Cultura
Feira do Livro encerrou neste domingo com público de 140 mil pessoas
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Com mais de 350 ações realizadas entre os dias 02 e 18 de outubro, a 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul contabilizou um público de 140 mil pessoas, registrando a venda de 33.725 livros no período. A solenidade de encerramento foi neste domingo, depois do show da dupla Tita e Rafa. Com o toque da sineta feito pela patrona, Adriana Antunes, houve também a tradicional entrega de rosas aos livreiros das 24 bancas que atuaram nesta edição.
O fim de semana contou também com o concorrido bate-papo com os novos aurores, realizado sábado à tarde, na Galeria Gerd Bornheim, reunindo os escritores caxienses Gustavo Tamagno Martins, Jorge Possamai, Josiane Scapin, Lilian Lima e Simone Müller Cardoso. No mesmo espaço, na sequência, foi realizado o “Vivências dissoantes – Poetas LGBT+” reunindo Jaque Pivotto, Roberta Saldanha, Felipe Zobaran e Ceci Favero. A Patrona Adriana Antunes seguiu no pique coordenando mais um “Venha Ler Com a Patrona”, esta vez numa roda de leitura batizada de “Conversas Clariceanas: lendo contos de Clarice Lispector”.
Ainda no sábado à tarde, no Palco Principal, durante conversa mediada pela jornalista Tríssia Ordovás Sartori, o escritor e especialista em felicidade, Gustavo Arns, falou de como pensamos nela como algo que já passou:
“Às vezes depositamos a felicidade no passado, com expressões como ‘eu era feliz e não sabia’. Há uma dificuldade de conseguir exercitar a musculatura da presença”, disse Arns, destacando que é preciso treinar o exercício da presença em nosso cotidiano.
Ele também lembrou que foi em Caxias do Sul que conheceu a Monja Coen, de quem ficou amigo e, juntos, lançaram livros e criaram o Centro de Estudos de Felicidade.
“Ela estava jantando uma costela suína. Pensei que fosse vegetariana. Aí ela me olhou perguntado ‘qual o problema de uma monja comer uma costela’, recordou-se Arns.
Com a Praça Dante Alighieri lotada na tarde de sábado, os jornalistas e podcasters Ivan Mizanzuk e Chico Felitti deram um show de simpatia e inteligência, sendo ovacionados pelo público que, também, enfrentou longa fila de espera para obter um autógrafo e uma selfie.
Na conversa, Felitti citou Dráuzio Varela e Eliane Brum como referências para a sua determinação para se profissionalizar contando histórias em áudio:
“Descobri que contar histórias era uma profissão. O que me atrai é o que está fora do centro. Amo bater na porta, amo o constrangimento e o confronto. Me alimento disso”, disse Felitti, antecipando um dos seus próximos podcast: “Fui acusado de um crime aos 13 anos, uma fofoca dizendo que tínhamos espancado um amigo que morreu. Nunca lidei com isso, tinha esquecido. Mas estou rodando o mundo para encontrar estes amigos e investigar essa morte.”
Pioneiro no mundo dos podcasts, referência afirmada de Felitti durante a conversa, Ivan Mizanzuk disse que, no dia a dia, gosta de quebrar a cabeça para encontrar as histórias, mas não muito de escrever os roteiros.
“Já é um esforço grande falar com pessoas estranhas, então prefiro terceirizar o roteiro”, explicou, também falando de seu próximo trabalho, abordando o caso da morte de PC Farias, que foi assessor do ex-presidente Fernando Collor: “Minha intenção é solucionar o caso PC Farias”.
A tarde de domingo reuniu o público para assistir ao show de mágicas do mágico Mateus Di Macedo, além do show de encerramento da dupla Tita e Rafa que, acompanhados de banca, repassaram hits do rock brasileiro dos anos 1980, botando o público para cantar e dançar.
A solenidade de encerramento teve fala da presidente da Associação dos Livreiros Caxienses – Alca – , Maria Helena Lacava. Ela festejou mais uma edição da Feira na Praça Dante e conclamou:
“Vamos ter empatia, amor e consciência. Tudo isso faz a diferença na vida. Saber que a leitura ajuda na compreensão do texto e do contexto nacional que estamos vivendo é fundamental”, disse.
A Amiga do Livro, Alexandra Faccio, Teca, falou com emoção deste grande momento de sua vida:
“Que jornada foi para mim esta para mim! Uma linda festa literária. Este foi o meu momento em que pude trilhar entre palavras. Não consigo mais ordenar minhas lágrimas”, disse Teca, entre… lágrimas.
A Secretária da Cultura, Tatiane Frizzo, destacou o empenho de todos os envolvidos na realização da Feira, dizendo que foram dias felizes, saudando a próxima Feira, para 2027:
“A 43ª Feira vai ser muito especial”, afirmou.
Em seu discurso de encerramento, a Patrona Adriana Antunes falou de caminhadas – físicas e metafóricas:
“Caminhei muito por esta praça nestes 18 dias de feira, foram 32 quilômetros, registrados no aplicativo. Mas, somos todos feitos de fins. E, em algum momento ele chega. E se eles existem é porque houve um começo. E no começo eu era bem pequena. Do jardim da minha casa, meu pai apontava para o centro e dizia: um dia você vai chegar lá. Não sei se cheguei aonde ele imaginava, mas hoje, neste momento estou aqui e para a garota de onde eu vim, já é bem longe”, disse Adriana, convocando o público dar as mãos e, se quisessem, se abraçar:
“Que nossas mãos troquem a ameaça, a agressão, a arma, por ternura. Carecemos de amor, de respeito, de mãos que saibam acolher. Encerro esta feira com o sentimento de que, por alguns dias, fomos mais leitores, mais apaixonados por livros, pela cultura, pela arte, mais ternos e potencialmente mais humanos. Compreendendo que tudo passa. E, eles também passarão. Não tenho nenhuma pretensão ao chegar ao fim. Desejo apenas que sejamos pessoas que saibam mais amar do que odiar” falou a Patrona.
Para o Coordenador Geral, Cássio Felipe Immig, a 42ª edição da Feira do Livro de Caxias cumpriu sua tarefa de dinamizar a cena cultural da cidade com ações pontuais e significativas na área do Livro, Literatura e Leitura:
“Minha avaliação da Feira do Livro de 2026 é, em linhas gerais, positiva. Apesar do clima ter sido predominantemente frio e úmido, com alguma chuva em quase todos os dias, o público compareceu. Tivemos vários momentos de praça lotada, mesmo fora do fim de semana. Também acredito que o cuidado maior com o público PCD e o Espaço da Acessibilidade foram um acerto e um passo a mais em direção ao nosso principal objetivo que a democratização do acesso à leitura e ao livro. Os retornos recebidos do público em geral e dos escritores foi elogioso, destacando a qualidade e variedade da programação e a beleza da praça durante o evento. Com tudo isso, entendo que conseguimos entregar mais uma grande Feira do Livro para a comunidade de Caxias do Sul.”
Na relação dos dez livros mais vendidos, contabilizados até sábado, destacam-se livros de autores locais nas primeiras posições, sendo “Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul”, de Claudia Velho, editora EDUCS, o destaque entre os adultos e “Saudade cabe na mochila?, de Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, com ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS, o segundo mais vendido entre os infanto-juvenis (lista completa abaixo).
A realização da 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul é da Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com patrocínio de Supermercados Andreazza, Sorvetes Urca, Sulgás, Randoncorp e Racon Consórcios. O Patrocínio Institucional é da e Unimed Serra Gaúcha. O Apoio Cultural é do Instituto Elisabetha Randon, Câmara de Vereadores, Infront, Gráfica Cromo e Unifique A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul. Financiamento Pró-Cultura – Governo do Estado.
42ª Feira do Livro – Livros mais vendidos até sábado (17)
Adultos
1 – Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul, Claudia Velho, editora EDUCS
2 – A estranha na cama, Raphael Montes, editora Companhia das Letras
3 – Resgatando mulheres, reconstruindo vidas, organizadores Isabela Bressan Prux e Maria Marlene da Silva Faria, editora Desdobra
4 – Educs: meio século de histórias, organizadora Simone Côrte Real Barbieri, editora EDUCS
5 – Quando, Carla Madeira, editora Record
6 – Verity, Colleen Hoover, editora Galera Record
7 – Vida de médico, Francisco Michielin, editora Lettere & Parole
8 – Ela, Lisana Bertussi, editora São Miguel
9 – Rádio Caxias: há 80 anos a voz da cidade, Marcos Kirst, editora São Miguel
10 – O massacre da família Hope, Riley Sager, editora Intrínseca
Infanto-juvenis
1 – Eu duvido vocês terminar este livro, Giuliana Mafra, editora Outro Planeta
2 – Saudade cabe na mochila?, Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS
3 – Olhinhos curiosos (série), vários autores
4 – Diário de uma princesa desastrada, de Maidy Lacerda, editora Outro Planeta
5 – Pense rápido (série), de Paloma Blanca Alves Barbieri, editora Ciranda Cultural
6 – O Homem-cão (série), Dev Pilkey, editora Companhia das Letrinhas
7 – Minecraft (série), vários autores, editora Ciranda Cultural
8 – O pequeno príncipe, Antoine de Saint Exupéry, várias editoras
9 – Diário de um Banana (série), Jeff Kinney, editora VR
10 – O cara que estou a fim não é um cara?!, Sumiko Arai, editora New Pop
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Cultura
Sonora Brasil traz Suraras do Tapajós ao palco do Sesc Caxias do Sul
Publicado em
2 semanas atrásem
08/10/2026
Grupo paraense formado por mulheres indígenas apresenta repertório autoral e tradicional no dia 12/10 .
O Teatro do Sesc Caxias do Sul recebe, no dia 12 de outubro, às 20h, o show Suraras do Tapajós, atração do projeto Sonora Brasil. Formado por mulheres indígenas, o grupo paraense apresenta canções autorais e repertórios da música do Pará, combinando carimbó, dança e elementos visuais ligados à cultura de seus territórios. Os ingressos estão disponíveis no SAC da unidade e pelo site www.sesc-rs.com.br/
Considerado o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas no Brasil, o coletivo utiliza a música para valorizar a natureza, a força feminina e a ancestralidade de seu povo. A presença das artistas também amplia a participação das mulheres indígenas em um gênero tradicionalmente marcado pela presença masculina.
Com uma trajetória que inclui apresentações em importantes festivais nacionais, como Rock in Rio 2024, Coala Festival e Rec-Beat, as Suraras do Tapajós levam ao palco uma experiência que reúne música, dança e elementos visuais tradicionais. O trabalho do grupo reforça a presença da cultura indígena contemporânea e mantém vivas expressões relacionadas à identidade, resistência e celebração do território.
Os ingressos custam R$15 para trabalhadores do comércio e serviços, R$18 para empresários, R$20 para meia-entrada e R$40 para o público geral. Também há a opção de ingresso solidário por R$30, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue no evento.
Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País. Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras.
Cultura
Centro de Cultura Ordovás celebra 25 anos com semana de programação cultural
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06/10/2026
De 6 a 10 de outubro, atividades gratuitas marcam o aniversário do espaço com cinema, exposições, música, oficinas, performances e feira.
O Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho completa 25 anos e celebra a data com uma programação especial de 6 a 10 de outubro. Durante cinco dias, diferentes espaços do Ordovás recebem atividades de cinema, artes visuais, literatura, música, oficinas e performances, além da Feira de Primavera. A programação é gratuita e reúne atrações que ajudam a contar a história do Centro de Cultura e mostram a diversidade artística que ocupa o espaço atualmente.
A programação começa nesta terça-feira (06/10), às 19h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia, com a exibição de documentários, entre eles Lanceiros Negros. Na sequência, haverá um bate-papo com Claudia Fin, Lucila Guedes de Oliveira e Cléver dos Santos, com mediação de Diego Lunelli.
Na quarta-feira (07/10), três exposições entram em cartaz: “FENDA: um manifesto polifônico”, do coletivo FENDA; “Território Comum”, com obras do AMARP; e “Cores, Luzes, Fantasmas”, de Isabelle Baiocco. A programação também inclui uma oficina de mixagem do LABMAIS SESC, a partir das 18h, com vagas para os 15 primeiros inscritos. Às 19h, o palco do Zarabatana recebe uma edição do Nosso Sarau.
Na quinta-feira (08/10), o AMARP de Portas Abertas possibilita ao público conhecer o acervo, com visitação gratuita e vagas limitadas por horário, mediante inscrição prévia. À noite, a música ganha espaço com a Noite dos Coros, às 18h30, na Sala de Teatro Valentim Lazzarotto, reunindo o Coro Infanto-Juvenil, Coro Municipal, Coro Sênior e Ordovás (En)canto. Às 20h30, a Banda Merlot se apresenta no palco do Zarabatana.
Aniversário de 25 anos
A sexta-feira (09/10), data que marca os 25 anos da inauguração do Centro de Cultura, concentra parte da programação comemorativa. As atividades começam às 17h30, no palco do Zarabatana, com o protocolo de aniversário, momento de parabéns e apresentação da Escola Preparatória de Dança (EPD).
Às 18h começa o bate-papo “Memórias em movimento”, um encontro dedicado às histórias e experiências que atravessaram o Ordovás ao longo desses 25 anos. Participam Maysa Stedile, Natália Bianchi, Tadiane Tronca, Marcelo Mugnol e Rodrigo Lopes, trazendo diferentes olhares e momentos da trajetória do espaço. Às 20h a Oficina de Choro da Serra Gaúcha encerra a programação da noite.
Também na sexta-feira ocorre a oficina “Na borda do imaginário feminino: colagem e bordado expandido”. As inscrições seguem até 8 de outubro pelo site artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Sábado de Feira de Primavera e música
A programação de aniversário continua no sábado (10/10) com a Feira de Primavera, das 14h às 19h, no pátio do Centro de Cultura. Às 16h a Desorkestra Montanhosa se apresenta acompanhada de uma intervenção circense com aéreos do Grupo GentEncena, coordenado por Roberty Flores. Às 16h30 a Fluência Casa Hip Hop apresenta Breaking com Vitória França Rodrigues e Leonardo Britto. Na sequência, às 17h30, sobem ao palco Os Guri da Catequese. A semana comemorativa termina às 20h, no palco do Zarabatana, com o show da Banda Kelvin – Especial 10 Anos.
Com 25 anos de história, o Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho segue como ponto de encontro de artistas, produtores, coletivos e público. A programação comemorativa revisita essa trajetória e reúne diferentes gerações e linguagens que fizeram e continuam fazendo parte da vida do espaço.
A programação comemorativa dos 25 anos do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho conta com o apoio de Altus Dog Carol, Viking Gastronomia para Eventos, Vagão do Monge, Brechó e Lojinha Gaia, Sesc, Vinícola Pagliosa, Sicredi e Doceria Schmidt.
Inscrições:
Oficina de mixagem LABMAIS SESC: vagas limitadas a 15 inscritos. Formulário: forms.gle/SJ7oz5NBF1HxaB2w7
AMARP de Portas Abertas: vagas limitadas por horário. Inscrições até 7 de outubro em artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Oficina “Na borda do imaginário feminino: colagem e bordado expandido”: inscrições até 8 de outubro em artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Cultura
Primeiro fim de semana da Feira vende 7.124 livros e teve público de 29 mil pessoas
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05/10/2026
O primeiro fim de semana da 42ª Feira do Livro começou bem. 7.124 livros vendidos no primeiro final de semana da Feira do Livro de Caxias do Sul, que registrou um ótimo movimento na Praça Dante Alighieri com o registro da venda de 7.124 livros e um público circulante de 29 mil pessoas segundo a organização. A programação mobilizou o público a participar das atividades sexta-sábado e domingo.
Depois da abertura oficial na sexta, incluindo show da dupla Kleiton e Kledir com a Orquestra municipal de Sopros, no sábado teve muitas apresentações de dança, atrações musicais, contações de e, no final da tarde, o bate-papo Praça em Prosa e Verso, com a poeta Angélica Freitas e a Patrona Adriane Antunes. O dia foi marcado pela realização da oficina de confecções de cartões da paz com a Amiga do Livro Alexandra Faccio, a Teca. Também foram lançados livros em Talian e filó na língua. Na Rua Montaury, teve apresentação do Grupo Ueba, com o espetáculo “O Cavaleiro e o Dragão”.
Já o domingo reservou dois bate-papos importantes como o “A arte de inventar histórias, com os escritores Jonas Picoli e Guilherme Karsten. Mas, antes disso, o público lotou a Praça Date para assistir às apresentações do Dança na Feira com o Conjunto de Projeções Folclóricas Tio Xico, que teve audiodescrição. O Palco Principal voltou a ser atração com a realização do bate-papo “A leitura como poética de uma revolução interior, com o escritor Jéferson Tenório, mediado pela escritora Lilian Rocha, com linguagens de Libras.
Tenório destacou, dentre tantas reflexões, que precisamos acreditar na cultura, no livro e na ciência, que “foi isso que nos fez chegar até aqui”. Para as novas gerações, destacou que “se você tem 20 e poucos anos e chega no livro com essa perspectiva de aprender algo importante sobre a vida seria o ideal, mas que pena que a gente só se conta disso quando já passou a juventude e a isso você chega nos livros querendo algo”. A escritora Lilian Rocha destacou que “é importante ter uma preparação para a leitura nas idades dos sete aos dez anos feita nas escolas”. Mas depois na fase de adolescência, tem tantas outras mídias que encantad oras que atraem esses possíveis leitores.
Ela provocou Jeferson, que também é professor, a dar sugestões sobre a questão: “Eu tive a oportunidade de acompanhar duas turmas em oitos anos de professor, da terceira série até o Ensino Médio e fui vendo as transformações que foram acontecendo. Até o nono ano era uma maravilha. Trabalharam Livro, Literatura. Quando chegava o nono ano, não sei o que acontecia com eles, que pareciam outras pessoas. E eu até brincava, a partir da Metáfora da Caverna, do Platão, no primeiro ano eles estavam na Caverna, sem enxergar nada, que no segundo, eles começam a ver que tem algo ali, e no Terceiro, é quando saem da Caverna e, no Terceiro Ano, começam a pe rceber que tem algo diferente. É bastante desafiador, pra essa faixa etária, vai de Mangá a Dostoievski. O conselho que daria é que não ter fórmula para gostar de ler, mas você pode e deve dizer que os livros estão à disposição e a escola tem o dever de fazer isso. A luta com o livro digital é também um desafio pois, e fato, há um roubo de atenção dos adolescentes e nossa também. O livro pressupõe outras habilidades, que não é passiva, ela precisa da imaginação para que o mundo funcione. E tenho a impressão é de que estamos imaginando cada vez menos”.
Com o tema “Praça em Prosa e Verso”, homenageando os 120 anos de Mario Quintana, a Feira do Livro vai até 18 de outubro. Nesta edição, o público encontra 24 bancas, sendo 18 do setor geral e seis infanto-juvenis. O público poderá comprar livros contando com o tradicional desconto de 20% sobre o valor.
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