Cultura
4ª Cavalgada dos Metalúrgicos e Metalúrgicas vai celebrar o tradicionalismo gaúcho
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2 anos atrásem
João de Almeida Neto é atração confirmada desta quarta edição. A Cavalgada, que vai acontecer dia 28 de setembro, tem o objetivo de manter viva a cultura gaúcha e vai homenagear com o troféu Vilson Fontes, personalidades ligadas ao tradicionalismo: Pricila da Silva, Cassiano Boff, Deise Gomes Fontes e Marco Véio são os homenageados deste ano.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região realiza no dia 28 de setembro, um sábado, a 4ª Cavalgada dos Metalúrgicos e das Metalúrgicas. A concentração terá início às 7h30 da manhã no estacionamento da Vila Poliesportiva da Universidade de Caxias do Sul. Perto das 8h30 os cavaleiros saem carregando a Chama Crioula em direção ao Clube do Trabalhador, a Sede Campestre da entidade, localizada no Travessão Cavur, divisa com Flores da Cunha. Ao meio-dia, a cavalgada chega ao destino, quando acontece a cerimônia de premiação dos homenageados deste ano e posterior churrasco. Às 13h acontece show com João de Almeida Neto.
Em 2023 um total de 180 pessoas, entre cavaleiros e grupos de apoio, participou da Cavalgada.
4ª Cavalgada dos Metalúrgicos e Metalúrgicas
Dia 28 de setembro de 2024 (sábado)
7h30 Concentração com café na Vila Poliesportiva da UCS
8h30 Saída em direção ao Clube do Trabalhador
12h Churrasco de boas vindas
13h Show com João de Almeida Neto
- Almoço liberado para os cavaleiros. Apoio e demais participantes podem adquirir o ingresso no local no valor de R$ 35,00
Conheça os homenageados da 4ª Cavalgada dos Metalúrgicos e Metalúrgicas com o Troféu Vilson Fontes:
Pricila da Silva. Natural de Nova Petrópolis, Pricila nasceu no dia 13 de abril de 1982. Filha de João da Silva e Neli Terezinha Pereira da Silva. Os irmãos e irmãs são: Marilei, Cleir, Selma, Sonia, Rita, Davi, Simone e Eliane. É casada com Elisandro da Conceição e tem dois filhos, Marlon e Erick. E dois netos: Castiel e Edward. Há 26 anos, Pricila inicia pela artística no CTG Galpão Serrano de Flores da Cunha, junto com o marido. Mas ela entrou mesmo de cabeça no mundo tradicionalista há cinco anos. Após uma crise depressiva, o marido prometeu dar um cavalo de presente. Procuraram em vários lugares. Até que um dia chegou um amigo do esposo e disse: eu tenho uma égua… está largada a campo. Ela estava perto do Apanhador, abandonada, pois era muito braba. Pricila não sabia andar, não sabia o que era um cavalo. Mas aí surgiu a Dona Balaca. “A gente carregou ela num reboque. Quando chegamos, o Paulo Cunha, que entende de cavalos, olhou para mim e disse: Priscila, tu não vai conseguir trabalhar com essa égua, ela é muito braba.” Pricila conta que na hora se assustou mas disse. “Deus me deu… ela é para mim.”
E a intuição de Pricila estava certa. Foi uma ligação muito forte. Com a Balaca participaram de piquete de laço, conheceram várias pessoas que ensinaram a laçar. Começou a se envolver na campeira, nas cavalgadas, a ir nos rodeios e a bater fotos. Hoje todo mundo sabe quem é a Balaca quando ela chega no rodeio. Todo mundo conhece a Balaca quando ela está numa cavalgada. Após esses cinco anos, o nome dela foi construído também através de redes sociais. “Com ela eu entro numa cancha, eu faço baliza, rédea, eu faço tudo o que eu precisar. Ela me responde, ela me retorna. Eu tenho orgulho de vestir uma bombacha, de botar um lenço e um chapéu. Porque dizer que é gaúcho é fácil. Agora, tu amar aquilo que faz para ser um gaúcho, é para poucos.”
Sobre ser homenageada na Cavalgada dos Metalúrgicos, Pricila diz ser uma honra. “Do fundo do meu coração, já estou dando o meu melhor, já estou convidando no boca-a-boca. Parabéns por vocês fazerem este evento. Eu sou grata, juntamente com a Balaca por esta oportunidade. Dia 15 estaremos aí, fazendo a maior bagunça.”
Deise Gomes Fontes. Nasceu em Vila Seca, distrito de Caxias do Sul, no ano de 1990. É filha de Vilson Alves Fontes e de Roza de Fatima Francisca. O amor às tradições gaúchas vem da infância. O pai laçava nos torneios e a levava junto, desde pequena. Deise também já participou de vários CTG’s. Tem duas éguas, a Audaciosa da Estância Serrana e a Maia. Deise conta que o pai sempre tinha dois cavalos. Um era dele e outro era dos filhos. Por isso, desde bebê ela já andava a cavalo. O pai Vilson Fontes montou um hotel para cavalos no ano de 2011 em Vila Seca. Hotel que a Deise está a frente atualmente como proprietária e administradora, juntamente com a mãe e a irmã: a Hotelaria Vilson Fontes, com capacidade para 18 cavalos. “É muito bom, os cavalos te ensinam muita coisa, a se conhecer, a levar uma vida mais tranquila,” afirma Deise. Ela conta que no hotel é feita reabilitação dos cavalos entre outros serviços. “Ver o proprietário feliz e o cavalo bem é sempre gratificante.”
Deise participou da primeira e da terceira edição da Cavalgada dos Metalúrgicos. O nome do Troféu Vilson Fontes é em homenagem ao pai de Deise. “Eu não esperava ser homenageada, é gratificante demais ser reconhecida pelo legado do meu pai. Não esperava mesmo. Já convidei amigos e quero todos lá participando.”
Marco Véio. Marcos Ramos é motorista. Nasceu em 24 de setembro de 1973. Natural de Caxias do Sul, é filho de Cidelcino Ramos e Amélia Borges Ramos. Casado com Raquel Andreia Ramos e pai do Felipe João Ramos, de 18 anos e da Fernanda Andreia Ramos, de 28 anos. Começou a fazer cavalgada com a turma de amigos. Mas se perguntar para essa turma se conhecem o Marcos Ramos, quase ninguém vai saber quem é. Agora, se perguntar sobre o Marco Véio, aí todo mundo conhece. Ele conta que o Marco Véio ficou mais popular por causa de um vídeo que postou nas redes sociais onde aparece pilchado andando de bicicleta, com uma mochila e uma cachorra dentro da mochila. A cachorra no caso se chama Tradição, e é da raça pastor australiano, acostumada a lida no campo. O vídeo, ao estilo do famoso outro vídeo do Marco Véio do carrinho de lomba, fez muito sucesso e o apelido pegou. Ao todo, Marco Véio tem 10 cachorros e dois cavalos, o índio e o Pudim.
Marco Véio é vice patrão do CTG Imigrantes e Tradição. “Comecei levar a Fernanda, minha filha com 5 anos, para dançar. Ela dançou até os 18 anos. Depois o Felipe também pequeno. Hoje com 18 anos ele dança e é instrutor também,” conta Marco com orgulho de estar passando adiante o amor pela cultura gaúcha.
“Meu sogro que é laçador que me convidou. Quando comecei namorar minha esposa, eu ia junto nos rodeios. Comprei um cavalo em 1998 para minha filha e a partir daí começamos a participar de cavalgadas.” Marco já participou de várias cavalgadas e está em três grupos diferentes. “É muito bom estar um uma cavalgada. Todo mês participo de uma.”
Sobre ser homenageado nesta edição, ele conta que ficou surpreso. “Ano passado quando me avisaram que eu seria homenageado, eu fiquei surpreso e foi uma emoção muito grande. Sou o simples Marco Véio, mas disseram que eu mereço, porque estou em todas. Sou brincalhão nas cavalgadas, levo o radio, canto. Deve ser por isso que me convidam.” Entre os convidados de Marco Véio para participar está o genro Cristopher, que também gosta do tradicionalismo e a noiva do filho a Sofia, também vai participar da 4ª edição da cavalgada. E tem ainda a netinha, a Antonela, de seis meses, que vai participar pela primeira vez de uma cavalgada. “Nem que seja na concentração, pra já ir vivendo desde pequena o tradicionalismo.”
Cassiano Boff. Cassiano Ricardo Boff é veterinário. Natural de Caxias do Sul, nasceu em 14 de agosto de 1977. É filho de Rui Fernando Casemiro Boff e Leane Antonieta Giacomet Boff. O pai costumava participar de cavalgadas e quando Cassiano tinha 12 anos, a família comprou o primeiro cavalo. Ele conta que sempre participou de cavalgadas. “Nos desfiles da Semana Farroupilha em Flores da Cunha é que tenho minhas primeiras memórias de cavalgadas,” relembra Cassiano. Então teve início toda sua trajetória, não só de amor às tradições gaúchas, mas no que viria a ser a sua exitosa profissão. Ele se formou em medicina veterinária no ano de 2009. É especialista em clínica equina.
Ele também é criador de cavalo árabe desde os 14 anos. Hoje cria o cavalo campeiro. Desenvolve o tradicionalismo através do cavalo campeiro que é nativo do Rio Grande do Sul. Raça ameaçada de extinção que Cassiano luta para preservar. Além disso Cassiano tem éguas campeãs nacionais.
Cassiano conta com orgulho que a filha Valentina de Carli Boff, de 17 anos, vai participar da Expointer em provas de tambor e baliza com cavalo árabe. “ Ela quer fazer medicina mas pensando quem sabe em ser veterinária,” diz Cassiano mostrando que já está deixando um legado.
Sobre a homenagem na 4ª Cavalgada dos Metalúrgicos, ele destaca que gostou muito da lembrança. “Primeira vez que sou homenageado. Me dou muito bem com o pessoal do Sindicato. Trabalho desde a primeira edição como veterinário. Acompanhei todas as Cavalgadas dos Metalúrgicos, a cavalo em todas,” conta Cassiano dizendo que nesta edição a filha Valentina vai participar, principalmente por se tratar de um momento tão especial para ele.
MAIS DESTAQUES
Com o tema “A luz que atravessa o tempo”, edição comemorativa fala sobre a memória e os vínculos entre gerações.
A 10ª edição de O Grande Espetáculo de Natal será realizada nos dias 28 e 29 de novembro, sábado e domingo, às 20h, na Praça Dante Alighieri, junto à Casa Magnabosco, em Caxias do Sul (RS). Gratuito e aberto à comunidade, o espetáculo celebra uma década de trajetória com uma nova produção artística que propõe uma reflexão sobre o tempo, a memória e os vínculos construídos entre gerações.
Com o tema “A Luz que Atravessa o Tempo”, a edição de 2026 apresenta uma narrativa que tem como ponto de partida a relação entre um avô e sua neta. Em meio aos preparativos de Natal, um poema escrito pelo avô conduz a jovem por uma jornada de descobertas, na qual diferentes experiências revelam a importância de perceber o mundo com sensibilidade, reconhecer a passagem do tempo, preservar as lembranças, encontrar coragem e compartilhar.
A história ganha forma por meio da integração entre música, dança, circo e poesia, em uma construção cênica que alterna grandes composições visuais e momentos de introspecção. Ao estabelecer conexões entre passado e presente, o espetáculo convida o público a reconhecer aquilo que permanece nas relações humanas e nas memórias que atravessam gerações.
Memória, encontro e esperança
Ao completar dez anos, O Grande Espetáculo de Natal reafirma sua relação com a comunidade de Caxias do Sul e as diferentes gerações que acompanharam sua trajetória. Desde sua criação, o projeto reúne artistas, profissionais da cultura, instituições, empresas e público em uma celebração coletiva que ocupa o espaço urbano e contribui para a construção de memórias afetivas associadas ao Natal.
Para Pedro Horn Sehbe, CEO, idealizador e diretor geral de O Grande Espetáculo de Natal, a celebração dos dez anos representa a consolidação de um projeto que nasceu com o propósito de reunir a comunidade em torno da arte e que, ao longo de sua trajetória, conquistou um lugar de destaque no calendário cultural da Serra Gaúcha. “Chegar à décima edição é a confirmação de que construímos algo que pertence à nossa cidade. O Grande Espetáculo de Natal nasceu de uma visão, cresceu com o envolvimento de muitas pessoas e hoje representa a força de uma comunidade que acredita na cultura e na capacidade da arte de transformar espaços, aproximar gerações e construir legados. São dez anos de trabalho, de investimentos e de compromisso com a entrega de um espetáculo de excelência, gratuito e acessível à população. Nessa edição, queremos celebrar essa conquista olhando também para o futuro, porque a luz que atravessa o tempo é aquela que conseguimos manter viva e transmitir às próximas gerações”, destaca.
Na dramaturgia, essa relação entre passado e presente se manifesta especialmente no encontro entre o avô e a neta. De gerações distintas, os personagens estabelecem um diálogo que aproxima experiências, percepções e maneiras de compreender o mundo. A figura do avô poeta conduz a narrativa a partir de um olhar sensível sobre os acontecimentos cotidianos, revelando como gestos, lembranças e experiências aparentemente simples podem adquirir novos significados ao longo da vida.
A poesia assume papel central nessa construção, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e conduzindo o público por uma história que encontra significado nas relações familiares e nas lembranças que permanecem ao longo do tempo. A proposta dialoga com a sensibilidade presente na obra de Mário Quintana, especialmente em sua atenção aos pequenos acontecimentos e à capacidade de reconhecer a beleza nas experiências cotidianas.
A narrativa também preserva elementos da tradição cristã do Natal, reconhecendo sua presença na formação das memórias e das celebrações familiares. Essa dimensão se integra à proposta artística de um espetáculo comunitário, que valoriza o encontro entre gerações, a convivência e o compartilhamento de experiências. Ao abordar sentimentos como amor, fé, esperança e solidariedade, a produção propõe uma reflexão sobre valores que permanecem significativos mesmo diante das transformações da sociedade.
Com direção executiva de Cali Troian, a décima edição também marca o fortalecimento institucional de O Grande Espetáculo de Natal, que vem ampliando sua dimensão artística, sua capacidade de mobilização e sua presença entre os atrativos natalinos da Serra Gaúcha. A articulação entre iniciativa privada, poder público e profissionais da cultura contribui para a continuidade do projeto e para o posicionamento de Caxias do Sul no calendário cultural e turístico do Rio Grande do Sul.
Novidades cênicas
Para marcar a décima edição, O Grande Espetáculo de Natal apresenta uma concepção artística que amplia as possibilidades de integração entre dramaturgia, música, dança, circo e recursos visuais. Figurinos, iluminação, efeitos especiais e elementos cenográficos participam da construção narrativa, contribuindo para representar as experiências e transformações vividas pelas personagens.
Com duração aproximada de uma hora, a apresentação será organizada em quadros cênicos que alternam momentos de impacto visual com passagens intimistas e contemplativas. A montagem contará com a participação do Coro Unimed, dos artistas do Grupo Tholl e da Cia. Matheus Brusa, reunindo diferentes linguagens artísticas em uma experiência concebida para o espaço urbano.
A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Ivan Montanha, reúne canções natalinas que atravessam gerações e permanecem presentes na memória afetiva do público. Interpretado por mais de 60 vozes adultas e juvenis, o repertório acompanha o desenvolvimento da narrativa, estabelecendo conexões entre as diferentes cenas e contribuindo para a atmosfera de emoção e celebração que caracteriza O Grande Espetáculo de Natal.
Com roteiro assinado por Marcelo Andrighetti, em parceria com os diretores do espetáculo, a narrativa percorre diferentes universos cênicos, enquanto as coreografias de Matheus Brusa traduzem em movimento os sentimentos, as lembranças e as transformações vividas pelas personagens. A integração entre a dança, o circo do Grupo Tholl e a música do Coro Unimed dá forma a uma encenação que explora o contraste entre movimento e pausa, passado e presente, realidade e imaginação.
A abertura terá como referência o ambiente familiar dos preparativos de Natal, dando início à relação entre os personagens e ao percurso que conduz a jovem por diferentes experiências. Ao longo da apresentação, a combinação entre música, dança, acrobacias e elementos simbólicos permitirá ao público acompanhar uma história sobre o tempo, a memória e a descoberta de novos sentidos para a celebração natalina.
Ao reunir diferentes expressões artísticas em uma produção concebida para o espaço público, O Grande Espetáculo de Natal comprova sua proposta de aproximar a comunidade da experiência cultural. A celebração dos dez anos reconhece tanto a trajetória do projeto quanto o papel da arte na formação de público, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na construção de referências culturais compartilhadas.
As duas apresentações são gratuitas e contarão com áreas destinadas à acessibilidade, demonstrando o compromisso do projeto com o acesso à cultura e a participação da comunidade.
Cultura
Feira do Livro encerrou neste domingo com público de 140 mil pessoas
Publicado em
1 dia atrásem
19/10/2026
Com mais de 350 ações realizadas entre os dias 02 e 18 de outubro, a 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul contabilizou um público de 140 mil pessoas, registrando a venda de 33.725 livros no período. A solenidade de encerramento foi neste domingo, depois do show da dupla Tita e Rafa. Com o toque da sineta feito pela patrona, Adriana Antunes, houve também a tradicional entrega de rosas aos livreiros das 24 bancas que atuaram nesta edição.
O fim de semana contou também com o concorrido bate-papo com os novos aurores, realizado sábado à tarde, na Galeria Gerd Bornheim, reunindo os escritores caxienses Gustavo Tamagno Martins, Jorge Possamai, Josiane Scapin, Lilian Lima e Simone Müller Cardoso. No mesmo espaço, na sequência, foi realizado o “Vivências dissoantes – Poetas LGBT+” reunindo Jaque Pivotto, Roberta Saldanha, Felipe Zobaran e Ceci Favero. A Patrona Adriana Antunes seguiu no pique coordenando mais um “Venha Ler Com a Patrona”, esta vez numa roda de leitura batizada de “Conversas Clariceanas: lendo contos de Clarice Lispector”.
Ainda no sábado à tarde, no Palco Principal, durante conversa mediada pela jornalista Tríssia Ordovás Sartori, o escritor e especialista em felicidade, Gustavo Arns, falou de como pensamos nela como algo que já passou:
“Às vezes depositamos a felicidade no passado, com expressões como ‘eu era feliz e não sabia’. Há uma dificuldade de conseguir exercitar a musculatura da presença”, disse Arns, destacando que é preciso treinar o exercício da presença em nosso cotidiano.
Ele também lembrou que foi em Caxias do Sul que conheceu a Monja Coen, de quem ficou amigo e, juntos, lançaram livros e criaram o Centro de Estudos de Felicidade.
“Ela estava jantando uma costela suína. Pensei que fosse vegetariana. Aí ela me olhou perguntado ‘qual o problema de uma monja comer uma costela’, recordou-se Arns.
Com a Praça Dante Alighieri lotada na tarde de sábado, os jornalistas e podcasters Ivan Mizanzuk e Chico Felitti deram um show de simpatia e inteligência, sendo ovacionados pelo público que, também, enfrentou longa fila de espera para obter um autógrafo e uma selfie.
Na conversa, Felitti citou Dráuzio Varela e Eliane Brum como referências para a sua determinação para se profissionalizar contando histórias em áudio:
“Descobri que contar histórias era uma profissão. O que me atrai é o que está fora do centro. Amo bater na porta, amo o constrangimento e o confronto. Me alimento disso”, disse Felitti, antecipando um dos seus próximos podcast: “Fui acusado de um crime aos 13 anos, uma fofoca dizendo que tínhamos espancado um amigo que morreu. Nunca lidei com isso, tinha esquecido. Mas estou rodando o mundo para encontrar estes amigos e investigar essa morte.”
Pioneiro no mundo dos podcasts, referência afirmada de Felitti durante a conversa, Ivan Mizanzuk disse que, no dia a dia, gosta de quebrar a cabeça para encontrar as histórias, mas não muito de escrever os roteiros.
“Já é um esforço grande falar com pessoas estranhas, então prefiro terceirizar o roteiro”, explicou, também falando de seu próximo trabalho, abordando o caso da morte de PC Farias, que foi assessor do ex-presidente Fernando Collor: “Minha intenção é solucionar o caso PC Farias”.
A tarde de domingo reuniu o público para assistir ao show de mágicas do mágico Mateus Di Macedo, além do show de encerramento da dupla Tita e Rafa que, acompanhados de banca, repassaram hits do rock brasileiro dos anos 1980, botando o público para cantar e dançar.
A solenidade de encerramento teve fala da presidente da Associação dos Livreiros Caxienses – Alca – , Maria Helena Lacava. Ela festejou mais uma edição da Feira na Praça Dante e conclamou:
“Vamos ter empatia, amor e consciência. Tudo isso faz a diferença na vida. Saber que a leitura ajuda na compreensão do texto e do contexto nacional que estamos vivendo é fundamental”, disse.
A Amiga do Livro, Alexandra Faccio, Teca, falou com emoção deste grande momento de sua vida:
“Que jornada foi para mim esta para mim! Uma linda festa literária. Este foi o meu momento em que pude trilhar entre palavras. Não consigo mais ordenar minhas lágrimas”, disse Teca, entre… lágrimas.
A Secretária da Cultura, Tatiane Frizzo, destacou o empenho de todos os envolvidos na realização da Feira, dizendo que foram dias felizes, saudando a próxima Feira, para 2027:
“A 43ª Feira vai ser muito especial”, afirmou.
Em seu discurso de encerramento, a Patrona Adriana Antunes falou de caminhadas – físicas e metafóricas:
“Caminhei muito por esta praça nestes 18 dias de feira, foram 32 quilômetros, registrados no aplicativo. Mas, somos todos feitos de fins. E, em algum momento ele chega. E se eles existem é porque houve um começo. E no começo eu era bem pequena. Do jardim da minha casa, meu pai apontava para o centro e dizia: um dia você vai chegar lá. Não sei se cheguei aonde ele imaginava, mas hoje, neste momento estou aqui e para a garota de onde eu vim, já é bem longe”, disse Adriana, convocando o público dar as mãos e, se quisessem, se abraçar:
“Que nossas mãos troquem a ameaça, a agressão, a arma, por ternura. Carecemos de amor, de respeito, de mãos que saibam acolher. Encerro esta feira com o sentimento de que, por alguns dias, fomos mais leitores, mais apaixonados por livros, pela cultura, pela arte, mais ternos e potencialmente mais humanos. Compreendendo que tudo passa. E, eles também passarão. Não tenho nenhuma pretensão ao chegar ao fim. Desejo apenas que sejamos pessoas que saibam mais amar do que odiar” falou a Patrona.
Para o Coordenador Geral, Cássio Felipe Immig, a 42ª edição da Feira do Livro de Caxias cumpriu sua tarefa de dinamizar a cena cultural da cidade com ações pontuais e significativas na área do Livro, Literatura e Leitura:
“Minha avaliação da Feira do Livro de 2026 é, em linhas gerais, positiva. Apesar do clima ter sido predominantemente frio e úmido, com alguma chuva em quase todos os dias, o público compareceu. Tivemos vários momentos de praça lotada, mesmo fora do fim de semana. Também acredito que o cuidado maior com o público PCD e o Espaço da Acessibilidade foram um acerto e um passo a mais em direção ao nosso principal objetivo que a democratização do acesso à leitura e ao livro. Os retornos recebidos do público em geral e dos escritores foi elogioso, destacando a qualidade e variedade da programação e a beleza da praça durante o evento. Com tudo isso, entendo que conseguimos entregar mais uma grande Feira do Livro para a comunidade de Caxias do Sul.”
Na relação dos dez livros mais vendidos, contabilizados até sábado, destacam-se livros de autores locais nas primeiras posições, sendo “Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul”, de Claudia Velho, editora EDUCS, o destaque entre os adultos e “Saudade cabe na mochila?, de Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, com ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS, o segundo mais vendido entre os infanto-juvenis (lista completa abaixo).
A realização da 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul é da Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul e da Associação dos Livreiros Caxienses – ALCA, com patrocínio de Supermercados Andreazza, Sorvetes Urca, Sulgás, Randoncorp e Racon Consórcios. O Patrocínio Institucional é da e Unimed Serra Gaúcha. O Apoio Cultural é do Instituto Elisabetha Randon, Câmara de Vereadores, Infront, Gráfica Cromo e Unifique A rádio oficial é a UCS FM e conta com a parceria de Desalinha Design UCS e SESC Caxias do Sul. Financiamento Pró-Cultura – Governo do Estado.
42ª Feira do Livro – Livros mais vendidos até sábado (17)
Adultos
1 – Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul, Claudia Velho, editora EDUCS
2 – A estranha na cama, Raphael Montes, editora Companhia das Letras
3 – Resgatando mulheres, reconstruindo vidas, organizadores Isabela Bressan Prux e Maria Marlene da Silva Faria, editora Desdobra
4 – Educs: meio século de histórias, organizadora Simone Côrte Real Barbieri, editora EDUCS
5 – Quando, Carla Madeira, editora Record
6 – Verity, Colleen Hoover, editora Galera Record
7 – Vida de médico, Francisco Michielin, editora Lettere & Parole
8 – Ela, Lisana Bertussi, editora São Miguel
9 – Rádio Caxias: há 80 anos a voz da cidade, Marcos Kirst, editora São Miguel
10 – O massacre da família Hope, Riley Sager, editora Intrínseca
Infanto-juvenis
1 – Eu duvido vocês terminar este livro, Giuliana Mafra, editora Outro Planeta
2 – Saudade cabe na mochila?, Josiane Borges Soares e Kátia Cardoso Nostran, ilustrações de Amanda Victória, editora EDUCS
3 – Olhinhos curiosos (série), vários autores
4 – Diário de uma princesa desastrada, de Maidy Lacerda, editora Outro Planeta
5 – Pense rápido (série), de Paloma Blanca Alves Barbieri, editora Ciranda Cultural
6 – O Homem-cão (série), Dev Pilkey, editora Companhia das Letrinhas
7 – Minecraft (série), vários autores, editora Ciranda Cultural
8 – O pequeno príncipe, Antoine de Saint Exupéry, várias editoras
9 – Diário de um Banana (série), Jeff Kinney, editora VR
10 – O cara que estou a fim não é um cara?!, Sumiko Arai, editora New Pop
Cultura
Sonora Brasil traz Suraras do Tapajós ao palco do Sesc Caxias do Sul
Publicado em
2 semanas atrásem
08/10/2026
Grupo paraense formado por mulheres indígenas apresenta repertório autoral e tradicional no dia 12/10 .
O Teatro do Sesc Caxias do Sul recebe, no dia 12 de outubro, às 20h, o show Suraras do Tapajós, atração do projeto Sonora Brasil. Formado por mulheres indígenas, o grupo paraense apresenta canções autorais e repertórios da música do Pará, combinando carimbó, dança e elementos visuais ligados à cultura de seus territórios. Os ingressos estão disponíveis no SAC da unidade e pelo site www.sesc-rs.com.br/
Considerado o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas no Brasil, o coletivo utiliza a música para valorizar a natureza, a força feminina e a ancestralidade de seu povo. A presença das artistas também amplia a participação das mulheres indígenas em um gênero tradicionalmente marcado pela presença masculina.
Com uma trajetória que inclui apresentações em importantes festivais nacionais, como Rock in Rio 2024, Coala Festival e Rec-Beat, as Suraras do Tapajós levam ao palco uma experiência que reúne música, dança e elementos visuais tradicionais. O trabalho do grupo reforça a presença da cultura indígena contemporânea e mantém vivas expressões relacionadas à identidade, resistência e celebração do território.
Os ingressos custam R$15 para trabalhadores do comércio e serviços, R$18 para empresários, R$20 para meia-entrada e R$40 para o público geral. Também há a opção de ingresso solidário por R$30, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue no evento.
Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País. Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras.
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