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Oriente Médio: Estilhaço da guerra no bolso de quem produz

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A guerra como engrenagem de lucro: como a alta do petróleo e do dólar alimenta os dividendos de acionistas e serve de pretexto para o setor patronal frear investimentos e a valorização salarial no polo metalmecânico

Muitas vezes, as notícias sobre os bombardeios no Oriente Médio e a escalada de tensão no Estreito de Ormuz parecem distantes, restritas ao campo da geopolítica. No entanto, para o trabalhador metalúrgico de Caxias do Sul, o impacto dessas bombas é imediato e cruel, materializando-se no custo de vida. O Oriente Médio não é apenas um cenário de conflito; é o coração do fornecimento global de energia. Quando o preço do barril de petróleo dispara, cruzando a barreira dos 100 dólares sob o comando da especulação financeira, o reflexo atinge diretamente as bombas de diesel e gasolina no Rio Grande do Sul. É um efeito cascata que encarece o frete nas estradas gaúchas e acaba, inevitavelmente, remarcando o preço do arroz, do feijão e da carne no mercado do bairro, corroendo o poder de compra da família operária.

A economia gaúcha, estruturada sobre o transporte rodoviário, é uma das primeiras a sangrar com a alta dos combustíveis. O que vemos hoje é uma perversa transferência de renda: o suor do trabalhador metalúrgico, que luta por cada percentual de aumento nas mesas de negociação, é confiscado pela inflação logística. Enquanto as gigantes petrolíferas e os acionistas que lucram com o medo celebram dividendos recordes, o metalúrgico vê o aumento real do salário ser “comido” antes mesmo de chegar ao final do mês. Não se trata de uma fatalidade do destino, mas de uma política de preços que nos torna reféns do mercado internacional, onde a destruição lá fora vira pretexto para a especulação aqui dentro.

Para o polo metalmecânico de Caxias do Sul, o golpe é duplo. A incerteza global empurra o capital para o dólar, desvalorizando o real e encarecendo insumos vitais para as nossas fábricas, como o aço e os componentes eletrônicos. Esse cenário de instabilidade cria a “tempestade perfeita” para o setor patronal: usam a crise externa como escudo para segurar investimentos e dificultar a valorização salarial, enquanto o custo de vida nas vilas operárias não para de subir. É a lógica do capital que socializa os prejuízos da guerra com quem trabalha, mas mantém os lucros da produtividade trancados nos cofres das grandes corporações.

Portanto, é urgente ter clareza crítica: a guerra não é apenas uma tragédia humanitária distante, é uma ferramenta da engrenagem econômica que penaliza quem vive do salário. Enquanto a indústria armamentista celebra faturamentos bilionários com a venda de mísseis e drones, o trabalhador caxiense precisa apertar o cinto e fazer escolhas difíceis no orçamento doméstico. Lutar por melhores condições de vida na Serra Gaúcha também exige denunciar esse sistema que internacionaliza os preços, mas nacionaliza a miséria, tornando o povo brasileiro refém de conflitos que só servem aos interesses das grandes potências e dos donos do dinheiro.

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SMTTM divulga lista de placas veiculares encontradas após as chuvas

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Condutores podem verificar a relação e retirar as placas na sede da Secretaria, no bairro Pio X, das 10h às 16h.

A Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) divulga a relação de placas veiculares que foram encontradas e encaminhadas à pasta. Parte do material foi recolhida após as fortes chuvas registradas na cidade nesta segunda-feira.

Os proprietários que identificarem a placa de seu veículo na relação podem fazer a retirada na sede da SMTTM, na Rua Moreira César, 1666, bairro Pio X, das 10h às 16h.

A Secretaria também orienta que moradores que encontrarem placas veiculares em vias públicas façam a entrega na sede da SMTTM, permitindo que o material seja armazenado e posteriormente devolvido ao proprietário.

Placas disponíveis

Padrão Mercosul

  • BES7B50
  • CGB5D37
  • ECV4H83
  • IIC3F40
  • IMK2A41
  • IMX1J62
  • IPX6B36
  • IPX7A20
  • IRD2J08
  • IRD4A44
  • IRE1H49
  • ISF7E23
  • ISR1B26
  • IVJ0E85
  • IVY1A88
  • IVY9H74
  • IWI4I60
  • IYW5B68
  • IZR6J51
  • IZU1D63
  • JAH8D54
  • JCE7H61
  • QJR2B08
  • QMV4G07
  • PQZ9B07
  • RBB7A81
  • RNV0A12
  • RZZ2J99
  • TCC8J42
  • TZH1E03

Placas do padrão anterior

  • DCF-7787
  • IGX-0813
  • IUH-8970
  • IUR-9738
  • IUE-6960
  • IKT-6888
  • ILP-1218
  • IPV-3414
  • IPS-9646
  • IRQ-6479
  • ITP-3531
  • IUA-2244
  • IVR-8088
  • SM-5774

Outras placas que aparecem nas imagens e precisam de conferência visual antes da publicação, em razão de desgaste, sobreposição ou caracteres parcialmente encobertos, devem ser verificadas diretamente no material físico da SMTTM.

Para retirar a placa, a orientação é que o interessado apresente documentação que permita comprovar a vinculação com o veículo.

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Destaque

“ONU vive momento crítico”, diz Lula ao citar indignação com guerras

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Divulgação Agência Brasil

Declaração foi feita na abertura da assembleia geral da organização.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (22) que a Organização das Nações Unidas (ONU) vive, desde 2003, seu momento mais crítico. “A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”.

“O sentimento que me move hoje é o da indignação”, disse . “A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena”, completou.

A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em sua fala, Lula lembrou que essa é a 10ª vez em que abre o debate geral e, da tribuna, voltou a criticar especificamente o trabalho do Conselho de Segurança da organização.

“Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, disse. “Em 1946, já na primeira sessão dessa assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”.

Antes do pronunciamento, Lula se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente brasileiro subiu à tribuna logo no início da sessão, antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na segunda-feira (21), Lula se reuniu, já em Nova York, com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador americano Bernie Sanders.

Após o discurso na assembleia geral da ONU, ele deve deixar Nova York ainda nesta terça-feira. O embarque está previsto para 13h50 no horário local, 14h50 no horário de Brasília, com chegada à capital federal prevista para as 23h40.

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Destaque

Secretaria de Trânsito orienta condutores sobre placas veiculares perdidas durante chuva desta segunda

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Placas encontradas podem ser entregues na sede da SMTTM, no bairro Pio X, onde ficam à disposição dos proprietários.

Diversas placas encontradas em vias públicas, muitas pelas equipes da Secretaria Municipal de Obras (SMO), já foram encaminhadas à SMTTM e estão à disposição para retirada pelos proprietários.

A força da água e os alagamentos podem provocar o desprendimento desses acessórios dos veículos. Por isso, quem perceber a ausência do item pode procurar a SMTTM para verificar se a placa foi localizada e entregue por moradores ou pelas equipes do serviço público que atuam nas ruas.

A Secretaria de Trânsito também solicita a colaboração da comunidade. Quem encontrar uma placa veicular em via pública pode entregá-la na sede da SMTTM, permitindo que o proprietário tenha a possibilidade de recuperá-la.

As placas estão sendo recebidas e ficam disponíveis para retirada na SMTTM, na Rua Moreira César, 1666, bairro Pio X. O horário de expediente é das 8h às 16h, sem fechar ao meio-dia.

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