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Metalúrgicos realizam assembleia geral de dissídio neste sábado

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“Sem auxílio creche para a criança e sem redução no vale transporte, não tem acordo.”

O dissídio desse ano tem um significado muito importante. É necessário reduzir o valor do transporte para o trabalhador e para a trabalhadora e deve ser implementado o auxílio creche para a criança. “Sem a aprovação destas duas cláusulas, não tem acordo,” afirma o presidente Assis Melo. Na Campanha Salarial do ano passado, finalizada após mediação do 4º TRT em Porto Alegre, ficou acertado entre o Sindicato dos Trabalhadores e o SIMECS, que estes dois itens entrariam na negociação de 2024.

A assembleia geral de dissídio para votação de proposta do sindicato patronal acontece no auditório do Sindicato a partir das 9h30 da manhã deste sábado, dia 20 de julho. Haverá transmissão ao vivo pelo Facebook do Sindicato.

Auxílio creche para a criança

Ter o direito a creche negado: essa é a realidade de muitas crianças filhos de casais onde apenas o pai é metalúrgico. Poder deixar a criança aos cuidados de um ambiente propício, auxilia no desenvolvimento infantil e dá segurança aos pais para poder trabalhar sem preocupações. E isso deve ser um direito da criança, não apenas da mãe que trabalha em uma empresa metalúrgica.

Quando esse direito é garantido para a criança, o trabalhador ou a trabalhadora pode contar com um local confiável para deixar seus filhos, os pais podem se dedicar às suas atividades profissionais com tranquilidade, sabendo que eles estão bem cuidados e em um ambiente estimulante.

Redução no valor do vale-transporte

O vale-transporte é um benefício que permite aos trabalhadores e trabalhadoras ter condições de ir e voltar de seu local de trabalho. É uma obrigação legal que leva o empregador a antecipar a cada funcionário o valor necessário para o seu deslocamento a cada mês.

Porém é descontado 3,5% do salário do trabalhador, ou seja, o trabalhador paga para ir e voltar de seu local de trabalho. O impacto do desconto do vale transporte no orçamento já apertado de quem trabalha é muito alto. O trabalhador não tem condições de pagar esse percentual. Está pagando para se deslocar até a empresa e voltar para casa Esse valor precisa urgentemente ser reduzido.

Metalúrgicos já rejeitaram por unanimidade proposta de 3,5% do sindicato patronal

No dia 29 de junho, aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e região, a primeira assembleia geral de dissídio da campanha salarial 2024. Por unanimidade, os trabalhadores e trabalhadoras presentes que lotaram o auditório do sindicato, rejeitaram a proposta de 3,5% de reajuste apresentada pelo SIMECS.

“Não vamos mudar a situação sem lutar. Essa forma de negociação com o patronal se esgotou porque não leva em conta o esforço dos trabalhadores e das trabalhadoras dentro da fábrica,” disse o presidente Assis Melo.

O presidente também destacou que as empresas tem condições de oferecer uma proposta melhor e não fazem porque não querem. “As empresas são deles, os meios de produção são deles. Mas a inteligência e a força de trabalho são nossas. E essa inteligência e força de trabalho não pode ser o item mais barato nesse círculo da produção,” finalizou Assis, antes da categoria rejeitar por unanimidade a proposta.

A pauta da Campanha Salarial deste ano foi entregue para o sindicato patronal ainda em abril.

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Revisão do Plano Diretor terá palestra sobre a transformação de Medellín

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Encontro aberto à comunidade será realizado no dia 4 de novembro, na Fundação Marcopolo.

A Comissão Organizadora da Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) de Caxias do Sul, em parceria com a Fundação Marcopolo, promove no próximo dia 4 de novembro, às 8h30, um encontro sobre a experiência de transformação urbana de Medellín, na Colômbia.

A palestra “A transformação de Medellín: inovação social, resiliência, mobilidade e planejamento urbano” será conduzida por Santiago Uribe Rocha e Jean‑Edouard Tromme. Eles compartilharão aprendizados sobre planejamento territorial, mobilidade urbana, inclusão social, inovação e resiliência.

A experiência de Medellín oferece referências para o debate sobre o futuro das cidades e contribui para as discussões da revisão do Plano Diretor de Caxias do Sul.

O encontro será na Biblioteca Parque da Fundação Marcopolo, na Rua Pinheiro Machado, 410, bairro Nossa Senhora de Lourdes. É aberto à comunidade e não exige inscrição prévia.

Este é o quatro encontro sobre a Revisão do PDDI. O primeiro foi realizado na Câmara Municipal, o segundo no Ministério Público e o terceiro na OAB Caxias. Já foram explanadas experiências de Curitiba/PR, de Porto Alegre/RS e  sobre Instrumentos Jurídico-Urbanísticos.

A Comissão Organizadora é composta pela Prefeitura de Caxias do Sul, Câmara de Vereadores, CIC, Sinduscon, Seaaq, OAB, UAB e Conseplan.

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Sala Lilás reforça rede de proteção e acolhimento a mulheres vítimas de violência

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Atendimentos na defesa dos direitos são realizados visando ao acolhimento e ao encaminhamento às políticas públicas.

A Sala Lilás, inaugurada há cinco meses no Centro Especializado de Saúde (CES), segue com os atendimentos encaminhando as mulheres para os serviços de saúde. O local foi inaugurado em 18 de maio de 2026, integrando o Ambulatório da Mulher Justina Onzi com uma estratégia de saúde para o atendimento de mulheres vítimas de violência, focando o cuidado de profissionais na área de psicologia e assistência social. O objetivo é garantir o acesso à política de saúde, em especial, à psicoterapia, com maior agilidade e discrição, priorizando as demandas em saúde e evitando a revitimização das usuárias.

Conforme ajuste inicial feito entre os responsáveis pela Rede de Proteção da Mulher do Município, o fluxo de atendimento na Sala Lilás iniciou com o encaminhamento de 39 usuárias referenciadas ao Centro de Referência da Mulher (CRM). Destas, 14 já estão recebendo o atendimento psicoterápico individual e outras 16 estão sendo atendidas pela assistente social. A ideia agora é, a partir do levantamento de demandas e estudo pormenorizado de cada caso, implementar um plano de cuidado individual em saúde contando com o suporte de serviços de Atenção Primária (UBS e e-Multi), Odontologia (CEO), Saúde Mental (CAIS Mental e CAPS), conforme a necessidade de cada uma.

Há também a ideia de formar, na Sala Lilás, Grupos de Apoio Mútuo e/ou Grupos Psicoeducativos e Informativos, abordando temas como ciclo da violência, autonomia, saúde da mulher e autocuidado.

“A relevância deste trabalho é reforçada por dados da rede de proteção local. Informações colhidas após recentes episódios de feminicídios no Município indicavam que, muitas vezes, as vítimas não haviam passado por serviços de suporte ou saúde antes dos eventos fatais. Este dado corrobora a importância da Sala Lilás: estratégias de amparo e intervenção precoce são, comprovadamente, ferramentas capazes de salvar vidas”, ressalta a médica Vanusa Prestes Perini, coordenadora-técnica do local.

O que é: a Sala Lilás é um espaço físico humanizado, reservado e seguro implantado em delegacias, institutos médico-legais (IMLs), defensorias públicas, unidades de saúde do SUS e órgãos de justiça, com o objetivo de acolher, orientar e proteger mulheres e meninas em situação de violência de gênero. Integra a politica do Ministério da Saúde desde 2024, como parte do Programa Mínimo das necessidades das UBSs e Atenção Especializada.

Encaminhamento pela Atenção Primária: a mulher que necessita do atendimento especializado deve passar inicialmente por uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Caxias do Sul. Os profissionais das UBSs realizam a identificação ou o primeiro acolhimento e fazem o encaminhamento oficial para o serviço especializado.

Ambiente reservado e protegido: ao chegar ao Ambulatório, a paciente é direcionada à Sala Lilás, um local planejado para garantir que ela não fique exposta em saguões ou corredores comuns.

Atendimento multiprofissional: a estrutura conta com uma equipe qualificada com médicos ginecologistas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais para prestar suporte físico e emocional em momentos de extrema vulnerabilidade.

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Sindicato dos Metalúrgicos celebra primeira redução total de jornada em fábrica de Caxias do Sul

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A direção do Sindicato dos Metalúrgicos participou, na tarde desta terça-feira (20), de um momento histórico na garantia dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da metalurgia de Caxias do Sul. A Pana (antiga Panatlântica) é a pioneira no cumprimento antecipado da integralidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, no setor na cidade.

O presidente do Sindicato, Paulo Andrade; e o diretor de Imprensa e Divulgação, Júnior Almeida, estiveram presentes à apresentação e votação da proposta pelos funcionários. A reunião ocorreu após contato da direção da empresa com a entidade sindical, propondo a adequação total imediata da jornada de trabalho.

Com a aprovação da maioria dos metalúrgicos e metalúrgicas da empresa, a partir do dia 03 de novembro, a nova jornada diurna que, atualmente, é das 07h30 às 17h18 vai encerrar às 16h20. Já a noturna, que vai das 17h18 às 02h33, passará para o período 16h20 às 0h45. Também foi aprovada a redução do intervalo de 1h para 50min.

Assim como estabelece a nova lei, a adequação não vai acarretar a redução dos salários dos funcionários. A direção do Sindicato celebra a iniciativa pioneira da direção da Pana. 

“Quando falamos na redução da jornada de trabalho, havia uma espécie de manipulação até mesmo pela mídia (fake news) de que a PEC traria prejuízo aos trabalhadores, principalmente, que haveria a redução dos salários. Entretanto, a lei foi aprovada e a Pana é a primeira empresa a cumprir a legislação sem reduzir os salários dos trabalhadores e trabalhadoras. Que o exemplo da Pana se estenda às demais metalúrgicas. O Sindicato dos Metalúrgicos, mais uma vez, fazendo história na luta pelos direitos da nossa categoria”, afirma Paulo Andrade.

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