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Abandono estrutural na Maesa acende alerta e entidades articulam denúncia ao Ministério Público

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Vistoria técnica aponta infiltrações graves e risco de perda de maquinário histórico em Caxias do Sul.

O avanço da deterioração estrutural no complexo histórico da antiga Maesa, em Caxias do Sul, acendeu um alerta vermelho. Uma recente vistoria técnica liderada pela Frente Parlamentar apontou infiltrações graves e sérios riscos à estrutura interna do prédio. 
O vereador José de Abreu (PDT), que preside a Frente Parlamentar “A Maesa é Nossa”, cobrou providências urgentes do Executivo. 
— Durante a visita, o que mais nos alarmou foi o avanço do comprometimento estrutural em diversos pontos da Maesa. Encontramos infiltrações graves, deterioração de telhados, risco em estruturas internas e sinais claros de abandono. A situação exige ação urgente antes que os danos se tornem irreversíveis. 
Além da deterioração do imóvel, o abandono ameaça diretamente o acervo de máquinas históricas guardadas no local. Segundo o presidente da Associação Amigos da MAESA, Paulo Sausen, a falta de manutenção do telhado já prejudica o patrimônio destinado ao futuro museu. 
— O mais problemático de todos lá é o telhado, principalmente da área do meio onde está previsto o Museu do Trabalhador e da Trabalhadora. A estrutura está comprometida, então isso já está estragando os equipamentos e as máquinas tombadas. A falta de manutenção está comprometendo a estrutura da Maesa, que começa a corroer. 
Sausen também critica o atraso crônico nos projetos e as constantes mudanças de modelo de gestão promovidas pela prefeitura. Ele defende que o município já poderia utilizar as alas sob sua responsabilidade para descentralizar secretarias enquanto os planos maiores não saem do papel. 
— O próprio governo quis apresentar de forma individual uma alternativa que não era a proposta construída pelas entidades, e aí atrasou. A prefeitura muito bem poderia estar trazendo a Secretaria da Educação e outras pastas para a parte que é de sua competência, enquanto o projeto do mercado público e do museu vão andando. 
Acionamento da Justiça
Diante do imobilismo, as entidades e o legislativo preparam uma ofensiva jurídica. Com o apoio da União das Associações de Bairros (UAB), uma representação deve ser protocolada nos órgãos de controle. 
— Se continuar o abandono e a falta de ações efetivas, todas as medidas legais em defesa do patrimônio público e histórico precisam ser consideradas. A Maesa não pode mais esperar — adverte o vereador José de Abreu. 
Paulo Sausen confirma que o acionamento judicial será o caminho adotado pelas lideranças da comunidade. 
— Se a UAB entender e nós acreditamos que esse é um caminho necessário, a gente também vai assinar uma representação no Ministério Público. Tem que ter uma fiscalização mais criteriosa, um acompanhamento, porque é um patrimônio conquistado oficialmente desde 2011 e até agora se avançou muito pouco.

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