimbó, dança e elementos visuais ligados à cultura de seus territórios. Os ingressos estão disponíveis no SAC da unidade e pelo site www.sesc-rs.com.br/espetaculosculturais, a partir de R$15. 

Considerado o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas no Brasil, o coletivo utiliza a música para valorizar a natureza, a força feminina e a ancestralidade de seu povo. A presença das artistas também amplia a participação das mulheres indígenas em um gênero tradicionalmente marcado pela presença masculina. 

Com uma trajetória que inclui apresentações em importantes festivais nacionais, como Rock in Rio 2024, Coala Festival e Rec-Beat, as Suraras do Tapajós levam ao palco uma experiência que reúne música, dança e elementos visuais tradicionais. O trabalho do grupo reforça a presença da cultura indígena contemporânea e mantém vivas expressões relacionadas à identidade, resistência e celebração do território. 

Os ingressos custam R$15 para trabalhadores do comércio e serviços, R$18 para empresários, R$20 para meia-entrada e R$40 para o público geral. Também há a opção de ingresso solidário por R$30, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue no evento. 

Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País.  Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras. 

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