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Sonora Brasil apresenta a música indígena contemporânea de Gean Ramos Pankararu em Caxias do Sul

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Artista pernambucano do povo Pankararu se apresenta neste dia 30, no Teatro do Sesc, com espetáculo que conecta ancestralidade, identidade e sonoridades.

A música indígena contemporânea ganha espaço na programação do Sonora Brasil em Caxias do Sul. No dia 30 de agosto, domingo, às 18h, o Teatro do Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira César, 2462) recebe o músico, compositor e artista indígena Gean Ramos Pankararu, de Pernambuco. A apresentação integra a 28ª edição do projeto, que neste ano tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas” e promove a circulação de artistas de diferentes regiões do País.

Natural de Jatobá e residente na Aldeia Bem Querer de Cima, no território indígena Pankararu, Gean Ramos iniciou sua trajetória musical aos oito anos. Seu trabalho é marcado pelo diálogo entre as ancestralidades indígena e negra e por uma sonoridade contemporânea, em uma produção que valoriza as tradições de seu povo e, ao mesmo tempo, amplia as possibilidades da música brasileira.

A apresentação em Caxias do Sul terá duração de 60 minutos e classificação indicativa livre, com acessibilidade em Libras. No espetáculo, Gean compartilha uma produção artística construída a partir de suas vivências e de sua relação com o território, a memória e a identidade Pankararu, apresentando uma perspectiva contemporânea sobre as culturas e as ancestralidades dos povos originários do Nordeste.

Com uma trajetória consolidada em festivais, mostras e projetos culturais no Brasil, o artista também possui experiências em diferentes linguagens. Em 2016, lançou de forma independente o álbum “Inversões”, indicado ao Grammy Awards e ao Indigenous Music Awards, no Canadá, na categoria de melhor disco produzido por indígenas. O trabalho posteriormente ganhou nova edição, com nova mixagem, masterização e capa.

Ao longo da carreira, Gean Ramos também participou de projetos como a Mostra Música Indígena Contemporânea, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e criou a Mostra Pankararu de Música, realizada em seu próprio território, promovendo experiências de intercâmbio e valorização da cultura Pankararu. Em 2019, recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Triunfo pelo filme “Deus te dê Boa Sorte”. O artista também foi vencedor, em 2021, do Festival Edésio Santos da Canção, em Juazeiro, na Bahia.

A apresentação é a segunda atração do Sonora Brasil 2026 em Caxias do Sul. A programação teve início em agosto com o duo baiano Cabokaji, que apresentou o espetáculo “Salvaguarda”. A agenda seguirá nos próximos meses com outras expressões da diversidade musical brasileira: em outubro, o município recebe as Suraras do Tapajós, grupo paraense formado por mulheres indígenas, e, em novembro, dentro da programação da 13ª Aldeia Sesc Caxias do Sul, será a vez do grupo gaúcho Nderé Oblé.

Sobre o Sonora Brasil – O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País.  Promovido pelo Sesc nacionalmente, já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito que, a cada biênio, aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras. 

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